23 novembro, 2008

Palpite Infeliz - Noel Rosa


Hoje posto uma homenagem aos palpiteiros de plantão
àqueles que sabem mais da sua vida do que você próprio;
àqueles que são os mais bem-entendidos da face da terra;
àqueles que gozam da sapiência universal quando se trata da vida alheia;
àqueles que projetam suas frustrações tentando impingir ao outro fracassos que não os pertence;
àqueles seres umbilicais que julgam os outros por si mesmos e acham que a única solução é a que conhecem;
àqueles nada criativos indivíduos que acham que a vida vem formatada num tabuleiro de assar e não concebem outras possibilidades;
àqueles que não têm escuta sobre os motivos do seu interlocutor;
àqueles que não sabem se colocar no lugar de outrem;
enfim, quero homenagear a todos os infelizes que SE METEM na vida que não é a própria! Que cortem a própria língua!



Dá-lhe NOEL ROSA!!

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Palpite Infeliz

Quem é você que não sabe o que diz?
Meu Deus do céu, que palpite infeliz


Salve Estácio, Salgueiro, Mangueira
Oswaldo Cruz e Matriz
Que sempre souberam muito bem
Que a Vila não quer abafar ninguém
Só quer mostrar que faz samba também

Fazer poema lá na Vila é um brinquedo
Ao som do samba dança até o arvoredo
Eu já chamei você pra ver
Você não viu porque não quis
Quem é você que não sabe o que diz?

Quem é você que não sabe o que diz?
Meu Deus do céu, que palpite infeliz
Salve Estácio, Salgueiro, Mangueira
Oswaldo Cruz e Matriz
Que sempre souberam muito bem
Que a Vila não quer abafar ninguém
Só quer mostrar que faz samba também

A Vila é uma cidade independente
Que tira samba
Mas não quer tirar patente
Quem é você que não sabe
Aonde põe o seu nariz
Quem é você que não sabe o que diz?

Quem é você que não sabe o que diz?
Meu Deus do céu, que palpite infeliz
Salve Estácio, Salgueiro, Mangueira
Oswaldo Cruz e Matriz
Que sempre souberam muito bem
Que a Vila não quer abafar ninguém

Só quer mostrar que faz samba também

22 novembro, 2008

Fernando Bonassi e o plástico bolha



A surpresa divertida do mês foi encontrar no Jornal Plástico Bolha a entrevista (por Andrea Carvalho Stark) com o escritor Fernando Bonassi (edição 24, outubro/2008 ).
Na minha ignorância não me lembrava dele e nem de seus livros. Mas depois vi que tem uma obra diversificada, para vários públicos, e premiada.
O que mais gostei em Bonassi foi do seu pensamento agudo e certeiro. Por isso, colo aqui algumas passagens que é para eu não me esquecer...
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"A literatura brasileira é pouco ousada e covarde porque os escritores têm relações promíscuas com o Estado, a maior parte deles".
"Eu escrevo sob encomenda. Estou acostumado a escrever um conto para a Folha, com prazos, tamanhos, verbas. Esse tipo de relação é de negociação. Sou eu contratado para escrever roteiros de cinema que eu não quero escrever, sou pago para desenvolver idéias de outros. A única coisa que eu não sei fazer é o que o ator faz".
"Eu acho que sou formado moralmente por Henry Miller. Ele dizia que para escrever você tem que se conhecer primeiro. Se você é um covarde, escreva sobre sua covardia".
"Minha família precisou ser extinta para funcionar. Como extintos, somos muito felizes - não nos vemos, não nos falamos...".
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update: Conforme comentário feito nesta postagem "corrigi a fonte". Mas faço a ressalva: a fonte já estava citada! Pois na minha opinião mais importante que o nome da entrevistadora é o entrevistado e o veículo. Em todo caso, para eu não deletar o post uma vez que o Bonassi é tudo de bom, acrescentei - a pedidos - o nome da entrevistadora. Ops! Ela devia ter aprendido um pouco com o Bonassi. Fica aqui o meu p.s.: vaidade é uma merda!

21 novembro, 2008

O Brilho da Mudança

‘Mulheres na Janela’, pintura de 40X49, de Di Cavalcanti, 1926

repassando...

Aconteceu com uma mulher inteligente que estava fazendo uma palestra. Diz ela:
'Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher.

Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades. E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.

Foi um momento inesquecível...

A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.

Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho?


Onde é que nós estamos?'

Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'.
Estão todos em busca da reversão do tempo.

Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.

Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada.

A fonte da juventude chama-se mudança.

De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.
A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.

Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.

Mudança, o que vem a ser tal coisa?

Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho.

Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.

Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. Rejuvenesceu.

Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol. Rejuvenesceu.

Toda mudança cobra um alto preço emocional.

Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza.

Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.

Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna. Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho. Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.

Olhe-se no espelho...

Texto atribuido a Martha Medeiros


pintura "Mulheres" por Maurício Barbosa

20 novembro, 2008

EUA, bem-vindos ao Terceiro Mundo!

por Rosa Brooks
professora de Direito na Georgetown University Law Center





Não é todo dia que uma superpotência tenta se transformar em nação do Terceiro Mundo. Por isso, nós aqui do Banco Mundial e do FMI desejamos ser os primeiros a dar-lhes as boas-vindas à comunidade de Estados necessitados de ajuda econômica internacional.

