gente gente! alguém sabe o que é ter cinco homens em casa encaixotando coisas?
Pois é! Assim estou hoje! Rodeada de braços fortes fazendo minha mudança de casa!
Já joguei tanto lixo fora que mal acredito! Que bom! jogar tralhas, sacudir poeira, cheirar a Qboa, pintar armários (pintei três estantes, depois posto as fotos!), organizar o acumulado (que nem é sena rsss).
Estou virada. Não dormi de ontem para hoje. Estou bebendo vinho desde 4h da madrugada e, confesso, que o tinto tem bem feito bem. O sono certamente chegará após o rango! ai ai ai!
Mas, confiante estou com os novos ares, novas pinturas, outras cores, outra paisagem.
Ficarei sem blogar por alguns dias, pois o serviço da "net" é lento e eu uso o "virtua".
Eles demorammmmmmmmm muuuuuiiiiiiiiito! Tão logo as caixas se libertem e eu esteja conectada volto para os braços do Criando Espaços!
Torçam por mim!
beijos da Soll, blogueira rumando à vida nova!
20 junho, 2007
17 junho, 2007
O inferno somos nós
Para quê tantos quereres?
Aquele seriado 24 horas, não me parece exagero.
Embora as "ações" nem sempre sejam críveis, penso que vivo num mesmo turbilhão.
Nos últimos dias me deparei com situações atropeladas umas nas outras.
Um amontoado de "coisas" para resolver.
Mudança de casa, cirurgia de mãe, trabalho, aplicação e correção de provas, demissão, filha, casa, faxineira, empregada,empréstimo bancário, eletricista, montador da loja A, montador da loja B, supermercado, e, por fim, tentar dormir algumas horas na madrugada.
Nem é preciso dizer que estou um lixo! Um trapo humano! E, ainda, estou longe de resolver e conciliar tudo.
Se eu queria tudo assim "encavalado"?
Não!
Mas, foi dessa forma que as coisas se deram.
Ouvi ontem uma frase que gostei:
"Quem planeja tem futuro, quem não planeja tem destino".
Engraçado, anos passados eu era uma "planejadora" do que estava por vir.
As férias, a casa própria, o amor, o trabalho, as contas bancárias etc.
Era mais calculista.
Era mais feliz?
Não!
A angústia batia forte. Pois, ninguém tem controle sobre nada.
É mera ilusão acreditar que podemos "controlar" os passos.
Atualmente, decido em prazos bem mais curtos.
Transformo-me com mais clareza.
Percebo melhor a mim e ao mundo que me cerca.
Serviu para ser mais feliz?
Talvez não, por pura incompetência.
Digo isso porque, apesar da visão mais ampla, a angústia também se ampliou.
Juntando a noção controle impossível com a de impotência frente a realidade, tornei-me cética.
Não descrente da natureza provável ou possível da vida. E, sim, dos "clichês" desgastados.
Meu irmão diz que "tudo é psicanalisável". Sei não.
Ter entendimento pode não ser suficiente para mudar algo em si mesmo.
Sempre me "ajudaram" a filosofia, a literatura, as artes, a comunicação, e até mesmo a psicologia.
Contudo, foram elas, também, que me levaram a uma insuportável lucidez.
Tomar consciência da pequenez humana é um "alívio doloso".
Saber mais para se sentir (como Ser) menos...
Conhecer mais para sentir (sofrer) mais...
Um livro bem marcante para mim foi "Ensaio sobre a cegueira", do Saramago.
A cada linha, a cada página, a cada tempo debruçada sobre o livro, minha cabeça afirmava e meu olhos entristeciam.
Quando Jack Bauer, o super-agente-anti-terrorismo, age em nome da "honra" profissional está ele cego ou não? É por sua verdade que ele detona aqui e ali ou por uma simples "obrigação"?
Aqui páro e penso sobre minha cegueira. Penso sobre a forma de "ver" o mundo que construi a partir de tantas leituras e experiências. Penso sobre as "minhas verdades" e as "minhas obrigações".
Certo está quem plantou o ditado "o inferno somos nós". Só ainda não aprendi a me transformar em paraíso.
E, 24 horas são poucas para tantos quereres...
Aquele seriado 24 horas, não me parece exagero.
Embora as "ações" nem sempre sejam críveis, penso que vivo num mesmo turbilhão.
Nos últimos dias me deparei com situações atropeladas umas nas outras.
Um amontoado de "coisas" para resolver.
Mudança de casa, cirurgia de mãe, trabalho, aplicação e correção de provas, demissão, filha, casa, faxineira, empregada,empréstimo bancário, eletricista, montador da loja A, montador da loja B, supermercado, e, por fim, tentar dormir algumas horas na madrugada.
Nem é preciso dizer que estou um lixo! Um trapo humano! E, ainda, estou longe de resolver e conciliar tudo.
Se eu queria tudo assim "encavalado"?
Não!
Mas, foi dessa forma que as coisas se deram.
Ouvi ontem uma frase que gostei:
"Quem planeja tem futuro, quem não planeja tem destino".
Engraçado, anos passados eu era uma "planejadora" do que estava por vir.
As férias, a casa própria, o amor, o trabalho, as contas bancárias etc.
Era mais calculista.
Era mais feliz?
Não!
A angústia batia forte. Pois, ninguém tem controle sobre nada.
É mera ilusão acreditar que podemos "controlar" os passos.
Atualmente, decido em prazos bem mais curtos.
Transformo-me com mais clareza.
Percebo melhor a mim e ao mundo que me cerca.
