Façam suas apostas!
30 março, 2010
por que ver bbb
Façam suas apostas!
28 março, 2010
Bullying não tem idade! é uma violência sempre.
Ex-BBB Elenita critica seus colegas de confinamento: 'Passei por bullying aos 30 anos'
Professora fala sobre o livro que vai lançar e sobre o preconceito que sofreu por ter o corpo fora dos padrões.
Elenita prepara um livro sobre a experiência no reality show
A experiência de Elenita na literatura não ficará restrita apenas a um livro. Ela já começou a elaborar uma nova obra na qual vai contar sua experiência dentro do “BBB”. O que, para ela, merece um estudo profundo. “Descobri que quando uma pessoa comum, fora dos padrões estéticos, mostra o corpo, as pessoas ficam incomodadas. Lá dentro passei por bullying (atos de violência física ou psicológica comuns entre crianças e adolescentes na escola) aos 30 anos!”
Elenita conversou por telefone com o EGO sobre esses e outros assuntos. Confira como foi o papo.
Como será “O homem ideal e outras conversas”?
Elenita: São várias crônicas que falam do relacionamento homem e mulher até a autoestima. Reuni 30 textos publicados em meu blog desde 2005 e acrescentei dois sobre a minha participação no "BBB 10".
Tudo o que observei dentro do BBB. Relativizei a beleza. Nunca pensei que fosse passar por bullying aos 30 anos. Tive problemas por causa do meu corpo. Quando saí da casa, as pessoas me agrediam no Twitter, e isso me desestruturou. Mostrar um corpo fora dos padrões de beleza como eu fiz incomoda. Descobri que as pessoas do programa falavam de mim quando saí. Lá dentro existia uma mensagem velada. Me chamavam de complexada, e eu não sou!
Como você analisa a sua participação no “BBB”?
A minha participação no BBB abriu uma porta, foi emblemática. Achei que foi válida. Descobri que o simples fato de me sentir bonita, mesmo com o sobrepeso, incomodava as pessoas. Quando deixei a casa, notei que eles passaram o fim de semana metendo o pau em mim. Outro dia mesmo a Maroca falou mal de mim.
Como foram os primeiros dias fora da casa e de volta à realidade?
Eu me senti fora de órbita quando saí, tudo me incomodava. Agora, não. Vejo as pessoas lá dentro, depois de tanto tempo e, se fosse comigo, aquela rotina já teria me deixado maluca. Já me desvencilhei dessa rotina.
E como será seu segundo livro?
Vou falar sobre o “BBB” e o que passei lá dentro. Abordarei o preconceito e falarei que a mulher tem que ser bonita como ela é.
Ela tem vida pacata em Brasília
Moro sozinha em Brasília. Voltarei a dar aula na universidade particular de comunicação empresarial no semestre que vem. Tenho alguns eventos fechados como DJ. Saio pouco. Quando vou a festas aqui em Brasília, é uma comoção. Não é como no Rio que o povo está acostumado a ver famosos pelas ruas.
E a maior lição do programa?
Aprendi muita coisa até mesmo para minha profissão. Aprendi que as palavras podem repercutir de maneira surpreendente, diferente da mensagem que você quer passar.
Você está solteira?
Estou solteira porque nesta fase nunca se sabe quem se aproxima de você sem interesse. O que é meu vai estar guardado lá na frente. Se você vibra coisas boas para o universo, elas voltam para você.
24 março, 2010
Dourado do BBB 10 não sabe como se contrai AIDS
A conversa ocorreu em 2 de fevereiro, mas só foi ao ar sete dias depois, na edição dos melhores momentos do programa. Segundo o MPF, o participante Marcelo Dourado disse, em conversa com outros participantes, que "hétero não pega aids" e que obteve a informação com médicos. Afirmou também: "Um homem transmite (o vírus HIV) para outro homem, mas uma mulher não passa para o homem."
Para o autor da ação, o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, Jefferson Aparecido Dias, ao optar pela exibição desta fala do participante, a emissora acabou "prestando um desserviço para a prevenção da aids no Brasil".
