14 maio, 2007

Pérolas do bobó da lú

"Nem tudo na vida é enquadramento", Soll


Entra em cena o bobó de camarão, delicioso, preparado pelo Marcelo.

Tudo bem que foi lá pelas 17h e a fome berrava!




A estilizada casa da Luciana acolhia, entre tantos papos,

gente alternativa, interessante, numa tarde de sábado...





O tapete de diferentes peles costuradas "apoiava" gentes num indo e vindo pela sala...






A arte da rua entra em casa... Do Beira para um ap.



O autor da tela acima saboreando cerveja. 71 anos de pura disposição e arte!


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Durante a tarde falamos, rimos, bebemos, brincamos, comemos. Anotei algumas frases "marcantes". Talvez sem contexto não fiquem tão boas, mas na hora foi um sucesso.
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"Hilda Hilst, uma feminilidade macho", Buff
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"Cada homem é uma lua", Azul

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"A noção de responsabilidade se modifica após o segundo filho", Said

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"Se você não é capaz de arrumar a cama quando se levanta, não será capaz de fazer mais nada na vida", Lú
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"A vida é móvel", Azul

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"A arquitetura de Niemayer é apra ninguém precisar de ninguém", Azul

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Diferente da véspera, que um certo rapaz perguntou se sarau era um tipo de pagode...




Dias das mães - canetinhas para alegrar

Mãe - 39 anos

Filha - 6 anos


Avó - 63 anos
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Além de clube, zoológico, tivemos um tempo dedicado às canetinhas hidrocor! Foi bom...

13 maio, 2007

12 maio, 2007

O papa é um imbecil...

"O Papa (Bento XVI) chegou de óculos escuros, de marca, sapatos vermelhos, de marca, mas a marca que ele deixará aqui é de um perfeito idiota a serviço de uma religião hipócrita e falsa; condenou a manifestação de alegria e o prazer de viver apregoado pelos homossexuais, condenou-os ao inferno, sem saber que sexualidade é a única coisa que se pode escolher livremente nesta cloaca de mundo; condenou também os traficantes ao inferno, sem saber que esses traficantes foram vítimas, na infância, da pobreza e da miséria, do descaso de instituições podres como a dele. Se esse néscio que chamam de Papa for o autêntico representante de Deus na Terra cujo o escopo seja nos salvar, haja quem nos salve deste Paraíso prometido pelos falsos cristãos!...Eu só creio num Deus bondoso como o Rivotril! É bom dormir, pelo menos a gente acorda deste pesadelo chamado Brasil".

por Rogério Silvério de Farias, poeta, contista e agitador na Internet

Criatividade para não pirar


O balaio e a cesta de linhas coloridas para costurar novas formas de vida....



Reciclando blusas para o tempo passar em paz




Nova roupagem (pintura e colagem) para um tubo de papelão,
que juntará papel para reciclagem num órgão público.

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Ocupar as mãos e a cabeça criando faz o tempo passar com tranquilidade. É um tempo necessário para dar uma pausa nesse cotidiano corrido, automático, insensível.
Quando crio afasto-me, organizo a mente para não enlouquecer...
Soll

Clodovil no covil



Clodovil no covil

Por Solange Pereira Pinto
11.05.2007

Sabe aquela história “ouvir o galo cantar e não sabe onde”? É assim que vivemos: feito papagaios, calorosos, repetindo pedaços de noticiários. O debate descontextualizado e infantil em torno da polêmica causada por Clodovil ilustra a ignorância cotidiana. Esse é apenas mais um caso dentre tantos outros veiculados nos meios de comunicação de massa, ávidos por audiência provocada por sensacionalismo, que “deforma” a opinião pública (pois isso é o que vende, infelizmente).

Foi no meio do debate para aprovar mais um feriado para o Brasil, em homenagem ao Frei Galvão (????), que a deputada teatral do PT/RJ, Cida Diogo, interrompeu a fala do Inocêncio e chorou em plenário! Na mesma sessão, também, foi votado o reajuste salarial deles na ordem de 28,53%. Ainda lá, Gabeira queria discutir as viagens dos deputados e Clodovil a condição da mulher na sociedade atual.

Se a forma de Clodovil expor seus pensamentos não foi a mais adequada, a reação da deputada chorona foi menos adequada ainda. Ou teria ela intenções sensacionalistas?

Vamos pensar: se a deputada se diz tão ofendida por ser feia e não poder ser puta (apesar da profissão política ser em muitos casos também uma prostituição, ao se receber dinheiro público para defender interesses próprios) ela acaba por confirmar as palavras de Clodovil, sobre a mulher atual. NÃO SE PODE SER FEIA! Pois, nesse caso, o deputado a eximiu da possibilidade de ser prostituta. Isso porque, no contexto, Clodovil, pelo que vi na imprensa, em momento algum deu nomes aos bois e discutia sim uma "idéia", até a "decorosa" deputada se meter fazendo abaixo-assinado contra sua opinião dada em outra situação fora da Câmara.

Diz o noticiário: “em prantos, a parlamentar o acusou, no Plenário da Casa, de tê-la agredido verbalmente enquanto ela recolhia assinaturas para uma representação contra o deputado”, que, por sua vez, em outra ocasião, disse que “as mulheres ficaram muito ordinárias, ficaram vulgares, cheias de silicone e hoje em dia as mulheres trabalham deitadas e descansam em pé. A gente não pode concordar com esse tipo de coisa”. Segundo testemunhas, ele teria dito que ela ‘é tão feia que não poderia nem ser prostituta’". Ser chamada de “feia” é motivo para tal escândalo e desordem emocional em pleno trabalho? Sei que criança de seis anos chora quando é chamada de “feia”, de “chata”, de “boba”; adulta com baixa auto-estima também.

Inteligentemente, Clodovil responde na imprensa “essa coitada é manipulada pelo partido dela. "Eu fui muito antipático, mas falei distanciadamente. Foi horrível, eu sei. Sei que fui cruel, mas não a agredi", afirmou ele. "Nem cheguei a dizer que era feia. Agora é evidente que estava dizendo isso no subtexto. Eu não tenho o direito de achar uma pessoa feia ou bonita?", questionou.
Vendo o vídeo produzido pela TV Câmara ficam patentes as posturas de um e da outra. Clodovil assume sua postura. Poderá pagar por ela sim, pela simples liberdade de expressão, como está costumeiro no Brasil. De um jeito ou outro os limites parlamentares, os costumes em geral, têm sido testados, como, por exemplo, o "direito" de se usar ou não chapéu "nordestino" (não vejo qualquer problema nisso) no plenário.