Serviu para ser mais feliz?
Talvez não, por pura incompetência.
Digo isso porque, apesar da visão mais ampla, a angústia também se ampliou.
Juntando a noção controle impossível com a de impotência frente a realidade, tornei-me cética.
Não descrente da natureza provável ou possível da vida. E, sim, dos "clichês" desgastados.
Meu irmão diz que "tudo é psicanalisável". Sei não.
Ter entendimento pode não ser suficiente para mudar algo em si mesmo.
Sempre me "ajudaram" a filosofia, a literatura, as artes, a comunicação, e até mesmo a psicologia.
Contudo, foram elas, também, que me levaram a uma insuportável lucidez.
Tomar consciência da pequenez humana é um "alívio doloso".
Saber mais para se sentir (como Ser) menos...
Conhecer mais para sentir (sofrer) mais...
Um livro bem marcante para mim foi "Ensaio sobre a cegueira", do Saramago.
A cada linha, a cada página, a cada tempo debruçada sobre o livro, minha cabeça afirmava e meu olhos entristeciam.
Quando Jack Bauer, o super-agente-anti-terrorismo, age em nome da "honra" profissional está ele cego ou não? É por sua verdade que ele detona aqui e ali ou por uma simples "obrigação"?
Aqui páro e penso sobre minha cegueira. Penso sobre a forma de "ver" o mundo que construi a partir de tantas leituras e experiências. Penso sobre as "minhas verdades" e as "minhas obrigações".
Certo está quem plantou o ditado "o inferno somos nós". Só ainda não aprendi a me transformar em paraíso.
E, 24 horas são poucas para tantos quereres...
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14 junho, 2007
13 junho, 2007
Desabafo na madrugada
Meu saco tá cheio! E nem "saco" eu tenho. Perde-se muito tempo querendo um mundo melhor. Que se dane a água que vai acabar. Que se dane o pulmão que vai sucumbir. Que se dane o trânsito. Que se danem a filas dos hospitais. Que se dane a falta de comida para os miseráveis. Que se dane o aluno que não quer estudar e quer diploma. Que se dane a falta de dignidade humana. Que se danem as epidemias. Que se danem os órfãos. Que se dane a corrupção. Que se dane a procriação inconsciente. Que se dane se o futuro dos filhos e dos netos será uma bosta. Que se dane a humanidade que não consegue pensar coletivamente. Que eu me dane por perder as forças de acreditar num ser humano melhor. Que vá tudo para a PQP, porque hoje estou terrivelmente cansada para crer, para vislumbrar, para ser otimista, para nadar contra a corrente, para "derrubar" o status quo, para revolucionar, para.... Talvez, amanhã, seja outro dia. Hoje não, tenho que tomar muito vinho para esquecer quem realmente eu sou e agüentar essa vida tão bem vivida pela maioria.
12 junho, 2007
Passagem-paisagem
Misturada entre galhos.
Ofuscante,
ainda que.
Havia sombra.
Um interior por raiar.
_________________
Estradas de dias-nublados.
Contramão de ramos-olhares.
Entrelace de folhas-línguas.
_________________
Seis meses.
Meio de ano.
Dia doze.
_________________
Mudanças.
Números.
Caixas.
_________________
Madrugadas.
Vinhos.
Taças.
_________________
Corpos.
Companheirismo.
Cumplicidade.
_________________Sua presença.
Minha surpresa.
_________________
Vamos, juntos.
De passagem
construíndo
outra paisagem.
_________________
Seis meses.
Meio de ano.
Dia doze.
Meio de ano.
Dia doze.
Doze letras:
Te gosto muito.
11 junho, 2007
Dá-lhe wikipédia - Dia dos Namorados
Amor que nada! Não se nada e morre na praia e viva o capitalismo, os EUA, o comércio, a produção em massa, e os clichês incorporados por todos nós! Dia dos namorados cheio de corações... E, segundo a lenda da decapitação do São Valetim, americano, comprova-se que apaixonar é perder a cabeça.. hahahahahah
Já no Brasil viva Santo Antônio, o santo "casamenteiro"... ai ai ai quanta bobagem! Mas, rendamo-nos aos rituais, pois se sem eles, afinal, a cultura humana tem pouco sentido. Então, lá vou eu me render à cultura....à história... ao comum... para não ir mais uma vez na contramão... porque os mimos fazem parte da construção do divino! E viva, viva, viva. Ter alguém é bom mesmo, ter uma companheiro é bom mesmo, ter alguém que te ama é bom mesmo, ter alguém que você ama é bom mesmo, sentir amor é bom mesmo... Afora essas datas para lá de comerciais, somos seres humanos limitados a repetir. Repetir por normose, repetir por conveniência, repertir por ignorância, repetir por não exclusão. Repetir é o verbo humano! Então, vamos lá com mais um "eu te amo".... ou hnão....
______________________________________
O Dia dos Namorados, tratado em muitos países como Dia de São Valentim, é uma data comemorativa na qual se celebra a união amorosa entre casais, quando é comum a troca de cartões com mensagens românticas e presentes com simbolismo de mesmo intuito, tais como as tradicionais caixas de bombons em formato de coração. No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de Junho, já em Portugal, a data é celebrada em seu dia mais tradicional: 14 de Fevereiro.
História
A história do Dia de São Valentim remonta um obscuro dia de jejum da Igreja Católica, tido em homenagem a São Valentim. A associação com o amor romântico chega depois do final da Idade Média, durante o qual o conceito de amor romântico foi formulado.
