14 agosto, 2009

Sobre a Escrita

Para mim, a tecnologia básica é a palavra, quero dizer, não é a tecnologia, é um fruto da tecnologia. A chave da tecnologia é o bit – tecnologia significa escrever sobre um corpo de conhecimentos. A palavra é a tecnologia-mãe, todas as tecnologias se baseiam na palavra, a palavra é a tecnologia primitiva. Lidar com a linguagem... Ser um escritor é lidar com a linguagem. Se forem histórias em quadrinho, então haverá um elemento pictórico, mas boa parte das coisas básicas é igual. Se você quer aprender a escrever, seja analítico, e isso provavelmente significará, quando você estiver começando, “seja reducionista”. É uma problema demasiado grande querer pegar tudo de uma só vez, pelo menos no início. Destrinche. Comece pensando sobre os diferentes componentes da história.

Que coisas a história deve ter? Deve ter um enredo, embora isso não seja a coisa mais importante. O enredo é o esqueleto. Algumas vezes um enredo bonito e elegante dá uma história, ótimo, mas às vezes o enredo precisa ser apenas um encadeamento de acontecimentos que te leva de A a B ou a D ou sei lá.

Agora, do que a história trata (o que não é o mesmo que o enredo)? Do que a história trata, o que você tem a dizer? Que tipo de forma ou impressão você espera deixar no leitor? Num certo sentido, a história, o poema ou o verso ou qualquer outra coisa que você esteja escrevendo pode ser pensado como um projétil. Imagine que seja um tipo de projétil que foi elaborado especialmente para ser aerodinâmico e que o alvo é a matéria cinzenta macia, o cérebro do leitor. Que tipo de forma, de corte, que tipo de cicatriz duradoura você quer deixar no leitor? Você projeta o míssil com base nessas considerações. O que você quer transmitir? Será algum tipo de informação, que pode ser factual, emocional, psicológica... Pode ser não-linear, pode ser mais ruído do que informação... como James Joyce, porque na verdade é o ruído que contém mais informação.

Um sinal puro é como Janet e John – sim, você pode entender tudo que está na página, mas não há muito que entender lá. Ruído – ou algo que se aproxime do ruído – é como uma página de James Joyce, de Ian Sinclair – onde há tal densidade de informação que ela quase se torna incoerente, mas está cheio de informação. Então, são as maneiras de transmitir informação – enredo, a história tem que tratar de alguma coisa, tem que ter uma finalidade, uma forma. Tem que ter uma estrutura. Se você for realmente inteligente, você pode fazer a estrutura, o enredo e o tema refletirem uns nos outros de alguma maneira, mas isso é somente ser espertinho. (...)

A escrita consumirá sua vida, porque muito da escrita acontece na sua cabeça – você não precisa estar trabalhando, não precisa estar acordado. Você não vai conseguir se livrar da escrita quando estiver com a cabeça sobre o travesseiro, quando estiver de férias em Yarmouth ou na lua, não há escapatória, tudo está dentro de sua cabeça. E se a coisa estiver andando bem, será provavelmente algo obsessivo. Se você tiver uma história fervendo, se for um escritor, provavelmente pensará sobre problemas dessa história, coisas boas que quer salientar, melhorar ou aumentar. Provavelmente pensará sobre essas coisas o tempo todo, talvez quando estiver trepando, jantando, no ônibus... É uma coisa que tomará conta de sua vida. Renda-se. Renda-se à escrita desde a primeira palavra. Não lute. É maior e mais importante do que você; faça o que ela mandar, mesmo se aparentemente estiver arruinando a sua vida, obedeça. Mesmo se te mandar fazer algo estúpido – se te mandar pular no precipício, pule.





Alan Moore

Escrever





Escrever, eu meditava, deve ser um ato destituído de vontade. A palavra, como a profunda corrente oceânica, tem que flutuar na superfície de seu próprio impulso. Uma criança não tem nenhuma necessidade de escrever, é inocente. Um homem escreve para destilar o veneno que acumulou devido à sua maneira falsa de vida. Está tentando recapturar sua inocência e no entanto tudo o que consegue fazer (escrevendo) é inocular no mundo o vírus de sua desilusão. Homem nenhum colocaria uma palavra no papel se tivesse a coragem de viver aquilo em que acredita. Sua inspiração é desviada na fonte. Se é um mundo de verdade, beleza e mágica que deseja criar, por que põe milhões de palavras entre si e a realidade daquele mundo? Por que retarda a ação - a não ser que, como outros homens, o que realmente deseje seja o poder, a fama, o sucesso? "Os livros são ações humanas na morte", disse Balzac. No entanto, tendo percebido a verdade, ele deliberadamente entregou o anjo ao demônio que o possuiu.

Um escritor corteja o seu público tão ignominiosamente como um político ou qualquer outro saltimbanco; adora manipular emoções, receitar como um médico, conquistar um lugar para si mesmo, ser reconhecido como uma força, receber a taça cheia de adulação, mesmo que isso demore mil anos. Ele não quer um novo mundo que possa ser estabelecido imediatamente, porque sabe que jamais seria adequado para ele. Quer um mundo impossível em que seja um soberano fantoche sem coroa dominado por forças totalmente fora do seu controle. Contenta-se em dominar insidiosamente - no mundo fictício dos símbolos - porque a simples idéia de contato com realidades rudes e brutais o assusta. Certo, tem um domínio da realidade maior do que outros homens, mas não faz nenhum esforço para impor ao mundo aquela realidade superior pela força do exemplo. Satisfaz-se apenas em pregar, em arrastar-se na esteira de desastres e catástrofes, um profeta crocitante da morte sempre sem honra, sempre apedrejado, sempre evitado por aqueles que, por mais inadequados que sejam para suas tarefas, estão prontos e dispostos a assumir responsabilidades pelos negócios do mundo. O escritor verdadeiramente grande não quer escrever: quer que o mundo seja um lugar em que possa viver a vida da imaginação. A primeira palavra trepidante que põe no papel é a palavra do anjo ferido: dor. O processo de colocar palavras no papel equivale a tomar um narcótico. Observando o crescimento de um livro sob suas mãos, o autor incha-se com ilusões de grandeza. - Eu também sou um conquistador... talvez o maior dos conquistadores! O meu dia está chegando. Escravizarei o mundo... pela mágica das palavras... - Et coetera ad nauseam.

A pequena frase - "Por que não tenta escrever?" - envolvia-me como fizera desde o início, num atoleiro de irremediável confusão. Eu queria encantar, mas não escravizar; queria uma vida mais ampla, mais rica, mas não à custa dos outros; eu queria libertar a imaginação de todos os homens imediatamente, porque sem o apoio do mundo inteiro, sem um mundo imaginativamente unificado, a liberdade da imaginação se torna um vício. Eu não tinha respeito por escrever per se, assim como não o tinha por Deus per se. Ninguém, nenhum princípio, nenhuma idéia tem validez por si mesma. O que é válido é somente aquele tanto - de tudo, Deus incluído - que é realizado por todos os homens em comum. As pessoas sempre se preocupam com o destino do gênio. Eu nunca me preocupei pelo gênio: o gênio toma conta do gênio num homem. Minha preocupação se voltou para o joão-ninguém, para o homem que se perde na confusão, o homem que é tão comum, tão ordinário, que sua presença nem chega a ser notada. Um gênio não inspira outro. Todos os gênios são sanguessugas, por assim dizer. Nutrem-se da mesma fonte - o sangue da vida. A coisa mais importante para um gênio é se fazer inútil, ser absorvido pelo fluxo comum, tornar-se um peixe novo e não uma aberração da natureza. O único benefício, refleti, que o ato de escrever podia me oferecer era eliminar as diferenças que me separavam do próximo. Definitivamente não queria me tornar o artista, no sentido de me tornar algo estranho, algo à parte e fora da corrente da vida.

A melhor coisa que há em escrever não é o labor em si de colocar palavra contra palavra, tijolo sobre tijolo, mas as preliminares, o duro trabalho inicial, que se faz em silêncio, debaixo de quaisquer circunstâncias, em sonho assim como acordado. Em suma, o período de gestação. Homem nenhum jamais consegue escrever o que tencionava dizer: a criação original, que está acontecendo o tempo todo, quer a gente escreva ou não escreva, pertence ao fluxo primário: não tem dimensões, forma ou elemento de tempo. Nesse estado preliminar, que é a criação e não o nascimento, o que desaparece não sofre destruição; algo que já estava ali, algo imperecível como a memória, ou a matéria, ou Deus, é convocado, e a esse algo nos atiramos como um galho numa torrente. Palavras, sentenças, idéias, não importa quão sutis ou engenhosas, os vôos mais loucos da poesia, os sonhos mais profundos, as visões mais alucinantes, nada mais são do que hieróglifos toscos cinzelados em dor e tristeza para comemorar um evento que é intransmissível. Num mundo inteligentemente ordenado não haveria necessidade de fazer a tentativa irracional de registrar tais acontecimentos miraculosos. Na verdade, isso não teria sentido, pois se os homens apenas parassem para refletir, quem se contentaria com a falsificação quando o autêntico está à disposição e ao alcance de todos? Que homem desejaria ligar o rádio e ouvir Beethoven, por exemplo, quando poderia ele mesmo experimentar as harmonias arrebatadoras que Beethoven lutou tão desesperadamente para registrar? Uma grande obra de arte, quando chega a realizar alguma coisa, serve para nos lembrar ou, digamos melhor, para nos pôr a sonhar com tudo aquilo que é fluido e intangível. Vale dizer, o universo. Não pode ser entendida: só pode ser aceita ou rejeitada. Caso aceita, ficamos revitalizados; se for rejeitada, isso nos diminuirá. O que quer que pretenda ser, não o será: é sempre algo mais, a respeito do que nunca se dirá a última palavra. Ela é tudo o que nela colocamos devido à fome daquilo que nos negamos cada dia de nossas vidas. Se nos aceitássemos tão completamente assim, a obra de arte, na verdade o mundo todo da arte, morreria de subnutrição. Todo mortal como nós se movimenta sem os pés pelo menos algumas horas por dia, quando os olhos se fecham e o corpo fica de bruços. A arte de sonhar completamente desperto estará à alçada de todo homem um dia. Muito antes disso os livros terão deixado de existir, pois, quando os homens estiverem inteiramente acordados e sonhando, seus poderes de comunicação (uns com os outros e com o espírito que anima todos os homens) serão tão realçados que farão o ato de escrever parecer-se com os grunhidos ásperos e roucos de um idiota.

Henry Miller

Do ler e escrever

De tudo o que se escreve, aprecio somente o que alguém escreve com o seu próprio sangue. Escreve com sangue; e aprenderás que o sangue é espírito.

Não é fácil compreender o sangue alheio; odeio todos os que lêem por desfastio.

Aquele que conhece o leitor nada mais faz pelo leitor. Mais um século de leitores ─ e até o espírito estará fedendo.

Que toda a gente tenha o direito de aprender a ler, estraga, a longo prazo, não somente o escrever, senão, também o pensar.

Outrora, o espírito era Deus, depois, tornou-se homem e, agora, ainda acaba tornando-se plebe.

Aquele que escreve em sangue e máximas não quer ser lido, mas aprendido de cor.

Na montanha, o caminho mais curto e de cume a cume; para isso, porém, precisa-se de pernas compridas. Máximas, cumpre que sejam cumes, e aqueles que aos quais são ditas devem ser altos e fortes.

