Aberta à Comunidade, a Ginástica Harmônica é uma técnica psico-corporal do Sistema RIO ABIERTO (Argentina), que propõe desmecanizar e ampliar nosso repertório gestual através de:
- alongamentos,
- movimentos articulares,
- ritmos interno e externo,
- expressão corporal,
- respiração,
- voz
- relaxamento.
Tudo de uma forma lúdica e utilizando a música com seus ritmos variados como seu estímulo principal.
O resultado é a sensação de bem estar, leveza, harmonia e vitalidade física e emocional, produzindo mais tranqüilidade, ânimo, alegria e disposição para a vida.
Início: 08/08/2007
3as-feiras - às 19:00h
Local: Escola Classe da 206 sul
Facilitadoras: Adriana Pereira Borges - 33467128 / 92145950
Maria Lúcia de Jesus - 84042634
31 julho, 2007
27 julho, 2007
Até que enfim
Ainda não entendo o motivo de tanto drama e comoção por causa da queda do avião da TAM, da GOL, o caso Renan, Gautama, a renúncia do corrupto Roriz, as vaias para o “chateado” Lula, seca no sertão, a fuga dos atletas cubanos, o mensalão, o Medina e os caça-níqueis, vampiros da Saúde, e por aí segue.
Se os políticos estão falando asneiras, se o tráfico está incontrolável, se o apagão aéreo cria transtornos e tal e coisa, o fato é que vivemos no Brasil. Um país de Língua Portuguesa com uma gramática praticamente insuportável e complexa, cheia de exceções, com palavras de difícil compreensão, para uma população com a maioria de miseráveis, analfabetos e sobreviventes.
Todo país passa por problemas. Por que o nosso seria diferente? Comumente há mortes no Iraque, terremoto no Japão, furacão nos EUA, guerra civil na África...
No Brasil não podia ser diferente. Há a mortalidade por seca, por fome, por trânsito, por chacinas, por armas... O interessante é quando a classe média é afetada porque jovens “bem nascidos” agridem mulheres em pontos de ônibus, aviões caem com deputados e “gente do bem”, o custo de vida aumenta, o desemprego atinge o médio. Se não fosse assim, continuaríamos paralisados.
O filme Hotel Ruanda retrata bem o comportamento humano: “se não chega algo até você não há ação”. Vemos as desgraças na TV e continuamos nosso jantar durante o plim-plim global. Somos movidos quando a catástrofe bate à nossa porta. Quando sentimos de perto a perda, o medo.
Aplaudo o governo Lula que tem conseguido manter a mídia (e o povo) atualizada quanto aos escândalos, o desgoverno, a visibilidade da podridão brasileira, da ineficiência, do amadorismo.
É isso que somos: amadores buscando imitar americanos e europeus. Acredito que em primeiro lugar deveríamos “abrasileirar” de uma vez por todas o bendito Português. Levá-lo para mais perto dos “nós vai”, “nós foi”, “dois pão”, “pobrema”, “catiguria”, “descer pra baixo”.
Temos que assumir nossa identidade. Li um americano fazendo piada no Brasil dizendo que quem fala só uma língua é americano. E, nós aqui tentando ser poliglotas sem saber a língua mãe. O povo do “uei ofi laife” não sabe nada sobre o Brasil, África ou qualquer país de terceira “catiguria”.
Claro que os “oprimidos” conhecem os opressores. Óbvio que quem apanha lembra e quem bate esquece. Mas, até quando viveremos nessa? O vôo da Gol não teve repercussão internacional, pois bateu numa aeronave pilotada por americanos.
Faz tempo que estudiosos, antropólogos, sociólogos (exceto o FHC), tentam falar sobre “identidade nacional”. Acho que finalmente chegamos até ela. Somos um país de Lulas, com vasta costa marítima, tropical, com lugares escaldantes, abaixo do equador, com história escravagista, feudal. Essa é cultura brasileira. Só não entendo a causa de um hino nacional tão inatingível e de uma língua tão inacessível para um povo tão cordial, noveleiro e carnavalesco como nós. Nosso vocabulário não precisa ser rico, as palavras principais praticamente conhecemos: corrupção, preconceito, exclusão e desigualdade social. Né, brother?
Com todo respeito aos que sofrem as catástrofes que acometem o país nos últimos tempos, até que enfim “parece” que a “bela adormecida” está por despertar. “Brasil, um sonho intenso, um raio vívido De amor e de esperança à terra desce... Deitado eternamente em berço esplêndido Ao som do mar, e à luz do céu profundo, Fulguras, ó Brasil, florão da América”...
Até quando?
Se os políticos estão falando asneiras, se o tráfico está incontrolável, se o apagão aéreo cria transtornos e tal e coisa, o fato é que vivemos no Brasil. Um país de Língua Portuguesa com uma gramática praticamente insuportável e complexa, cheia de exceções, com palavras de difícil compreensão, para uma população com a maioria de miseráveis, analfabetos e sobreviventes.
Todo país passa por problemas. Por que o nosso seria diferente? Comumente há mortes no Iraque, terremoto no Japão, furacão nos EUA, guerra civil na África...