O dia é hoje muito associado com a troca mútua de recados de amor em forma de objetos simbólicos. Símbolos modernos incluem a silhueta de um coração e a figura de um Cupido com asas. Iniciada no século XIX, a prática de recados manuscritos deu lugar à troca de cartões de felicitação produzidos em massa. Se estima que, mundo afora, aproximadamente um bilhão de cartões com mensagens românticas são mandados a cada ano, tornando esse dia um dos mais lucrativos do ano. Também se estima que as mulheres comprem aproximadamente 85% de todos os presentes.
São Valentim
Ver artigo principal: São Valentim.
Durante o governo do imperador Claudius II, este proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objectivo de formar um grande e poderoso exército. Claudius acreditava que os jovens se não tivessem família, se alistariam com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentine e as cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem cega: Asterius, filha do carcereiro a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentine. Os dois acabaram-se apaixonando e milagrosamente recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: “de seu Valentine”, expressão ainda hoje utilizada. Valentine foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270 d.C.
Data no Brasil
No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho por ser véspera do 13 de junho, Dia de Santo Antônio, santo português com tradição de casamenteiro, provavelmente devido suas pregações a respeito da importância da união familiar. O casamento - em queda na Idade Média - trazia a união carnal, considerada pecado, naquele período quando se valorizava a vida espiritual celibatária.
A data foi criada pelo comércio paulista e depois assumida por todo o comércio brasileiro para reproduzir o mesmo efeito do Dia de São Valentim, equivalente nos países do hemisfério norte, para incentivar a troca de presentes entre os "apaixonados
Já no Brasil viva Santo Antônio, o santo "casamenteiro"... ai ai ai quanta bobagem! Mas, rendamo-nos aos rituais, pois se sem eles, afinal, a cultura humana tem pouco sentido. Então, lá vou eu me render à cultura....à história... ao comum... para não ir mais uma vez na contramão... porque os mimos fazem parte da construção do divino! E viva, viva, viva. Ter alguém é bom mesmo, ter uma companheiro é bom mesmo, ter alguém que te ama é bom mesmo, ter alguém que você ama é bom mesmo, sentir amor é bom mesmo... Afora essas datas para lá de comerciais, somos seres humanos limitados a repetir. Repetir por normose, repetir por conveniência, repertir por ignorância, repetir por não exclusão. Repetir é o verbo humano! Então, vamos lá com mais um "eu te amo".... ou hnão....
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O Dia dos Namorados, tratado em muitos países como Dia de São Valentim, é uma data comemorativa na qual se celebra a união amorosa entre casais, quando é comum a troca de cartões com mensagens românticas e presentes com simbolismo de mesmo intuito, tais como as tradicionais caixas de bombons em formato de coração. No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de Junho, já em Portugal, a data é celebrada em seu dia mais tradicional: 14 de Fevereiro.
História
A história do Dia de São Valentim remonta um obscuro dia de jejum da Igreja Católica, tido em homenagem a São Valentim. A associação com o amor romântico chega depois do final da Idade Média, durante o qual o conceito de amor romântico foi formulado.
O dia é hoje muito associado com a troca mútua de recados de amor em forma de objetos simbólicos. Símbolos modernos incluem a silhueta de um coração e a figura de um Cupido com asas. Iniciada no século XIX, a prática de recados manuscritos deu lugar à troca de cartões de felicitação produzidos em massa. Se estima que, mundo afora, aproximadamente um bilhão de cartões com mensagens românticas são mandados a cada ano, tornando esse dia um dos mais lucrativos do ano. Também se estima que as mulheres comprem aproximadamente 85% de todos os presentes.
São Valentim
Ver artigo principal: São Valentim.
Durante o governo do imperador Claudius II, este proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objectivo de formar um grande e poderoso exército. Claudius acreditava que os jovens se não tivessem família, se alistariam com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentine e as cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem cega: Asterius, filha do carcereiro a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentine. Os dois acabaram-se apaixonando e milagrosamente recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: “de seu Valentine”, expressão ainda hoje utilizada. Valentine foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270 d.C.
Data no Brasil
No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho por ser véspera do 13 de junho, Dia de Santo Antônio, santo português com tradição de casamenteiro, provavelmente devido suas pregações a respeito da importância da união familiar. O casamento - em queda na Idade Média - trazia a união carnal, considerada pecado, naquele período quando se valorizava a vida espiritual celibatária.
A data foi criada pelo comércio paulista e depois assumida por todo o comércio brasileiro para reproduzir o mesmo efeito do Dia de São Valentim, equivalente nos países do hemisfério norte, para incentivar a troca de presentes entre os "apaixonados
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Pra rir ou chorar?
Duas no domingo
Duas frases domingueiras:


__________________________________________________
Quais são as duas? (além das frases, é claro)
Temos várias hipóteses:
- acordar tarde e ir às casas bahia à tarde
- acordar cedo e ir ao clube cedo
- dormir o domingo todo e se arrepender de ter perdido o domingo
- acordar meio cedo meio tarde e dar uma trepadinha gostosa
- acordar de ressaca e vomitar o dia todo
- acordar por volta das dez e andar no parque
- acordar por volta das oito e ir ao parque com o filho
- acordar ao meio dia e mandar os problemas para a pqp
- acordar em alguma hora não identificada e terminar o domingo tomando vinho e vendo filmes que "esvaziam" as idéias para se preparar para uma segundona
- fazer faxina e ficar com dores nas costas o resto do dia
- ir a shopping e gastar o dinheiro que você não tem e voltar para casa preocupado
- ir a shopping e gastar o dinheiro que você não tem e voltar para casa feliz
- levantar da cama só para o óbvio e ter dois orgasmos ou mais
- almoçar frango assado com farofa e ver faustão
- fazer mil e duas coisas e virar a noite até a segunda clarear
- deixar as obrigações e levar o dia como se estivesse em férias
- comer sanduíche natureba e assistir filme na madruga
- blábláblá e blébléblé
Qual seria a sua hipótese? e qual seria a minha?