O ar rarefeito e puro, a vizinhança do perigo e o espírito imbuído de uma alegre malvadez: coisas que combinam bem uma com a outra.

Quero ter duendes ao meu redor, porque sou corajoso. A coragem que afugenta os fantasmas cria os seus próprios duendes: a coragem quer rir.

Eu não sinto do mesmo modo que vós: essa nuvem que vejo debaixo de mim, essa coisa negra e pesada ─ é, justamente, a vossa nuvem de temporal.

Vós olhais para cima, quando aspirais a elevar-vos. E eu olho para baixo, porque já me elevei.

Aquele que sobe ao monte mais alto, esse ri-se de todas as tragédias, falsas ou verdadeiras.

Corajosos, despreocupados, escarninhos, violentos ─ assim nos quer a sabedoria: ala é mulher e ama somente quem é guerreiro.

Dizeis: “A vida é dura de suportar”.Mas para que teríeis, de manhã, a vossa altivez e, de noite, a vossa submissão?

A vida é dura de suportar; mas, por favor, não vos façais de tão delicados! Não passamos, todos juntos, de umas lindas bestas de carga.

Que temos em comum com o botão de rosa, que estremece ao sentir sobre o corpo uma gota de orvalho?

É verdade: amamos a vida, porque estamos acostumados não a vida, mas a amar.

Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre, também, alguma razão na loucura.

E também a mim, que sou bondoso com a vida, parece-me que as borboletas e as bolhas de sabão e o que mais do gênero há entre os homens, são as que melhor conhecem a felicidade.

Ver voejar essas alminhas loucas, leves e graciosas induz Zaratustra a chorar e a cantar.

Eu acreditaria somente num Deus que soubesse dançar.

E, quando vi o meu Diabo, achei-o sério, metódico, profundo, solene: era o espírito de gravidade ─ a causa pela qual todas as coisas caem.

Não é com a ira que se mata, mas com o riso. Eia, pois, vamos matar os espírito de gravidade!

Aprendi a caminhar; desde então, gosto de correr. Aprendi a voar; desde então, não preciso de que me empurrem, para sair do lugar.

Agora, estou leve; agora, vôo; agora, vejo-me debaixo de mim mesmo; agora, um deus dança dentro de mim.

F. W. Nietzsche

13 agosto, 2009

MOTIVOS DE DEVOLUÇÃO DE CHEQUES ALÍNEAS E SEUS SIGNIFICADOS

12 Cheque sem fundo (2ª apresentação)
13 Conta encerrada

Impedimento de pagamento

20 Folha de cheque cancelada por solicitação do correntista
21 Contra ordem (ou revogação) ou oposição (ou sustação) do pagamento pelo emitente
22 Divergência ou insuficiência de assinatura
23 Cheques emitidos por entidades e órgãos de administração pública federal direta e indireta, em desacordo com requisitos constantes do artigo 74, parágrafo 2º do Dec-Lei 200, de 25.02.67.
24 Bloqueto judicial ou determinação do Banco Central do Brasil
25 Cancelamento do talonário pelo banco sacado
26 Inoperância temporária de transporte
27 Feriado Municipal não previsto
28 Contra ordem, ou oposição ao pagamento, ocasionada por furto ou roubo.
29 Cheque bloqueado por falta de confirmação do recebimento do talonário pelo correntista

Cheque com irregularidade

30 Furto ou Roubo de malotes (pagamento monetário Inválido)
31 Erro formal de preenchimento (sem data de emissão, com mês grafado numericamente, ausência de assinatura, não registro do valor por extenso).
32 Ausência ou irregularidade na aplicação do carimbo de compensação
33 Divergência de endosso
34 Cheque apresentado por estabelecimento bancário que não indicado no cruzamento em preto, sem o endosso-mandato.
35 Cheque fraudado, ou emitido sem prévia controle ou responsabilidade do estabelecimento bancário (cheque universal) ou, ainda, com adulteração da praça sacada, ou rasura no preenchimento.
36 Cheque emitido com mais de um endosso (Lei 9.311/96).
37 Inconsistência de dados (para CEL)

Apresentação Indevida

40 Moeda inválida
41 Cheque apresentado a banco que não sacado
42 Cheque não compensável na seção ou sistema de compensação em que apresentado e o recibo bancário trocado
43 Cheque devolvido anteriormente pelos motivos 21, 22, 23, 24, 31 e 34, não passível de representação em virtude de persistir o motivo da devolução.
44 Cheque prescrito
45 Cheque emitido por entidade obrigada a realizar a movimentação e utilização de recursos financeiros do Tesouro Nacional mediante ordem bancária.
46 Cheque correspondente a “CR” não entregue no prazo estabelecido
47 “CR” Comunicado de remessa com ausência ou erros nos dados
48 Cheque emitido de valor superior a R$ 100,00(cem reais), sem identificação do beneficiário.
49 Remessa nula – Caracterizada pela representação de cheque devolvido anteriormente pelos motivos 12, 13,14 25, 35, 43, 44, 45 e 48
51 Divergência no valor recebido
52 Recebimento efetuado fora do prazo
53 Apresentação indevida
55 Ausência ou irregularidade de autenticação mecânica
56 Transferência insuficiente para a finalidade indicada
57 Divergência na indicação da agencia destinatária de número de conta ou do favorecido
58 Documento não comparável para credito conta poupança
59 Transferência internacional de recursos em moeda nacional, emitido sem consignar, de forma clara e destacado, a expressão “transferência internacional em reais”.
60 Padrão monetário não definido
61 Documento não compensável, podendo sua devolução ocorrer a qualquer tempo.
62 Doc “D” com divergência na identificação do nº do CNPJ/CPF ou se identificação do tipo de conta debitada ou creditada (Obs: aplica-se ao documento de transferência DOC “D” os motivos de devolução 57 e 58 já existentes)
63 Registro inconsistente
64 Arquivo lógico não processado ou processado parcialmente

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Em quais alíneas você já foi enquadrado?


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11 agosto, 2009

Workaholics: bom ou ruim para o negócio?


07/08/2009




Eta, cachorro vagabundo!
Trabalhar muito está na moda. Dá status. Idiotas se vangloriam com um chopp na mão, contando os muitos anos sem férias, a falta de tempo para o esporte, para a família e para o lazer. Ao final a desculpa é sempre a mesma: “Eu tenho que aguentar, pois isso é uma fase passageira da minha vida. Preciso construir uma carreira e fazer meu patrimônio. Faço isso por minha família, mas daqui a alguns anos estarei com o burro na sombra”. Só se for o burro do vizinho, pois o dele vai estar exatamente no mesmo lugar: trabalhando que nem um burro!

Os estudiosos em RH atestam que workaholics são viciados (o termo vem de alcoaholics… alcoólatras). A coisa funciona mais ou menos como nos outros vícios: começamos achando bonitinho imitar os outros e quando percebemos já era, viramos viciados em trabalho. Aí, para nos afastarmos do vício de trabalhar demais (que é para lá de muito) é tão difícil quanto largar o cigarro, ou largar de beber.

Os workaholics são fáceis de identificar. Quando sentados na praia embaixo de um guarda-sol esperam por uma distração da mulher pra checar e-mails no celular. Caminhando no parque no domingo, ligam para algum subordinado (oh, saco!!!!) para adiantar um trabalho que vão fazer na segunda de manhã. Com o jornal na mão, não conseguem se concentrar em nenhuma notícia, pois seu pensamento volta sempre para a tarefa inacabada, ou por iniciar. Dormem no cinema, mas depois têm insônia na cama. Levam o laptop para o hotel nas férias. Preparam planilhas no laptop enquanto a mulher vê a novela. Nos aeroportos só fecham o laptop quando ouvem a última chamada para o vôo. Dentro do avião ficam suando frio até ouvir o aviso que os equipamentos eletrônicos (seu laptop) finalmente podem ser acionados. Nas festinhas de aniversário abrem a roda (todo mundo se afasta) com seu papo chato sobre trabalho. Transam com a mulher sempre em dias e horas pré-determinados, sempre rapidinho. Não ouso afirmar que os workaholics têm ejaculação precoce, mas é bem possível. E por aí vai…. Falo de cátedra, pois sou um ex-workaholic.

Será que ser workaholic é bom para o profissional? Novamente fico à vontade para expressar minha opinião, já que, alem de ex, eu também gerenciei e gerencio workaholics. Como em todos os vícios, o ganho é momentâneo. De início os chefes adoram os workaholics. Num segundo momento percebem que eles causam problemas. Não trabalham bem em time, trabalham muito fora do expediente e depois se cansam nas reuniões matinais. Seu raciocínio aos poucos se torna embotado. São irritáveis e criam um ambiente tenso. Muitos desenvolvem profundas depressões. Finalmente, acabam virando os chatos do pedaço. A maioria dos workaholics têm “vôo de galinha: sua carreira decola rapidamente, mas aterrissa logo ali na frente.

Mas, e os chefões (C-Level), que sempre parecem trabalhar muito e se dão bem? Isso é um erro de análise. Na verdade, os chief executives trabalham intensamente, focadamente, para poder liberar tempo para o pensamento criativo, para o golfe e para a família. Conhecer a vida do Jack Welch (emblemático CEO durão da GE, que se tornou uma referência para seus pares) é uma lição de vida para todos nós. Ele dava duro e trabalhava pesado, mas sempre reservava tempo para conversar com seus funcionários (sua especialidade) e tempo para sua família.

O melhor e mais efetivo executivo que já conheci, um ex-chefe, gastava umas duas horas na parte da manhã olhando o parque do Ibirapuera pela janela, com os pés sobre a mesa. Quando alguém olhava desconfiado ele explicava: “Estou pensando no que vou fazer à tarde”. E à tarde ele sempre tinha grandes idéias e soluções para todos os nossos problemas. O ócio (bom em pequenas doses, como o stress) é criativo, conforme já escreveu o Domenico Di Masi.

Nas empresas bem sucedidas do século XXI o valor maior para o negócio é a inovação. É sabido que a inovação é a transformação de idéias criativas, produzidas por indivíduos, em projetos que irão melhorar o valor percebido da empresa pelo mercado. E, definitivamente, indivíduos cansados, estressados e irritadiços, não conseguem ser criativos. Portanto, meu velho, se você quer ver sua carreira bombando, trate de arrumar um tempinho pra coçar o saco (com o perdão da palavra).

10 agosto, 2009

INQUILINOS

Você mora de aluguel? Se sente infeliz? Então talvez lhe conforte saber que existem pessoas em situação pior que a sua. O pior inquilino é o espermatozóide. Mora com milhões de irmãos na casa do cacete.. O apartamento é um ovo.. O prédio é um saco. Os vizinhos da frente, uns pentelhos. O de traz, só faz merda. E o proprietário quando fica duro bota todo mundo para fora.

Antologia digital

Repassando diretamente do Blog Pensar Enlouquece

" Foi graças à antologia 26 Poetas Hoje, publicada nos anos 70, que tomei conhecimento pela primeira vez dos versos de nomes como Cacaso, Ana Cristina César, Francisco Alvim e Roberto Piva, dando destaque a uma geração de poetas que recorriam a mimeógrafos e fanzines para difundir suas obras, até então ignoradas pelo mercado editorial. Esta coletânea, organizada pela ensaísta, escritora e professora Heloisa Buarque de Hollanda, cunhou o termo "poesia marginal", que denominou aquela geração de autores que, em meio ao auge do regime ditatorial, arregaçou as próprias mangas para autoeditar seus versos coloquiais, desaforados e desengravatados.