Entretanto, não faço a menor idéia do que realmente signifique “decoro parlamentar”, pois vejo cada coisa esquisita rolando por ali. O dicionário diz que decoro é recato no comportamento; decência ou conformidade com os padrões morais e éticos da sociedade. É possível atualmente definir quais são os padrões morais e éticos do nosso país?

Aliás, a meu ver, Clodovil tentava discutir exatamente isso: a decência da mulher brasileira. Criticava a forma da mulher se posicionar como fêmea ao buscar "demedidamente" beleza, silicones, plásticas, chapinhas, artificialidade, e, por fim, uma vulgaridade que no fim das contas procura mesmo é por dinheiro, seja vindo de homens (namoros, amantes, casamentos) ou capas de revistas etc. O Big Brother Brasil é claro exemplo disso. As gostosas de cabelo espichado falam um monte de baboseiras para a TV e no fim saem nuas para as revistas. É isto dignidade? Seria algum despautério afirmar que "as mulheres hoje em dia trabalham deitadas e descansam em pé"? Note-se: “hoje em dia” e mulheres de forma “genérica”.

Aí o galo canta. Cida Diogo protocolou no Conselho de Ética uma representação por quebra de decoro parlamentar contra Clodovil, motivada pelas declarações feitas e não satisfeita também deu entrada numa representação na Corregedoria da Câmara, com o apoio de 100 parlamentares, por ele ter afirmado em seu programa de TV, há 15 dias, a tal frase.

Para engordar a cantoria do galo, publica a mídia, que “o líder do PT na Câmara, Luiz Sérgio (RJ), protocolou um pedido para que o deputado Clodovil Hernandes (PTC-SP) seja punido por falta de decoro parlamentar por ter agredido verbalmente a deputada Cida Diogo (PT-RJ)”. E mais, na representação, Luiz Sérgio afirma que Clodovil tem sido "extremamente preconceituoso, sexista e homofóbico, no exercício do mandato parlamentar" e que desrespeitou a Constituição, o Código de Ética e o regimento interno. Enquanto isso, a deputada Maria do Rosário (PT-RS) pediu a expulsão de Clodovil Frente Parlamentar GLBT - Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais (ele, que é assumidamente homossexual, diz que não integra essa frente).

Ao que se saiba homofobia é rejeição ou aversão a homossexual e a homossexualidade. E Clodovil não parece ter essa postura, mesmo dizendo sabiamente que não se orgulha de ser gay, mas de ser ele mesmo (o que faz muito mais sentido). Se for para o lado sexista, seria então ele um misógino? Ele “detesta” as mulheres apenas por que alerta sobre o que todos vêem diariamente? O preconceito é chamar alguém de feia?

Analisando quem é quem é no galinheiro, parece mais é projeção (“mecanismo de defesa que consiste em atribuir a terceiros ou ao mundo que o rodeia os erros ou desejos pessoais”). Deputadas e deputados “indignados” contra Clodovil não por uma fala “você é feia”, mas por serem eles próprios mais preconceituosos, sexistas e homofóbicos. Clodovil é gay, diz o que pensa, foi o terceiro candidato mais votado em São Paulo por ser como é, e representa, sim, parte da população. Deputados e deputadas do PT e outros simpatizantes querem linchar Clodovil do covil, por quê? Ele ameaça a ignorância.
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Entrevista com a deputada ofendida aqui Procurei entrevista com Clodovil sobre o mesmo tema e não achei... Mas a matéria da TV Câmara (não consigo postar o link aqui) é bem elucidativa.

10 maio, 2007

Rubens Alves na TV

Não deixem de assistir o programa com RUBENS ALVES, gravado em Belo Horizonte. Será exibido na TV Câmara, neste sábado, dia 12/05, às 19h e domingo, dia 13/05, às 16h.

Comércio na educação. Eu quero é novidade!

07/11/2005 - 09h42
Comércio de teses e dissertações atrai pós-graduandos


por BRUNO GARSCHAGEN

Colaboração para a Folha de S.Paulo, no Rio

Uma dissertação de mestrado ou uma tese de doutorado de 150 páginas pode ser comprada por R$ 2.000 em empresas especializadas. O prazo de entrega varia de um a dois meses. (Está até barato, pois comprar um diploma de qualquer curso superior é beeeemmmmm mais caro, já que a mensalidade começa em pelo menos R$ 300, e dura no mínimo três anos)

O negócio se profissionalizou de tal forma que a qualidade das monografias, teses e dissertações feitas sob encomenda é reconhecida pelas bancas examinadoras de instituições famosas pela produção intelectual qualificada. (óbvio, porque é RIDÍCULO fazer uma monografia para o comércio educacional autorizado chamado vulgarmente de"faculdade")

Um dos profissionais entrevistados pela Folha vendeu uma dissertação na área de economia, aprovada pela Fundação Getúlio Vargas, no Rio, e uma na de literatura, que será defendida em breve perante uma banca da Universidade de São Paulo (USP). (e aposto que tirou nota alta hahaha)

O autor dos trabalhos é R. M., 36, mestre, doutor e professor de filosofia de uma importante universidade carioca. Ele afirmou que a empresa para a qual presta serviços de "pesquisador" é uma pequena indústria que chega a produzir teses de doutorado até na área de medicina. (esse tá podendo e, provavelmente, deve ter feito as próprias pesquisas para ganhar seus títulos, e depois, como era inteligente e sabia escrever e ler e abrir aspas e tal e coisa, ficou sem conseguir bom emprego e partiu para o câmbio negro. Afinal, os bons dançam e a mediocridade impera!, então ele vende aos medíocres, né?)