A ação cautelar preparatória de ação civil pública, com pedido de liminar, foi ajuizada hoje a fim de que a Rede Globo exiba, enquanto ainda estiver no ar o BBB 10 - que termina daqui a seis dias -, um esclarecimento à população sobre as formas de contágio do vírus HIV, conforme definidas pelo Ministério da Saúde.
DEFESA - O apresentador Pedro Bial se limitou a dizer logo após a exibição do trecho que "as opiniões e batatadas emitidas pelos participantes deste programa são de responsabilidade exclusiva dos participantes deste programa. Para ter acesso a informações corretas sobre como é transmitido o vírus HIV, acesse o site do Ministério da Saúde".
Dias questionou a Globo sobre o episódio. A emissora respondeu que o BBB não conta com um roteiro, sendo espontâneas as manifestações de seus participantes e que, "qualquer manifestação preconceituosa ou equivocada, não reflete o posicionamento da TV Globo sobre o tema". Na resposta, a emissora disse ainda que "o esclarecimento feito pelo apresentador do programa foi a providência tomada pela TV Globo, por liberalidade".
Na ação, o MPF afirma que a urgência para a concessão da liminar "é cristalina" e que a ação preenche os requisitos, inclusive, para que seja concedida a medida judicial sem que a emissora seja ouvida, uma vez que o BBB 10 deve terminar no dia 30 de março e que, se não for concedida a liminar, "o público alvo do programa continuará desinformado".
Fonte aqui
21 março, 2010
Conheça o escroto e sem ética Boni, Boninho ou José Bonifácio de Oliveira
"'Big Brother' não é cultura, é um jogo cruel", diz Boninho
A décima edição do "Big Brother Brasil" chega à reta final com recordes de votação e "merchandising" e mais interativo do que nunca.
"O 'BBB' não é cultura. É um jogo cruel", diz o diretor de núcleo do programa, José Bonifácio de Oliveira, o Boninho, em entrevista exclusiva à coluna Outro Canal.
Leia a íntegra da entrevista a seguir.
| Renato Rocha Miranda/TVGlobo | ||
| O diretor de núcleo do "Big Brother", José Bonifácio de Oliveira, o Boninho; programa está chegando à reta final |
FOLHA - O que mais marcou o "BBB" nessas dez edições?
BONINHO - A coisa mais marcante do programa é o Pedro Bial, que vamos repetir sempre. Foi a melhor surpresa que tivemos. No começo, era ele e a Marisa [Orth]. O próprio Pedro descobriu algo diferente no programa. Um cara com a história dele como jornalista encarar isso com leveza, seriedade e bom humor, é raro.
FOLHA - Que fórmulas bem sucedidas são mantidas a cada edição?
BONINHO - Em conteúdo, quase nada. Todo mundo fala que há o pessoal que aprendeu, e há mesmo. Fazemos reality há doze anos. A televisão brasileira é muito poderosa, a penetração da TV na população é muito forte, então, há uma geração que já nasceu assistindo a esse programa e se preparando para participar dele. Da mesma forma que esses caras se preparam para participar, a gente aprende a surpreendê-los. De um programa para outro, percebemos que eles estão mais espertos e, então, nos preparamos para ficar mais espertos ainda. É meio que um jogo de gato e rato o tempo todo. Na realidade, em cada um há um pouquinho de tudo o que a gente já usou, mas sempre há uma virada nova. É uma preocupação muito grande ter novidades. Algumas coisas que fazem sucesso a gente mantém, como os desenhos de Maurício Ricardo, as historinhas, a forma como a gente apresenta os participantes. O que é bacana no "BBB" é que, quando se junta dez, 12 pessoas, conta-se sempre uma história diferente. Não adianta. A química do grupo é fundamental.
FOLHA - E o que a 'química' da homossexualidade traz para o jogo?