Anos depois, Heloisa organizou uma nova coletânea de autores: Esses Poetas - Uma Antologia dos Anos 90. Na introdução à obra, que reúne autores do porte de Antônio Cícero, Augusto Massi e Cláudia Roquette-Pinto. Na introdução ao livro, publicado em 1998, afirma Heloisa: "Diante de qualquer formação de consenso a respeito de quedas de vitalidade na produção cultural, sinto-me impelida a organizar uma antologia de novos poetas. De tempos em tempos, portanto, me surpreendo engajada no processo de identificar sinais do que poderia ser um novo momento literário ou poético."

Pois bem: Heloisa Buarque de Hollanda acaba de coordenar, com o auxílio de colaboradores como Ramon Mello, uma nova seleção de autores, intitulada ENTER – Antologia Digital. São 37 nomes, reunidos dentre poetas, prosadores, quadrinistas, rappers, músicos, produtores culturais e cordelistas; dentre eles, este que vos escreve. Em entrevista concedida a Luiz Felipe Reis para o Jornal do Brasil, Heloisa fala sobre a nova compilação e as relações entre internet e literatura: "A antologia observa como todos esses autores encaram e exercitam diferentes práticas da palavra. Assumem essas novas modalidades e as expõem na web e nas ruas. Quero jogar luz sobre todos esses novos formatos que a palavra toma. Isso que é incrível. A palavra, nessas novas formas, apodera-se do estatuto da literatura e da prática literária. Isso é muito novo. É um momento de mudança na prática da palavra."

Aproveito a ocasião, pois, para convidar os leitores deste blog que estiverem no Rio de Janeiro a participarem do lançamento de ENTER – Antologia Digital: dia 11 de agosto, às 20 horas, no Cinemathèque Jam Club (Rua Voluntários da Pátria, 53, Botafogo).

07 agosto, 2009

03 agosto, 2009

filosofar...Karl Jaspers

palavras de Abbagnano ( (s.d.). Introdução ao existencialismo. Lisboa: Editorial Minotauro.s.d., p. 46):
«(...) existir significa, pura e simplesmente, filosofar, se bem que filosofar nem sempre signifique fazer filosofia. Com efeito, filosofar significa para o homem, antes de mais, defrontar, com olhos bem abertos, o seu destino e a si mesmo pôr, com clareza, os problemas que resultam da justa relação consigo próprio, com os outros homens e com o mundo. Significa não já limitar-se a elaborar conceitos, a idear sistemas, mas escolher, decidir, empenhar-se, apaixonar-se; em suma, viver autenticamente e ser autenticamente ele próprio”.
Se se permanecer no Dasein, a existência ficará limitada à realização da presença (estar-aí) enquanto existência do mundo e àquilo que dessa presença se pode conhecer. Equivalerá a um estar-aí opaco cuja realização consiste simplesmente em figurar como parte do mundo e cujacaracterística é essa mesma opacidade que lhe advém da ausência de poder reflexivo. O Dasein está no mundo mas não se reflecte a si próprio enquanto presença no mundo. Falta-lhe o que lhe permite estabelecer um horizonte de significação com o mundo e reconhecer-se ou re-ver-se interiormente na qualidade de outro em relação ao próprio mundo: a consciência.

Segundo Jaspers, é no plano da consciência em geral que, através do esclarecimento da Existência (Existenzerhellung), se supera o Dasein e a Weltorientierung. A Existência só se pode esclarecer. A realidade deixa de ser o mundo para ser a própria realidade do existir ou o próprio existir enquanto tal, uma vez que do ponto de vista formal.

Ao nível da Existência (superado o Dasein), o sujeito já não se identifica como mundo, mas como Razão... No seio da Existenzphilosophie, a «experiência» autêntica possível é aquela que aclara a Existência e o seu sentido.

A via da autenticidade existencial postuladapor Jaspers não pode ser, por consequência, a via do cogito, mas a via da reflexão (re-flexão). Superado o nível do conhecer e do mundo objectivo, trata-se agora de esclarecer o sentido da Existência. Como a autenticidade existencial é metafísica, só a via da reflexão permitirá que o sujeito regresse a si e se debruce sobre si transformando--se numa interrogação para si mesmo. Inquieta--se.

Mas a reflexão permite-lhe também que, nessa relação de-si-para-si, se distinga do que é e decida o que é. Permite-lhe conquistar a sua autonomia mesmo que, apesar disso, não se baste a si mesmo, uma vez que nem mesmo a reflexão lhe permite vencer a característica do possível espalhada por toda a Existência.

A Existência não está ancorada, uma vez que é sempre a Existência possível. Ela será a Existência que se escolher.

Não é o meu Dasein que é, portanto, a Existência; o Homem é que é, no Dasein, a Existência possível (T.A.).

conduziu este defensor da Existenzphilosophie à fundamentação de dois dos seus conceitos mais peculiares e característicos, a saber, o de inquietação existencial e o de situações-limite.

A inquietação existencial - enraíza-se no desejo constante do sujeito ser ele mesmo e de se compreender na intimidade do ser. Na qualidade de desejo existencial que é, corresponde ou traduz simplesmente a insatisfação estrutural do Dasein, limitado à sua facticidade. Por sua vez, esta insatisfação é uma luta que afirma e nega, que oprime e liberta, ao mesmo tempo. No coração da Existência, ela nasce da luta contra o ser-do-mundo e da luta pelo Mundo a que aspira dentro do seu próprio fracasso (Scheitern). Ou seja, por um lado, a Existência instala o sujeito em situações concretas e contingentes timbradas pela presença contínua dos seus limites e da sua impotência face a elas. Simultaneamente, e por outro lado, também o ensina a tecer ou a ler os caminhos e os sinais que podem conduzir o existente à Verdade da Existência e, por fim, à Verdade a Transcendência onde todas as possibilidades são possíveis.

O que falta então à situação para que ela seja uma situação-limite? Um salto. Um salto qualitativo. Através deste salto qualitativo que permite agora, ao sujeito, tudo confrontar, até a si mesmo na medida em que "Sou eu próprio, como se estivesse fora da minha vida existente e entro no mundo para me orientar nele. Já não apenas como ser vivo que tem como objectivo o meu conhecimento nas minhas situações, mas como eu próprio, para o meu conhecimento de tudo e do Todo que, como conhecimento não basta" . São os primeiros passos autênticos no caminho da realização do sentido mais profundo da liberdade existencial do indivíduo. Superado (mas não negado) o Dasein, o sujeito conquista através deste salto, e pela via da reflexão, o seu próprio poder. Escolhe-se a si mesmo como liberdade. Conquista o poder de se ver a si mesmo projectado na existência, o poder da distância especular através da qual a Existência ganha conteúdo, profundidade, tempo e historicidade.

o sujeito escolheu-se como liberdade. Decidiu-se pela sua própria independência. Transformou o ser-do-mundo (próprio do Dasein) em ser-no-mundo (próprio da Existência autêntica).

Chamo situações-limite àquelas em que me encontro sempre que não posso viver sem luta nem dor, em que inevitavelmente assumo a culpa e em que tenho de morrer. Não se transformam, ou transformam-se apenas na sua aparência, sendo, em relação ao Dasein, definitivas. Não são previsíveis; enquanto Dasein nada mais vemos por detrás delas. São como uma parede que enfrentamos e na qual fracassamos. Não podem ser por nós alteradas, chegando-se apenas à clareza sem a qual não explicamos nem deduzimos outra coisa. Elas são com o próprio Dasein (T.A.).

quanto mais a liberdade avança no sentido das suas limitações estruturais, mais procura saltar para além do finito, dando origem ao seu fracasso e tornando a culpa necessária. Como a liberdade é luta e conflito, a culpa é inevitável... Encarar as situações-limite, sem fugir e sem as negar, é o único modo que ele tem de poder decifrar ou ver o que está para além delas... Assumir livremente a sua ruína é a única forma de o homem descobrir que essa ruína não é o fim, mas um novo princípio e um novo começo.

O desespero e a angústia não surgem apenas da possibilidade de vivermos uma determinada situação como limite dessa mesma situação. Surgem também da nossa liberdade de decisão. Escolher. Não poder deixar de escolher. Mas escolher autenticamente. Realizar esta liberdade que torna o sujeito responsável pela sua Existência e pelo seu futuro consoante se escolha a si mesmo como liberdade ou como Dasein.

O querer do sujeito é que é a razão da sua escolha e o que faz com que a liberdade existencial seja sempre uma opção. Contudo, e porque tem origem no sujeito, o problema da liberdade existencial é, de novo, o da sua possibilidade. Ou ela é a vontade original do sujeito pessoal que quer que ela exista, ou ela, em si mesma, não é nada.

Quanto mais o indivíduo é, menos pensa; e quanto mais pensa, menos é (Jaspers, 1956, vol. 2). Não se trata de pensar a Existência, mas de vivê-la. Ou trata-se de pensá-la, vivendo-a.

A acção que é sempre um espelho renovado daquilo que ele é. O espelho que lhe mostra em que medida o eu vale pelo que faz, mas não é aquilo que faz.

Ao nível daExistência, a certeza possível não surge por via da Razão (limitada a dar-nos somente alguns prováveis), mas por via da liberdade (que nos dá o ser, através dos possíveis).

A certeza possível diz respeito à própria liberdade, vivida num emaranhado de dúvidas e incertezas. Ela furta-se ao saber e espraia-se, a seu modo, nas falhas que esse saber vai deixando. Desta forma, a Existência pro-jecta-se, na qualidade de algo que está sempre prestes a ser.

Na sua espontaneidade absoluta, o homem é a raiz da escolha por meio da qual toma consciência da sua liberdade original. É nesta escolha que o homem se reconhece no seu eu. A liberdade existencial conquista-se na decisão mas não deixa de ser um dom, no sentido em que é a vontade que se faz a si mesma.

Para Jaspers, isso significa que ela é, por natureza, antinómica. Se, por um lado, significa independência, uma vez que exige ou pré-supõe a autonomia interior da consciência; ela não deixa de estar, por outro lado, limitada pelo mundo exterior. Como não se cria a si mesma como Dasein, sofre o destino de todo e qualquer Dasein – morrer.

A liberdade existencial envolve a angústia daquilo que não se conhece.

liberdade, decisão e consciência são de tal modo inseparáveis, na obra de Karl Jaspers, que a decisão coincide com a personalidade. Chegam a ser a mesma coisa, sem que isso corresponda à defesa ou apologia de um eu solipsista. Pelo contrário, se pela decisão a escolha recai sobre o eu, pela escolha comunicativa a escolha do eu é sempre escolha de outrem.

Como não há Existência sem liberdade, e a Existência possível corresponde ao possível vivido, aquele que o sujeito escolhe (na sua acção), então existir é ir sendo pela escolha, pela decisão e na paixão.
E se a característica pela qual o homem se apreende é a do perpétuo inacabamento, então ele é sempre mais do que tudo aquilo que dele é conhecível. Ele é sempre o que por enquanto não é, mas está prestes a ser. É movimento, liberdade, temporalidade, tarefa, pro-jecto. Deve aventurar-se e correr riscos porque, como refere Jean Wahl (1962), a Existência é o mais alto valor que lhe é possível atingir.