No Brasil não podia ser diferente. Há a mortalidade por seca, por fome, por trânsito, por chacinas, por armas... O interessante é quando a classe média é afetada porque jovens “bem nascidos” agridem mulheres em pontos de ônibus, aviões caem com deputados e “gente do bem”, o custo de vida aumenta, o desemprego atinge o médio. Se não fosse assim, continuaríamos paralisados.
O filme Hotel Ruanda retrata bem o comportamento humano: “se não chega algo até você não há ação”. Vemos as desgraças na TV e continuamos nosso jantar durante o plim-plim global. Somos movidos quando a catástrofe bate à nossa porta. Quando sentimos de perto a perda, o medo.
Aplaudo o governo Lula que tem conseguido manter a mídia (e o povo) atualizada quanto aos escândalos, o desgoverno, a visibilidade da podridão brasileira, da ineficiência, do amadorismo.
É isso que somos: amadores buscando imitar americanos e europeus. Acredito que em primeiro lugar deveríamos “abrasileirar” de uma vez por todas o bendito Português. Levá-lo para mais perto dos “nós vai”, “nós foi”, “dois pão”, “pobrema”, “catiguria”, “descer pra baixo”.
Temos que assumir nossa identidade. Li um americano fazendo piada no Brasil dizendo que quem fala só uma língua é americano. E, nós aqui tentando ser poliglotas sem saber a língua mãe. O povo do “uei ofi laife” não sabe nada sobre o Brasil, África ou qualquer país de terceira “catiguria”.
Claro que os “oprimidos” conhecem os opressores. Óbvio que quem apanha lembra e quem bate esquece. Mas, até quando viveremos nessa? O vôo da Gol não teve repercussão internacional, pois bateu numa aeronave pilotada por americanos.
Faz tempo que estudiosos, antropólogos, sociólogos (exceto o FHC), tentam falar sobre “identidade nacional”. Acho que finalmente chegamos até ela. Somos um país de Lulas, com vasta costa marítima, tropical, com lugares escaldantes, abaixo do equador, com história escravagista, feudal. Essa é cultura brasileira. Só não entendo a causa de um hino nacional tão inatingível e de uma língua tão inacessível para um povo tão cordial, noveleiro e carnavalesco como nós. Nosso vocabulário não precisa ser rico, as palavras principais praticamente conhecemos: corrupção, preconceito, exclusão e desigualdade social. Né, brother?
Com todo respeito aos que sofrem as catástrofes que acometem o país nos últimos tempos, até que enfim “parece” que a “bela adormecida” está por despertar. “Brasil, um sonho intenso, um raio vívido De amor e de esperança à terra desce... Deitado eternamente em berço esplêndido Ao som do mar, e à luz do céu profundo, Fulguras, ó Brasil, florão da América”...
Até quando?
26 julho, 2007
Balada dos Casais
(Affonso Romano de Sant'Anna)
Os casais são tão iguais,
por isto se casam
e anunciam nos jornais.
Os casais são tão iguais,
por isto se beijam
fazem filhos, se separam
prometendo
não se casarem jamais.
Os casais são tão iguais,
que além de trocar fraldas,
tirar fotos, acabam se tornando
avós e pais.
Os casais são tão iguais,
que se amam e se insultam
e se matam na realidade
e nos filmes policiais.
Os casais são tão iguais,
que embora jurem um ao outro
amor eterno
sempre querem mais.
Os casais são tão iguais,
por isto se casam
e anunciam nos jornais.
Os casais são tão iguais,
por isto se beijam
fazem filhos, se separam
prometendo
não se casarem jamais.
Os casais são tão iguais,
que além de trocar fraldas,
tirar fotos, acabam se tornando
avós e pais.
Os casais são tão iguais,
que se amam e se insultam
e se matam na realidade
e nos filmes policiais.
Os casais são tão iguais,
que embora jurem um ao outro
amor eterno
sempre querem mais.
25 julho, 2007
23 julho, 2007
E agora?
As férias se foram e eu continuo lotada de pendências. Por que a vida é assim?, diria minha amiga Selena. A arrumação da mudança finalmente aconteceu no dia 10 de julho! (detalhe: aluguei o ap. no dia 8 de junho). Assim, a família assumiu seus lugares.
Estou empolgada em fazer tapetes, cortinas, forros etc artesanais. A cabeça não pára de criar e querer enfeitar o novo lar. E a preguiça de ir à luta? My god! Queria mais uns meses para ficar fazendo crochê, bordando, criando, enfiando miçangas em nylon, arrumando fotos, fazendo álbuns... Essas coisas "pequenas" que nunca temos tempo para fezê-las, mas que quando acontecem nos dão muiiiiito prazer.
Isso também acontece com você?
Inté...
P.S. Logo mais as fotos do ap. Porém, antes tenho que terminar minha decoração he he he..
Estou empolgada em fazer tapetes, cortinas, forros etc artesanais. A cabeça não pára de criar e querer enfeitar o novo lar. E a preguiça de ir à luta? My god! Queria mais uns meses para ficar fazendo crochê, bordando, criando, enfiando miçangas em nylon, arrumando fotos, fazendo álbuns... Essas coisas "pequenas" que nunca temos tempo para fezê-las, mas que quando acontecem nos dão muiiiiito prazer.
