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Exposição Clarice Lispector em Brasília
29 janeiro, 2010
Movimento contra Tessália cresce na web
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28/1/2010 - 16h54 | |||
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Veja os signos atravessando à rua...
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28 janeiro, 2010
O corvo - Edgar Allan Poe (tradução Machado de Assis)
Da meia-noite que apavora,
Eu, caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina, agora morta,
Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho,
E disse estas palavras tais:
"É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais."
Ah! bem me lembro! bem me lembro!
Era no glacial dezembro;
Cada brasa do lar sobre o chão refletia
A sua última agonia.
Eu, ansioso pelo sol, buscava
Sacar daqueles livros que estudava
Repouso (em vão!) à dor esmagadora
Destas saudades imortais
Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora.
E que ninguém chamará mais.
E o rumor triste, vago, brando
Das cortinas ia acordando
Dentro em meu coração um rumor não sabido,
Nunca por ele padecido.
Enfim, por aplacá-lo aqui no peito,
Levantei-me de pronto, e: "Com efeito,
(Disse) é visita amiga e retardada
Que bate a estas horas tais.
É visita que pede à minha porta entrada:
Há de ser isso e nada mais."
Minh'alma então sentiu-se forte;
Não mais vacilo e desta sorte
Falo: "Imploro de vós, — ou senhor ou senhora,
Me desculpeis tanta demora.
Mas como eu, precisando de descanso,
Já cochilava, e tão de manso e manso
Batestes, não fui logo, prestemente,
Certificar-me que aí estais."
Disse; a porta escancaro, acho a noite somente,
Somente a noite, e nada mais.
Com longo olhar escruto a sombra,
Que me amedronta, que me assombra,
E sonho o que nenhum mortal há já sonhado,
Mas o silêncio amplo e calado,
Calado fica; a quietação quieta;
Só tu, palavra única e dileta,
Lenora, tu, como um suspiro escasso,
Da minha triste boca sais;
E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço;
Foi isso apenas, nada mais.
Entro coa alma incendiada.
Logo depois outra pancada
Soa um pouco mais forte; eu, voltando-me a ela:
"Seguramente, há na janela
Alguma cousa que sussurra. Abramos,
Eia, fora o temor, eia, vejamos
A explicação do caso misterioso
Dessas duas pancadas tais.
Devolvamos a paz ao coração medroso,
Obra do vento e nada mais."
Abro a janela, e de repente,
Vejo tumultuosamente
Um nobre corvo entrar, digno de antigos dias.
Não despendeu em cortesias
Um minuto, um instante. Tinha o aspecto
De um lord ou de uma lady. E pronto e reto,
Movendo no ar as suas negras alas,
Acima voa dos portais,
Trepa, no alto da porta, em um busto de Palas;
Trepado fica, e nada mais.
Diante da ave feia e escura,
Naquela rígida postura,
Com o gesto severo, — o triste pensamento
Sorriu-me ali por um momento,
E eu disse: "O tu que das noturnas plagas
Vens, embora a cabeça nua tragas,
Sem topete, não és ave medrosa,
Dize os teus nomes senhoriais;
Como te chamas tu na grande noite umbrosa?"
E o corvo disse: "Nunca mais".
Vendo que o pássaro entendia
A pergunta que lhe eu fazia,
Fico atônito, embora a resposta que dera
Dificilmente lha entendera.
Na verdade, jamais homem há visto
Cousa na terra semelhante a isto:
Uma ave negra, friamente posta
Num busto, acima dos portais,
Ouvir uma pergunta e dizer em resposta
Que este é seu nome: "Nunca mais".
No entanto, o corvo solitário
Não teve outro vocabulário,
Como se essa palavra escassa que ali disse
Toda a sua alma resumisse.
Nenhuma outra proferiu, nenhuma,
Não chegou a mexer uma só pluma,
Até que eu murmurei: "Perdi outrora
Tantos amigos tão leais!
Perderei também este em regressando a aurora."
E o corvo disse: "Nunca mais!"
Estremeço. A resposta ouvida
É tão exata! é tão cabida!
"Certamente, digo eu, essa é toda a ciência
Que ele trouxe da convivência
De algum mestre infeliz e acabrunhado
Que o implacável destino há castigado
Tão tenaz, tão sem pausa, nem fadiga,
Que dos seus cantos usuais
Só lhe ficou, na amarga e última cantiga,
Esse estribilho: "Nunca mais".