«O significado essencial do encontro é o estar com, que implica a presença (de estar-por-si), a reciprocidade (enquanto troca ou estar-para-o-outro), o cuidado (no acolhimento do outro) e, ainda, um laço emocional entre um Eu e um Tu que criam um Nós, numa reciprocidade activa» (Carvalho Teixeira, 1993, p. 623);

transcender - Cada um desses actos é um momento intenso e raro em que o homem se decide pela liberdade, sabe que é e pode dizer eu sou, eu existo. É um salto através do qual alcança uma espécie de plenitude tão autêntica e tão pura que chega a ser dolorosa. Ao dar esse salto, o sujeito torna-se, ele próprio, origem (Ursprung) e começo. Sem pré-condições. Ao tomar consciência de si e da sua Existência, o homem sabe, mesmo sem o poder explicar, que a Existência não é um conceito, mas um sinal ou uma cifra que nos orienta para além de toda a objectividade.

É, de entre todas, a cifra derradeira e inevitável. Todas as outras são verdadeiras somente se culminam na cifra das cifras (que é o fracasso). Aquela que desfaz a ilusão de confundirmos o Dasein ou a liberdade com o Ser Absoluto, e aquela que nos mostra o caminho da Transcendência.

O sujeito contrai culpa porque, ao querer o impossível, não pode ser completamente o que quer.

Se o sujeito se escolhe enquanto natureza, fracassa como Existência; se ele se escolhe enquanto Existência, fracassa como Dasein.

À luz da Existenzphilosophie, o homem está condenado a naufragar no mundo. Somente em pleno naufrágio poderá converter o fracasso em vitória e ressurgir de novo por ter encontrado o caminho que dá acesso a si mesmo e à realidade que incomensuravelmente o ultrapassa.

Não é no saborear da realização, mas no caminho da dor, no olhar para o rosto implacável da existência do mundo e na incondicionalidade da própria Existência em comunicação, que pode ser alcançada uma possível Existência.

Razão pela qual, o fracasso é, para o ser-no-mundo, o sinal mais forte da presença da Transcendência no coração da imanência.

Do ponto de vista existencial, há que experimentar a Existência no fracasso, de acordo com as palavras de Jaspers em Philosophie. Quando tudo, em redor do sujeito, parece desmoronar-se, a cifra derradeira permanece em aberto exigindo de novo uma escolha.

O caminho a seguir é o da aceitação activa do fracasso. Nem resignação, nem desistência. Nem sequer a ilusão de destruir o mal. Porque esta via da aceitação activa é a mesma do repouso pelo fracasso. Um repouso que se conquista somente no instante da Existência, aceitando-o sem garantias objectivas. O fracasso supera-se no acto da escolha sempre que o sujeito opta livremente pela Existência. Na cifra das cifras, através da fé filosófica, o homem lê a Transcendência e acredita na Existência; o sujeito regressa à consciência de si e da sua historicidade livre.

A Transcendência ou Englobante é, para Jaspers, e recorrendo à terminologia de Jean Wahl
(1962), o ser-em-si.

Ser Absoluto, transcende tanto o Dasein como a Existência e, porque transcende, não se pode revelar. Vive a sua vida em-si. Apoia o mundo, mas sem o amar e sem se interessar por ele. Também não precisa nem depende da liberdade

A forma mais adequada pela qual o homem a pode perspectivar é o Silêncio.

Na obra jasperiana, a Transcendência também não se conhece nem se experimenta, crê-se. Crê-se porque se reconhece, e não porque se invoca. Pode ler-se no(s) fracasso(s), cujo sentido mais profundo é a própria Transcendência.

Do ponto de vista humano, a Transcendência apenas pode ser esclarecida, uma vez que é ela que tudo esclarece . A Transcendência já-lá-está, impelindo o homem que, por sua vez, transcende o mundo e se transcende a si mesmo como Dasein.

Assim como a Verdade é o nosso caminho, a Transcendência é o sentido da Existência

De acordo com Jaspers, a fé é a expressão máxima da liberdade humana, o único caminho conducente à certeza existencial e ao acto interior pelo qual o sujeito encontra o Ser dos seres. É o «único método válido» que leva à Transcendência (Jolivet, 1975). Karl Jaspers considera a fé filosófica e a crença religiosa como duas irmãs irreconciliáveis que se combatem sem deixarem de ser irmãs. Nessa irreconciliação, apenas a fé filosófica se constitui, em seu entender, como método válido e coerente, ao nível metafísico.

«(...) não está “ultrapassada” a permanente aspiração do humano à compreensão e à descoberta do sentido, e à sua própria construção». De acordo com a Existenzphilosophie, o homem que crê, e na medida em que crê, supera o seu fracasso. Somente a fé filosófica o ajudará a ler a Transcendência, a dar o salto pelo qual a Existência colhe todo o seu sentido e autenticidade.
Fonte: A filosofia existencial de Karl Jaspers por ANTÓNIA CRISTINA PERDIGÃO http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/aps/v19n4/v19n4a05.pdf
  • vitória do indivíduo é perceber o absurdo da vida e aceitá-la...
  • As regras sociais são o resultado da tentativa dos homens de planejar um projeto funcional. Ou seja, quanto mais estruturada a sociedade, mais funcional ela deveria ser...
  • Os existencialistas explicam por que algumas pessoas se sentem atraídas à passividade moral baseando-se no desafio de tomar decisões. Seguir ordens é fácil; requer pouco esforço emocional e intelectual fazer o que lhe mandam. Se a ordem não é lógica, não é o soldado que deve questionar...
  • porque só se poderá considerar filósofo aquele que pensar à luz das experiências mais pessoais..
  • a existencia do homem: só o poderá ser na medida em que deixar de ser objecto para si...
  • a possibilidade de superar o processo infinito da orientação do mundo: a superação que abre caminho ao esclarecimento da Existência...
  • indivíduo enquanto projecto existencial concreto.
  • O sujeito é constrangido a ser livre, uma vez que, para o ser, se tem que escolher a si mesmo) sartre


Nietzsche também se referiu ao abismo: «O homem é uma corda estendida entre o animal e o super--homem – uma corda sobre o abismo. É perigoso vencer o abismo – é perigoso ir por este caminho – é perigoso olhar para trás – é perigoso ter uma tontura e parar de repente! A grandeza do homem está em ele ser uma ponte e não uma meta»



Importantes Filósofos para o Existencialismo
Martin Heidegger
Jean-Paul Sartre
Søren Kierkegaard
Edmund Husserl
Friedrich Nietzsche
Arthur Schopenhauer
Martin Buber

02 agosto, 2009

Fracassos e fracassados


Uma mesa de bar me trouxe até aqui. Não como um tapete voador faria (apesar de eu já ter visto uma briga de bêbado onde uma mesa de ferro da Skol sobrevoou a rua e terminou na outra calçada), mas sim com os poderes mentais que somente o álcool proporciona.

Entre garrafas vazias e petiscos quase quentes, Ed Correia perguntou:
- Cara, o que você sabe sobre fracasso?

Tenho 34 anos, pareço mais velho do que gostaria, bebo além do que deveria e sou extremamente feliz porque abracei minha condição de total fracassado. Passei da fase de negação, superei a raiva e atravessei correndo a resignação em direção ao prometido pote de ouro no fim do arco-íris: a indiferença.

Admito que tive uma boa ajuda da sorte. Meu primeiro, único e atual emprego é exatamente no coração da Besta. O departamento pessoal de uma grande empresa do Rio de Janeiro, uma das maiores do Brasil. Foi lá onde aprendi, ainda na flor dos meus 21 anos, uma importante lição materializada na folha de pagamento geral.

Você acha que sabe quanto o chefe do seu chefe ganha? Pense de novo. Números são frios, mas com o passar dos anos cada um dos nomes da lista ganha um rosto. Iluminados e cheios de vida no primeiro mês de trabalho, os olhos de quem passei a conhecer através da folha de pagamento envelhecem com o tempo. As rugas surgem. O medo da Regina Duarte vence a esperança cachaceira do Lula. Os números continuam frios.

Eles só esquentam lá para cima. Bem lá em cima da lista. E eu não estou falando de ordem alfabética.

Todo mundo devia saber disso desde o começo. Tem poucos lugares no topo e eles já estão reservados. Você pode correr, trabalhar mais do que precisa, mas de nada adianta se as regras já estão escritas e, acredite, elas não foram feitas pensando em você. “Só pode existir um”. “Dois homens entram, um homem sai”. “This is your life and it’s ending one minute at a time”. Nem no cinema os finais são felizes para todo mundo. Quem pensa assim esquece que tem muito mais gente além dos protagonistas.

Os coadjuvantes também queriam se dar bem. Sem contar os figurantes e a grande maioria que nem aparece nos créditos.

Eu sou o fracassado Zé Alves. Seu porteiro também deve ser um Zé sem grandes expectativas. Você é um Zé e talvez não saiba.

Seu porteiro não se incomoda com isso. Ele tem consciência de que nunca teve muitas chances. Um trabalho chato em troca de um salário de merda. Passar cantadas nas empregadas. Escolha agora: foder por 20 reais na Vila Mimosa ou aceitar Jesus Cristo no coração? Um filho que se der sorte vira jogador de futebol. A ignorância pode ser sabedoria. Ele é feliz.

Eu sou feliz porque aprendi a não esperar nada. O que vier é lucro. Para você que está lendo isso agora no trabalho e realmente acha que algo vai mudar radicalmente daqui a dez anos, meus pêsames.

- Zé Alves

01 agosto, 2009

Estudiosa defende a preguiça como estratégia de resistência




São Paulo, 16 de Junho de 2008Scarlett Marton, conceituada professora de Filosofia Contemporânea da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP), concedeu, na semana passada, uma palestra polêmica sobre workaholics (trabalhadores compulsivos). Além de apresentar as possíveis razões para este fenômeno, trouxe à tona uma visão nada convencional sobre o tema.


Disse que o homem contemporâneo precisa retomar a preguiça, como estratégia de resistência. “A atual compulsão por trabalho criou pessoas sem consciência da própria existência. E isso não é saudável, nem no ambiente corporativo, nem no lar, de maneira geral. Isso atrapalha o trabalho em si”, diz Scarlett.


Para chegar a este pensamento, a filósofa recorreu à história do trabalho. “Na civilização greco-romana, o homem comum não tinha ocupação, ofício, profissão. Trabalho era sinônimo de degradação, tortura, era atividade para os escravos”, diz. Ela conta que só no século XIII, o trabalho ganhou um certo status entre as sociedades européias, graças às atividades manuais exercidas nos monastérios. “E o reconhecimento como valor social se dá apenas no Renascimento, no século XVII. Nesse período é que é visto como elemento que aprimora, desenvolve o homem. A idéia de lazer veio a ser, então, desenvolvida somente na década de 30 do século XX, com as férias “remuneradas”, afirma.


Em suas pesquisas, ela conta que a idéia do mesmo “lazer”, hoje, vem acoplada a uma certa obrigação. “Você tira férias e se sente na obrigação de viajar, de ter muito dinheiro para pagar um belo hotel, consumir belos produtos”, comenta. “Tudo nos é imposto pela propaganda”.


E esta noção de diversão, conforme a professora, teria se intensificado há 30 anos, quando apareceram os workaholics. “O evento do trabalhador compulsivo é muito recente. O homem moderno não se dá conta de que o ócio concede mais consciência sobre nossa própria condição humana. É preciso exercitá-lo”. Mas como exercer o ócio em uma sociedade que tanto nos cobra? “É preciso ter espírito crítico quanto às nossas atividades cotidianas, prestar atenção se nossos desejos são verdadeiros, ou fabricados e padronizados pela publicidade”, critica.