___________________________________

"Pão de Açucar 24 horas é o bar de Brasília na madrugada".

"A culpa é maior que o tesão" (Filme"acontece nas melhores famílias")
Bom, domingo é dia de "domingueira". Tão óbvio quanto sutil.
Quais são as duas? (além das frases, é claro)
Temos várias hipóteses:
- acordar tarde e ir às casas bahia à tarde
- acordar cedo e ir ao clube cedo
- dormir o domingo todo e se arrepender de ter perdido o domingo
- acordar meio cedo meio tarde e dar uma trepadinha gostosa
- acordar de ressaca e vomitar o dia todo
- acordar por volta das dez e andar no parque
- acordar por volta das oito e ir ao parque com o filho
- acordar ao meio dia e mandar os problemas para a pqp
- acordar em alguma hora não identificada e terminar o domingo tomando vinho e vendo filmes que "esvaziam" as idéias para se preparar para uma segundona
- fazer faxina e ficar com dores nas costas o resto do dia
- ir a shopping e gastar o dinheiro que você não tem e voltar para casa preocupado
- ir a shopping e gastar o dinheiro que você não tem e voltar para casa feliz
- levantar da cama só para o óbvio e ter dois orgasmos ou mais
- almoçar frango assado com farofa e ver faustão
- fazer mil e duas coisas e virar a noite até a segunda clarear
- deixar as obrigações e levar o dia como se estivesse em férias
- comer sanduíche natureba e assistir filme na madruga
- blábláblá e blébléblé
Qual seria a sua hipótese? e qual seria a minha?
___________________________________
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Idéias e ideais...
09 junho, 2007
Vaidade feminina
Uma mulher foi levada às pressas para o UTI de um Hospital.
Lá chegando, teve a chamada "quase morte", que é uma situação pré-coma.
E, neste estado, encontrou-se com Deus: Que é isso?
perguntou ao Criador: -Eu morri? Disse ela.
-Não, pelos meus cálculos, você morrerá daqui a 43 anos, 8 meses, 9 dias e16 horas - respondeu o Eterno.
Ao voltar a realidade, refletindo o quanto tempo ainda tinha de vida,resolveu ficar ali mesmo naquele hospital e fazer uma lipoaspiração, umaplástica de restauração dos seios, plástica no rosto, correção no nariz, na barriga, tirou todos os excessos, as ruguinhas e tudo mais que podia mexerpara ficar linda e jovial.
Após alguns dias de sua alta médica, ao atravessar a rua, veio um veículo em alta velocidade e a atropelou, matando-a na hora.
Ao encontrar-se de novo com Deus, ela perguntou irritada: -Puxa, Senhor, você me disse que eu tinha mais 43 anos de vida. Porque morri logo depois de toda aquela despesa com cirurgias plásticas!!??
E Deus, aproximou-se bem dela e olhando-a diretamente nos olhos, respondeu:MENINA, JURO QUE NÃO TE RECONHECI !!!!!!
Dia dos namorados
Se você procura dicas de presentes para o dia dos namorados acesse o blog da Alena, está imperdível!
Ah, hoje comemoro seis meses de namoro e no dia dos namorados meu love estará em Teresina, tão longe... Tão perto.... bjs pra vc meu amor!
Ah, hoje comemoro seis meses de namoro e no dia dos namorados meu love estará em Teresina, tão longe... Tão perto.... bjs pra vc meu amor!
03 junho, 2007
Etiqueta urbana em debate
Toda vez que vejo a Glória Kalil dando suas "dicas" ou "sugestões" sobre como se comportar no dia-a-dia de forma "educada", sinto enorme incômodo ao perceber que em grande parte a sugestão é MENTIR. Dar desculpas mentirosas. Por isso, hoje enviei ao Fantástico, para o quadro "Etiqueta urbana", minhas dúvidas e transcrevo aqui para meu leitores do Idéias e Ideais:
Vendo algumas dicas dadas pela Glória Kalil, sobre visitas, percebi que muitas vezes ela sugere que se dêem "desculpas mentirosas". Por exemplo, "não gostar da comida e dizer que está de dieta", como sugeriu Kalil, dentre outras. Questiono: ser educado é ser mentiroso? Mentir faz parte da "etiqueta" urbana? Numa sociedade tão sem ética como a que vivemos, com corrupções, falar essas "mentiras" não é se "acostumar" com "pequenas mentiras inofensíveis", para daí pular para as outras? Por que essa cultura da "etiqueta" baseada em "mentiras" para ser "um gentil mentiroso"?
Vendo algumas dicas dadas pela Glória Kalil, sobre visitas, percebi que muitas vezes ela sugere que se dêem "desculpas mentirosas". Por exemplo, "não gostar da comida e dizer que está de dieta", como sugeriu Kalil, dentre outras. Questiono: ser educado é ser mentiroso? Mentir faz parte da "etiqueta" urbana? Numa sociedade tão sem ética como a que vivemos, com corrupções, falar essas "mentiras" não é se "acostumar" com "pequenas mentiras inofensíveis", para daí pular para as outras? Por que essa cultura da "etiqueta" baseada em "mentiras" para ser "um gentil mentiroso"?