BONINHO - Isso não entra no jogo, mas, sim, na composição que a gente quer montar. Quem vou colocar no jogo para surpreender quem está dentro e quem está fora? Não colocamos ninguém no "BBB" para discutir homo ou heterofobia, minorias... Não escolhemos um personagem representando coisas. O fato de ser ou não homossexual não é para interagir no jogo. Não estou preocupado se o cara é gay ou não. Ele não vai entrar por ser gay, mas pelo que traz para a competição. Foi o que aconteceu com Jean [Wyllys, vencedor da quinta edição]. Ele não entrou por ser gay, entrou por ser inteligente. "Big Brother" não é cultura, não é um programa que propõe debates. É um jogo cruel, em que o público decide quem sai. Ele dá o poder de o cara que está em casa ir matando pessoas, cortando cabeças. Não é um jogo de quem ganha. Para o cara de casa, é um jogo de quem você elimina. Só no último programa é que é feita a pergunta: "Quem merece ganhar?".
FOLHA - O que marca esta edição?
BONINHO - É o "BBB" da porrada, do jogo. Não há um cara ali que esteja a passeio. Eles estão claramente jogando, disputando um prêmio de R$ 1,5 milhão. Isso é um pouco do que a gente tentou muito fazer. Nos dez programas, tínhamos a expectativa de ter um grupo que quisesse dar a cara a tapa para jogar. E essa galera toda dá. Não temos nem bons nem maus meninos, não há esses parâmetros no programa. Há o grupo que você ama ou odeia, mas não há um grande vilão ou um grande herói. No Twitter, torcem para todos. Toda vez que um deles é eliminado, uma das torcidas ameaça não assistir mais ao "BBB". Está claro que a gente tem uma torcida enorme para cada participante. Era isso [jogo o tempo todo] o que a gente queria fazer, e conseguimos. O "BBB" do Alemão [sétima edição] foi mocinho contra bandido. Era o Brasil contra o bandido. Quando, nas provas de resistência, a turminha do Alemão ganhava, era uma torcida só. Como na Copa do Mundo: Brasil contra todo mundo. Era um programa mais fácil de fazer. Se ele roubasse na prova, ninguém ia reclamar. Agora, temos milhões de fiscais.
FOLHA - Qual o papel da interatividade via Twitter nesse "BBB"?
BONINHO - Desde o terceiro "BBB", a gente passou a usar a internet como um meio de reconhecer o que o público olha, o que avalia do programa e mesmo como uma forma de a gente conseguir fazer a seleção. O "BBB" começa em agosto, com os participantes querendo entrar no programa. No de 2009, teve uma espécie de Orkut, mas eu não estou procurando agregar público com a internet. Ela é uma forma de falar do "BBB" em outros caminhos, é uma grande interatividade. O Twitter dá um poder para o cara de casa que ele sempre achou que tinha e, agora, está descobrindo que tem mesmo. A internet é para os tempos modernos o que eram, no passado, aquelas duas velhinhas que conversavam na janela sobre televisão. Os fatos que acontecem nesse tipo de programa precisam ter uma sobrevida, reverberar o tempo todo. O que faço é marketing do programa.
FOLHA - O que o programa tem de melhor e de pior?
BONINHO - Aqui não tem nem melhor nem pior. O que me incomoda é quando não conseguimos provocar esses caras e eles conseguem ficar "armados". Mas geralmente a gente consegue desmontá-los. O que a gente tem de lembrar é que o "Big Brother" é um jogo, vale uma grana. Você tem um melhor amigo na casa, mas ele é o seu maior inimigo. Ele está competindo com você. Só um dos dois vai ficar com o dinheiro. É muito cruel. A gente quer sempre provocar o pior neles, nunca o melhor. A gente não quer que todo mundo se abrace e diga que se ama. Isso, para mim, seria o pior. A tendência do jogo é fazer com que eles briguem, que lutem pelo dinheiro. Quando alguém é péssimo para o público, ele é maravilhoso para a gente. O "Big Brother", para a minha equipe de seleção, não é um jogo de experiência científica, é só um jogo. Não nos afeta, não nos chama a atenção a hora em que o cara fica acuado ou fica psicologicamente afetado por alguma coisa e pode virar um monstro. Não estamos preocupados com conceitos psicológicos, mas, sim, com os relacionamentos e com a brincadeira que é proposta.