Se a teoria é bem articulada, o certo é que não é tão simples colocá-la em prática. A opinião é do dentista Oscar Razuk, que criou uma teoria de otimização de tempo ao perceber que 72% de seus clientes, a maioria formada por executivos, abandona os tratamentos dentários simplesmente por que são workaholics. “São pessoas que se preocupam muito com o trabalho e que se esquecem da própria vida. No meu caso, dentista que sou, tento mostrar que a saúde bucal pode aumentar a expectativa de vida de uma pessoa em até quatro anos. Muitos alegam, porém, que não têm tempo para acabar o tratamento, pois perderiam tempo e isso quer dizer perder dinheiro. Acabei então por pensar em palestras que abordam justamente a importância de se perceber que a saúde interessa mais do que o trabalho ou o dinheiro”, conta.


Cidinha De Conti, diretora da empresa de marketing Conti Ações Integradas está com sete ações diferentes nesta semana. Em cada evento que faz, cabe a ela criar, organizar e coordenar equipes, definir programas e logísticas. “Minha profissão exige muitos detalhamentos. Para que as ações dêem certo, é preciso que eu me entregue completamente. Assim, tenho que estar à disposição do trabalho em tempo permanente”, afirma. Ela acredita que a definição workaholic acaba se anulando, se a pessoa tem prazer em seu trabalho. “No meu caso, trabalho é uma fonte de prazer. Posso trabalhar aos sábados, domingos, feriado, seguidamente, que isso não vai me incomodar”, finaliza.


Ela trabalha, em média, dez horas por dia, em ritmo frenético. Não se considera workaholic, mas admite: “meus amigos dizem que a primeira característica de um workaholic é a negação de que faz parte deste grupo”.

Fonte: Aqui
(Gazeta Mercantil – Alexandre Staut)



Leia também o clássico Direito à Preguiça de Paul Lafargue



...

30 julho, 2009

por que os tempos estão mais difíceis

o ser humano tem esquecido que é um ser social e totalmente dependente uns dos outros

29 julho, 2009

falar para reinventar...

Para Beckett, como toda ação é inútil e destituída de propósito, tudo o que nos resta é falar, ainda que sem sentido. Não por acaso, em “O Inominável”, o personagem é apenas uma cabeça falante: é preciso continuar falando porque essa é a única possibilidade que resta ao homem de inventar-se.

Fonte aqui

Mártires da glória

por Roberto Pompeu de Toledo

"Havia algo de melancólico na figura dos astronautas
a participar, com o presidente Barack Obama, da cerimônia
comemorativa dos quarenta anos do desembarque na Lua"

O tema do romance O Deserto dos Tártaros, do italiano Dino Buzzati, publicado em 1940, é a esperança. Giovanni Drogo, o personagem central da história, é um militar que ganha seu primeiro posto no remoto e isolado forte Bastiani, situado na fronteira norte de um país indefinido, e ali permanecerá até o fim da carreira. As tarefas são repetitivas e inúteis. Nada acontecia por ali fazia anos, e continua não acontecendo. Drogo tem chances de mudar de posto em busca de uma vida com mais ação e mais propósito, mas deixa escapá-las todas. Move-o a esperança de que um dia o inimigo atacará por aquele flanco e enfim se revelará que a vigília não foi vã. Melhor ainda, nesse dia ele poderá se sagrar herói, aspiração máxima de quem escolhe a carreira militar.

Drogo envelhece esperando o que nunca acontece. Passaram-se os anos, mas ele "não pensa que o futuro se reduziu terrivelmente, não é mais como antes, quando o tempo vindouro podia parecer-lhe um período imenso, uma riqueza inexaurível que ele não corria nenhum risco em esbanjar". Ele persistia "na ilusão de que o importante ainda está para começar". Este é o grande momento do livro. Nele o autor ultrapassa os limites de sua história e de seu personagem para apontar lapidarmente um dos mais fortes motivos, se não o mais forte, pelos quais, em qualquer circunstância e qualquer tempo, continua-se a viver e a manter a flama: a persistente esperança de que o melhor ainda está por vir.

A trajetória do trio de astronautas da Apollo 11 não poderia, à primeira vista, oferecer contraste maior com a de Giovanni Drogo. Na vida de Drogo não aconteceu nada. Na deles aconteceu de serem os primeiros a empreender uma viagem de desembarque na Lua. Drogo esperou em vão pela glória. Os astronautas conheceram a glória de uma empreitada que por milênios pareceu impossível. No entanto, havia na semana passada algo de melancólico na figura daqueles três senhores, a participar, com o presidente Barack Obama, da cerimônia comemorativa dos quarenta anos da proeza. A cerimônia soava a desfile de veteranos de guerra. Desfiles de veteranos de guerra são patéticos. Mostram senhores não só distantes do antigo garbo e do momento que os alçou acima do comum dos homens e da existência comum, como os põem na desconfortável posição de reclamar o reconhecimento a uma geração que guarda memória apenas vaga de seus feitos.

Do trio de astronautas, os dois que pisaram na Lua (o outro permaneceu em órbita) experimentaram momentos dolorosos, nestes quarenta anos. Edwin Aldrin mergulhou no alcoolismo e na depressão. Neil Armstrong impôs-se um alerta neurótico contra a exploração não autorizada de sua fama. Deixou de dar autógrafos quando descobriu que eram comercializados. Moveu processo contra uma empresa que usou sua (tola) frase do "pequeno passo para um homem, grande salto para a humanidade". Moveu outro, campeão de exotismo, contra o barbeiro que ousou vender um chumaço de seus cabelos. Trancou-se, como ermitão, na pequena cidade em que mora.

Os heróis da Lua nada têm a ver com Giovanni Drogo, mas lhes ocorreu algo tão incômodo quanto. Conheceram cedo, antes dos 40 anos, o ponto mais alto de sua vida. Como escreveu Aldrin: "Que pode fazer um homem, depois de ter andado na Lua?". A eles foi roubado o princípio basilar da esperança, aquele segundo o qual, na fórmula de Dino Buzzati, "o importante ainda está por começar". É o que ocorre igualmente com outros profissionais de glória precoce, como os jogadores de futebol e as crianças-prodígio que ao crescerem não confirmam seus talentos. Os astronautas da Apollo 11 nos parecem, e talvez pareçam também a si mesmos, personagens que, cedo, foram condenados a virar sombras de si mesmos.

***

Quanto a Giovanni Drogo, para quem quer saber o fim da história – a guerra acaba estourando, sim, na fronteira norte, mas bem no momento em que, velho e doente, ele é retirado do forte para dar lugar a alguém apto ao combate. Morre pouco depois, no solitário quarto de uma estalagem, e, no último momento, embora ninguém o contemple, sorri. Segundo escreveu o crítico Antonio Candido, num bonito ensaio, Drogo sorri porque enfim compreende que "a Morte era a grande aventura esperada" e que enfrentá-la "com firmeza e tranquilidade" é "o momento supremo da vida de todo homem". Pode ser. Mas pode ser também, mais prosaicamente, um sorriso de rendição. A morte, no cumprimento de seu papel, acabara de revelar-lhe a vacuidade do sonho, da glória e da esperança.
Edição 2123 / 29 de julho de 2009

27 julho, 2009

Desvalorização pessoal na coletividade

este país não valoriza criatividade, inventividade. País, ainda antiquado, que apela aos títulos a organização da vida social. Enquanto continuarmos a colocar em grades o conhecimento continuaremos também pobres de visão; vendo tudo em quadrado, tentando enquadrar o que há de mais brasileiro que é a versatilidade e espontaneidade. Importar modelos dá nisso: ternos e gravatas sob sol escaldante. Certos estão os japoneses que já estão abolindo a vestimenta em prol do conforto e da economia de energia elétrica e ar-condicionado. Atrasados estamos para saber o que faz Brasil Brasil. Sinceramente sinto que não sou daqui... (sollpp)

25 julho, 2009

ENTIDADES CIVIS DE DEFESA DO CONSUMIDOR DO DISTRITO FEDERAL

PROCON Distrito Federal
SEPN 507, Bloco D, Lote 04 - W3 Norte – Sobreloja
70740-545 - Brasília - DF
Telefone: (61) 347-6824/6613/8701/0272 - 274-3141/5310/4217/8130 - Fax: 274-4080/274-7470
Email: procondf@gdf.gov.br
Site: http://www.gdf.gov.br/procon

ANEEL Agência Nacional de Energia Elétrica
Proporcionar condições favoráveis para que o mercado de energia elétrica se desenvolva com equilíbrio entre os agentes e em benefício da sociedade.
Setor de Grandes Áreas Norte - SGAN - 603 - Módulo J 2º andar
70830-030 - Brasília - DF
Telefone:Diretor Geral: (61) 312-5603/226-70745/Demais Diretores: (61) 312-5606
Fax: DG:312-5711/DD:312-5615
Site: http://www.aneel.gov.br

Juizado Especial Civil e Criminal (antigo Juizado Especial de Pequenas Causas )
Resolve questões judiciais, que envolvam valores de até 20 salários mínimos sem necessidade de advogado, e até 40 salários mínimos com advogado.
Tribunal de Justiça do Distrito Federal – Brasília - DF
Telefone: (61) 312-7000/7308

PRODEC - Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor
É responsável pela garantia do cumprimento da legislação que protege o consumidor Atua na área administrativa, instaurando procedimentos de natureza coletiva na esfera criminal, ao formalizar ações penais públicas relativas aos delitos praticados em detrimento dos consumidores, e na esfera cível, das questões de natureza coletiva.
Tribunal de Justiça do Distrito Federal - Anexo - 7º andar – Brasília - DF
Telefone: (61) 317-7000/7103

DECON - Delegacia de Defesa do Consumidor
Atende denuncias de propaganda enganosa, de compra e venda de produtos, de alimentos com problemas, entre outros
Telefone: (61)362-1240 R.1382/3 - Brasília - DF

ANATEL - Agência Nacional de Telecomunicações
Promove o desenvolvimento das telecomunicações do país de modo a dotá-lo de uma moderna e eficiente Infra-Estrutura de telecomunicações, capaz de oferecer serviços adequados, diversificados e a preços justos, em todo o território nacional.
SAS Quadra 06 Bloco H 3º andar
70313-900 - Brasília – DF
PABX 312-2000
Central de Atendimento: 0800- 332001
Site: http://www.anatel.gov.br

CDCMAM - Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambente e Minorias
Câmara dos Deputados - Anexo II - Pavimento Superior - S 150-C
70160-900 - Brasília - DF
Telefone: (61) 318-6929/6930/6931 - Fax: (61) 318-2146

MICT - Secretaria de Política Industrial
Esplanada dos Ministério - Brasília - DF
Fax: (61) 325-2179

MICT - EMBRATUR - Diretoria de Economia e Fomento-DIREF
Setor Comercial Norte - Quadra 02 - Bloco G - Sala 206
70710-500 - Brasília - DF
Telefone: (61) 225-4161/322-2751/224-9100 Ramal 114/185 - Fax: (61) 322-4378/2623

Ministério da Justiça - Departamento Nacional de Proteção e Defesa do Consumidor
Esplanada dos Ministérios - Bloco T sala 522, 5º Andar
70064-900 – Brasíla -DF
Telefone: (61) 218-3105/225-8057/322-2038 – Fax: (61) 322-1677
Site: http://www.mj.gov.br/dpdc

Polícia Rodoviária Federal
Site da Policia Roviaria Federal com informações sobre o código de transito, legislação, resoluções do Contran, multas de transito, concursos, reclamações, sugestões, etc.
Av. W3 Norte SEPN Q. 506 bloco C projeção 08
70.740-530 - Brasília - DF
Site: http://www.dprf.gov.br

Secretaria de Segurança Pública
SAIN- Bloco A Ed. Sede da SSP/DF - 4º andar
70620-000 - Brasília - DF
Telefone: (61) 224-3069/314-8204/314-8200/322-4896/322-4783 - Fax: (61) 314-8314

SIACI - Serviço de Atendimento ao Cidadão
CODEPLAN - Governo do Distrito Federal
Telefone: (61)156

22 julho, 2009

DE OLHO NAS METAS

Era uma vez um cocheiro que dirigia uma carroça cheia de abóboras. A cada solavanco da carroça, ele olhava para trás e via que as abóboras estavam todas desarrumadas.