Domingo na Torre - por Solange Pereira Pinto
Das clausura do apartamento resolvemos tomar ares frescos. Passava das 16h, os restaurantes fechados na Capital Federal. Nós, mortais, com fome. Restava arriscar as comidas para lá de oleosas da feira.

Em companhia às centenas de anônimos, após churros intragávei, pipocas sem graça e pastéis mais ou menos, subimos até o mirante da Torre de TV, um dos cartões postais de Brasília.
O pôr-do-sol brindava o finzinho da tarde domingueira. Meus sonhos deslizavam sobre seus raios até a grande bola amarela. Eu pedi à Natureza que os esforços não sejam vão. 
A vida não é uma reta. A natureza é movimento. É angulosa. O sol escorre pelo horizonte oblíquo. Os obstáculos não impedem a beleza da paisagem. Ao contrário, a redefinem. O céu se divide em tons. As nuvens compõem o espetáculo. Certifico-me dos ciclos. Do tempo. Da passagem. Pela lente da máquina digital espreito que os raios, abaixo da linha do plano de fundo, são mais fortes, carmim-de-brasa. Percebo que o astro rei é o mesmo. Meu olhar não mais.

Projetada por Lúcio Costa, para a transmissão sinais de rádio e TV com boa qualidade, foi construída esta torre, com 224 metros de altura em aço. A Feira Hippie (como prefiro chamar) ou Feira da Torre (como os turistas chamam) sempre me trouxe magia. Ver a coragem daqueles artesãos que madrugam seus fins de semana para vender sua capacidade criativa. Cada barraca contém horas de esforços, de trabalho manual, de energia inventiva. Cada barraca tem perseverança.

Afasto-me e sento na borda da inativada fonte luminosa, aquela que tantas vezes visitei quando criança. Contra a luz, a torre mostra sua silhueta afilada. A ponta que toca o céu amarelo me conduz olhar para cima. Páro por uns minutos e vejo surgir a estrela brilhante (Vênus). O universo acima de mim. O movimento das nuvens faz a torre "balançar". Meu pensamento pega carona no vento. Sou lançada no próximo ciclo. A metade do ano deixará para trás a poeira, a sombra. O segundo semestre virá novo, reciclado. Com alegria no peito e brilho nos olhos. Invertendo a ótica. Como a terra que gira nos faz pensar que é o sol que se põe...
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02 junho, 2007
Tira-dúvidas e curiosidades
No site da Dra. Shirley tem de tudo! Tudo mesmo! Da saúde às dicas sobre tirar manchas...
Vale conferir aqui.
Vale conferir aqui.
autocensura...
Qualquer censura é um absurdo.Mas, uma das coisas mais violentas é a autocensura.
Ter que reprimir o pensamento, as críticas, as verdades pelo medo da represália.
Isso de certa forma é um assédio moral.
Você vê, se indigna e cala.
Cala para não perder o emprego.
Cala para não se queimar no mercado.
Cala para "sobreviver".
Viver sob a tortura do silêncio é castigo.
Uma conhecida denunciou uma corrupção e corre o risco de perder o cargo.
Porém, os corruptos talvez continuem trabalhando.
Isso é uma inversão de valores.
Dizer ou não dizer, eis a questão.
Omitir-se, sofrer ou abrir o bocão?
Juro que não estou entendendo o mundo em que vivemos.
A verdade é muita arriscada, e por que é tão difícil, para mim, deixá-la de lado?
29 maio, 2007
Blog do dia
Fica aqui a dica de um blog muito legal! Garoto problema
Textos bem escritos com ótimo senso de humor!
Textos bem escritos com ótimo senso de humor!
Mistura que dá ibope - Renan Calheiros e Mônica Veloso
Junte na mesma cena: sexo, poder, dinheiro, imprensa, política, mulher, homem, casamento, filho de adultério, traição, corrupção, informação privilegiada, empreiteira. Quem resiste?
_________________________
PS.
DIRETO NO ASSUNTO, COLOCANDO O DEDO NA FERIDA
Por Rogério Silvério, articulista do CE (Criando Espaços)
Lobby é quem governa este país? E hipocrisia, também, eu diria. Rimos gostosamente da cara de fariseu deste Renan Calheiros, apesar de que deveríamos chorar. Chorar por nós.
Amigos, o Karma existe; pagamos ele aqui mesmo, na Terra, destarte o bom Deus - o verdadeiro - jamais nos condenará, pois nós mesmos nos condenamos; aqui se faz, aqui se paga.
Não foi há pouco tempo que esse tal Renan Calheiros batia no peito, como que detentor das coroas da moralidade e dos bons costumes? A única diferença existente entre os poderosos e o povo é a conta bancária, então? Eu acrescentaria a vergonha na cara, o povo tem vergonha, porque sabe que será punido, o povo têm vergonha, sim, salvo raras excessões, mas têm. Não têm tanta cara de pau como os políticos do circo chamado Brasil, onde ao próprio povo é reservado o papel principal: o de palhaço.
Eles, os políticos corruptos, esses sibaritas do poder, fazem tudo abertamente, claramente...e não são punidos! E muitas vezes são reeleitos numa coisa surreal, louca, insana! E quando são flagrados com a boca na botija, dizem, hipócritas: 'invasão de privacidade!Tenho meus direitos!"
Eu profetizo que irá chegar um dia em que a própria polícia será punida por descobrir certas "Operações" e esquemas dos que nos governam.