Isso também acontece com você?
Inté...
P.S. Logo mais as fotos do ap. Porém, antes tenho que terminar minha decoração he he he..
21 julho, 2007
retrospectiva - leia do fim para o começo...
Lá estava eu, feito desenho animado, dentre caixas e caixas e caixas de apetrechos e coisas variadas. Mão sabia por onde começar. Era assim que estava minha sala nova: abarrotada! Calmamente fui me desfazendo, de uma por uma, até finalizar. Gastei um mês nessa história de mudar e organizar um novo lar. Cansei, fiquei roxa, estressada, gastei, e estou muiiiito feliz!
Na mudança geral de vida, tive que fazer uma "reforma" no meu ateliê. Tive que adaptá-lo às novas situações. A surpresa foi que o prédio, no qual tenho uma sala, não permite que alguém suba com furadeira e ameaça, a quem fizê-lo, de cortar a energia da sala privativa. Nunca vi maior arbitrariedade. Em seguida, soube que o síndico é propritário de mais de 50% das salas, o que "justifica"(indecorosamente) as posições radicais de tal senhor. Na foto estão as minhas testemunhas. O estatuto não prevê a "ordem": CORTE-SE A LUZ SE HOUVER FURADEIRA! AFFF! Haja saco para mais uma demanda....
Como tudo tem um ciclo, não seria diferente com as crianças. Minha filha fez seis anos e chegou o momento da "janelinha" superior. Balança daqui, balança de lá, vai para frente, vai para trás, amoleça até cair. Claro que o medo a invadia, mas a vontade de romper o inevitável a persuadia. Ela clamava: "esse dente nunca vai cair?". Entre as tentativas e a coragem da pequenina, o dente caiu facilmente em meio a mudança na qual fazíamos. Mudança para nós, para mim e para ela. O dente se foi e outras coisas vieram.
Deixar ir embora aquilo que a gente gosta não é tarefa fácil. Meu tamanco da loja "Curto Circuito" estava para lá de velho e pequeno. Na mudança tive que me desfazer desse objeto que me contava tantas histórias e que participou muitas vezes de momentos felizes. Infelizmente, ele não mais cabia no armário. Vá bem meu tamanco de muitos encontros e despedidas...
Durante a mudança eu tive que me desfazer de muitos papéis, objetos, enfeites, e outras coisas inclusive quadros. Este de uma praia (sei lá qual é) foi embora. Talvez, ele adorne alguma parede que eu jamais saiba qual... Mudar é deixar ir embora o passado...15 julho, 2007
Estou voltando...
Olá pessoal!
Provavelmente amanhã voltarei aos braços da internet!
Estou com a síndrome da abstinência virtual e tendo "trimiliques" de idéias para postar e enorme saudade dos blogs, amigoas e leitores.
Tive que entrar no Procon para desligar a NET. Sabem, né? A porcaria de TV a cabo que trata o cliente como imbecil total. Aquela empresa prepotente que manda você ficar ligando horas pedindo "opções" que não resolvem seus problemas.
A NET é tão FDP que pedi uma transferência de endereço no dia 20 de junho e até o dia 13/07 NADA!!!! Mas, quando solicitei o cancelamento prometeram a ligação no dia seguinte! Abusivos, desrespeitosos, cínicos!
Agora parti para a Mais TV. E espero não ter os mesmos problemas da BOSTANET.
Então, botem água no feijão que eu tô voltando...
beijos enlouquecidos, Soll
Provavelmente amanhã voltarei aos braços da internet!
Estou com a síndrome da abstinência virtual e tendo "trimiliques" de idéias para postar e enorme saudade dos blogs, amigoas e leitores.
Tive que entrar no Procon para desligar a NET. Sabem, né? A porcaria de TV a cabo que trata o cliente como imbecil total. Aquela empresa prepotente que manda você ficar ligando horas pedindo "opções" que não resolvem seus problemas.
A NET é tão FDP que pedi uma transferência de endereço no dia 20 de junho e até o dia 13/07 NADA!!!! Mas, quando solicitei o cancelamento prometeram a ligação no dia seguinte! Abusivos, desrespeitosos, cínicos!
Agora parti para a Mais TV. E espero não ter os mesmos problemas da BOSTANET.
Então, botem água no feijão que eu tô voltando...
beijos enlouquecidos, Soll
20 junho, 2007
olá povo
gente gente! alguém sabe o que é ter cinco homens em casa encaixotando coisas?
Pois é! Assim estou hoje! Rodeada de braços fortes fazendo minha mudança de casa!
Já joguei tanto lixo fora que mal acredito! Que bom! jogar tralhas, sacudir poeira, cheirar a Qboa, pintar armários (pintei três estantes, depois posto as fotos!), organizar o acumulado (que nem é sena rsss).
Estou virada. Não dormi de ontem para hoje. Estou bebendo vinho desde 4h da madrugada e, confesso, que o tinto tem bem feito bem. O sono certamente chegará após o rango! ai ai ai!
Mas, confiante estou com os novos ares, novas pinturas, outras cores, outra paisagem.