Então ele parava, descia e colocava-as novamente no lugar. Mal reiniciava sua viagem, vinha outro solavanco e... tudo se desarrumava de novo.

Então ele começou a ficar desanimado e pensou: "jamais vou conseguir terminar minha viagem! É impossível dirigir nesta estrada de terra, conservando as abóboras arrumadas!".

Quando estava assim pensando, passou à sua frente outra carroça cheia de abóboras e ele observou que o cocheiro seguia em frente e nem olhava para trás: as abóboras que estavam desarrumadas organizavam-se sozinhas no próximo solavanco.

Foi quando ele compreendeu que, se colocasse a carroça em movimento na direção do local onde queria chegar, os próprios solavancos da carroça fariam com que as abóboras se acomodassem em seus devidos lugares.

Assim também é a nossa vida: quando paramos demais para olhar os problemas, perdemos tempo e nos distanciamos das nossas metas.

17 julho, 2009

a virtude da escolha

Em Harry Potter e a Câmara dos Segredos, Dumbledore faz, talvez, sua mais importante declaração sobre o assunto: "São as nossas escolhas, Harry, que revelam o que realmente somos, muito mais do que as nossas qualidades"


Dumbledore considera "uma escolha entre o que está certo e o que é fácil",

Cecília Meireles me traduz

Retrato


Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.


Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.


Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida
a minha face?

16 julho, 2009

Dom Juan e seu voto de pobreza - Juan Uviedo


por Jornal Alternativo - j.alternativo@uol.com.br


Dom Juan, quase aquele do Castañeda

Me falaram que o homem era muito interessante e curador muito competente, fui lá conferir. E bota interessante nisso!

O homem casou 6 vezes e tem 14 filhos (casou a primeira vez com 18 anos). Rodou o mundo, visitando tribos indígenas e estudando e dando aula em Universidades da Europa e dos Estados Unidos. Morou junto com o Carlos Castañeda, na Universidade de Berkeley, onde os dois davam aula. Dirigiu peças de teatro, na Broadway, na Europa e também aqui, no teatro Ruth Escobar. Faz um trabalho para crianças em São Tomé das Letras, sustentando e educando 30, mantendo uma brinquedoteca e fazendo doações de cestas de alimentos e presentes de Natal para mais outras 150 crianças. E pasmem: o homem fez voto de pobreza!!!

O homem é Juan Uviedo, 78 anos, argentino e cidadão do mundo, xamã e estudioso da ciência, psiquiatra formado em Paris e criador de um jogo das pedras, curador e fumante. Enfim Juan tem uma série de qualidades que eu quero ter quando crescer (já disse isso de outros entrevistados, me desculpem, mas só entra gente muito interessante nessa minha vida de entrevistador).

Entro no apartamento do Juan, aqui em São Paulo (ele mora em São Tomé, vem aqui para atender pacientes), e já começo a achar engraçado. O apartamento é duplex, a sala não é muito grande, mas quase não tem móveis, só uma mesa e duas cadeiras. Mas é um apartamento respeitável para um xamã. Ele percebe logo e vai dizendo: “Não estranha o apartamento, não é meu, não. O dono quer me dar, mas eu não posso aceitar porque fiz voto de pobreza há alguns anos. Venho aqui para atender pacientes e de tudo que eu ganho fico com 10% para distribuir pelos 4 filhos menores (19 a 31 anos, ele explica depois) e o restante vai para o trabalho da Associação Viva Criança, de São Tomé.”

Observo-o melhor e começo a achar o Juan um figuraço. Muito bem fisicamente, rosto sorridente e muito expressivo, todo vestido de branco, roupa bem folgada e descalço. E ótimo contador de histórias. Julguem vocês.

“Nasci quando minha mãe já tinha mais de 50 anos e um monte de filhas, só mulheres. Com 16 anos, pouco mais, já estava correndo mundo, tanto conhecendo tribos indígenas – conheci muitas pela América Latina -, como viajando pela Europa e pelos Estados Unidos. E a experiência mais fantástica, e o maior aprendizado, foi com os jivaros, aqueles índios do Equador que encolhem cabeças e são canibais. Fiquei lá 9 meses e só voltei porque eles me drogaram e colocaram numa canoa dentro de um rio e lá fui eu. Sem nenhuma roupa, aliás.”


‘Cola’ xamânica

“Me formei em Psiquiatria e Psicanálise em Paris, mas só estudava aquilo que eu gostava. Por exemplo, em Anatomia e Fisiologia eu só gostava de cérebro e coração e só estudava isso. Como já conhecia um pouco de xamanismo, sabe o que eu fazia? Escrevia na sola dos pés essas palavras – cérebro e coração – e depois batia os pés no chão, como eu tinha aprendido com os índios. E nas provas só caía isso, não dava outra.

“Dei aula em várias Universidades da Europa e dos Estados Unidos e continuei visitando tribos e aprendendo com os índios. Em Berkeley, no campus da Universidade, eu morei com o Castañeda, e aprendi muito com ele. E ele dizia que também aprendeu algumas coisas comigo. Ele tinha fome de saber, e também uma fome física incrível... Às vezes eu chegava em casa querendo comer alguma coisa, abria a geladeira e... nada. O Castañeda tinha zerado tudo. Alguns amigos brincam dizendo que eu sou o Dom Juan do Castañeda, mas não é nada disso. O Dom Juan não existe como pessoa, o Castañeda era um excepcional antropólogo e tinha uma sabedoria imensa – nós achávamos que ele não era deste planeta e sua ‘morte’ ou desaparecimento meio que comprovou isso. Então Dom Juan personificava todo esse conhecimento do Carlos, intelectual, arquetípico, intuitivo e outras sabedorias.”

E aí, São Tomé das Letras...

Depois de uma caminhada de muitos dias, cheguei em São Tomé das Letras e logo concluí que ali era a parada final. Sentei na montanha e meditei muito tempo e tudo foi se aclarando. Não só percebi que ali era o meu lugar, como descobri qual era de fato a minha missão nesta vida: cuidar de crianças. Eu tinha 14 filhos, resultado de 6 casamentos, mas nunca tinha sido grande pai.
“Engraçado é que poucos dias depois me entregaram um menino para criar, e esse menino é hoje presidente da associação para crianças que eu fundei e para onde vão os 90% do dinheiro que eu ganho.

“Dias depois de chegar a São Tomé liguei para minha mãe. Eu disse o nome da cidade e ela falou que eu tinha chegado ao meu destino – outra curiosidade é que eu nasci numa cidade chamada San Tomé, na província de Santa Fé, na Argentina. Poucos dias depois minha mãe faleceu, já bem perto dos 100 anos. Parece que ela estava esperando eu chegar a São Tomé.

“Tempos depois, comprei a montanha onde tinha sentado quando cheguei e tive as revelações. O povo da cidade ficou me olhando assim como se eu fosse bobo, porque todo mundo na cidade dizia que na montanha não havia água. Pois é, até agora eu já achei 5 nascentes na montanha...” (Juan diz ainda que já obteve autorização para ser enterrado na montanha, exatamente no lugar onde se sentou pela primeira vez e onde medita até hoje.)

Juan tem idéias curiosas também sobre como acabar, ou pelo menos diminuir, com a violência. “Sabe o caso do menino agora no Rio? A solução que eu daria era prender todos os parentes dos criminosos, além deles, claro. Prende pai, mãe, avó, filhos, tudo... Violência é sempre uma questão familiar, de educação e de karma... Os índios fazem assim e muito raramente há problemas nas tribos. Na Associação, nós também fazemos a divisão da responsabilidade em grupo. Se um garoto tira nota baixa na escola, os 3 ou 4 colegas de quarto são punidos junto com ele... Se alguém não faz a sua tarefa do dia e da semana, ninguém tem folga no fim de semana... E tudo funciona muito bem.”

Dom Juan faz atendimentos e leituras xamânicas e com o jogo das 64 pedras aqui em São Paulo, para onde vem todos os meses. E faz mais um mundo de coisas, até casamentos xamânicos. E a Associação Comunitária Viva Criança tem diversas atividades em São Tomé das Letras, desde a Montanha onde vivem, estudam e aprendem profissões cerca de 30 crianças, até a Brinquedoteca, a Biblioteca, o Mercado de Trocas, a Rádio Escola e vários eventos específicos.

Serviço: Para saber mais sobre a Associação, veja ww.associacaovivacrianca.hpg.ig.com.br ou ligue para 35-9972.3657. E para conversar com o Juan, se você tiver sorte ligue para 11-3845.4513 ou então envie e-mail para juanmontanha@yahoo.com.br



VIAGEM ESPIRITUAL XAMÂNICA


- Aprendendo a lição do relâmpago:
Observe o relâmpago rasgando o véu da escuridão. Faça o mesmo!
Rasgue a treva de seus medos. Projete raios intensos sobra a sua
própria escuridão e afaste os medos e dúvidas de sua mente e de seu
coração.
O ensinamento do relâmpago é sobre o PODER DA LUZ.
O seu símbolo é o OLHO ABERTO.
O seu presente é a visão espiritual.
Aprenda a olhar.
A morada do relâmpago é no centro da cabeça.

- Aprendendo a lição do trovão:
Escute o som do trovão ribombando na atmosfera. Sua manifestação
sonora é poderosa. Sinta esse poder no centro de seu umbigo.
Escute o trovão com toda sua alma!
O ensinamento do trovão é sobre o PODER DO SOM.
A natureza invisível fala. Aprenda a ouvir.
A morada do trovão é na barriga.



- Aprendendo a lição da chuva:
A missão da chuva é limpar a atmosfera e molhar a terra.
A sua lição é simples: fluidez
O ressecamento endurece a terra e dificulta a vida dos vegetais. A
chuva fluidifica o solo e equilibra as condições para o reino vegetal
desenvolver-se plenamente.
Medite na renovação propiciada na natureza pela chuva. Renove-se
também!
Nada de rigidez, fluidifique as suas emoções. Esqueça as tristezas,
limpe as mágoas e desenvolva-se plenamente.
A morada da chuva é o baixo ventre.