"O baixo nível de exigência da universidade brasileira abriu esse mercado, que permite que pessoas sem qualquer intimidade com um determinado assunto, mas que saibam organizar informações, possam fazer teses e dissertações para vender", diz R. M., para quem trabalhos acadêmicos podem ser feitos mecanicamente, contando com a indiferença de professores universitários. (está claro que hoje EDUCAÇÃO É COMÉRCIO. Se é comércio, o produto é mercadoria, logo deve ser vendido. Tem tanta faculdade por aí que vestibular em particular não existe, mas tem apelido de "agendado". Concordo com R.M. que ORGANIZAR INFORMAÇÕES é o que basta, e se os professores da graduação ensinassem pelo menos isso, formaria alunos "mais preparados" para o mundo "acadêmico". É pura mecânica mesmo!)

Nos classificados dos principais jornais do Rio e na internet há dezenas de empresas oferecendo esses serviços. Foi dessa forma que professores universitários ouvidos pela Folha disseram ter constatado a existência desse mercado, apesar de nunca terem registrado casos semelhantes em seus departamentos. (DUVIDO! Até resenha de um tema qualquer durante o bimestre vem comprada ou colada! Me engana que eu gosto hahaha)

"A oferta é tão explícita que é quase uma pressão sobre os alunos", diz Cláudia Márcia da Rocha, professora do departamento de letras vernáculas da faculdade de letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). (Pressão sobre o aluno é essa propaganda pérfida que ilude milhares de pessoas, persuadindo-as a fazerem faculdade acreditando que terão emprego com canudo no bolso. Isso sim é uma maldade, uma pressão, um abuso, quando sabemos que nem um terço dos graduados terá condições de competir e muito menos de conquistar emprego que não seja do tipo "telemarketing", né Fê?).

"Tenho 37 anos de magistério e nunca imaginei que veria esse tipo de coisa ser feita abertamente." (jura?! tadinha! Escondido pode, né? Hipocrisia da porra!)

"Erudição balofa"

Liliana Cabral Bastos, coordenadora do programa de pós-graduação de letras da PUC-RJ, acha que vendedores de teses aproveitam-se de falhas das instituições. (Vendedores de teses aproveitam-se do mercado educacional assim como os donos das instituições, os clientes-alunos, os professores "prostituídos" que passam todos para ter salário no fim do mês. Todos empatam, né Fê? rsss)

Segundo R.M., que produz trabalhos acadêmicos sob encomenda há um ano, qualquer pessoa que saiba organizar informações e escrever bem pode elaborar um trabalho padrão a partir da pesquisa e da bibliografia entregues por quem faz a encomenda. (Bom, aqui tenho uma ressalva, escrever bem infelizmente não é para muitos. Assim, poucos estarão habilitados realmente a prestar serviços paralelos e entregar boas encomendas).

"É o que eu chamo de erudição balofa: muitas citações, costuradas com os parágrafos chavões da academia, naquele indefectível estilo impessoal da terceira pessoa." (Ufa! Nossa, finalmente vejo escrito o que sempre achei nojento, absurdo, burro, ridículo etc! E bota balofa nisso! É para dar mais páginas e parecer mais "inteligente" hahahaha)

A falta de originalidade dos trabalhos pode, sim, servir de estímulo a esse mercado, conta Herli Menezes, professor de metodologia do ensino de ciências na Faculdade de Educação da UFRJ. Ele acha que a padronização do texto acadêmico beneficia essa fraude. (Óbvio ululante pleonástico redundante! hahahahahha, me divirto com isso hahahahah)

Insegurança e falta de tempo

Profissionais e estudantes entrevistados pela Folha afirmam que a compra e a venda dos trabalhos são estimuladas por falta de tempo, insegurança e pouco interesse por pesquisa. O advogado C.B., 27, do Espírito Santo, comprou a monografia com a qual se formou em direito na Universidade Salgado de Oliveira, de Campos (RJ). (Não se preocupe C.B. seus antecessores, mais velhos, que estão no mercado atualmente ganhando rodo de grana não fizeram monografias. Para ser advogado não é preciso pesquisa acadêmica, apenas bons contatos, o mínimo de entendimento de leis e seus buracos e muita lábia, pode crer!)

Pagou R$ 50 pelo projeto de pesquisa e R$ 200 pela monografia. Quem vendeu foi uma colega da própria faculdade, que estava um período à frente. (Tá vendo C.B.? É fácil!)

O advogado disse que encomendou a monografia porque, na época, estava mais preocupado em estudar para as provas finais. "Sabia que não conseguiria conciliar as duas coisas e que a monografia não me traria qualquer retorno." O trabalho, somado com a apresentação diante da banca, foi aprovado. C. B. ainda vendeu a mesma monografia por R$ 200 para dois outros estudantes. (Com certeza a monografia não lhe daria retorno mesmo! Pois não lhe abrirá qualquer porta. Se bem que copiar e colar falas de autores pode lhe ser útil nas petições, pelo menos isso você já aprendeu?)

Banca mais exigente

Para evitar que alunos apresentem trabalhos comprados, a saída é formar bancas qualificadas para avaliar a apresentação, segundo Marcelo Milano Vieira, professor de estudos organizacionais da Escola Brasileira de Administração Pública de Empresas da Fundação Getúlio Vargas. "Basta a banca fazer perguntas específicas sobre a coleta dos dados e a origem das informações usadas em dissertações e teses." (Eita, o Marcelo Vieira agora deu um tiro no pé! Será que são todos uns desqualificados nas bancas? Ops! Não são os professores da instituição que formam as tais bancas avaliadoras? Agora boiei! A sugestão é fazer pegadinha? Ai ai ai. A origem das informações usadas em dissertações e teses é fácil: livros hahahahha E da pesquisa varia entre imaginação, criatividade ou até campo mesmo)

Como os trabalhos feitos sob encomenda seguem um formato padrão aceito nas universidades, Vieira diz que a banca pode descobrir a fraude formulando perguntas fora do modelo determinado. Ele atribui o crescimento da compra de trabalhos de pós-graduação a profissionais sem interesse ou condições intelectuais para fazer mestrado ou doutorado, mas que são pressionados pelas empresas a obter um título."São executivos que só querem o certificado e, para isso, buscam trabalhos sob encomenda." (Ora, se é sob encomenda tem mesmo que seguir o padrão aceito. E Vieira que me desculpe, o professor atento, a priori, já sabe quem é quem. Já sabe qual aluno tem ou não condição de fazer qualquer trabalho acadêmico por si só. Se o trabalho chega à banca é porque já passou pelos "requisitos", o orientador já viu etc blá blá blá. E a banca que descobrir as fraudes fará o quê? Passará dos alunos da mesma forma míope. E concordo que o APELO POR TÍTULO é um problema nacional, absurdo!)