Ficarei sem blogar por alguns dias, pois o serviço da "net" é lento e eu uso o "virtua".
Eles demorammmmmmmmm muuuuuiiiiiiiiito! Tão logo as caixas se libertem e eu esteja conectada volto para os braços do Criando Espaços!
Torçam por mim!
beijos da Soll, blogueira rumando à vida nova!
Pois é! Assim estou hoje! Rodeada de braços fortes fazendo minha mudança de casa!
Já joguei tanto lixo fora que mal acredito! Que bom! jogar tralhas, sacudir poeira, cheirar a Qboa, pintar armários (pintei três estantes, depois posto as fotos!), organizar o acumulado (que nem é sena rsss).
Estou virada. Não dormi de ontem para hoje. Estou bebendo vinho desde 4h da madrugada e, confesso, que o tinto tem bem feito bem. O sono certamente chegará após o rango! ai ai ai!
Mas, confiante estou com os novos ares, novas pinturas, outras cores, outra paisagem.
Ficarei sem blogar por alguns dias, pois o serviço da "net" é lento e eu uso o "virtua".
Eles demorammmmmmmmm muuuuuiiiiiiiiito! Tão logo as caixas se libertem e eu esteja conectada volto para os braços do Criando Espaços!
Torçam por mim!
beijos da Soll, blogueira rumando à vida nova!
17 junho, 2007
O inferno somos nós
Para quê tantos quereres?
Aquele seriado 24 horas, não me parece exagero.
Embora as "ações" nem sempre sejam críveis, penso que vivo num mesmo turbilhão.
Nos últimos dias me deparei com situações atropeladas umas nas outras.
Um amontoado de "coisas" para resolver.
Mudança de casa, cirurgia de mãe, trabalho, aplicação e correção de provas, demissão, filha, casa, faxineira, empregada,empréstimo bancário, eletricista, montador da loja A, montador da loja B, supermercado, e, por fim, tentar dormir algumas horas na madrugada.
Nem é preciso dizer que estou um lixo! Um trapo humano! E, ainda, estou longe de resolver e conciliar tudo.
Se eu queria tudo assim "encavalado"?
Não!
Mas, foi dessa forma que as coisas se deram.
Ouvi ontem uma frase que gostei:
"Quem planeja tem futuro, quem não planeja tem destino".
Engraçado, anos passados eu era uma "planejadora" do que estava por vir.
As férias, a casa própria, o amor, o trabalho, as contas bancárias etc.
Era mais calculista.
Era mais feliz?
Não!
A angústia batia forte. Pois, ninguém tem controle sobre nada.
É mera ilusão acreditar que podemos "controlar" os passos.
Atualmente, decido em prazos bem mais curtos.
Transformo-me com mais clareza.
Percebo melhor a mim e ao mundo que me cerca.
Serviu para ser mais feliz?
Talvez não, por pura incompetência.
Digo isso porque, apesar da visão mais ampla, a angústia também se ampliou.
Juntando a noção controle impossível com a de impotência frente a realidade, tornei-me cética.
Não descrente da natureza provável ou possível da vida. E, sim, dos "clichês" desgastados.
Meu irmão diz que "tudo é psicanalisável". Sei não.
Ter entendimento pode não ser suficiente para mudar algo em si mesmo.
Sempre me "ajudaram" a filosofia, a literatura, as artes, a comunicação, e até mesmo a psicologia.
Contudo, foram elas, também, que me levaram a uma insuportável lucidez.
Tomar consciência da pequenez humana é um "alívio doloso".
Saber mais para se sentir (como Ser) menos...
Conhecer mais para sentir (sofrer) mais...
Um livro bem marcante para mim foi "Ensaio sobre a cegueira", do Saramago.
A cada linha, a cada página, a cada tempo debruçada sobre o livro, minha cabeça afirmava e meu olhos entristeciam.
Quando Jack Bauer, o super-agente-anti-terrorismo, age em nome da "honra" profissional está ele cego ou não? É por sua verdade que ele detona aqui e ali ou por uma simples "obrigação"?
Aqui páro e penso sobre minha cegueira. Penso sobre a forma de "ver" o mundo que construi a partir de tantas leituras e experiências. Penso sobre as "minhas verdades" e as "minhas obrigações".
Certo está quem plantou o ditado "o inferno somos nós". Só ainda não aprendi a me transformar em paraíso.
E, 24 horas são poucas para tantos quereres...
Aquele seriado 24 horas, não me parece exagero.
Embora as "ações" nem sempre sejam críveis, penso que vivo num mesmo turbilhão.
Nos últimos dias me deparei com situações atropeladas umas nas outras.
Um amontoado de "coisas" para resolver.
Mudança de casa, cirurgia de mãe, trabalho, aplicação e correção de provas, demissão, filha, casa, faxineira, empregada,empréstimo bancário, eletricista, montador da loja A, montador da loja B, supermercado, e, por fim, tentar dormir algumas horas na madrugada.
Nem é preciso dizer que estou um lixo! Um trapo humano! E, ainda, estou longe de resolver e conciliar tudo.
Se eu queria tudo assim "encavalado"?
Não!
Mas, foi dessa forma que as coisas se deram.