Enquanto vocês se afundam, muito nos alegra poder responder à solicitação de seu Departamento do Tesouro para que participemos de uma avaliação conjunta da estabilidade de seu setor financeiro. Nesta época turbulenta, podemos oferecer-lhes empréstimos subsidiados e até especialistas.

Como vocês sabem, há muito tempo é necessária uma intervenção na sua economia. Semana passada, mesmo antes do recente colapso em Wall Street, ex-ministros da Economia de vários países se reuniram na Virgínia e concordaram que vocês precisam reformar seu sistema financeiro. O ex-ministro das Finanças da Índia, Yashwant Sinha, sugeriu até que vocês peçam ajuda ao FMI.

Esperamos que vocês não se sintam envergonhados. Lembrem-se que outros países já estiveram nessa posição. Já resgatamos as economias da Argentina, do Brasil, da Indonésia e da Coréia do Sul. Assim, gostaríamos de reconhecer o progresso que vocês fizeram na evolução de superpotência econômica até o descontrole econômico.

Normalmente, tal processo leva 100 anos ou mais. Entretanto, em razão de sua oscilação entre o extremismo do livre mercado e a nacionalização de empresas privadas, vocês atingiram com sucesso, em poucos anos, muitas das principais características observadas nas economias do Terceiro Mundo.

Suas medidas de irresponsável desregulamentação governamental em setores críticos permitiram que vocês desenvolvessem rapidamente uma crise energética, uma crise de moradia, uma crise de crédito e uma crise no mercado financeiro, todas ao mesmo tempo, e acompanhadas por impressionantes níveis de corrupção e especulação. Enquanto isso, seus políticos, que deveriam supervisionar o sistema, estavam dormindo com lobistas.

Tomemos como exemplo John McCain, seu candidato republicano à presidência, cuja equipe principal de assessores inclui meia dúzia de ex-lobistas de renome. Ele mesmo afirmou recentemente que foi presidente do Comitê de Comércio do Senado, que supervisiona todas as partes da economia. Não resta dúvida, portanto, o fracasso de sua liderança em perceber o estrago causado pela desregulamentação irresponsável.

Agora, vocês enfrentam as conseqüências. A desigualdade aumentou. Enquanto os ricos recebem dinheiro caído do céu, a classe média viu sua renda estagnar. Um número cada vez menor de cidadãos tem acesso a moradia, assistência médica ou segurança social. Até a expectativa de vida diminuiu. E, quando os problemas econômicos passaram de crônicos a agudos, vocês responderam - como fizeram tantos outros Estados do Terceiro Mundo - com um programa extenso de nacionalização de empresas privadas.

As suas gigantes do ramo das hipotecas, Fannie Mae e Freddie Mac, pertencem agora ao Estado. Nesta semana, sua gigante dos seguros, a AIG, foi também foi nacionalizada, com o conselho administrativo do Fed 80% da empresa. Alguns podem chamar isso de socialismo, mas épocas de desespero exigem medidas desesperadas.

Sua transição para o terceiro mundo será dolorosa. No início, vocês terão dificuldade em se acostumar às favelas que crescerão nos subúrbios das cidades, mas com o tempo elas se tornarão parte da paisagem.

Conforme as taxas de desemprego aumentarem, vocês terão problemas para encontrar utilidade para a massa de jovens desempregados, mas logo vocês perceberão que podem recrutá-los para alguma guerra, um tipo de solução que já foi utilizada por muitos Estados do terceiro mundo antes de vocês.

Talvez esta carta os surpreenda e vocês sintam que ainda não estão prontos para se juntar ao terceiro mundo. Não fiquem preocupados. Apesar de nunca terem percebido, vocês já estão se preparando para este momento há anos.





*Rosa Brooks escreveu este artigo para o "Los Angeles Times",

19 novembro, 2008

III Feira de Filosofia

A Sabedoria dos Grandes Homens da História é a temática da III Feira de Filosofia que a Nova Acrópole promove nos dias 21, 22 e 23 de novembro em homenagem ao Dia Mundial da Filosofia instituído pela UNESCO.



A feira, com entrada franca, mobiliza cerca de 200 voluntários para promover exposições, salas temáticas e palestras homenageando Sócrates, Lao-Tsé, Buda, Giordano Bruno, Helena Blavatsky e vários outros grandes personagens da história. Além disso, a Feira terá livraria, café, artesanato, artes marciais e brincadeiras para crianças, dentro do melhor espírito filosófico. Nova Acrópole é uma associação cultural presente em 50 países e atuante há 51 anos.

Local: SHIN CA09 Lote18

Ingressos: Entrada Franca

Programação disponível em: http://www.acropole.org.br
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Sexta-feira, 21 de novembro

20 h. Solenidade de abertura



20:30 h. Palestra Magna: A Sabedoria como objetivo da vida humana, Prof. Luis Carlos Marques, Diretor Nacional Nova Acrópole Brasil-Norte

Abertura de stands e visitas guiadas



Sábado, 22 de novembro

A partir de 10 h. e durante todo o dia até às 18 h.:


Demonstração de Ai Ki Do, Nei Kung, I ai Do e Kung-Fu
Oficinas de Artesanato
Pintura de rosto e brincadeiras com crianças
12 h.: Almoço Musical com MPB


Palestras:
10 às 12 h.: Buda e o caminho para a superação da dor, Prof. José Henrique Fonseca, Diretor Nova Acrópole Taguatinga

14 às 16 h.: Lao Tsé e o Tao como visão do mundo, Prof. Paulo Aguiar, Diretor Nova Acrópole Asa Sul