O número reduzido de professores e a grande quantidade de pós-graduandos agravam o problema, opina a professora Cláudia Márcia da Rocha, da UFRJ. "Há turmas de mestrado com 40 alunos. Não há como dar conta de todos", avalia Rocha. (Realmente não dá. Porém, querida professora, escola é comércio, professor é commodities, aluno é cliente, título é mercadoria. O conhecimento e o aprimoramento intelectual que vão para o inferno! Acho que essa deve ser uma daquelas cláusulas contratuais de letra miúda)

Ele conta ainda que um amigo, professor da Coppe (Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia), cobra dos alunos que produzam textos em aula, para evitar problemas como plágio ou compra de trabalho. (Inteligente esse amigo! Pelo visto esse ama o que faz e é de fato um "Mestre").

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A falência do sistema é geral, e será que ninguém percebe? Eu quero é novidade!

Frase inteligente

"Infelizmente, os homens não engravidam. Se engravidassem, essa questão (legalização do aborto) já estaria resolvida".
José Gomes Temporão, Ministro da Saúde,
reagindo à crítica ao aborto feita pelo papa BentoXVI no seu primeiro discurso em São Paulo.

Imagem criativa


Campanha da Tok Stok

09 maio, 2007

O poder do marketing

Duas garotinhas de oito anos conversam no quarto:

O que você vai pedir no NATAL?

Eu vou pedir uma Barbie, e você?

Eu vou pedir um O.B.

O.B.?! O que é isso ?!

Nem imagino, mas na televisão dizem que com O.B. a gente pode ir à praia, andar de bicicleta, andar a cavalo, dançar, ir ao clube,correr, fazer um montão de coisas legais, e o melhor... SEM QUE NINGUÉM PERCEBA!!!

08 maio, 2007

Cardápio musical

Clique e ouça...
Desenho de Deus (2006) Dandara (2005) Mulher Ideal(2002) Eu Sei (2004) Meu Ébano(2005) Passarela no ar(2006) Por mais que eu tente(2005) Se não é amor(2005) Epitáfio (2001)
A Miragem
(2001) A Loba(2001) Se quer saber (2002) Amor e Sexo(2003) As Loucuras de uma Paixão(1997) Vê se me erra(1992) Devagar...Devagarinho(1995) Dois (1997) A canção tocou na hora errada(1999) Mal Acostumado(1998) Paratodos(1993) Espanhola (1999)
Partituras
(1995) Sonhos (1994) Tem coisas que a gente não tira do coração(1996) Chama da Paixão(1994) Sol de Primavera(1994) Lenha (1999) Mulheres (1998) SE (1992) Beija eu (1991) O Canto da Cidade(1992) Nobre Vagabundo(1996) Recado(1990)
Encontro das Águas
(1993) Sozinho(1999) Ta na Cara(1998) Resposta ao Tempo(1998) Ainda lembro(1994) Nuvens(1995) Dez a Um(1997) Bem Querer(1998) Caça e Caçador(1997) Alma Gêmea(1995) Quem é Você(1995) Um Dia de Domingo(1985)
Coração de Estudante
(1983) Momentos(1983) Quarto de Hotel(1980) Se eu quiser falar com DEUS(1980) Meu Bem Meu Mal(1981) Você é Linda(1983) Baila Comigo(1980) Vai Passar(1984) Menino do Rio(1980) Oceano (1989) Fonte da Saudade(1980) Conselho(1986)
Alma
(1982) Mel na Boca(1985) Saigon(1989) De volta pro meu aconchego(1985) Faz parte do meu show(1988) Só Pra Contrariar(1986) Um Homem também chora(1983) Deslizes (1989) Bilhete (1980) Balada do Louco(1982) Viajante(1989) Um certo alguém(1983)
Purpurina
(1982) Verde (1985) O que é o que é (1982) Me dê Motivo(1983) Lança Perfume(1980) Estranha Loucura(1987) Tiro ao Álvaro(1980) Anos Dourados(1986) Caçador de mim(1980) Agonia (1980) Meu Bem Querer(1980) Ao que vai chegar(1984)
Como Uma Onda
(1983) Tudo com você(1983) Paixão(1981) Codinome Beija Flor(1985) Samba pra Vinicius(1980) Papel Machê (1984) Judia de Mim(1986) Brasil (1988) Ontem (1988) Encontros e Despedidas(1985) Nos bailes da vida(1981) Samurai (1982)
Todo o Sentimento(1987) Apesar de Você (1972) Grito de Alerta (1979) Naquela Mesa (1970) Detalhes (1970) Gabriela (1975) Gostava Tanto de Você(1973) Tigresa (1977)
Coisinha do Pai
(1979) Quando eu me chamar Saudade(1974) Canta Canta minha gente(1974) Foi um Rio que passou em minha vida(1970) Cio da Terra(1976) Juízo Final(1976) O Mar Serenou(1975) Gota D'Agua(1976) Não deixe o samba morrer (1975) Viagem (1973) Sufoco (1978)
Bandolins
(1979) Atrás da Porta(1972) Argumento(1975) Regra Três(1973) A paz do meu amor(1974) Toada(1979) Meu mundo e nada mais(1976) Você abusou(1971) Tristeza pé no chão(1972) Rosa de Hiroshima(1973) Valsinha(1971) Retalhos de cetim(1973)
Águas de Março
(1972) Começar de Novo ( 1978) Loucura (1979) Começaria Tudo Outra Vez(1976) Foi Assim (1977) Outra Vez(1977) Café da Manhã (1978) Folhas Secas(1973) Só Louco(1976) 1.800 Colinas(1974) Dança da Solidão(1972) Olho por Olho(1977)
Conto de Areia
(1974) A Deusa dos Orixás(1975) Alvorada no Morro(1973) Pra Você(1972) Os Amantes(1977) O Surdo(1975) Pedaço de Mim(1979) To Voltando(1979) Pela Luz dos Olhos Teus(1977) Se queres saber(1977) O Bêbado e a Equilibrista(1979) Wave (1977)
Você
(1974) Canto das Três Raças(1974) Desabafo(1979) Samba de Orly(1971) Seu Corpo(1975) Madalena(1970) Samba de uma Nota Só ( 1960) Disparada (1965) Travessia ( 1967) Matriz ou Filial ( 1964) Trem das Onze (1965) Viola Enluarada (1967) A Banda (1965)
Cantiga por Luciana
( 1969) Carolina (1967) Festa de Arromba ( 1964) Hoje (1966) Upa Neguinho (1967) Prova de Fogo (1967) Samba do Avião(1967) Noite dos Mascarados(1967) Laranja Madura (1966) Mas que nada(1963) País Tropical(1969) Modinha(1968)
Poema do Adeus
(1961) Sem Fantasia(1967) Estão voltando as flores(1961) Samba em preludio(1962) Negue (1960) Garota de Ipanema ( 1962) Apelo (1967) O Barquinho ( 1961) Gente Humilde ( 1969) Minha Namorada (1962) Arrastão (1965) Alegria Alegria (1967)
Caminhando (1968)
Você passa eu acho graça(1968) Namoradinha de um amigo meu(1965) A Flor e o Espinho ( 1964) Preciso aprender a ser só(1965) Volta por cima(1962) Mulher de Trinta(1960) A Praça(1967) Chove Chuva(1963) Brigas(1966) Fotografia (1967) Andança(1968)
Roda Viva
(1967) Samba do crioulo doido(1968) Ninguém Me Ama( 1952) Eu Sei Que Vou Te Amar (1958) Saudosa Maloca ( 1955) Chega de Saudade ( 1958 ) Conceição ( 1956) Desafinado (1958) Esse seu olhar(1959) Iracema(1956) Dindi (1959) Ronda (1953)
vocação nº1
(1957) Eu não existo sem você(1958) A Noite Do Meu Bem(1959) Se Todos Fossem Iguais a Você (1957) Castigo ( 1958) Ouça ( 1957) Lábios de Mel ( 1955) Molambo ( 1953 ) Estrela do Mar(1952) Tereza da praia(1954) Alguém como tu(1952) Evocação nº2(1958)
E daí?
(1959) A Deusa da Minha Rua ( 1940) Chuvas de Verão (1949) Copacabana ( 1947) Amélia (1941) Adeus -Cinco Letras que choram-( 1947) Última Inspiração( 1940) Marina ( 1947) Ave Maria no Morro (1942) Eu sonhei que tu estavas tão linda (1942) Atire a Primeira Pedra ( 1944)
Brasileirinho
( 1949) Mensagem ( 1946) Velho Realejo( 1940) Caminhemos( 1947).