Ouvi ontem uma frase que gostei:
"Quem planeja tem futuro, quem não planeja tem destino".
Engraçado, anos passados eu era uma "planejadora" do que estava por vir.
As férias, a casa própria, o amor, o trabalho, as contas bancárias etc.
Era mais calculista.
Era mais feliz?
Não!
A angústia batia forte. Pois, ninguém tem controle sobre nada.
É mera ilusão acreditar que podemos "controlar" os passos.
Atualmente, decido em prazos bem mais curtos.
Transformo-me com mais clareza.
Percebo melhor a mim e ao mundo que me cerca.
Serviu para ser mais feliz?
Talvez não, por pura incompetência.
Digo isso porque, apesar da visão mais ampla, a angústia também se ampliou.
Juntando a noção controle impossível com a de impotência frente a realidade, tornei-me cética.
Não descrente da natureza provável ou possível da vida. E, sim, dos "clichês" desgastados.
Meu irmão diz que "tudo é psicanalisável". Sei não.
Ter entendimento pode não ser suficiente para mudar algo em si mesmo.
Sempre me "ajudaram" a filosofia, a literatura, as artes, a comunicação, e até mesmo a psicologia.
Contudo, foram elas, também, que me levaram a uma insuportável lucidez.
Tomar consciência da pequenez humana é um "alívio doloso".
Saber mais para se sentir (como Ser) menos...
Conhecer mais para sentir (sofrer) mais...
Um livro bem marcante para mim foi "Ensaio sobre a cegueira", do Saramago.
A cada linha, a cada página, a cada tempo debruçada sobre o livro, minha cabeça afirmava e meu olhos entristeciam.
Quando Jack Bauer, o super-agente-anti-terrorismo, age em nome da "honra" profissional está ele cego ou não? É por sua verdade que ele detona aqui e ali ou por uma simples "obrigação"?
Aqui páro e penso sobre minha cegueira. Penso sobre a forma de "ver" o mundo que construi a partir de tantas leituras e experiências. Penso sobre as "minhas verdades" e as "minhas obrigações".
Certo está quem plantou o ditado "o inferno somos nós". Só ainda não aprendi a me transformar em paraíso.
E, 24 horas são poucas para tantos quereres...
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Filosofando
14 junho, 2007
13 junho, 2007
Desabafo na madrugada
Meu saco tá cheio! E nem "saco" eu tenho. Perde-se muito tempo querendo um mundo melhor. Que se dane a água que vai acabar. Que se dane o pulmão que vai sucumbir. Que se dane o trânsito. Que se danem a filas dos hospitais. Que se dane a falta de comida para os miseráveis. Que se dane o aluno que não quer estudar e quer diploma. Que se dane a falta de dignidade humana. Que se danem as epidemias. Que se danem os órfãos. Que se dane a corrupção. Que se dane a procriação inconsciente. Que se dane se o futuro dos filhos e dos netos será uma bosta. Que se dane a humanidade que não consegue pensar coletivamente. Que eu me dane por perder as forças de acreditar num ser humano melhor. Que vá tudo para a PQP, porque hoje estou terrivelmente cansada para crer, para vislumbrar, para ser otimista, para nadar contra a corrente, para "derrubar" o status quo, para revolucionar, para.... Talvez, amanhã, seja outro dia. Hoje não, tenho que tomar muito vinho para esquecer quem realmente eu sou e agüentar essa vida tão bem vivida pela maioria.
12 junho, 2007
Passagem-paisagem
Misturada entre galhos.
Ofuscante,
ainda que.
Havia sombra.
Um interior por raiar.
_________________
Estradas de dias-nublados.
Contramão de ramos-olhares.
Entrelace de folhas-línguas.
_________________
Seis meses.
Meio de ano.
Dia doze.
_________________
Mudanças.
Números.
Caixas.
_________________
Madrugadas.
Vinhos.
Taças.
_________________
Corpos.
Companheirismo.
Cumplicidade.
_________________Sua presença.
Minha surpresa.
_________________
Vamos, juntos.
De passagem
construíndo
outra paisagem.
_________________
Seis meses.
Meio de ano.
Dia doze.
Meio de ano.
Dia doze.
Doze letras:
Te gosto muito.
11 junho, 2007
Dá-lhe wikipédia - Dia dos Namorados
Amor que nada! Não se nada e morre na praia e viva o capitalismo, os EUA, o comércio, a produção em massa, e os clichês incorporados por todos nós! Dia dos namorados cheio de corações... E, segundo a lenda da decapitação do São Valetim, americano, comprova-se que apaixonar é perder a cabeça.. hahahahahah
Já no Brasil viva Santo Antônio, o santo "casamenteiro"... ai ai ai quanta bobagem! Mas, rendamo-nos aos rituais, pois se sem eles, afinal, a cultura humana tem pouco sentido. Então, lá vou eu me render à cultura....à história... ao comum... para não ir mais uma vez na contramão... porque os mimos fazem parte da construção do divino! E viva, viva, viva. Ter alguém é bom mesmo, ter uma companheiro é bom mesmo, ter alguém que te ama é bom mesmo, ter alguém que você ama é bom mesmo, sentir amor é bom mesmo... Afora essas datas para lá de comerciais, somos seres humanos limitados a repetir. Repetir por normose, repetir por conveniência, repertir por ignorância, repetir por não exclusão. Repetir é o verbo humano! Então, vamos lá com mais um "eu te amo".... ou hnão....