Segunda vez, nesse momento,
Sorriu-me o triste pensamento;
Vou sentar-me defronte ao corvo magro e rudo;
E mergulhando no veludo
Da poltrona que eu mesmo ali trouxera
Achar procuro a lúgubre quimera,
A alma, o sentido, o pávido segredo
Daquelas sílabas fatais,
Entender o que quis dizer a ave do medo
Grasnando a frase: "Nunca mais".
Assim posto, devaneando,
Meditando, conjeturando,
Não lhe falava mais; mas, se lhe não falava,
Sentia o olhar que me abrasava.
Conjeturando fui, tranqüilo a gosto,
Com a cabeça no macio encosto
Onde os raios da lâmpada caíam,
Onde as tranças angelicais
De outra cabeça outrora ali se desparziam,
E agora não se esparzem mais.
Supus então que o ar, mais denso,
Todo se enchia de um incenso,
Obra de serafins que, pelo chão roçando
Do quarto, estavam meneando
Um ligeiro turíbulo invisível;
E eu exclamei então: "Um Deus sensível
Manda repouso à dor que te devora
Destas saudades imortais.
Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora."
E o corvo disse: "Nunca mais".
“Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno
Onde reside o mal eterno,
Ou simplesmente náufrago escapado
Venhas do temporal que te há lançado
Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo
Tem os seus lares triunfais,
Dize-me: existe acaso um bálsamo no mundo?"
E o corvo disse: "Nunca mais".
“Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta, atende, escuta, atende!
Por esse céu que além se estende,
Pelo Deus que ambos adoramos, fala,
Dize a esta alma se é dado inda escutá-la
No éden celeste a virgem que ela chora
Nestes retiros sepulcrais,
Essa que ora nos céus anjos chamam Lenora!”
E o corvo disse: "Nunca mais."
“Ave ou demônio que negrejas!
Profeta, ou o que quer que sejas!
Cessa, ai, cessa! clamei, levantando-me, cessa!
Regressa ao temporal, regressa
À tua noite, deixa-me comigo.
Vai-te, não fique no meu casto abrigo
Pluma que lembre essa mentira tua.
Tira-me ao peito essas fatais
Garras que abrindo vão a minha dor já crua."
E o corvo disse: "Nunca mais".
E o corvo aí fica; ei-lo trepado
No branco mármore lavrado
Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.
Parece, ao ver-lhe o duro cenho,
Um demônio sonhando. A luz caída
Do lampião sobre a ave aborrecida
No chão espraia a triste sombra; e, fora
Daquelas linhas funerais
Que flutuam no chão, a minha alma que chora
Não sai mais, nunca, nunca mais!
27 janeiro, 2010
26 janeiro, 2010
25 janeiro, 2010
Arte ou dinheiro? opostos?
Se tem um, falta o outro?
24 janeiro, 2010
23 janeiro, 2010
Ladrão de tweet.
Ladrão de tweet. O mais baixo na escala dos… bem, você já deve ter lido algo assim
A partir de hoje, todas as frases ou textos que me inspirarem creditarei “tá rolando nos jornais”, “vi pela internet” e “alguém falou na TV”. Aconselho você a fazer o mesmo. Facilita a vida de todo o mundo e abranda essa fome mundial por holofotes, fama e fortuna que a ralé tem.
Além disso, convenhamos, é um saco checar a origem do achado. E de um tédio descomunal procurar essa famigerada fonte. É melhor deixar para os jornalistas. Principalmente os formados.
Somos amadores de algo que não é digno de ser chamado de profissão. As putas pobres que fazem os outros gozarem. E que ainda pedem desculpas depois de serem usadas.
Os anfitriões de um banquete que se contentam em comer as migalhas. Atores que filmam as suas próprias vidas e nos créditos não são lembrados nem como figurantes.
Nunca passou pela mente – ao menos conscientemente -, me apoderar de qualquer coisa de alguém. Fosse relevante, fosse inexpressiva.
Não dá. Tenho uma cerca eletrificada na cabeça entre o cretinismo e a moralidade. Uma não consegue ultrapassar o terreno da outra. As descargas são desagradáveis.
O conceito de autoria no Brasil não é algo bem visto. Pudera. Sempre fomos papagaios do mundo. Amaldiçoamos o que dá certo. Louvamos o que parece ser – e que sempre acaba se revelando o que já deveríamos ter desconfiado: não é porra nenhuma.
Pouco me importa se alguém plagiou ou incorporou algo que eu tenha feito. Para o bem ou para o mal, é provável que de onde saiu tenha mais. O que aborrece é que ganham dinheiro com essa ludibriação. Recebem elogio e comenda por serviços não prestados. Atitudes que fazem lembrar o que minha saudosa vovó dizia: “uma gente que insiste em gozar com o pau dos outros, porque naquela cabeça, há muito tempo falta ereção”.