Frase do msn

"Eu costumo dizer que eu me acho burro demais. Portanto, não tolero gente mais burra que eu de jeito nenhum". Du Moraz

07 maio, 2007

O rei e a censura togada


Entrevista com Paulo César Araújo para IstoÉ

Biógrafo de Roberto Carlos diz queo cantor maculou a imagem e queimpedir a venda de seu livro é umato reacionário

Por Eliane Lobato
O historiador e jornalista Paulo Cesar de Araújo tem 45 anos de idade, 22 deles vividos na Bahia e 23 no Rio de Janeiro. Uma grande paixão atravessou a infância e virou objeto de pesquisa da última década e meia: a vida e obra do cantor Roberto Carlos. Entretanto, foram necessárias apenas cinco horas para Araújo confirmar o quanto as paixões são cruéis: esse foi o tempo que durou a audiência realizada na semana passada na 20ª Vara Criminal da Barra Funda, São Paulo, na qual seu livro Roberto Carlos em detalhes foi proibido, em caráter definitivo, de ser produzido e comercializado. Lançada em dezembro pela editora Planeta, a obra de 504 páginas chegou a vender espetaculares 22 mil exemplares. No acordo, a editora entrega a Roberto Carlos os quase 11 mil exemplares restantes e fica obrigada a ressarci-lo caso ele compre algum livro não recolhido em lojas. O autor fica proibido de falar sobre a vida íntima do artista. O Rei, por sua vez, retira os processos civil e criminal que movia contra eles e suspende a cobrança de multas. Isso foi chamado de audiência de conciliação.

As partes que mais desagradaram ao Rei, segundo ele disse ao juiz, são referentes ao sofrimento de Maria Rita na fase final do câncer, ao suposto caso que teria tido com a cantora Maysa (já falecida) e sobre a suposição de que teria participado de orgias na casa do produtor Carlos Imperial. Casado, pai de uma menina de cinco anos, Araújo trabalha como professor. A ISTOÉ, ele diz que tem chorado diariamente pelo desfecho “reacionário”, mas continua amando Roberto Carlos.

ISTOÉ – Houve acordo ou uma rendição?
Paulo Cesar de Araújo – Foi um acordo bom para a Planeta, foi muito bom para o Roberto Carlos. E ruim para mim, para a história, o público e o mercado editorial.

ISTOÉ – Para a Planeta foi bom por quê?
Araújo – Porque a expectativa, segundo os advogados, era de uma derrota na Justiça. Iríamos perder a causa, dois processos, um civil e outro criminal, e haveria uma indenização alta a pagar. A Planeta avaliou que seria melhor fazer o acordo agora sem pagar nenhuma indenização. O livro tinha sido proibido por liminar e os advogados de Roberto Carlos já estavam lá com uma petição pedindo multa acumulada de R$ 250 mil. No início, eles tinham estipulado multa de R$ 500 mil por dia se houvesse venda após a liminar. O juiz é que passou para R$ 50 mil.