16 às 18 h.: Seraphis: Filosofia e Medicina: uma parceria de sucesso, Dr. Luis Fernando Vieira, Diretor do Instituto Médico Seraphis

18 às 20 h.: Sócrates e o exemplo de vida de um filósofo, Prof. Norton Carneiro, Diretor Nova Acrópole Guará

20 às 21 h.: Apresentações Artísticas

21 h.: A Filosofia como Arte de Viver nos dias de hoje, Profa. Lúcia Helena Galvão


Domingo, 23 de novembro

A partir de 10 h.:

Demonstração de Ai Ki Do, Nei Kung, I ai Do e Kung-Fu
Oficinas de Artesanato
Pintura de rosto e brincadeiras com crianças
12 h.: Almoço Musical – MPB


Palestras:

10 às 12 h: Giordano Bruno e a sabedoria aplicada hoje, Prof. Cornélio Almeida

14 às 16 h.: Helena Blavatsky: sua missão e legado, Profa. Denise Montandon, Diretora Nova Acrópole Asa Sul

16 às 17 h.: Apresentações Artísticas

17 h.: Encerramento e Sorteio de Prêmios, Prof. Luis Carlos Marques, Diretor Nacional de Nova Acrópole Brasil - Norte

18 novembro, 2008

Vantagens do casamento em 5 passos



1 - Quando você tá casada ninguém te enche o saco dizendo: "MAS VOCÊ AINDA NÃO CASOU?"

2 - Quando você tá casada ninguém te enche o saco dizendo: "Você deveria tentar o concurso para o senado" (acredita-se que o tal seja um bom partido)

3 - Quando você tá casada e quer sacanear o cônjuge, fica mais legal. Mais divertido. Mais perigoso. Há quem goste disso. Não sou ninguém para falar se é certo ou errado, mas que deve ser mais legal do que sacanear simples namorado, isso com certeza.

4 - Casar é legal. A sociedade toda aplaude, não importa o quanto você se foda. É bom dar o gostinho para esse povo pelo menos um pouquinho. Digo pouquinho porque quando voce larga, você também tá fazendo o que todo mundo espera que você faça. Isso tudo é "in". É "standard".

5 - Casar é definitivamente IN!!!!!!!!



Eduardo Moraz

Aporrinhado Terminal

Marcelo Nova


"Saco cheio baby, de chupar o seu sorvete
Saco cheio baby, de lamber todo o seu creme
De cheirar essas "porcaria" e de ouvir essas "FM"

Saco cheio baby, de ganhar essa mixaria
Entediado toda noite, todo dia
E "cê" só quer roupinha nova, "cê" só quer danceteria

Voce diz que é tão moderna, quer ser tão anos 90
Ok tá tudo bem, mas o meu saco não agüenta

Não agüenta, não agüenta, não agüenta

Saco cheio baby, de bancar o surdo mudo
Dessas pessoas que sempre acreditam em tudo
Que Deus é branco e que o diabo é chifrudo

Saco cheio baby, de tanta mediocridade
É domingão minha filha, seu baú da felicidade
Quanto ao futuro, já to morrendo é de saudade

Saco cheio baby, de mais um plano infalível
Já to retado, vou acabar baixando o nível
Faz tempo que já não tem luz, mas ninguém troca esse fuzivel

Saco cheio baby, de chupar o seu sorvete
Saco cheio baby, de lamber todo o seu creme
De cheirar essas "porcaria" e de ouvir essas "FM "

Minha filha, eu sou um aporrinhado terminal
Até sozinho aqui no quarto parece que tem gente demais"


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pra não me esquecer....

17 novembro, 2008

arte para crianças


Estive no CCBB domingo (09/11) vendo a contemporânea exposição "Arte para crianças". É simplesmente fantástica! Totalmente interativa e sensorial. Irei mais vezes. Vá também!


Alô escolassss, ainda dá tempo de levar as turminhas!!!!





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“A gente inventou um truque para fabricar brinquedos com palavras. O truque era só virar bocó. Como dizer: eu pendurei um bentevi no sol.”

Manoel de Barros

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Exposição de arte contemporânea projetada para o público infantil, “Arte para Crianças” conta com curadoria, arquitetura e design idealizados especialmente para proporcionar a melhor aproximação entre a arte e as crianças. Ernesto Neto, Mariana Manhães, Cildo Meireles, Eduardo Sued, Emanoel Nassar, Rubem Grilo, Eder Santos, Amílcar de Castro e o americano Lawrence Weiner são alguns dos artistas que terão suas obras apresentadas na mostra, que conta ainda com vídeo-histórias e com uma homenagem ao artista plástico Athos Bulcão.

Um dos destaques da exposição é a obra “Onochord”, da artista plástica Yoko Ono, uma intervenção artística na fachada do prédio do CCBB, composta por canhões de luz piscando de forma sincronizada.


Teatro para Bebês – Integrando a mostra, a sala multiuso abriga um palco para realização do espetáculo teatral “Desenhando Labirintos”, desenvolvido pelo grupo espanhol La Casa Incierta, concebido para crianças de até 3 anos.

Serão realizadas duas sessões aos sábados e duas sessões aos domingos, às 16h e 17h30 (durante o período total da exposição). Cada adulto deverá estar acompanhado de pelo menos uma criança. A sala comportará um número máximo de 20 adultos e 30 crianças. Não será permitida a entrada, após o ínicio das sessões. Será permitida a entrada de crianças de 8 meses até 7 anos, sendo priorizada a entrada de crianças de até 3 anos.