Que Justiça é essa, perguntamos? Vi uma reportagem de tv onde uma mulher com problemas mentais ficou presa por mais de um ano apenas por roubar um frasco de xampu, e na prisão, ficou cega de um olho, incompreendida psicologicamente pelas outras detentas.
Justiça, a Senhora é Cega também?
Este país virou um picadeiro infernal; aqui, prendem-se pirilampos e solta-se marimbondos. E nós, que temos alguma sensibilidade, choramos ante tanta impunidade para com os donos do poder e tanta opressão ao povo brasileiro.
Jesus, como são fajutos esses que nos governam e criam leis para massacrar o povo e tornar suas vidas suntuosas ainda mais sibaritas!
Justiça, tira a tua venda! Porque estás cega diante de tanta injustiça neste país!
Rogério Silvério, da fria Santa Catarina, especial para o Criando Espaços.
_________________________
PS.
DIRETO NO ASSUNTO, COLOCANDO O DEDO NA FERIDA
Por Rogério Silvério, articulista do CE (Criando Espaços)
Lobby é quem governa este país? E hipocrisia, também, eu diria. Rimos gostosamente da cara de fariseu deste Renan Calheiros, apesar de que deveríamos chorar. Chorar por nós.
Amigos, o Karma existe; pagamos ele aqui mesmo, na Terra, destarte o bom Deus - o verdadeiro - jamais nos condenará, pois nós mesmos nos condenamos; aqui se faz, aqui se paga.
Não foi há pouco tempo que esse tal Renan Calheiros batia no peito, como que detentor das coroas da moralidade e dos bons costumes? A única diferença existente entre os poderosos e o povo é a conta bancária, então? Eu acrescentaria a vergonha na cara, o povo tem vergonha, porque sabe que será punido, o povo têm vergonha, sim, salvo raras excessões, mas têm. Não têm tanta cara de pau como os políticos do circo chamado Brasil, onde ao próprio povo é reservado o papel principal: o de palhaço.
Eles, os políticos corruptos, esses sibaritas do poder, fazem tudo abertamente, claramente...e não são punidos! E muitas vezes são reeleitos numa coisa surreal, louca, insana! E quando são flagrados com a boca na botija, dizem, hipócritas: 'invasão de privacidade!Tenho meus direitos!"
Eu profetizo que irá chegar um dia em que a própria polícia será punida por descobrir certas "Operações" e esquemas dos que nos governam.
Que Justiça é essa, perguntamos? Vi uma reportagem de tv onde uma mulher com problemas mentais ficou presa por mais de um ano apenas por roubar um frasco de xampu, e na prisão, ficou cega de um olho, incompreendida psicologicamente pelas outras detentas.
Justiça, a Senhora é Cega também?
Este país virou um picadeiro infernal; aqui, prendem-se pirilampos e solta-se marimbondos. E nós, que temos alguma sensibilidade, choramos ante tanta impunidade para com os donos do poder e tanta opressão ao povo brasileiro.
Jesus, como são fajutos esses que nos governam e criam leis para massacrar o povo e tornar suas vidas suntuosas ainda mais sibaritas!
Justiça, tira a tua venda! Porque estás cega diante de tanta injustiça neste país!
Rogério Silvério, da fria Santa Catarina, especial para o Criando Espaços.
28 maio, 2007
Carta aos Diretores de Asilos de Loucos por Antonin Artaud
Senhores:
As leis, os costumes, concedem-lhes o direito de medir o espirito. Esta jurisdição soberana e terrível, vocês a exercem segundo seus próprios padrões de entendimento.
Não nos façam rir. A credualidade dos povos civilizados, dos especialistas, dos governantes, reveste a psiquiatria de inexplicáveis luzes sobrenaturais. A profissão que vocês exercem esta julgada de antemão. Não pensamos em discutir aqui o valor dessa ciência, nem a duvidosa existência das doenças mentais. Porém para cada cem pretendidas patogenias, onde se desencadeia a confusão da matéria e do espirito, para cada cem classificações, onde as mais vagas são também as únicas utilizáveis, quantas tentativas nobres se contam para conseguir melhor compreensão do mundo irreal onde vivem aqueles que vocês encarceraram?
Quantos de vocês, por exemplo, consideram que o sonho do demente precoce ou as imagens que o perseguem são algo mais que uma salada de palavras? Não nos surpreende ver até que ponto vocês estão empenhados em uma tarefa para a qual só existe muito poucos predestinados.
Porém não nos rebelamos contra o direito concedido a certos homens - capazes ou não - de dar por terminadas suas investigações no campo do espirito com um veredicto de encarceramento perpétuo.
E que encerramento! Sabe-se - nunca se saberá o suficiente - que os asilos, longe de ser "asilos", são cárceres horríveis onde os reclusos fornecem mão-de-obra gratuita e cômoda, e onde a brutalidade è norma. E vocês toleram tudo isso.
O hospício de alienados, sob o amparo da ciência e da justiça, è comparável aos quartéis, aos cárceres, as penitenciarias. Não nos referimos aqui as internações arbitrárias, para lhes evitar o incomodo de um fácil desmentido.
Afirmamos que grande parte de seus internados - completamente loucos segundo a definição oficial - estão também reclusos arbitrariamente. E não podemos admitir que se impeça o livre desenvolvimento de um delírio, tão legitimo e lógico como qualquer outra serie de idéias e atos humanos.