Brigar por uma piadinha é medíocre. Mas aplaudir um falsário, prova o quanto você é ridículo.
22 janeiro, 2010
Homem morre após assistir Avatar em 3D
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bookbook! lindo!!
BookBook is a one-of-a-kind, hardback leather case designed exclusively for MacBook and MacBook Pro. Available in Classic Black or Vibrant Red, BookBook brings three levels of security to your prized Mac. First, the hardback cover and spine provide solid protection from the rigors of the road. Second, the vintage book design disguises MacBook for superior security. And third, the stylish case protects you from being like everyone else because BookBook is totally original, just like you.
Hardback cover softens the blows.
Protecting your MacBook is a top priority and it’s job one for BookBook. Slip your Mac inside the velvety soft, padded interior. Zip it closed and your baby is nestled between two tough, rigid leather hardback covers for a solid level of impact absorbing protection. The rigid spine serves as crush protection for an additional line of defense. BookBook creates a hardback book structure that safeguards your MacBook like few other cases can. Far better than any floppy neoprene bag ever will. End of story.
The real story. No two are alike.
Each BookBook is brought to life with hand craftsmanship and distressing, ensuring no two are exactly alike. From dual zippers with leather pulls, that at first glance look like bookmarks, to the sturdy reinforced hardback covers, BookBook is a vintage work of art built to protect modern day Macs. Along with classic looks, BookBook was designed to use as a traditional sleeve or to work while connected via elastic corner clips. Those dual zippers give you the option to charge your MacBook while it safely stays inside BookBook. This case is designed with good looks and smart functionality, cover to cover.
BookBook is the perfect disguise.
One of the neatest features of BookBook is the stealthy security it delivers. Tucked inside BookBook, no one will ever see your MacBook, even when it’s right under their nose. Sitting on a coffee table, dorm room or desk, BookBook looks like a vintage piece of literature, not an expensive laptop. It’s a great disguise and a simple way to reduce the risk of your MacBook getting stolen.
21 janeiro, 2010
Reflexões para 2010 - sem pressa!
"É importante fazer as coisas com afeto, com o tempo necessário para prestar atenção nos movimentos, nas escolhas, na história daquilo que está sendo feito, construído. A correria produz memórias defeituosas... lembranças falhas, sem detalhes, sem cheiros nem cores". Manoela Afonso
Imagem: trabalho de Efigênia Rolim, Rainha do Papel de Bala de Curitiba.
"Um sapato para não esquecer da liberdade com a qual devemos pisar, andar, correr e chutar os baldes :) - janeiro/1
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EFIGÊNIA ROLIM: A MADRINHA DO PAPEL | ||||
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INTRODUÇÃO: | ||||
A maior parte do que fazemos quase sempre é uma reprodução daquilo que vemos e daquilo que nos foi passado através da educação, da moral e dos costumes. Nosso modo de pensar, jeito de se vestir, e o que produzimos: tudo é socialmente condicionado. O singular se torna cada vez mais raro. Poucos são aqueles que ousam algo diferente, singular. Quando isso ocorre, muitas vezes essas pessoas permanecem anônimas. Vêm e vão, desaparecem da mesma forma que surgem, sem deixar rastros. O objetivo dessa pesquisa, vinculada ao projeto multidisciplinar “Infames, casos de singularidade histórica”, foi encontrar e documentar pessoas com produções que, devido a sua originalidade, não podem ser aprisionados em conceitos e resistem ao processo de normatização imposto pela nossa sociedade. Buscávamos fundamentalmente a originalidade, quer a produção seja plástica, escrita ou sonora. | ||||
METODOLOGIA: | ||||
Foi realizado um trabalho de campo e um mapeamento de quais seriam os trabalhos de maior relevância para a pesquisa. Após a localização do sujeito, foram feitas entrevistas e coletas de material que foram documentadas por recursos audiovisuais (foto, gravação e filmagem). A análise foi feita através de conceitos artísticos, históricos e sociológicos ressaltando a singularidade da obra. | ||||
RESULTADOS: | ||||
Descobrimos a produção de Efigênia Ramos Rolim, uma senhora de 72 anos que transforma papéis de bala, plásticos e outras sucatas em bonecos, animais, bolsas e roupas. Através de um falar repleto de rimas, Efigênia cria um universo fantástico e encantado, cativa seus ouvintes contando suas histórias com ajuda dos objetos que criou, dando a eles, de fato, vida. Sua produção ultrapassa as barreiras entre as Artes Cênicas e Visuais, e sua singularidade é propiciada pela forma que trabalha os “restos” da realidade. | ||||
CONCLUSÕES: | ||||
Na sociedade do capital em que a produtividade é a essência, o velho não encontra seu lugar. Fora do processo de trabalho o indivíduo se depara com muitas horas vagas no seu dia, o que pode gerar um sentimento de ‘inutilidade’. Sem cair no estereótipo do velho inútil, cansado e torpe, Efigênia recria sua velhice dando-lhe um novo sentido através da criação. Um universo fantástico, encantado, objetos feitos com “restos” da sociedade industrial, performances, um falar cheio de rimas e bonecos são os elementos que transmitem os ensinamentos desta velha senhora sobre o estado do mundo, seus problemas ecológicos e o papel do homem acerca desse processo. Efigênia nos mostra que o que pode ser confundido com “loucura” é um modo de ver e conhecer o mundo. | ||||
Instituição de fomento: CNPq | ||||
Trabalho de Iniciação Científica | ||||
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magreza severa pode, obesidade severa não pode!