Exposição: Classificação Livre

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Leia também:

Arte para crianças (e adultos encantados) - no OVERMUNDO
Yoko Ono visita exposição “Arte para Crianças”, no MAM Rio - no portal Fator Brasil

16 novembro, 2008

Brasília cor de seca



No tempo seco Brasília floresce em Flamboyants. O chão se enche de vermelho tal o barro que empoeira os parabrisas. O céu se pinta e gente admira. A Natureza que se modifica, ora queima, ora inebria.

15 novembro, 2008

Sarau Marcos Freitas - 18/11




'Lições tardias para avisos antecipados" abre a mostra de cinema e vídeo no CCB




O Centro Cultural de Brasília apresenta Mostra dos filmes vencedores do 10º FICA (Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental)





Epidemia do cigarro e veneno mortal são os capítulos da melhor série ambiental de TV (Dinamarca, 2006) e melhor filme na opinião do público (diretor Jakob Gottshau). O batizado “Lições tardias para avisos antecipados” abre a mostra dos sete filmes vencedores do 10º Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA) de Goiás, que acontecerá no Centro Cultural de Brasília (CCB) nos dias 20 e 21 de novembro deste ano.

Com início às 16 horas, a programação traz filmes que documentam, além do tabagismo, a reciclagem de lixo urbano, as multinacionais de petróleo, a extração de madeira, a sabedoria popular, as transformações urbanas, e até insetos.

São temáticas variadas que fazem o expectador olhar para o meio ambiente, cidades, zonas rurais etc. e analisar por outros ângulos a participação humana nos diversos contextos.

A iniciativa do CCB, segundo Tânia Castro, coordenadora da mostra, tem o objetivo de compartilhar com a comunidade brasiliense obras com valor estético, e, principalmente, com conteúdo relevante nos dias de hoje. “Falar sobre meio ambiente, sobre questões sócio-ambientais e transformações urbanas é urgente em nossa sociedade. O FICA é um projeto de qualidade e os filmes da mostra bastante adequados, que nos ajudam a refletir sobre essas questões importantíssimas hoje em dia.

Oportunidade essa, diga-se, não só para aqueles que admiram a sétima arte ou curtem a linguagem audiovisual, pois os filmes são indicados para todos os públicos.

Além disso, durante os dois dias de mostra, o professor David Lionel Pennington (do curso de Cinema e Vídeo da Faculdade de Comunicação da UnB) falará sobre Cinema e Meio Ambiente tecendo seus comentários sobre os filmes exibidos.

Os selecionados são: Lições tardias para avisos antecipados (melhor série ambiental de TV e melhor filme na opinião do público), Subpapéis (melhor produção goiana), Delta, o jogo sujo do petróleo (melhor longa metragem), Batida na floresta (melhor média metragem e troféu imprensa), Benzeduras (melhor produção goiana), Zona de diluição inicial (melhor curta-metragem), Jaglavak, príncipe dos insetos (melhor obra do festival).

A entrada é franca e o CCB fica na 601 norte. Lembrando que a Sala Loyola tem capacidade para 250 pessoas.




Mais informações:

Tânia Castro 8455.4762

Site http://www.ccbnet.org.br/

Endereço: L 2 Norte 601 - Asa Norte - Brasília/DF



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PROGRAMAÇÃO



20/11 – Quinta-feira

16h00 – Apresentação do FICA
16h10 – Lições tardias para avisos antecipados
Melhor série ambiental de TV e melhor filme na opinião do público
Diretor: Jakob Gottshau
Dinamarca – 58min. – série televisiva 2006
1° capítulo: Epidemia do cigarro – 29min.
2° capítulo: Veneno mortal – 29min.
20h00 – Apresentação do FICA
20h10 – Comentarista Convidado: David Lyonel Pennington (Professor Adjunto do Curso de Cinema e Vídeo da Faculdade de Comunicação da UnB)
20h30 – Subpapéis
Melhor produção goiana
Diretor: Luiz Eduardo Jorge
Brasil (GO) – 18min – documentário 2007

20h50 – Delta, o jogo sujo do petróleo
Melhor longa metragem
Diretor: Yorgos Avgeropoulos
Grécia – 64min – documentário 2006

21/11 – Sexta-feira

16h00 – Apresentação do FICA
16h15 – Batida na floresta
Melhor média metragem e troféu imprensa
Diretor: Adrian Cowell
Reino Unido/Brasil – 58min30seg – documentário 2006
18h30 – Benzeduras
Melhor produção goiana
Diretor: Adriana Rodrigues
Brasil (GO) – 72min04seg – documentário 2007
20h00 – Apresentação do FICA
20h10 – Comentarista Convidado: David Lyonel Pennington (Professor Adjunto do Curso de Cinema e Vídeo da Faculdade de Comunicação da UnB)
20h30 – Zona de diluição inicial
Melhor curta-metragem
Diretor: Antoine Boutet
França – 30min. – documentário 2006
21h – Jaglavak, príncipe dos insetos
Melhor obra do festival
Diretor: Jérôme Raynaud
França – 52min. – documentário 2006
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Sinopses dos filmes

Lições Tardias para Avisos Antecipados
Epidemia do cigarro – 1º capítulo
Veneno Mortal – 2º capítulo
Série de TV, 58min, 2006, direção: Jakob Gottschau – Dinamarca.
Contato: jg@express-tv.dk

Os efeitos nocivos do tabagismo e das aplicações do PCB (biferil policlorado) para a saúde humana e o meio ambiente. As lições dadas pelos desastres e/ou incidentes, as conseqüências dos males que foram previstos e que poderiam ter sido evitados. Em dois capítulos.