A repressão das reações anti-sociais, em principio, è tão quimérica como inaceitável. Todos os atos individuais são anti-sociais. Os loucos são as vitimas individuais por excelência da ditadura social. E em nome dessa individualidade, que è patrimônio do homem, reclamamos a liberdade desses forcados das galés da sensibilidade, já que não se está dentro das faculdades da lei condenar à prisão a todos que pensam e trabalham.
Sem insistir no caráter verdadeiramente genial das manifestações de certos loucos, na medida de nossa capacidade para avalià-las, afirmamos a legitimidade absoluta de sua concepção da realidade e de todos os atos que dela derivam.
Esperamos que amanha de manha, na hora da vi
sita medica, recordem isto, quando tratarem de conversar sem dicionário com esses homens sobre os quais - reconheçam - só tem a superioridade da forca.
ARTAUD, Antonin. Cartas aos Poderes. Porto Alegre: Editorial VillaMartha, 1979. (Coleção Surrealistas - Vol. 1) Fonte aqui
As leis, os costumes, concedem-lhes o direito de medir o espirito. Esta jurisdição soberana e terrível, vocês a exercem segundo seus próprios padrões de entendimento.
Não nos façam rir. A credualidade dos povos civilizados, dos especialistas, dos governantes, reveste a psiquiatria de inexplicáveis luzes sobrenaturais. A profissão que vocês exercem esta julgada de antemão. Não pensamos em discutir aqui o valor dessa ciência, nem a duvidosa existência das doenças mentais. Porém para cada cem pretendidas patogenias, onde se desencadeia a confusão da matéria e do espirito, para cada cem classificações, onde as mais vagas são também as únicas utilizáveis, quantas tentativas nobres se contam para conseguir melhor compreensão do mundo irreal onde vivem aqueles que vocês encarceraram?
Quantos de vocês, por exemplo, consideram que o sonho do demente precoce ou as imagens que o perseguem são algo mais que uma salada de palavras? Não nos surpreende ver até que ponto vocês estão empenhados em uma tarefa para a qual só existe muito poucos predestinados.
Porém não nos rebelamos contra o direito concedido a certos homens - capazes ou não - de dar por terminadas suas investigações no campo do espirito com um veredicto de encarceramento perpétuo.
E que encerramento! Sabe-se - nunca se saberá o suficiente - que os asilos, longe de ser "asilos", são cárceres horríveis onde os reclusos fornecem mão-de-obra gratuita e cômoda, e onde a brutalidade è norma. E vocês toleram tudo isso.
O hospício de alienados, sob o amparo da ciência e da justiça, è comparável aos quartéis, aos cárceres, as penitenciarias. Não nos referimos aqui as internações arbitrárias, para lhes evitar o incomodo de um fácil desmentido.
Afirmamos que grande parte de seus internados - completamente loucos segundo a definição oficial - estão também reclusos arbitrariamente. E não podemos admitir que se impeça o livre desenvolvimento de um delírio, tão legitimo e lógico como qualquer outra serie de idéias e atos humanos.
A repressão das reações anti-sociais, em principio, è tão quimérica como inaceitável. Todos os atos individuais são anti-sociais. Os loucos são as vitimas individuais por excelência da ditadura social. E em nome dessa individualidade, que è patrimônio do homem, reclamamos a liberdade desses forcados das galés da sensibilidade, já que não se está dentro das faculdades da lei condenar à prisão a todos que pensam e trabalham.
Sem insistir no caráter verdadeiramente genial das manifestações de certos loucos, na medida de nossa capacidade para avalià-las, afirmamos a legitimidade absoluta de sua concepção da realidade e de todos os atos que dela derivam.
Esperamos que amanha de manha, na hora da vi
sita medica, recordem isto, quando tratarem de conversar sem dicionário com esses homens sobre os quais - reconheçam - só tem a superioridade da forca.
ARTAUD, Antonin. Cartas aos Poderes. Porto Alegre: Editorial VillaMartha, 1979. (Coleção Surrealistas - Vol. 1) Fonte aqui
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A vida como ela é,
Filosofando,
Tá rolando por aí
Apostas
a planta
os móveisa aposta
Tem gente que joga na loteria toda semana. Eu nunca tive esse hábito. Minhas apostas vão além desses jogos.
Uma vez, uma amiga, professora, foi demitida em pleno janeiro. Ela havia perdido o emprego, pagava aluguel, se sustentava sozinha, não tinha familiares na cidade, se viu completamente desamparada. Era verão. Então, ela foi para Porto Seguro passar férias. Todo mundo, próximo, dizia: "você é louca", "você tá maluca em viajar desempregada?", "você tem que procurar emprego e não tirar férias"...
Vinha bombardeio de todos os lados. Ela, que já estava num estado emocional abalado, só recebeu dos amigos e colegas "estímulos" do tipo: "você está ferrada e não pode se divertir".
É incrível que quando alguém está numa situação limite, os conselhos nunca são para elevar a auto-estima. Ao contrário, são para relembrar a pessoa que ela está na lama e não tem saída.
Quando perguntei a essa amiga o motivo dela viajar em tal situação, ela foi simples: "preciso de um tempo para relaxar, pensar, fortalecer, e voltar em condições para procurar algo bom, pois quem vai dar emprego a uma coitada?"
Faz sentido.
Se estamos desesperados a chance maior é de receber "pena", "compaixão". E isso, verdadeiramente, não é o que eleva.
Uma outra amiga, também, muito deprimida por falta de perspectivas profissionais e financeiras, pediu emprestado dinheiro à irmã. Com o dinheiro na mão, comprou dois vestidos, foi à massagista, ao cabeleireiro e ficou linda. Mais tarde a irmã questinou "ué, você pede dinheiro emprestado para ficar gastando com besteiras, roupa, e salão? Se soubesse que era para isso não teria emprestado". Claro, minha amiga estava resgatando sua auto-estima, do jeito dela, mas no pensamento da irmã ela deveria continuar "coitada", com cara inchada, e sem ânimo.