"Gente, o que é isso, essa menina está doente?" A frase, de um fashionista sentado na primeira fila de um desfile da SPFW, ilustra um espanto recorrente na atual edição do evento: as modelos estão mais magras do que nunca. Prova disso é que estilistas estão tendo dificuldades em montar seus "castings", fazem ajustes de última hora e escolhem peças estratégicas que escondam os ossos saltados das modelos.
De tão magras, modelos chegam a andar com dificuldade
Na SPFW da magreza radical brilham modelos na faixa dos 18 anos, que têm índice de massa corporal, calculado pela Folha, igual ao de crianças de 9 anos. No mundo dos adultos, a Organização Mundial da Saúde chama esse índice de "magreza severa".
Alexandre Schneider/Folha Imagem | ||
Modelo em desfile na São Paulo Fashion Week |
A explicação vem da top Aline Weber, 21, que mora em Nova York e participou do filme "Direito de Amar", de Tom Ford. "Três coleções atrás, no auge do pânico antianorexia, as pessoas pesavam as modelos no backstage para ver se elas estavam saudáveis. Agora, a poeira baixou. Se você engorda um pouco, todo mundo está ali pra te julgar. Se você emagrece, falam que você está linda." Aline diz conhecer muitas meninas bulímicas e anoréxicas fora do Brasil. "As russas são as piores", conta.
O stylist David Pollak identifica o padrão supermagro europeu como uma das causas da onda que atinge a atual edição da SPFW. "Muitas meninas estão trabalhando fora e por isso estão supermagras. Estão dentro do padrão de Paris, que é esquelético."
A magreza radical fez com que ele tivesse dificuldades na hora de montar o "casting" da Cavalera. "A marca tem uma imagem mais adolescente, saudável. Por isso, peguei meninas que não são badaladas [leia-se, as que ainda não têm carreira internacional]. Outros stylists tiveram de fazer o improvável: dispensar meninas de suas seleções porque elas estavam magras demais.
A onda tem feito eles inverterem uma antiga lógica da moda: ao invés de avaliarem roupas ideais para esconder, por exemplo, um quadril mais largo, têm de descobrir os looks que vão ocultar um corpo esquálido. "As meninas muito magras causam problemas. Seus ossos apontam num vestido de seda mais fluido. Ou seus corpos, muito estreitos, deixam a proporção toda estranha", avalia o stylist Maurício Ianês.
Muito café
O estilista Reinaldo Lourenço não só percebe a hipermagreza das modelos desta temporada como também conta que teve que fazer hora extra por conta do fenômeno. "Tive que fazer vários ajustes de última hora em roupas que ficaram largas nas meninas, o que me deu o maior trabalho", diz. Segundo ele, isso acontece porque a atual safra de modelos é "muito jovem".
Nos camarins, longe da mesa de salgadinhos e quitutes --relegada aos jornalistas--, modelos desfilam com copos de café. "Identifico as mais magras como a turma do cafezinho, já que elas passam o dia todo tomando café para não comer e ficarem ligadas", diz Pollak. Em entrevistas, elas escondem o peso e as medidas. "Não sei quanto peso. Nunca subo na balança", disfarça uma delas.
Cristina Theiss, 18, jovem aposta da Ford Models, teoriza: "Para fazer passarela de inverno, precisa ser mais magrinha mesmo, porque as roupas são volumosas, enchem demais". Para agências de modelos, o assunto ainda é tabu. Ou foi deixado de lado. "Magreza? Anorexia? Mas que assunto antigo, datado!", diz um agente, interrompendo a entrevista da Folha com uma modelo. Basta olhar para as passarelas para ver que não é.