- Aprendendo a lição do vento:
O vento sopra por onde quer. A sua natureza é a liberdade de acessar
os espaços livres.
Pense que o seu espírito é livre como o vento. Medite nisso quando
deitar para o descanso diário. **
Seja uma flauta espiritual. Quando o sopro sutil viajar pelo seu
interior, toque a música. Voe com ela!
O ensinamento do vento é sobre O PODER DO MOVIMENTO.
A morada do vento é na garganta.

- Aprendendo a lição da terra:
A terra é alimentação, sustentação e firmeza.
Ela é a mãe do seu corpo de carne e dona de seus ossos.
Por isso, agradeça a ela por estar sustentanto a sua viagem carnal.
Ela entra pelos seus pés!
E acaricia o seu corpo com o calor vital planetário.
Medite nisso.
O seu ensinamento é sobre o VALOR DA VIDA.
A morada da terra é na base da coluna.

- Aprendendo a lição xamânica:
Escute a mensagem do povo invisível:
Primeiro, cure a si mesmo, de dentro para fora.
Depois, expanda a sua luz e compartilhe a sua felicidade com todos os
seres da natureza.
O xamã é guiado pelo povo invisível. Suas canções são as mesmas deles.
Por isso eles permitem as suas viagens xamânicas pelos reinos
invisíveis.
O ensinamento xamânico é sobre o respeito a natureza e a REVERÊNCIA
AO PAI PRIMEIRO.
A morada do Pai Primeiro é em todo lugar!
Medite nisso.

- Aprendendo a lição principal:
Medite na Luz do Pai Primeiro, o seu primeiro Amor.
O Grande Espírito é todo Amor.
Você e tudo o que existe são a expressão desse Amor.
A morada do Amor é o coração espiritual.
Desse centro ele irradia para todo o corpo e espalha a vitalidade.
Medite nisso.
Sinta o Amor e perdoe a todos aqueles que não o compreendem.
Medite no perdão.
Pense no raio que ilumina as suas trevas, no trovão que chama, na
chuva que limpa as suas mágoas, no vento que convida ao vôo do
espírito, na terra que o convida para a vida e no Amor que é a
essência divina em tudo.
Compreenda: O paraíso é dentro de você mesmo. Sinta-se feliz de saber
isso.
Perdoe a si mesmo e aos outros. Descarregue o peso das mágoas. Renove-
se!
Sente-se embaixo de uma árvore frondosa e respire a seiva vital.
Permita-se a uma união com ela. Deixe-a curar as suas feridas
internas. Agradeça ao povo invisível das árvores, torne-se amigo
deles. Abrace a árvore e agradeça.
Torne-se amigo do sol e da lua, do céu e da terra, dançe com a vida e
alegre-se com ela.
Jamais esqueça de que o povo invisível acompanha a todos os seus
passos. Agradeça a eles pela proteção sutil e pela paciência de
trabalharem sem nenhuma busca de reconhecimento ou recompensa do
mundo dos homens.
Agradeça ao Pai Primeiro e a Mãe-Natureza.
O ensinamento principal é esse: ame, agradeça, cure a si mesmo e aos
outros, perdoe e alegre-se. Viva contente de saber essas verdades do
espírito. Pratique-as!
O Grande Espírito está em seu sorriso.
Medite nisso e viaje feliz.

site.www.xamanismo.com.br

ANIMAIS XAMANICOS

Quando xamanicamente compartilhamos da consciência animal, podemos transcender o tempo e o espaço, e, as leis de causa e efeito. A natureza da relação entre homem e o animal é de origem espiritual.
Todas as pessoas possui 4 animais xamânicos, sendo que cada um é responsável por um chackra e com uma atuação :

ORI – Animal que te Guia.

CARDÍACO – Animal que rege os sentimentos.

PERCEPÇÃO: Animal que conduz a Intuição, Vidência e Clarividência.

CENTRO – Animal que nos move (Revela a energia que fomos)

Geralmente os animais são de natureza selvagem e não domésticos. O nosso instinto animal é responsável pelo nosso lado mais forte, menos racional. Ele torna as pessoas resistentes a doenças, pois propicia um corpo vigoroso, protegendo de doenças infecciosas. Também aumenta a acuidade mental e a autoconfiança.
Quando uma pessoa está fraca e deprimida, ela perdeu seu poder animal.
Os animais de poder devem ser estudados e reverenciados, porque são poderes arquetípicos ocultos, que estão por trás das transformações humanas.
Quando se estabelece contato com o animal de poder, ele se comunica por sonhos, símbolos, palavras, pela escuta interior. Eles auxiliam; no diagnóstico de doenças (físico, mental, emocional ou espiritual), na realização de objetivos desafiadores, para encontrar objetos perdidos, para aumentar sua resistência e disposição, proteção contra inimigos e perigos, esclarece relacionamentos, auxiliam o autoconhecimento, nos direcionam para encontrar lugares de difícil acesso.
Quando uma pessoa está fraca e deprimida, ela perdeu seu poder animal.
Os animais de poder devem ser estudados e reverenciados, porque são poderes arquetípicos ocultos, que estão por trás das transformações humanas.
Quando se estabelece contato com o animal de poder, ele se comunica por sonhos, símbolos, palavras, pela escuta interior. Eles auxiliam; no diagnóstico de doenças (físico, mental, emocional ou espiritual), na realização de objetivos desafiadores, para encontrar objetos perdidos, para aumentar sua resistência e disposição, proteção contra inimigos e perigos, esclarece relacionamentos, auxiliam o autoconhecimento, nos direcionam para encontrar lugares de difícil acesso.

EXEMPLOS:

Phoenix inclui:
Manter o fogo da criação
Protetor de todo o fogo
Morte e renascimento
Regeneração

Gárgula inclui:
O Guardião Silencioso
Protetor dos espíritos das fronteiras da Terra
Habilidade de ver após o exame (ou após máscaras)
Uso da voz nivelar para fora da negatividade
Habilidade de purificar uma alma de emoções negativas
Movimento através da sombra
Conexão à chuva
Movimentos livremente no vácuo
Protetor da luz

Pegasus Inclui:
Protetor
Dá a inspiração
Conectado ao curso astral
Limites
Humildade
Emoção
Conectado à sabedoria do relâmpago
Habilidade de voar sobre alguma situação

Dragão inclui:
Carregado do fogo
Protetor
Existe entre pensamentos
Habilidade de mover-se entre mundos
Conexão ao nascimento do universo
O dragão vermelho dorme no núcleo da terra

UNICÓRNIO Inclui:
Pureza
Inocência
Virgindade.
Conexão aos testes padrões do tempo
Conexão aos espíritos da floresta

Caranguejo ermitão Inclui:
Amor da liberdade
Mobilidade
Habilidade de viver em qualquer lugar
Compreende a necessidade para a mudança rápida
Movimento com as décadas
Habilidade de armazenar a energia da água
Conforto na escuridão

Pulga Inclui:
Metamorfose
Habilidade de alterar o tempo dentro do ciclo de vida
Sensibilidade à luz
Habilidade de provocar um processo do nascimento pelo uso da luz,
da vibração,
ou dos vários componentes do ar.

Coral Inclui:
A flor animal do mar
Fornecendo um ambiente vivo para tudo
Compreensão da necessidade para a diversidade
Vida comunitária
Simbiose

Onça Inclui:
Regeneração com solidariedade
Conexão com os mundos físicos e espirituais
Habilidade de estar em dois lugares em uma vez
Visão desobstruída
Conexão ao despercebido

Chimpanzé Inclui:
Inteligência
Complexidade sociedade compreensiva
Habilidades de língua
Conexão aos espíritos da floresta
Resolver problemas
Habilidade de balançar o compreensão e a agressão.

Lagosta Inclui:
Concentração
Coordenação
Habilidade de transcender o ego
O poder da simplicidade

Horóscopo Xamânico

GANSO
De 21/12 a 20/01 - A Lua da Renovação da Terra
O Ganso pode ser muito severo, mas isso acontece apenas porque, no fundo da sua alma, é um idealista. Gosta de explorar o desconhecido e por isso enfrenta a vida com entusiasmo. É perfeccionista e com freqüência sério demais. Quer chegar longe e por isso é ambicioso e perseverante, ainda que às vezes possa ser rígido demais. No amor, pode ser egoísta, muito centrado em si mesmo. Deve aprender a rir mais e a ser mais carinhoso com o parceiro.

Combina com Castor, Urso Pardo e Corvo

Deve cultivar: Sociabilidade, expressão emocional.
Deve evitar: Dúvidas e pessimismo.
Planta: Framboesa
Mineral: Peridoto
Cor: Branco
Direção: Noroeste
Medicina do Ganso: Caracteriza-se pelo valor inerente à capacidade de manter-se fiel aos próprios princípios e ideais.

LONTRA
De 21/01 a 20/02 - A Lua do Descanso e da Purificação
Lontras são brincalhonas e proféticas, criativas e lógicas. Têm altos ideais e tendem a querer mais dos outros do que é razoável. Procuram a verdade acima de qualquer coisa. Lontras são amistosas, intuitivas e têm alto grau de criatividade. Detestam normas e procuram viver de um modo aberto e liberal. São muito originais e têm um grande apreço pela limpeza e a ordem. Pessoas Lontra podem ser excêntricas e muito humanitárias. Às vezes são rebeldes e imprevisíveis. Não são muito carinhosas, e procuram viver uma profunda amizade antes da paixão transbordante. Sua maior virtude é a imaginação.

Dá-se bem com o Corvo, o Falcão e o Cervo

Deve cultivar: A criatividade, a tolerância e a coragem.
Deve evitar: A excentricidade e a rebeldia.
Planta: Alísio
Mineral: Turquesa
Cor: Prata
Direção: Norte
Medicina da Lontra: A capacidade de conectar com a criança interior, de ser inovador e idealista e desfrutar das tarefas da vida cotidiana.

LOBO
De 21/02 a 20/03 - A Lua dos Grandes Ventos
O lobo é gracioso, tem iniciativa, e ama a liberdade. Pessoas Lobo são geralmente muito confiáveis, generosas e com sentimentos profundos pelos seus amados. Seu objetivo máximo é encontrar a cultivar o amor em suas vidas. A qualidade do Lobo é a compaixão, e por causa disso é uma pessoa sensível, intuitiva e muito criativa. Sempre pronto a acudir quem precisa de ajuda, no fundo, o que o Lobo deseja é que respeitem seu espaço vital e sua liberdade de movimentos. É muito afetado pelos atos e palavras dos outros, e é com freqüência tímido. É porém sincero, reflexivo e digno de confiança. No amor é carinhoso, romântico e possessivo.

Combina com o Pica-Pau, o Urso Pardo e a Serpente

Deve cultivar: Intuição, criatividade e compreensão.
Planta: Tanchagem
Mineral: Jade
Cor: Azul Esverdeado
Direção: Nordeste
Medicina do Lobo: É a capacidade de atuar de acordo com a intuição e os instintos mais do que com o intelecto.

FALCÃO VERMELHO
De 21/03 a 20/04 - A Lua das Árvores em botão
O Falcão é um mensageiro dos insights. Adaptáveis e abertas, as pessoas Falcão gostam de liderar, e podem ser impulsivas de vez em quando. Querem estabelecer a individualidade ao mesmo tempo em que são aceitos pelo grupo. O Falcão é ativo, esforçado e impetuoso. Possui uma grande iniciativa, mas pode tomar decisões precipitadas, das quais logo se arrepende. Com muita vivacidade, o Falcão sabe ser extrovertido e audaz. Entusiasma-se com as novas experiências, mas tem dificuldade para perseverar nas tarefas. É pioneiro, aventureiro e afável. Sua missão na vida é guiar os outros. No amor, é rápido, fogoso, e muito apaixonado. Acende-se com facilidade e quer conseguir o que deseja a todo o custo.