______________________________________
O Dia dos Namorados, tratado em muitos países como Dia de São Valentim, é uma data comemorativa na qual se celebra a união amorosa entre casais, quando é comum a troca de cartões com mensagens românticas e presentes com simbolismo de mesmo intuito, tais como as tradicionais caixas de bombons em formato de coração. No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de Junho, já em Portugal, a data é celebrada em seu dia mais tradicional: 14 de Fevereiro.
História
A história do Dia de São Valentim remonta um obscuro dia de jejum da Igreja Católica, tido em homenagem a São Valentim. A associação com o amor romântico chega depois do final da Idade Média, durante o qual o conceito de amor romântico foi formulado.
O dia é hoje muito associado com a troca mútua de recados de amor em forma de objetos simbólicos. Símbolos modernos incluem a silhueta de um coração e a figura de um Cupido com asas. Iniciada no século XIX, a prática de recados manuscritos deu lugar à troca de cartões de felicitação produzidos em massa. Se estima que, mundo afora, aproximadamente um bilhão de cartões com mensagens românticas são mandados a cada ano, tornando esse dia um dos mais lucrativos do ano. Também se estima que as mulheres comprem aproximadamente 85% de todos os presentes.
São Valentim
Ver artigo principal: São Valentim.
Durante o governo do imperador Claudius II, este proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objectivo de formar um grande e poderoso exército. Claudius acreditava que os jovens se não tivessem família, se alistariam com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentine e as cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem cega: Asterius, filha do carcereiro a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentine. Os dois acabaram-se apaixonando e milagrosamente recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: “de seu Valentine”, expressão ainda hoje utilizada. Valentine foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270 d.C.
Data no Brasil
No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho por ser véspera do 13 de junho, Dia de Santo Antônio, santo português com tradição de casamenteiro, provavelmente devido suas pregações a respeito da importância da união familiar. O casamento - em queda na Idade Média - trazia a união carnal, considerada pecado, naquele período quando se valorizava a vida espiritual celibatária.
A data foi criada pelo comércio paulista e depois assumida por todo o comércio brasileiro para reproduzir o mesmo efeito do Dia de São Valentim, equivalente nos países do hemisfério norte, para incentivar a troca de presentes entre os "apaixonados
Já no Brasil viva Santo Antônio, o santo "casamenteiro"... ai ai ai quanta bobagem! Mas, rendamo-nos aos rituais, pois se sem eles, afinal, a cultura humana tem pouco sentido. Então, lá vou eu me render à cultura....à história... ao comum... para não ir mais uma vez na contramão... porque os mimos fazem parte da construção do divino! E viva, viva, viva. Ter alguém é bom mesmo, ter uma companheiro é bom mesmo, ter alguém que te ama é bom mesmo, ter alguém que você ama é bom mesmo, sentir amor é bom mesmo... Afora essas datas para lá de comerciais, somos seres humanos limitados a repetir. Repetir por normose, repetir por conveniência, repertir por ignorância, repetir por não exclusão. Repetir é o verbo humano! Então, vamos lá com mais um "eu te amo".... ou hnão....
______________________________________
O Dia dos Namorados, tratado em muitos países como Dia de São Valentim, é uma data comemorativa na qual se celebra a união amorosa entre casais, quando é comum a troca de cartões com mensagens românticas e presentes com simbolismo de mesmo intuito, tais como as tradicionais caixas de bombons em formato de coração. No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de Junho, já em Portugal, a data é celebrada em seu dia mais tradicional: 14 de Fevereiro.
História
A história do Dia de São Valentim remonta um obscuro dia de jejum da Igreja Católica, tido em homenagem a São Valentim. A associação com o amor romântico chega depois do final da Idade Média, durante o qual o conceito de amor romântico foi formulado.
O dia é hoje muito associado com a troca mútua de recados de amor em forma de objetos simbólicos. Símbolos modernos incluem a silhueta de um coração e a figura de um Cupido com asas. Iniciada no século XIX, a prática de recados manuscritos deu lugar à troca de cartões de felicitação produzidos em massa. Se estima que, mundo afora, aproximadamente um bilhão de cartões com mensagens românticas são mandados a cada ano, tornando esse dia um dos mais lucrativos do ano. Também se estima que as mulheres comprem aproximadamente 85% de todos os presentes.
São Valentim
Ver artigo principal: São Valentim.
Durante o governo do imperador Claudius II, este proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objectivo de formar um grande e poderoso exército. Claudius acreditava que os jovens se não tivessem família, se alistariam com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentine e as cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem cega: Asterius, filha do carcereiro a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentine. Os dois acabaram-se apaixonando e milagrosamente recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: “de seu Valentine”, expressão ainda hoje utilizada. Valentine foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270 d.C.