ISTOÉ – Não valeria a pena lutar?
Araújo – Se dependesse só de mim, evidentemente que eu continuaria. Eu queria arriscar, queria testar os limites desse sistema, dessa democracia, dessa liberdade. Mas, na avaliação dos advogados da Planeta, todo o quadro era favorável a Roberto Carlos. A forma e a rapidez inédita como o processo andou, a postura do juiz, dos promotores. Na audiência, os promotores e o juiz pediam para fazer acordo. Veja o clima em que a audiência transcorreu: o juiz (Tércio Pires) disse ao diretor da Planeta (Cesar Gonzalez) que se ele não tivesse comparecido seria expedida uma ordem judicial para fechar a editora! Então, na avaliação da editora, a derrota era iminente. Preferiram fazer o acordo.

ISTOÉ – Você chegou a falar diretamente com Roberto Carlos?
Araújo – Sim, fiz uma proposta a ele. Eu disse: Roberto, a proposta que vou apresentar agora é a melhor para todo mundo, para você principalmente porque queimar 11 mil livros em pleno século XXI é lamentável. Será uma mácula para sempre na sua biografia. Proponho que você tire do livro o que acha que não deve ser tocado, que considera ofensivo, que o magoou. O que chama de invasão de privacidade representa apenas 5% do meu livro. Você também reclamou que eu estava usando a sua história em benefício próprio, então eu cedo a você todos os direitos autorais, não quero mais um centavo. Mas que o livro continue a existir, após a revisão que será feita por você. Roberto Carlos falou: “Posso até pensar nisso depois, mas prefiro seguir o que está acordado aqui.” E o juiz já foi entregando o papel para ele assinar, ninguém mais se manifestou. Saí chorando da audiência.

ISTOÉ – Há mágoa com a Planeta?
Araújo – Não. Acho que são interesses diferentes. O interesse da editora é vender livro. O autor, embora também queira vender livro, quer também manter a obra viva. Lamento a decisão da editora porque acho que foi imediatista. Esse caso seria emblemático, definitivo para se conhecer a liberdade de se fazer biografias no Brasil, um divisor de águas. Lamento que os editores todos não tenham se unido para fazer um “corporativismo positivo” já que isso afeta a eles também porque abre um precedente importante. Advogados da Planeta me revelaram que, nesse momento, todos os livros que a editora publica passam por uma banca de advogados que estão cortando trechos. Tive informação de que outras editoras também estão fazendo isso. Isso é censura prévia, interna, que era vista nos anos de chumbo da ditadura militar.

ISTOÉ – Ficou acordado também que você não pode mais falar sobre a vida pessoal de Roberto Carlos, não é?
Araújo – Os advogados do Roberto Carlos queriam botar uma cláusula no acordo me proibindo de falar do livro. Eu falei: não dá, esse livro já é parte da história, é uma obra de referência e ainda prevalece a liberdade de expressão no Brasil. Vou passar o resto dos meus dias falando desse livro. Aí ele disse: então, não vai poder falar da vida pessoal de Roberto. Falei: também é impossível porque a obra dele é marcadamente biográfica, pessoal. Ele fala da mãe em Lady Laura, fala do pai em Traumas, dos filhos em Quando as crianças saírem de férias, da cidade em que nasceu em Meu pequeno Cachoeiro, do sofrimento do filho, Segundinho, em As flores do jardim da nossa casa. Não tem como falar da obra do Roberto sem aspectos da vida pessoal. Aí, ele disse que não posso falar da vida íntima dele. Tudo bem. Vida íntima não me interessa mesmo, nem a do papa nem a do Roberto Carlos.

ISTOÉ – O que ficou, para você, dessa experiência?
Araújo – É lamentavel que o livro tenha sido condenado não por uma questão objetiva. Os advogados jamais questionaram, em nenhum momento, nos dois processos, qualquer afirmação do livro. Não se fala que tal fato não é verdadeiro. Foi condenado por uma coisa subjetiva: o artista se sentiu ofendido, ficou magoado, incomodado. Atribuo isso à personalidade do Roberto Carlos, uma pessoa complicada, com todo o processo de superstição e de Transtorno Obsessivo Compulsivo e, infelizmente, mal assessorada também. A boa fama e a respeitabilidade do artista estão sendo atingidas. Ele tem sido alvo de crítica de muitos fãs, formadores de opinião, leitores. A imagem dele está arranhada justamente por causa desse ato reacionário, totalmente fora do contexto na sociedade brasileira.
ISTOÉ – Existe alguma garantia constitucional para o biógrafo?
Araújo – Existe. Eu comecei o livro acreditando nisso. A liberdade de opinião, de expressão está na Constituição. Esse debate envolveu dois poderes: a mídia e o Judiciário. Ganhei no primeiro, os formadores de opinião deram razão ao autor. E Roberto ganhou no Judiciário – onde sabemos que se encontra respaldo para as teses mais retrógradas, reacionárias.

ISTOÉ – Cabe ação ainda? A proibição é válida também para outras línguas?
Araújo – Não sei.

ISTOÉ – Deu para ganhar dinheiro? Qual é seu porcentual?
Araújo – Meu porcentual é o tradicional, 10%. Ainda não recebi nada de direitos autorais porque agora é que vai ter a prestação de contas. Era um livro para vender muito porque não fala só de Roberto Carlos. É uma obra de referência para a música: trato de tropicalismo, festivais de canção, bossa nova, ditadura militar.

ISTOÉ – Mas o título é Roberto Carlos em detalhes...
Araújo – Claro, ele é o fio condutor. Mas não é uma biografia de Roberto Carlos, é um ensaio biográfico. Falo de Caetano Veloso, Geraldo Vandré, Chico Buarque, Tim Maia. Entrevistei cerca de 200 pessoas, entre as quais Tom Jobim, João Gilberto, Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia, Tim Maia.

ISTOÉ – Do que ele não gostou no livro?
Araújo – Na audiência, ele disse que não gostou que eu tivesse abordado questões da vida pessoal dele. Citou o episódio Maysa, a Maria Rita e o “caso Imperial”. Ele interpretou que eu teria afirmado que ele teria participado de orgias na casa de Carlos Imperial, um escândalo que envolvia menores e que abalou a jovem guarda. Mas eu digo no livro, está lá: esse acontecimento não atingiu Roberto Carlos.