FOLHA - "Brothers" marcantes?
BONINHO - O que acontece é que eu vou deletando. Tem alguns de que eu gosto. O Dhomini [Ferreira, ganhador do terceiro programa] é um cara que jogou de forma muito bacana. A Sabrina [Sato, participante do "BBB3"] é uma figura ótima, que impulsionou. O Jean [Wyllys] foi muito inteligente quando descobriu que a casa inteira estava contra ele e usou essa bandeira até o final para ganhar. O Alemão, com o triângulo amoroso [formado com Fani Pacheco e Íris Stefanelli], foi superengraçado. A crise da Tina [Vanessa Cristina Soares Dias, do "BBB2"], a loucura dela batendo panela, foi genial. Só penso no sucesso do jogo. Tem alguns que me ligam, de quem sou amigo. Mas digo sempre: quando vejo um "big brother", atravesso a rua. Não é maldade. Mas é que não me apego. Eu os encaro como peças de um produto, de um jogo. Fico o tempo todo pensando em que provas posso fazer para incomodar alguém. Esse tipo de trabalho dá uma distância e eu acabo não torcendo para ninguém.
FOLHA - E como você cria essas provas?
BONINHO - Há dois tipos de provas. No primeiro, observo o grupo. Em conversas, eles acabam dando dicas do que pode incomodar. Pode ser uma besteira, como na semana passada, quando fiz a eleição do mais falso da casa. O segundo são as provas de resistência, que fazemos quando há uma certa tensão, uma divisão.
FOLHA - E a reta final do programa?
BONINHO - Até terça da semana que vem, teremos um paredão atrás do outro. A gente vinha trabalhando com paredões triplos, o que deixa a casa um pouco mais indecisa porque, quando se tem três pessoas para serem votadas, eles não conseguem avaliar o que foi determinante na escolha do público. Trouxemos do ano passado a experiência de não contar o percentual de votos para eles. Quando a gente falava, eles tinham uma referência do que as pessoas queriam aqui fora. Não contar funcionou à beça, eles ficaram perdidos. Eles não sabiam ainda, mas, desde sexta, a cada três dias sairia alguém. Essa eliminação é o mais cruel que existe, porque eles veem as pessoas indo e caem na real, podem ser os próximos. Acho que é o que vai pesar na reta final. Como esse é um time que discute, briga, fala as coisas na cara, a chance de pegar mais fogo ainda é enorme.
FOLHA - O que há reservado para o futuro do programa?
BONINHO - Temos quatro edições já fechadas e estamos negociando mais quatro. Mas isso só se confirmará em agosto.
FOLHA - E a 11ª edição?
BONINHO - Queremos dividir os participantes por regiões. Podemos ter pequenos "BBBs" em cada região e, depois, trazê-los para a casa nova. Seriam cinco casas com seis pessoas, de onde sairiam os finalistas. Entre o final de dezembro e o começo de janeiro, teríamos um micro-"Big Brother" para cada região.
FOLHA - O que tem a dizer sobre a suposta invasão do impostor do "Pânico na TV" (Rede TV!)?
BONINHO - Sou diretor do "BBB", de núcleo. A decisão de fazer alguma coisa foi da direção da TV Globo e do departamento jurídico. Eles estão partindo para um processo. Eu concordo com isso.
FOLHA - Tudo certo com Tessália?
BONINHO - Mais ou menos. Pode ser até que ela não venha à final com todos os outros. Há uma grande chance de ela não vir. É uma decisão nossa, não tem nada a ver com a direção.