Data no Brasil
No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho por ser véspera do 13 de junho, Dia de Santo Antônio, santo português com tradição de casamenteiro, provavelmente devido suas pregações a respeito da importância da união familiar. O casamento - em queda na Idade Média - trazia a união carnal, considerada pecado, naquele período quando se valorizava a vida espiritual celibatária.
A data foi criada pelo comércio paulista e depois assumida por todo o comércio brasileiro para reproduzir o mesmo efeito do Dia de São Valentim, equivalente nos países do hemisfério norte, para incentivar a troca de presentes entre os "apaixonados
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Duas no domingo
Duas frases domingueiras:


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Quais são as duas? (além das frases, é claro)
Temos várias hipóteses:
- acordar tarde e ir às casas bahia à tarde
- acordar cedo e ir ao clube cedo
- dormir o domingo todo e se arrepender de ter perdido o domingo
- acordar meio cedo meio tarde e dar uma trepadinha gostosa
- acordar de ressaca e vomitar o dia todo
- acordar por volta das dez e andar no parque
- acordar por volta das oito e ir ao parque com o filho
- acordar ao meio dia e mandar os problemas para a pqp
- acordar em alguma hora não identificada e terminar o domingo tomando vinho e vendo filmes que "esvaziam" as idéias para se preparar para uma segundona
- fazer faxina e ficar com dores nas costas o resto do dia
- ir a shopping e gastar o dinheiro que você não tem e voltar para casa preocupado
- ir a shopping e gastar o dinheiro que você não tem e voltar para casa feliz
- levantar da cama só para o óbvio e ter dois orgasmos ou mais
- almoçar frango assado com farofa e ver faustão
- fazer mil e duas coisas e virar a noite até a segunda clarear
- deixar as obrigações e levar o dia como se estivesse em férias
- comer sanduíche natureba e assistir filme na madruga
- blábláblá e blébléblé
Qual seria a sua hipótese? e qual seria a minha?
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"Pão de Açucar 24 horas é o bar de Brasília na madrugada".

"A culpa é maior que o tesão" (Filme"acontece nas melhores famílias")
Bom, domingo é dia de "domingueira". Tão óbvio quanto sutil.
Quais são as duas? (além das frases, é claro)
Temos várias hipóteses:
- acordar tarde e ir às casas bahia à tarde
- acordar cedo e ir ao clube cedo
- dormir o domingo todo e se arrepender de ter perdido o domingo
- acordar meio cedo meio tarde e dar uma trepadinha gostosa
- acordar de ressaca e vomitar o dia todo
- acordar por volta das dez e andar no parque
- acordar por volta das oito e ir ao parque com o filho
- acordar ao meio dia e mandar os problemas para a pqp
- acordar em alguma hora não identificada e terminar o domingo tomando vinho e vendo filmes que "esvaziam" as idéias para se preparar para uma segundona
- fazer faxina e ficar com dores nas costas o resto do dia
- ir a shopping e gastar o dinheiro que você não tem e voltar para casa preocupado
- ir a shopping e gastar o dinheiro que você não tem e voltar para casa feliz
- levantar da cama só para o óbvio e ter dois orgasmos ou mais
- almoçar frango assado com farofa e ver faustão
- fazer mil e duas coisas e virar a noite até a segunda clarear
- deixar as obrigações e levar o dia como se estivesse em férias
- comer sanduíche natureba e assistir filme na madruga
- blábláblá e blébléblé
Qual seria a sua hipótese? e qual seria a minha?
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09 junho, 2007
Vaidade feminina
Uma mulher foi levada às pressas para o UTI de um Hospital.
Lá chegando, teve a chamada "quase morte", que é uma situação pré-coma.
E, neste estado, encontrou-se com Deus: Que é isso?
perguntou ao Criador: -Eu morri? Disse ela.
-Não, pelos meus cálculos, você morrerá daqui a 43 anos, 8 meses, 9 dias e16 horas - respondeu o Eterno.
Ao voltar a realidade, refletindo o quanto tempo ainda tinha de vida,resolveu ficar ali mesmo naquele hospital e fazer uma lipoaspiração, umaplástica de restauração dos seios, plástica no rosto, correção no nariz, na barriga, tirou todos os excessos, as ruguinhas e tudo mais que podia mexerpara ficar linda e jovial.
Após alguns dias de sua alta médica, ao atravessar a rua, veio um veículo em alta velocidade e a atropelou, matando-a na hora.
Ao encontrar-se de novo com Deus, ela perguntou irritada: -Puxa, Senhor, você me disse que eu tinha mais 43 anos de vida. Porque morri logo depois de toda aquela despesa com cirurgias plásticas!!??
E Deus, aproximou-se bem dela e olhando-a diretamente nos olhos, respondeu:MENINA, JURO QUE NÃO TE RECONHECI !!!!!!
Dia dos namorados
Se você procura dicas de presentes para o dia dos namorados acesse o blog da Alena, está imperdível!
Ah, hoje comemoro seis meses de namoro e no dia dos namorados meu love estará em Teresina, tão longe... Tão perto.... bjs pra vc meu amor!
Ah, hoje comemoro seis meses de namoro e no dia dos namorados meu love estará em Teresina, tão longe... Tão perto.... bjs pra vc meu amor!