Subpapéis
Documentário, 18min, 2007, direção: Luiz Eduardo Jorge – Goiás; Brasil.

Contato: lejorge@ucg.br

Um mergulho nas profundezas da reciclagem do lixo urbano. As contradições existentes no trabalho dos catadores de lixo. Mão-de-obra explorada, muitas vezes em condições desumanas é, ao mesmo tempo, responsável pelo resgate ambiental de matérias que retornam à vida do consumo.



Delta, O Jogo Sujo do Petróleo
Documentário, 64min, 2006, direção: Yorgos Avgeropoulos – Grécia.
Contato: info@smallplanet.gr

No delta do rio Niger, na Nigéria, de onde é extraída grande parte do petróleo mundial, ataques de bombas, seqüestros e assassinatos fazem parte da rotina diária. Vazamentos de óleo no rio destroem flora e fauna, envenenam a cadeia alimentar e, conseqüentemente, ameaçam a existência dos 27 milhões de habitantes naturais da região. O documentário mostra como as gigantescas companhias multinacionais de petróleo definem a imagem do “progresso”, enquanto a população ousa exigir o óbvio: o fim dessa situação.



Batida na Floresta
Documentário, 58min 30seg, 2006, direção: Adrian Cowell – Reino Unido / Brasil.

Contato: nomadfilms@tiscali.co.uk

Os conflitos gerados pela exigência de licenciamento para extração de madeira no Vale do Guaporé, em Rondônia. Madeireiros e fazendeiros ilegais, apoiados por políticos locais, nem de longe têm qualquer nível de consciência sobre o processo de aquecimento global, causado em parte pelas derrubadas e queimadas da Amazônia. Equipes de fiscalização tentam colocar um pouco de ordem e lei no lugar.


Benzeduras
Documentário, 72min 04seg, 2007, direção: Adriana Rodrigues – Goiás; Brasil.

Contato: floprojetos@uol.com.br

O importante papel dos benzedores em cidades do interior goiano está em processo de extinção. Um ofício que se baseia entre o sagrado e a sabedoria popular para a cura de doenças. O documentário aborda o que é, como se dá e o papel na cura do ato de benzer, sob o olhar de vários benzedores.



Zona de Diluição Inicial
Documentário, 30min, 2006, direção: Antoine Boutet – França.

Contato: dardard@club-internet.fr

As transformações urbanas causadas pela construção da maior represa do mundo na região das Três Gargantas na China. O estado das margens, das cidades e vilas situadas no rio Yang Tsé, antes do término da construção (previsão 2008), desde aquelas em ruínas ou desaparecidas até as que experimentam uma grande expansão econômica. As conseqüências que a represa trará ao meio ambiente e às populações locais quando as águas finalmente atingirem seu nível mais alto.



Jaglavak, Príncipe dos Insetos
Documentário, 52min, 2006, direção: Jeróme Raynaud – França.

Contato: xinyin@zed.fr

Nas montanhas do norte da República dos Camarões, os Mofu vivem uma relação peculiar com os insetos, dividindo com eles suas casas e colheitas. Neste ano, no entanto, uma terrível seca atinge a região, e os cupins deixam os campos para invadir as cabanas e celeiros. Para combatê-los, o povo Mofu costuma chamar Jaglavak, uma feroz formiga guerreira (formiga de correição). Ela é protegida por uma grossa carapaça e armada com aterradoras pinças que cortam, rasgam e atravessam qualquer coisa que caia vítima da sua voracidade! Se o príncipe dos insetos responder às preces tradicionais, é melhor os cupins, em suas fortalezas de lama, tomarem muito cuidado!

14 novembro, 2008

Os scraps para amanhã - bom dia futuro!



em 04.11.2008
Por Solange Pereira Pinto



Essa coisa de blog programado é massa! Estou aqui em 4 de novembro escrevendo para o futuro. Pensando em quando lançar este texto, se para 12 de novembro (próxima data imediatamente vaga) ou para o dia 14 de novembro, data do meu aniversário.

Pensando melhor, vou me presentear com um texto. Este texto imaterial, formado de bits e bites vai se materializar no meu blog como explosão de letras com hora marcada.

Estarei distraída pensando no amanhã ou agindo no hoje mesmo que será daqui 10 dias, quando ele – Os scraps para amanhã – surgir publicado, exatamente à meia-noite.

Escrever é uma arte como qualquer outra e precisa de necessidade ou desejo. Escrever para quê se não for por desejar dizer ou precisar? Foi assim que vim até esta folha em branco, virtualmente posicionada pelos pixels, para meter os dedos em teclas e ver sinais gráficos, vogais, consoantes, vírgulas e acentos se organizarem na tentativa de materialidade do meu pensamento.

Um desejo de falar da minha surpresa em ler, hoje, o que eu programei na semana passada para o blogue ser minimamente atualizado (salve a tecnologia que agora nos permite publicar ainda mais à distância). Uma possibilidade tal qual um seriado de TV imperdível gravado pelo videocassete quando temos que ir ao aniversário da tia-avó (diga-se, que você nunca encontra e nem fazia questão).