Reações para manter o outro na "desgraça", ditando o que ele deve ou não fazer com a própria vida é o comum. Se você está mal não pode ter qualquer prazer, porque parece absurdo.
Quando uma viaja desempregada para reabastecer as energias e a outra se produz para melhorar a auto-estima, ficam rotuladas de "inconseqüentes", "surtadas".
Fatos assim não são raros. Mas quem sabe quais são as suas próprias e maiores necessidades? Só quem passa pela situação, porque de fora só se vê parte de um problema. Eu não me espanto quando vejo algumas pessoas tomando decisões aparentemente contraditórias. Sabe-se lá o que estão de fato vivendo?
Estou agora numa situação semelhante às exemplificadas acima. No limite. E busquei por soluções arriscadas. É uma aposta. Com a trena na mão vou medindo os novos espaços. Com a calculadora não outra vou contabilizando os custos. Com lápis e papéis vou desenhando as possibilidades.
Depois de um ano bem difícil, tanto de saúde quanto de grana, dentre outros aspectos, optei por mais espaço, qualidade de vida e renovação. Aparentemente, os passos estão muito, muito mesmo, maiores que as minhas pernas, porém eu preciso apostar que se eu estiver bem ali na frente os ganhos virão em seguida. Ou não? Nesta aposta tenho 50% de chance de vencer. Vou arriscar.
26 maio, 2007
Entre as ferragens


Sobre a dor e a fragilidade...
É mais frágil o corpo ou o "espírito"?
É maior/pior a dor da "alma" ou da carne?
Em um momento a gente se sente entre as ferragens da existência.
Sem rumo. Num beco. Em dúvida. Perdidos. Presos. Curiosos. Fatigados. Irresponsáveis.
Em outro instante, num lapso, é o corpo que se destrói num emaranhado de lataria.
E, tudo finda: o medo, a raiva, a incerteza, o amor, a tristeza, a gargalhada...
O carne apodrece.
Os ossos avisam que ali houve um ser, que agora já não é.
Torna-se coisa. Ossada.
Mas, para aonde foram seus planos, sonhos e o dia seguinte?
Não há bombeiro que resgate o que você deixa de fazer com a própria vida.
São Paulo - Cena IV - Clarice - Desmontar para construir
O Museu da Língua Portuguesa abriga em gavetas os segredos de Clarice Lispector. O forte sotaque pernambucano da ucraniana, naturalizada brasileira, espalha-se pelo ar enquanto os olhos se enchem das palavras de sentimentos traduzidos.
Clarice se dizia aberta. Não se escondia. Nem o que sentia, tampouco o que pensava. Escrever lhe mantinha viva para revelar paradoxos. Tinha por metas "escrever sem prêmio, abolir a crítica que seca fundo, copiar as páginas soltas de anotações"... O hermetismo de seus textos não lhe faria popular, pensava Clarice e completava "eu compreendo o que eu escrevo".
Passear por seus escritos aproximou-me do mito. Ela se tornou humana. "Igual". Escolhia o livro pelos títulos e não pelo autor, lia de tudo. Errava ortografia. Sentia-se isolada por carregar o rótulo de escritora. Já rasgou conto, de um autor x, que "não terminava nunca mais". Fumava. Era divertida e bem-humorada. A doença a entristeceu.
Clarice foi pura filosofia.
O eco das frases perpetuaram até eu chegar em Brasília. A estrela se desconstruia para construir. O desmonte era necessário. "Um corpo só ensina a ser mortal". "O cão é tão livre, porque ele é o mistério vivo que não se indaga".
Entre mistério, vida, ser mortal ou livre, a hora da mudança havia chegado. Aquela mudança de casa mesmo. De móveis. De lugares. De coisas. De poeira estagnada. De encardidos. De paredes marcadas. De pregos fincados. De vestes penduradas. De sonhos engavetados. De vida inadiável.
Clarice falou em meus ouvidos que "as explicações não são necessárias". Dei o passo. Grande demais, talvez. Mas, algo em mim insinua que conseguirei.
"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
E nisso se faz meu negrito "quero desbrochar de um modo ou de outro".
Clarice é indagação. Dúvida e coragem. Eu também.
_______________________________
Atenção ao Sábado
por Clarice Lispector
Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.
No sábado é que as formigas subiam pela pedra.
Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho.
De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.
Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não é?
No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde.
Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais.
Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã.
Domingo de manhã também é a rosa da semana.
Não é propriamente rosa que eu quero dizer.
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Fotografia
14 maio, 2007
É bom ter leitores... e amigos!
Recebi este poema de um leitor assíduo e amigo virtual. Preciso dizer que adorei?
O BLOG DA MULHER SOL
por Rogério Silvério de Farias, o poeta das sombras do Sul
Sol anjo sol só
Solange só um anjo
Criando espaçoPoético
Com seu blog eclético
Mulher vestida de sol
Tirai nossalmas do formol.
Das noites que nos levanta
Siderais espaços virtuais
Minutos preciosos como diamantes
Nas páginas metamorfoseantes
De seu blog de mulher que encanta.
Anjos de asas cortadas
Cantamos com Solange
O nada e o tudo do mundo
Cortando nossos dias como alfanje
No infinito cor de poço sem fundo.
O BLOG DA MULHER SOL
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