Dá-se bem com Salmão e Coruja

Deve cultivar: Paciência, persistência, compaixão.
Deve evitar: Vaidade, orgulho e intolerância.
Planta: Dente-de-leão
Mineral: Opala
Cor: Verde amarelado
Direção: Nordeste
Medicina do Falcão: O poder da observação penetrante e da capacidade de agir com decisão e energia.

CASTOR
De 21/04 a 20/05 - A Lua do Retorno dos Sapos
Prático, estável e muito perseverante, o Castor é um ser carinhoso. Possui uma natureza empreendedora e um instinto possessivo muito poderoso. Alcança a segurança através das posses materiais, e pode ser muito auto-indulgente e inflexível. Como é muito trabalhador e persistente, o Castor pode alcançar o que deseja nesta vida. Precisa de paz e harmonia para evitar o mau humor. Seu sentido de estética é muito positivo. No amor, é possessivo, mas muito carinhoso. Sua missão na vida é descobrir que a matéria não é a o que mais importa na vida.

Dá-se bem com o Pica-pau, o Urso Pardo e o Ganso

Deve cultivar: Adaptabilidade e compaixão.
Deve evitar: Possessividade, inflexibilidade.
Planta: Trevo silvestre
Mineral: Jaspe sanguíneo
Cor: Amarelo
Direção: Leste
Medicina do Castor: A capacidade criativa para encontrar jeitos alternativos de pensar.

CERVO
De 21/05 a 20/06 - A Lua do Plantio do Milho
O Cervo é forte, elegante e orgulhoso, e pode ser agressivo se provocado. Pessoas Cervo são muito habilidosas e encontram a segurança através das posses materiais. O Cervo é amistoso e tem grande curiosidade intelectual. Mas pode ser também inconsistente, agitado e folgado. Sua natureza é vivaz e versátil. Gosta de falar e está sempre alerta a tudo que acontece ao seu redor. No amor, é mutável. Entusiasma-se com a mesma rapidez com que perde o interesse. Sua missão na vida é aprender a coordenar os diferentes elementos que o atraem. Gosta de mudar o velho pelo novo e detesta a rotina. Ama as mudanças e os desafios, por isto está sempre saltando de um relacionamento a outro, de um emprego a outro.

Dá-se bem com Corvo e Lontra

Deve cultivar: Concentração, persistência e simpatia.
Deve evitar: Mudanças de humor, inconsistência e superficialidade.
Planta: Verbasco
Mineral: Ágata
Cor: Laranja
Direção: Sudeste
Medicina do Cervo: Caracteriza-se pela sensibilidade para descobrir as intenções dos demais e aquilo que é nocivo para o próprio bem estar.

PICA-PAU
De 21/06 a 20/07 - A Lua do Sol Intenso
O Pica-pau é emotivo, sensível e carinhoso. Muito familiar, sabe sacrificar-se por seus seres queridos. Sua missão na vida é aprender a usar sua força emocional no plano material. No amor é muito maternal e romântico. Sabe ser passivo e vulnerável, mas também protetor. Sua imaginação e sua simpatia são muito grandes.

Combina bem com Serpente, Lobo e Castor

Deve cultivar: O perdão e a intuição.
Deve evitar: Auto-compaixão e possessividade.
Planta: Rosa silvestre
Mineral: Quartzo rosa
Cor: Rosa
Direção: Sul-Sudeste
Medicina do Pica-pau: A aptidão para estabelecer um ritmo regular na vida e a tenacidade para proteger quem se ama.

SALMÃO
De 21/07 a 20/08 - A Lua dos Frutos Maduros
O Salmão esforça-se para voltar para casa após uma longa jornada. Pessoas Salmão amam o lar e são generosas e sensíveis. São também muito imaginativas e às vezes têm humor oscilante. Seu objetivo na vida é viver em harmonia com o ambiente. O Salmão veio a este mundo para brilhar e se sobressair. É entusiasmado e seguro, e toma a liderança em qualquer situação. Sabe ser energético e intransigente, assim como generoso e criativo. Às vezes pode parecer arrogante e sem dúvida sente-se ferido quando as pessoas não prestam atenção ao que ele quer. Sua missão na vida é encontrar propósito e estabilidade emocional. No amor, é insaciável e passional, mas também generoso e enamorado.

Dá-se bem com Coruja e Falcão

Deve cultivar: Tolerância e estabilidade emocional
Deve evitar: Arrogância, egoísmo e intolerância
Planta: Amora silvestre
Mineral: Cornalina
Cor: Roxo
Direção: Sul
Medicina do Salmão: Força e valor para atingir os objetivos, assim como constância para terminar as tarefas.

URSO PARDO
De 21/08 a 20/09 - A Lua da Colheita
O Urso Pardo é perseverante, muito independente e prático. Sabe ser considerado e deseja ser perfeito. Por este motivo, tende a criticar muito a si mesmo e aos demais. Este pode ser seu pior defeito. Mas também é capaz de trabalhar duro e conseguir tudo o que deseja no plano material. Não gosta de mudanças e prefere o certo ao duvidoso. É bondoso e leal e sabe solucionar pequenos problemas da vida cotidiana. No amor é moralista e um tanto reprimido. Analisa demais as relações e por isso perde um pouco da naturalidade.

Combina bem com Ganso e Lontra

Deve cultivar: Otimismo e tolerância
Deve evitar: Ceticismo e crítica excessiva
Planta: Violeta
Mineral: Topázio
Cor: Marrom e Violeta
Direção: Sudoeste
Medicina do Urso Pardo: A capacidade de resposta, eficiência no trabalho, segurança em tempos de necessidade, e o poder para recobrar a força interior.

CORVO
De 21/09 a 20/10 - A Lua do Vôo dos Patos
O Corvo é inteligente, esperto e místico. Pessoas Corvo amam a paz, são idealistas e charmosas. Eles esperam a harmonia na comunidade e devem ficar longe de incertezas e inconsistências. O Corvo odeia a solidão e necessita estar rodeado de gente. Ainda que seja agradável e bondoso, vive muito influenciado pelo ambiente que o rodeia. Se é negativo, pode ficar mau-humorado. Também sabe ser idealista e diplomático e gosta que prevaleça a justiça acima de tudo. Veio ao mundo para harmonizar os contrários. No amor, é forte e sensível, mas por demais influenciado pelos desejos e sentimentos de seu parceiro.

Dá-se bem com Cervo e Lontra

Deve cultivar: Constância, imparcialidade e inspiração
Deve evitar: Indecisão, incerteza e inconsistência
Planta: Hera
Mineral: Azurita
Cor: Azul
Direção: Sudoeste
Medicina do Corvo: Aptidão para transformar situações negativas ou estéreis em positivas, e a capacidade de superar as limitações.

CORVO
De 21/09 a 20/10 - A Lua do Vôo dos Patos
O Corvo é inteligente, esperto e místico. Pessoas Corvo amam a paz, são idealistas e charmosas. Eles esperam a harmonia na comunidade e devem ficar longe de incertezas e inconsistências. O Corvo odeia a solidão e necessita estar rodeado de gente. Ainda que seja agradável e bondoso, vive muito influenciado pelo ambiente que o rodeia. Se é negativo, pode ficar mau-humorado. Também sabe ser idealista e diplomático e gosta que prevaleça a justiça acima de tudo. Veio ao mundo para harmonizar os contrários. No amor, é forte e sensível, mas por demais influenciado pelos desejos e sentimentos de seu parceiro.

Dá-se bem com Cervo e Lontra

Deve cultivar: Constância, imparcialidade e inspiração
Deve evitar: Indecisão, incerteza e inconsistência
Planta: Hera
Mineral: Azurita
Cor: Azul
Direção: Sudoeste
Medicina do Corvo: Aptidão para transformar situações negativas ou estéreis em positivas, e a capacidade de superar as limitações.

SERPENTE
De 21/10 a 20/01 – A Lua do tempo frio
A Serpente é misteriosa e intuitiva, o símbolo da transformação. Pessoas Serpente desejam satisfação e florescem com elogios. Elas precisam de grande disciplina e força de vontade para controlar sua natureza difícil. A Serpente é misteriosa e reservada. Sabe ocultar seus sentimentos debaixo de uma atitude fria. É adaptável, decidida e imaginativa. Extraordinariamente sensível, a Serpente pode sofrer em silêncio e espera o momento propício para devolver os golpes com sua mordedura fatal. No plano positivo, é ativa e imaginativa, e muito carinhosa quando se sente querida de verdade. No amor, é intensa, com muitos sentimentos ocultos e às vezes algo retorcidos. Sexualmente interessada por experiências limite, nunca é indiferente ao seu parceiro.

Dá-se bem com Lobo e Pica-Pau

Deve cultivar: Determinação, adaptabilidade e criatividade
Deve evitar: Egoísmo, arrogância e ciúmes
Planta: Espinheira santa
Mineral: Ametista
Cor: Violeta
Direção: Oeste
Medicina da Serpente: O talento para adaptar-se às mudanças e atravessar com êxito as fases de transição.

CORUJA
De 21/11 a 20/12 – A lua da neve
Corujas são muito observadoras e silenciosas. Pessoas coruja são inteligentes, bem articuladas e discretas. Seu olho para os detalhes faz delas perfeccionistas. A Coruja necessita de liberdade de ex


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pressão. É vivaz e presta muita atenção aos detalhes. Curiosa e adaptável, tende a abarcar mais do que pode. É valente e decidida, e sabe ser versátil. Sua natureza é sincera e estudiosa, e pode ser muito compreensiva, ainda que às vezes lhe falte tato. No amor, adora a aventura e é atraído por pessoas exóticas. Precisa variedade e intensidade de sentimentos, mas, acima de tudo, alguém com quem possa conversar e compartilhar seus múltiplos interesses intelectuais.

Dá-se bem com Falcão e Salmão

Deve cultivar: Concentração, otimismo e entusiasmo vital
Deve evitar: Auto-indulgência e exagero
Planta: Visco
Mineral: Obsidiana
Cor: Dourado
Direção: Noroeste
Medicina da Coruja: É o poder de discernir as coisas em momentos de incerteza e levar uma vida coerente, com planos a longo prazo.
Medicina do Pica-pau: A aptidão para estabelecer um ritmo regular na vida e a tenacidade para proteger quem se ama.

05 julho, 2009

casamento

A coisa mais importante do casamento não é o sexo, mas o café da manhã" GAY TALESE


Veja entrevista com o escritor aqui

02 julho, 2009

Prazer pela metade

Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido - uma só. Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.

O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano. A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade. A gente sai pra jantar, mas come pouco. Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons. Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de “fácil”). Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta. Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo. Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar. E por aí vai.

Tantos deveres, tanta preocupação em “acertar”, tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação… Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão. Às vezes dá vontade de fazer tudo “errado” - deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos. Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções.

Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: “Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora”. Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado. Um dia a gente cria juízo. Um dia. Não tem que ser agora. Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de coco, um sofá pra eu ver 10 episódios do “Law and Order”, uma caixa de trufas bem macias e o Clive Owen embrulhado pra presente - não necessariamente nessa ordem. Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.


Fonte: Blog, nós mulheres