Ler um blogue é como acompanhar um seriado. Fazer um blogue é produzir uma série de scraps seguindo um roteiro editorial que você definiu ao criar seu diário internético (haha).

No meu caso, um programinha de variedades chulo, sem qualquer destaque, genialidade ou atrativo de massas ávidas. Um bloguezinho auto-estima elevada para eu meter o que der na teia, na minha – claro.

E, cá estou, compartilhando com o google (e algum eventual leitor) a minha descoberta: a satisfação de não lembrar de um texto que eu publiquei mesmo sem vê-lo publicado e ler o meu blogue como se estivesse lendo um blogue de um estranho. Quase não reconhecendo os atos das minhas próprias mãos. Feito uma amnésia existencial, que força a recordar: por que escolhi este scrap naquele dia?

Mundo surprendentemente estranho e divertido esse da vida virtual. Bom dia amanhã!




...

13 novembro, 2008

Gestão por resultados...


Em uma cidade do interior, viviam duas mulheres que tinham o mesmo nome:Margarida.

Uma era freira e a outra, taxista.

Quis o destino, que morressem no mesmo dia.

Quando chegaram ao céu, São Pedro esperava-as.

- O teu nome?

- Margarida

- A freira?

- Não, a taxista.

São Pedro consulta as suas notas e diz:

- Bem, ganhastes o paraíso. Leva esta túnica com 'fios de ouro'.

Pode entrar.

A seguir...

- O teu nome?

- Margarida

- A freira?

- Sim, eu mesmo.

- Bem, ganhastes o paraíso. Leva esta túnica de 'linho'. Pode entrar.

A religiosa diz:

- Desculpe, mas deve haver algum engano. Eu sou Margarida, a freira!

- Sim, minha filha, e ganhastes o paraíso. Leva esta túnica de linho..

- Não pode ser! Eu conheço a outra, Senhor. Era taxista, vivia na minha cidade e era um desastre! Subia as calçadas, batia com o carro todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas. Nunca mudou, apesar das multas e repreensões policiais.
E quanto a mim, passei 65 anos pregando todos os domingos na paróquia. Como é que ela recebe a túnica com fios de ouro e eu esta?

- Não há nenhum engano - diz São Pedro. É que, aqui no céu, adotamos uma gestão mais profissional do que a de vocês lá na Terra...

- Não entendo! - disse a Freira.

- Eu explico: Já ouviu falar de GESTÃO DE RESULTADOS? Agora nos orientamos por objetivos, e observamos que nos últimos anos, cada vez que tu pregavas, as pessoas dormiam.

E cada vez que ela conduzia o táxi, as pessoas rezavam!!

Resultado é o que importa!

Por e-mail


'Eu não me importo de vir trabalhar, mas ter que esperar 7 horas pra voltar pra casa é foda.'

Sarau indiano - 15/11 - Sahaja Yoga do Brasil e Ana Paiva


Minha biblioteca espera por vcs...

Aos 41...


Para libertar a alma:

BRÄUHAUS - A CASA DA CERVEJARIA
SQS 303 BL"A" LJ 31 Asa sul comercial - Brasília - DFTel: (61) 3224-3225

14/11 a partir das 21h
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CDs para descansar os ouvidos:
Tom Zé
Banda Cansei de ser Sexy
Lenine
Rogério Skylab
Oswaldo Montenegro (último CD)
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E livros para uma vida (um pouco) inteligente na terra:
(Sugestão de compra: Café com Letras, 203 sul, com a Luiza - livreira safa hehehe)

METODO TERAPEUTICO DE SCHEERERAZADE, O
MIL E UMA HISTORIAS DE LOUCURA, DE DESEJO E CURA

Autor: GOMES, PURIFICACION BARCIA
Editora: ILUMINURAS

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USOS & ABUSOS DA HISTORIA ORAL
Autor: FERREIRA, MARIETA DE MORAES
Autor: AMADO, JANAINA
Editora: EDITORA FGV

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BÜRGER, Peter Teoria da vanguarda Ed. Cosac Naify, SP, 2008.

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MUNDO COMO VONTADE E COMO REPRESENTAÇAO, O
Autor: SCHOPENHAUER, ARTHUR
Editora: UNESP
Assunto: FILOSOFIA
Tradução: Jair Barboza
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BIOGRAFISMO - REFLEXOES SOBRE AS ESCRITAS DA VIDA
Autor: VILAS BOAS, SERGIO
Editora: UNESP

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JORNALISTAS LITERARIOS
NARRATIVAS DA VIDA REAL POR NOVOS AUTORES
Autor: VILAS BOAS, SERGIO
Editora: SUMMUS
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INQUIETA COMPANHIA
Tradutor: ALVES, EBREIA DE CASTRO
Autor: FUENTES, CARLOS
Editora: ROCCO

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O ESTILO MAGAZINE,
O TEXTO EM REVISTA

Coleção: NOVAS BUSCAS EM COMUNICAÇAO
Autor: VILAS BOAS, SERGIO
Editora: SUMMUS
Assunto: COMUNICAÇAO-JORNALISMO

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BIOGRAFIAS E BIOGRAFOS
JORNALISMO SOBRE PERSONAGENS

Autor: VILAS BOAS, SERGIO
Editora: SUMMUS
Assunto: COMUNICAÇAO-JORNALISMO

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PERFIS E COMO ESCREVE-LOS
Autor: VILAS BOAS, SERGIO
Editora: SUMMUS