27 fevereiro, 2010
BBB é um espelho para cada um
Curiosidade real
Inventor do primeiro Big brother diz que o programa é um espelho no qual o público observa a si próprio
Ana Paula Franzoia
Às vésperas de completar 47 anos, John De Mol tem uma certeza. Ele é um curioso. E foi essa curiosidade que acabou convertendo o executivo de TV numa estrela, apesar de sua imagem não estar exposta na telinha. Apaixonado pela televisão, o produtor costuma converter tudo em sucesso, de programas de variedades agame shows. Foi com o sócio da produtora Endemol, Joop van den Ende, que De Mol encontrou a galinha dos ovos de ouro. Ele inventou a fórmula Big brother apostando na simples curiosidade alheia. A idéia de um programa em que anônimos passam dias confinados numa casa sendo monitorados por dezenas de câmeras explodiu na Holanda em 1999 e se espalhou rapidamente pelo mundo. Chegou ao Brasil no dia 29 de janeiro e já é um dos programas de maior audiência da Rede Globo. Orgulhoso do barulho que provocou em países tão diferentes como Portugal, Estados Unidos, Argentina, França e Rússia, De Mol explicou a Época por que acredita que a realidade pode ser um show.
| Perfil |
| • Dados pessoais • A trajetória • Maior negócio |
ÉPOCA – O senhor já leu o livro 1984, de George Orwell?
John De Mol – Sim, li. Mas somente depois da produção de Big brother.
ÉPOCA – Qual a relação entre aquela visão assustadora de uma sociedade vigiada que o escritor previu e o programa que o senhor criou?
De Mol – Não há nenhuma relação entre o livro e o programa de TV. A única coincidência é o nome de um personagem que aparece no livro (Big brother é o governante de uma sociedade que controla tudo e todos com câmeras) . Na verdade, nós achamos muito engraçado tomar emprestado o nome do personagem.
ÉPOCA – Como surgiu a idéia de fazer o primeiro Big brother?
De Mol – Juntamos a idéia de mudança de uma rotina com um projeto científico que ocorreu há alguns anos chamado Biosfera 2. Um grupo de cientistas viveu junto numa casa de vidro por dois anos e era completamente auto-suficiente. (O projeto Biosfera 2 foi construído no Arizona, nos Estados Unidos. Numa redoma de vidro com 12 mil metros quadrados, oito cientistas ficaram confinados de
ÉPOCA – Mas por que o senhor acreditou que um programa que não tinha roteiro definido e mostraria pessoas comuns convivendo 24 horas numa casa fechada faria sucesso?
De Mol – Nós achamos que seria interessante observar como essas pessoas se relacionariam e formariam um grupo. Esperávamos que depois de alguns dias a personalidade real das pessoas começasse a aparecer. E foi exatamente o que aconteceu. Isso significou uma atração televisiva extremamente interessante, pois se podia ver o conflito entre o interesse do grupo e o interesse pessoal de cada participante.
ÉPOCA – É isso que, em sua opinião, explica o sucesso dos reality shows?
De Mol – Big brother chega muito perto das pessoas. Como espectador, você está constantemente pensando: ”Qual seria minha atitude diante de uma situação como essa?” Na realidade, você está olhando para si próprio. Nós sabíamos desde o começo que o show seria um sucesso, mas o que não esperávamos era que fosse um sucesso tão grande.
ÉPOCA – Então, se o senhor acreditava tanto na fórmula, por que demorou para transformá-la em um programa de televisão?
De Mol – Não sei ao certo. Na verdade, um programa como Big brother é tecnicamente complicado de ser montado. A tecnologia que usamos hoje não existia há alguns anos.
ÉPOCA – A novela é um gênero muito antigo e popular na TV. O senhor não acha que a novela da vida real corre o risco de apagar a ficção?
De Mol – As pessoas também gostam de assistir a novelas, do sonho da ficção, e sempre vão gostar. Mas Big brother é outra história. Mostra a realidade. Se uma pessoa ri ou chora no programa é porque ela está feliz ou triste de verdade. Pode-se dizer que é como um espelho, no qual você pode observar a si próprio. É isso que torna o programa especial, e completamente diferente das novelas, nas quais os atores estão o tempo inteiro representando.
ÉPOCA – Como será a televisão do futuro?
De Mol – Imagino que, de vez em quando, um novo gênero aparecerá ou algo antigo voltará a fazer sucesso, criando uma mistura entre o novo e o consolidado. Foi o que aconteceu com Big brother. Mas acredito que todos os gêneros televisivos sobreviverão. A televisão é muito parecida com a moda. O gosto das pessoas muda muito lentamente. Mas os estilos, as tendências do passado estão sempre sendo reciclados.