ISTOÉ – Roberto Carlos disse que admite que escrevam 500 livros sobre a vida pública dele, mas que sobre a vida pessoal só ele pode falar. É um direito?
Araújo – Claro que não! Imagina se cada personagem da história se arvorasse proprietário exclusivo da trajetória. Vai contra o bom senso e o direito da liberdade de expressão... Que ele possa contar, e deve contar, é evidente. Torço para que Roberto Carlos faça o livro dele, será um depoimento importante. Imagina o presidente Lula dizendo a mesma coisa: só eu posso contar minha história quando quiser e como quiser. Evidentemente isso não se sustenta, ainda mais nos tempos atuais. Até porque uma história está relacionada a outras histórias. Roberto Carlos teria que pedir permissão aos herdeiros de Tim Maia quando for falar dele, e a todos os outros que citasse. Já pensou?

ISTOÉ – Diferentemente de outros artistas, Roberto Carlos sempre trancou sua vida pessoal e foge de holofotes. Esse comportamento não dá direito a não querer que se divulgue com quem ele dormiu?
Araújo – Artista discreto e reservado é como é o João Gilberto. Não dá entrevista para a Rede Globo, ninguém sabe para quem ele dedicou tal disco, tal música. Ele sempre foi assim, a vida inteira. Já no caso de Roberto Carlos, é diferente. Ele leva, atualmente, uma vida discreta, mas sempre expôs publicamente tudo da sua vida, seus dramas e sentimentos. O Brasil sabe as mulheres que ele amou intensamente: a Nice, a quem dedicou Como é grande o meu amor por você, a Míriam Rios, para quem fez A atriz, e a Maria Rita, que ele ama e a quem dedicou outras canções. Ele dividiu isso com o público; mantém uma exposição relativa. Agora, por exemplo, tornou público o problema do TOC. Tem edição antiga da revista Amiga com Roberto Carlos com a esposa e filhos na sala de sua casa. Ele ficou discreto nos últimos 15 anos. Mas sua carreira é a de um astro pop, de celebridade. Ninguém entra hoje na casa de Roberto Carlos para tirar foto, mas já entrou.

ISTOÉ – Você continua fã dele?
Araújo – Claro. Continuo achando As curvas da estrada de Santos uma grande canção... Não interfere. O que está acontecendo é circunstancial. A obra é eterna.

ISTOÉ – Que sentimento você tem hoje por Roberto Carlos?
Araújo – Digo que meu caso com Roberto Carlos é um caso de amor não correspondido. Acontece na vida. Sou fã dele desde a infância. Fiquei 15 anos tentando falar com ele e não consegui. Mesmo assim, entrevistei todo mundo, escrevi um livro que considero uma homenagem e ele vai e me processa. É uma relação de amor não correspondida mesmo.

ISTOÉ – O que acha do verso “sua estupidez não lhe deixa ver que te amo...”?
Araújo – (Risos) É para mim. Pode ser sim. As canções do Roberto servem para todo mundo, ele expressa o sentimento próprio e o dos outros também.
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NOTÍCIA COMENTADA:
Bom, diante de tudo isso agora EU VOU LER O LIVRO! JÁ COMPREI! Eu não o leria em circunstâncias normais, mas o fato de ter sido censurado me atiçou a curiosidade: o que tem lá que não pode ser lido?
Acho o Roberto Carlos um problemático que deveria se tratar. Se ele não quer exposição que deixe de lado sua carreira e fama.
Acredito que ele tem dinheiro suficiente para se APOSENTAR!
Que ele largue a MãE REDE GLOBO e vá ficar em um mosteiro! Ou em casa, ou em alto mar, sei lá, menos no espetáculo de fim de ano da Globo diante da mídia, dos fãs, da exposição.
Se ele faz programa para a maior rede de televisão do país é por que GOSTA DO SUCESSO! GOSTA DA FAMA! GOSTA DE SER O REI!
E todos falam do rei, não é mesmo? Absurdas as atitudes do Roberto Carlos e do judiciário brasileiro.

Diálogo via embratel

- Não passei no concurso...
- Por que?
- Não sei decorar. Minha memória para isso é ruim.
- Oh! Céus! Então você tá ferrada! Sem decoreba não se passa em concurso público.
- Pois é. Eu sei. Por isso meu desânimo.
- Hum, eu também sou péssima para reter dados que considero inúteis. E, por que você acha que tem gente que decora tudo?
- Ah, quem decora o detalhe é porque ignora o todo.

Fiquei três dias pensando nisso. "Quem decora ignora o todo, não vê o contexto, não faz ligações". Pelo jeito, o pré-requisito para ser funcionário público é ignorar o todo, o contexto, e não perceber as ligações que estão bem ao lado do seu nariz, para assim, sem ver, ignorando, se calar... seguir... obdecer... para seguir empilhando os dados conforme seu mestre mandar... Quem percebe o todo, se lembra é do todo, e não do detalhe.

04 maio, 2007

Por que sentimos cócegas?

Sentir cócegas é uma reação de pânico que o homem adquiriu para defender-se, respondendo rapidamente ao perigo. Por isso, gera sempre uma risada nervosa e desconfortável. Quando uma aranha tentava escalar as pernas de um de nossos antepassados, eram as cócegas que o faziam perceber e expulsar o bicho sem precisar entender exatamente o que acontecia. De certa forma, podemos dizer então que as aranhas, escorpiões e insetos em geral são os responsáveis pelos ataques de histeria que alguns de nós sentem hoje ao ser cutucados pelos outros.» Por que é impossível fazer cócegas no próprio corpo?

São Paulo - Cena IV - Da net para o bar

Eu e Fê
Nosso primeiro encontro se deu na internet. As duas blogueiras unindo Idéias e Ideais (DF) num papo do Café Docente (SP). Essa amizade promete! Beijão Fê! Foi ótima nossa cervejada filosófica!

São Paulo - Cena III - Memorial da América Latina

Botero: El desfile (2000)
As casas em pé e as casas deitadas.


Pavilhão da criatividade: abrigo da arte popular




México: celebração do dia dos mortos




A criatividade exposta e fotografada, como não pode ser o salão do atos







Lá está a América Latina pisada sob o chão de vidro.

Criativo e sugestivo...