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DETETIVES SELVAGENS, OS
Autor: BOLAÑO, ROBERTO
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS
2006

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BOCA NO MUNDO, A
100 CRÔNICAS DE FERNANDO BONASSI

Autor: BONASSI, FERNANDO
Editora: NOVO SECULO

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TODA TERÇA
Autor: SAAVEDRA, CAROLA
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS

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OBRAS ESCOLHIDAS I - MAGIA E TECNICA ARTE E
POLITICA

Autor: BENJAMIN, WALTER
Editora: BRASILIENSE

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ALEGRIA, A
14 FICÇOES E 1 ENSAIO

Autor: SCLIAR, MOACYR
Autor: CARONE, MODESTO
Autor: BONASSI, FERNANDO
Editora: PUBLIFOLHA
Assunto: LITERATURA BRASILEIRA-CONTOS E CRONICAS

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CIENCIA E JORNALISMO
DA HERANÇA POSITIVISTA AO DIALOGO DOS AFETOS
9788532305251
Autor: MEDINA, CREMILDA
Editora: SUMMUS

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JORNALISMO CIENTIFICO
Coleção: COMUNICAÇÃO
Autor: OLIVEIRA, FABIOLA DE
Editora: CONTEXTO

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ANDAR ENTRE LIVROS
A LEITURA LITERARIA NA ESCOLA
Autor: COLOMER, TERESA
Editora: GLOBAL EDITORA


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JORNALISMO LITERARIO
Autor: PENA, FELIPE
Editora: CONTEXTO


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INTRODUÇAO GERAL A BIOETICA
HISTORIA, CONCEITOS E INSTRUMENTOS

Autor: DURAND, GUY
Editora: LOYOLA

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DE LER O DESEJO AO DESEJO DE LER
Autor: BARONE, LEDA MARIA CODEÇO
Editora: VOZES

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Crítica Cultural: Teoria e Prática
Marcelo Coelho
1a. edição, 2006

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OBRAS ESCOLHIDAS II - RUA DE MAO UNICA
INFÂNCIA EM BERLIM / IMAGENS DO PENSAMENTO
Autor: BENJAMIN, WALTER
Editora: BRASILIENSE

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Criatividade: descobrindo e encorajando.
Wechsler, S. M., & Nakano, T. C.
Campinas: Livro Pleno. (2002).

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PSICOLOGIA ESCOLAR - PESQUISA, FORMAÇAO E PRATICA
Organizador: WECHSLER, SOLANGE MUGLIA
Editora: ALINEA

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CIENTISTAS, JORNALISTAS E A DIVULGAÇAO CIENTIFICA
SUBJETIVIDADE E HETEROGENEIDADE NO DISCURSO

9788574960388
Autor: ZAMBONI, LILIAN MARCIA SIMOES
Editora: AUTORES ASSOCIADOS

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REFLEXOES SOBRE A CRIANÇA, O BRINQUEDO
E A EDUCAÇAO
Autor: BENJAMIN, WALTER
Editora: EDITORA 34
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ESBOÇO DE AUTO-ANALISE
Autor: BOURDIEU, PIERRE
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS
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INTRODUÇAO A LINGUISTICA DA ENUNCIAÇAO
Autor: FLORES, VALDIR DO NASCIMENTO
Autor: TEIXEIRA, MARLENE
Editora: CONTEXTO


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HOMEM DA QUITINETE DE MARFIM, O
autor: MIRISOLA, MARCELO
Editora: RECORD

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BIOETICA - O QUE É, COMO SE FAZ
9788515022809
Autor: LOLAS, FERNANDO
Editora: LOYOLA


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MEDIÇÃO DO AUTOCONCEITO
Autor: SANCHEZ, AURELIO VILLA
Editora: EDUSC
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PRECONCEITO E AUTOCONCEITO
IDENTIDADE E INTERAÇÃO NA SALA DE AULA

Coleção: MAGISTÉRIO - FORMAÇÃO E TRABALHO PEDAGÓGICO
Autor: OLIVEIRA, IVONE MARTINS DE
Editora: PAPIRUS


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COMUNICAÇAO, JORNALISMO E MEIO AMBIENTE
9788560355068
Autor: BUENO, WILSON DA COSTA
Editora: MOJOARA

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SAUDE PUBLICA E BIOETICA?
Coleção: QUESTOES FUNDAMENTAIS DA SAUDE, 5
Autor: BARCHIFONTAINE, CHRISTIAN DE PAUL DE
Editora: PAULUS EDITORA


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QUE E BIOETICA, O
Coleção: PRIMEIROS PASSOS
Autor: DINIZ, DEBORA
Autor: GUILHEM, DIRCE
Editora: BRASILIENSE


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FUNDAMENTOS DA BIOETICA
Coleção: ETICA
Autor: PESSINI, LEOCIR
Autor: BARCHIFONTAINE, CHRISTIAN DE PAUL DE
Editora: PAULUS EDITORA

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RUPTURA DE CAMPO - CRITICA E CLINICA
IV ENCONTRO PSICANALITICO DA TEORIA DOS CAMPOS

Coleção: PSICANALITICA
Organizador: HERRMANN, LEDA
Organizador: MOHALLEM, JOSE CARLOS
Organizador: FREITAS, SANDRA MOREIRA DE SOUZA
Organizador: BARONE, LEDA MARIA CODEÇO
Editora: CASA DO PSICOLOGO