ÉPOCA – O senhor acredita que os reality shows vieram para ficar?
De Mol – Claro que sim. Como já disse, os reality shows são apenas um novo gênero dentro da televisão. Mas somente os bons sobreviverão.
ÉPOCA – Em quantos países Big brother é um sucesso?
De Mol – O programa já foi montado em cerca de 25 países.
ÉPOCA – Houve algum fracasso?
De Mol – Não tenho notícia de nenhum Big brother que tenha dado baixa audiência em nenhum canto.
ÉPOCA – Mas as críticas são ferozes. Em todos os países onde o programa é ou está sendo exibido aparecem críticos dizendo que os reality shows estão contribuindo para piorar a qualidade da programação de TV. Como o senhor vê isso?
De Mol – Em primeiro lugar é preciso dizer que Big brother é feito com muito cuidado e profissionalismo. Os críticos que não reconhecem isso estão errados. De qualquer forma, a audiência em todo o mundo é capaz de perceber isso e assiste aos programas. É o que importa. Não me interesso pelas afirmações feitas por críticos individualmente.
ÉPOCA – Invadir a privacidade, exibir cenas picantes e fomentar conflitos não é apelativo, de mau gosto?
De Mol – Isso é bobagem. Como produtores, nós temos responsabilidade sobre o produto final. Se necessário, devemos proteger os participantes. É exatamente o que fazemos.
ÉPOCA – Em algum lugar do mundo em que Big brother foi exibido a produção precisou intervir dentro da casa?
De Mol – Em Portugal aconteceu um fato inédito e foi preciso fazer uma intervenção física. Dois participantes partiram para a briga e a produção teve de intervir. Mas durou apenas alguns segundos. E foi só. No mais, foram só coisas engraçadas e emocionantes.
ÉPOCA – Os outros produtos da Endemol são parecidos com Big brother?
De Mol – Claro que não. Nós fazemos programas de todos os gêneros para a televisão. Temos cerca de 500 em nosso catálogo.
ÉPOCA – Quanto a Endemol já ganhou com Big brother?
De Mol – Big brother e outros reality shows representam apenas uma pequena porcentagem dos rendimentos da empresa. Também somos fortes em outros gêneros, como seriados, game shows e programas de variedades.
ÉPOCA – O senhor conhece a televisão brasileira?
De Mol – Claro, eu já vi inúmeros programas brasileiros, mas não sou um especialista.
ÉPOCA – Atualmente existem dois reality shows no país. O Big brother Brasil, exibido pela Rede Globo, que se associou à Endemol para produzir o programa em nosso país, e outro pelo SBT, a Casa dos Artistas. A Globo acusa o SBT de plágio e já perdeu vários recursos na Justiça brasileira, mas a sentença definitiva ainda não foi julgada. Qual a posição da Endemol nesse caso?
De Mol – Casa dos Artistas é 100% plagiada do Big brother original. Se a Justiça brasileira não reconhecer isso significa que vocês não conseguem proteger a propriedade intelectual. Isso pode ter tristes conseqüências para o Brasil.
ÉPOCA – A que o senhor costuma assistir na televisão?
De Mol – Claro que não sou um espectador médio. Gosto de zapear e vejo muitas fitas gravadas com antecedência. Acabo vendo um pouco de tudo o que aparece na televisão.
ÉPOCA – O senhor aceitaria viver numa casa monitorada por câmeras por dias ou meses, como acontece no Big brother?
De Mol – Sim, Big brother é o único programa de que eu realmente gostaria de participar. Sou curioso e gostaria de saber quais seriam minhas reações dentro da casa.
ÉPOCA – O senhor já bisbilhotou a vida dos vizinhos de sua janela?
De Mol – Nunca. Por que faria isso? Mas, se por acaso as cortinas estivessem abertas e eu estivesse passando por perto, sem dúvida que daria uma olhadinha. Isso porque todos nós somos curiosos. Eu também sou.
29 janeiro, 2010
Movimento contra Tessália cresce na web
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28/1/2010 - 16h54 | |||
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