03 junho, 2007
Etiqueta urbana em debate
Toda vez que vejo a Glória Kalil dando suas "dicas" ou "sugestões" sobre como se comportar no dia-a-dia de forma "educada", sinto enorme incômodo ao perceber que em grande parte a sugestão é MENTIR. Dar desculpas mentirosas. Por isso, hoje enviei ao Fantástico, para o quadro "Etiqueta urbana", minhas dúvidas e transcrevo aqui para meu leitores do Idéias e Ideais:
Vendo algumas dicas dadas pela Glória Kalil, sobre visitas, percebi que muitas vezes ela sugere que se dêem "desculpas mentirosas". Por exemplo, "não gostar da comida e dizer que está de dieta", como sugeriu Kalil, dentre outras. Questiono: ser educado é ser mentiroso? Mentir faz parte da "etiqueta" urbana? Numa sociedade tão sem ética como a que vivemos, com corrupções, falar essas "mentiras" não é se "acostumar" com "pequenas mentiras inofensíveis", para daí pular para as outras? Por que essa cultura da "etiqueta" baseada em "mentiras" para ser "um gentil mentiroso"?
Vendo algumas dicas dadas pela Glória Kalil, sobre visitas, percebi que muitas vezes ela sugere que se dêem "desculpas mentirosas". Por exemplo, "não gostar da comida e dizer que está de dieta", como sugeriu Kalil, dentre outras. Questiono: ser educado é ser mentiroso? Mentir faz parte da "etiqueta" urbana? Numa sociedade tão sem ética como a que vivemos, com corrupções, falar essas "mentiras" não é se "acostumar" com "pequenas mentiras inofensíveis", para daí pular para as outras? Por que essa cultura da "etiqueta" baseada em "mentiras" para ser "um gentil mentiroso"?
Domingo na Torre - por Solange Pereira Pinto
Das clausura do apartamento resolvemos tomar ares frescos. Passava das 16h, os restaurantes fechados na Capital Federal. Nós, mortais, com fome. Restava arriscar as comidas para lá de oleosas da feira.

Em companhia às centenas de anônimos, após churros intragávei, pipocas sem graça e pastéis mais ou menos, subimos até o mirante da Torre de TV, um dos cartões postais de Brasília.
O pôr-do-sol brindava o finzinho da tarde domingueira. Meus sonhos deslizavam sobre seus raios até a grande bola amarela. Eu pedi à Natureza que os esforços não sejam vão. 
A vida não é uma reta. A natureza é movimento. É angulosa. O sol escorre pelo horizonte oblíquo. Os obstáculos não impedem a beleza da paisagem. Ao contrário, a redefinem. O céu se divide em tons. As nuvens compõem o espetáculo. Certifico-me dos ciclos. Do tempo. Da passagem. Pela lente da máquina digital espreito que os raios, abaixo da linha do plano de fundo, são mais fortes, carmim-de-brasa. Percebo que o astro rei é o mesmo. Meu olhar não mais.

Projetada por Lúcio Costa, para a transmissão sinais de rádio e TV com boa qualidade, foi construída esta torre, com 224 metros de altura em aço. A Feira Hippie (como prefiro chamar) ou Feira da Torre (como os turistas chamam) sempre me trouxe magia. Ver a coragem daqueles artesãos que madrugam seus fins de semana para vender sua capacidade criativa. Cada barraca contém horas de esforços, de trabalho manual, de energia inventiva. Cada barraca tem perseverança.

Afasto-me e sento na borda da inativada fonte luminosa, aquela que tantas vezes visitei quando criança. Contra a luz, a torre mostra sua silhueta afilada. A ponta que toca o céu amarelo me conduz olhar para cima. Páro por uns minutos e vejo surgir a estrela brilhante (Vênus). O universo acima de mim. O movimento das nuvens faz a torre "balançar". Meu pensamento pega carona no vento. Sou lançada no próximo ciclo. A metade do ano deixará para trás a poeira, a sombra. O segundo semestre virá novo, reciclado. Com alegria no peito e brilho nos olhos. Invertendo a ótica. Como a terra que gira nos faz pensar que é o sol que se põe...
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02 junho, 2007
Tira-dúvidas e curiosidades
No site da Dra. Shirley tem de tudo! Tudo mesmo! Da saúde às dicas sobre tirar manchas...
Vale conferir aqui.
Vale conferir aqui.
autocensura...
Qualquer censura é um absurdo.Mas, uma das coisas mais violentas é a autocensura.
Ter que reprimir o pensamento, as críticas, as verdades pelo medo da represália.
Isso de certa forma é um assédio moral.
Você vê, se indigna e cala.
Cala para não perder o emprego.
Cala para não se queimar no mercado.
Cala para "sobreviver".
Viver sob a tortura do silêncio é castigo.
Uma conhecida denunciou uma corrupção e corre o risco de perder o cargo.
Porém, os corruptos talvez continuem trabalhando.
Isso é uma inversão de valores.
Dizer ou não dizer, eis a questão.
Omitir-se, sofrer ou abrir o bocão?
Juro que não estou entendendo o mundo em que vivemos.
A verdade é muita arriscada, e por que é tão difícil, para mim, deixá-la de lado?
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