Prefiro mãos sem sangue





Bem perto da estação Barra Funda (SP) está plantado o Memorial da América Latina. Milhares de pessoas passam por ali e um percentual muito pequeno pára. São Paulo ferve. O relógio anda. A história fica parada, ao lado do metrô. Absorver cultura exige tempo. Ver exposição exige vontade. Sair da mesmice exige... Exige? Sei lá. Ainda não entendi o que faz uns saírem do senso comum e outros não. Talvez nunca saiba a resposta. O fato é que procurar as artes não é desejo de todos, nem tampouco da maioria. Lá estava o memorial vazio. Vi Botero com sua arte-testemunho pintando os "horrores" da violência na Colômbia. Eu e mais quatro pessoas, numa metrópole chamada Sampa. Foi ali que comecei meu turismo cultural. Na cabeça incessantemente pertubando a frase: o que leva alguém a querer ver? ou a não querer ver?



03 maio, 2007

título de conto

"no que fui pegar a fanta peguei as pilhas".

02 maio, 2007

Blogar - 1 ano de posts

Este blog fez um ano em Abril/2007. Nem quis comemorar com muito estardalhaço hahahaha (bem típico de mim). Pura falta de tempo para escrever sobre o aniversário de um blog. Queria postar algo com "sentido" (essa é boa!). Somente hoje, tive a iluminação: "ser blogueiro (blogar e ler blogs dos outros) é conversar com os dedos na falta de tempo de conversar com os olhos. É, também, mostrar-se sem exibir roupa nova ou olheiras de noites mal dormidas. É uma necessidade de gente egocentrica-comunicativa que quer que o mundo saiba o que pensa. É, talvez, uma megalomania mal disfarçada, um desejo de palco (?). Mas, mais que tudo, pra mim, é a oportunidade de conhecer gente interessante e interagir com elas a quilometros de distância. É deixar marca, imortalizar, profetizar, dizer, mostrar, conjugar, compartilhar, revelar. É saber o que o seu amigo blogueiro anda fazendo ultimamente. É ver a propaganda do pensamento. É diversão. Ser blogueiro é investir um tempo na palavra e na leitura". Adoro ser blogueira!

São Paulo - Cena II - Yakisoba na Paulista

A fila imensa do Masp não me permitiu ver Goya. Em frente à bilheteria, a feira de antiguidades vazia. Voltamos para um lanche na Paulista e encontramos o chinês do yakisoba e o cearense do milho. Profissionalismo puro! O cliente pede uma pamonha, o vendedor abre, corta, poe no descartável, entrega o garfo e o guardanapo, por R$2,00. O mesmo acontece com o milho, todo cortadinho no prato! No ambulante ao lado, o cliente pede o yakisoba, o chinês prepara na hora, põe no descartável, entrega o garfo e o guardanapo, por R$ 3,50. Eles, ambulantes paulistas, deveriam dar consultoria pelo país. Isso é o que faz uma metrópole ser metrópole e não a falsa medição pelo número de habitantes. Comi e fui caminhando para o metrô, surpreendentemente encontro uma exposição no prédio da Fiesp: o Museu da Solidariedade Salvador Alende. Agora, itinerante passando por São Paulo. Concluíndo, então, esse papo de trabalho informal desorganizado, sujo e mal-feito é generalização miúda. Há sim como se fazer uma atividade, na rua, de forma profissional, ainda que não sejam pagos impostos, aluguel pelo ponto etc. Para isso é preciso inteligência, visão de negócio, e estar antenado às novas tecnologias (como, por exemplo, a dos descartáveis variados). Detalhe: a rua estava limpa, as pessoas esperavam sua vez sem aglomeração e havia uma lixeira ao lado de cada carrinho que se espalhava ali, perto do Masp, na avenida Paulista. Ah, o Yakisoba estava muito bom, comparável a qualquer restaurante de shopping (que por sinal nem sempre são os melhores restaurantes).

A loucura da normose

Dó do dobermann (por Mscudder)

Eu disse um dia desses a uma amiga, acerca de um sujeito: – Aquele é doido. Insisti: – Doido, doido. Ela não entendeu: – Como assim, doido? Detesta o cara, mas não o associa à loucura. Considera-o somente um ultracertinho; por isso o detesta.

Antigamente, doidos eram só os que têm parafusos soltos. Mas, faz um tempo, estudiosos descobriram os normóticos, os que sofrem de normose, a mania da normalidade. Meu doido é assim: doido-dobermann.

Criança, ouvi a história – não sei se verdadeira – de que o dobermann é uma raça surgida de cruzamentos induzidos. O resultado é aquele cachorro alto, magro, ágil, forte e agressivo. E, segundo a historinha da minha infância, com um crânio pequeno demais. O crânio pequeno aperta o cérebro do dobermann. Isso enfurece o bicho, faz o cachorro surtar. No surto, o dobermann ataca até o dono. Coisa de doido.

O meu doido se parece com um dobermann porque é um normótico. Os normóticos são do tipo parafuso ultra-apertado. Nas horas de maior aperto, o sujeito surta.

O que me inspirou estas linhas é um homem importante. Ocupa um cargo de direção numa empresa entre média e grande. Ministra palestras aos subordinados. Exibe obviedades. Suas frases mais profundas são: "a grama é verde"; "sem nuvens, o céu é azul"; "de noite, as estrelas brilham" etc. Nessas horas, os parafusos estão na última volta, quase espanando.

Em um conto que não canso de citar e indicar – Os Famintos, de Thomas Mann –, o narrador afirma que somos todos criaturas precárias e sofredoras, mas não reconhecemos uns aos outros. Minha amiga olha o sujeito e vê somente força, adequação, certeza. Não enxerga a aflição.

Sou doido do tipo parafuso solto. Quando ando, minha cabeça chacoalha. Doidos assim podem ser chamados de idiotas. Os de parafusos ultra-apertados são os imbecis. No entanto, ninguém é totalmente idiota ou imbecil, mas apenas predominantemente. Tenho um quê da imbecilidade do doido-dobermann; ele, um quê da minha idiotia.

Aquele sujeito desfila soberano, impávido pelos corredores da empresa. Acho que minha amiga tem medo dele. Mas ele sofre. Minha amiga também. E eu?
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