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TERAPIA NARRATIVA
UNA INTRODUCCION PARA PROFESIONALES

Autor: PAYNE, MARTIN
Editora: PAIDOS

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VELHOTA CAMBALHOTA
Autor: ORTHOF, SYLVIA
Editora: EDITORA LE



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POR QUE SOU GORDA, MAMAE ?
Autor: MOSCOVICH, CINTIA
Editora: RECORD

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ACIONISTAS DO NADA
ZACCONE, ORLANDO
REVAN (em Portugues) (2007)




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CONSPIRAÇAO DE NUVENS
TELLES, LYGIA FAGUNDES
ROCCO (em Portugues) (2007)

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MAO II
Autor: DELILLO, DON
Editora: ROCCO
Em Português
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SUMIE - UM CAMINHO PARA O ZEN (VOL. I)
Autor:Jordan Augusto
Ed. Kanji


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Lista pra Lulu

Eu Adoro Balé
Naia Bray-Moffatt
1a. edição, 2006

Meu Nome é... Charles Darwin
Lluís Cugota
e Teresa Martí
1a. edição, 2008

12 novembro, 2008

Estudo relaciona obesidade com teoria freudiana

Editoria de Saúde
30/10/2008

Um estudo do Instituto de Psicologia (IP) da USP relacionou as teorias do médico e fundador da psicanálise Sigmund Freud com a obesidade. Em sua pesquisa de mestrado apresentada ao IP, a psicóloga Raquel Berg defende que a origem e a evolução da doença têm profundas relações com questões do desenvolvimento psíquico. Ela ressaltou a influência da sociedade e da família no desenvolvimento da obesidade.

Para a autora, os estudos psicanalíticos sobre a obesidade são escassos. Por isso, parte da pesquisa foi dedicada a um levantamento bibliográfico do trabalho de Freud e de seus comentadores sobre o tema. Em seus trabalhos, apesar de discutir a questão das patologias alimentares, o tema da obesidade não é contemplado. Freud discutiu a questão da anorexia e da bulimia em suas pacientes com histeria, que, segundo a teoria freudiana, é um conflito psíquico que resulta em sintomas corporais.

Atualmente, a obesidade é encarada pela área médica como uma doença, ao contrário da bulimia e da anorexia, que são consideradas patologias psiquiátricas. Entretanto, a recorrência de sofrimento psíquico na obesidade e após uma cirurgia de redução de estômago, por exemplo, é um sinal de que a relação do obeso com seu corpo está além da questão biológica.

Para Raquel, a grande dificuldade das pesquisas psicanalíticas é que nem sempre há uma relação direta de causa e efeito entre um problema somático e questões psíquicas. Isso, segundo a pesquisadora, favorece que causas psíquicas sejam freqüentemente desvinculadas de patologias como a obesidade. "Minha hipótese teórica trata a obesidade como uma psicopatologia, o que não significa que a parte do corpo esteja descartada. Eu considero que corpo e mente estão sempre juntos, e acho fundamental que haja pesquisas que analisem a influência genética e hormonal na constituição da obesidade. São trabalhos que podem se complementar no tratamento do obeso, mas nunca substituir um ao outro” explica a psicóloga.

O papel da família

As relações familiares interferem na constituição da obesidade. Segundo o estudo, a obesidade é desenvolvida em contextos familiares onde comer é uma forma de resolução de problemas e situações. Raquel ainda contrapõe essa situação com a anorexia, na qual freqüentemente se observa um enrijecimento de regras e de busca de autocontrole por parte da paciente.

A mãe, segundo a pesquisadora, tem um papel fundamental nas relações com a criança, pois ela é responsável pela alimentação do bebê nos primeiros meses de vida. A criança então, pode desenvolver um medo de perda de vínculo com a mãe, que se reflete no comer em excesso. Por outro lado, a ausência de uma figura paterna atuante nas famílias contribui para o aumento das patologias alimentares, inclusive a obesidade.

Sociedade narcisista

A pesquisa considerou, como agravantes da obesidade, a questão do narcisismo na sociedade. Segundo Raquel, a sociedade prega hoje um ideal de corpo perfeito. “A maioria das pessoas não come mais por prazer, come o que a sociedade diz que é melhor. Nesse sentido, quando queremos comer um doce, sempre surge a dúvida se podemos comer ou não, como se fosse pecado comer algo calórico e com menos nutrientes do que uma fruta ou um legume. A questão do balanço alimentar é praticamente uma neurose coletiva. Com isso, os gordinhos se tornam o principal alvo de críticas da mídia e da sociedade", comenta a psicóloga.

O problema é quando essa imposição da sociedade acaba com a liberdade das pessoas. Para Raquel, existe não apenas um ideal de corpo, mas um ideal de vida no qual só se pode ser feliz sendo supermagro e com uma dieta saudável. Assim, a qualidade de vida deixa de ser um benefício e passa a ser uma obrigação.

Um ponto curioso do estudo foi a constatação de que anorexia e bulimia são patologias aceitáveis pela sociedade, pois favorecem uma aparência que é cobrada socialmente. O obeso, ao contrário, sofre com o menosprezo social. “Ele é discriminado e, muitas vezes, vira motivo de chacota. As pessoas acham que o obeso é gordo porque quer. E por mais que ele não goste de estar nessa situação, a obesidade oculta – e escancara – seu sofrimento, pois o comer também é uma forma de lidar com suas angústias”, analisa.
...
making off:
Ontem na casa de umas pessoas a primeira coisa que ouvi foi: nossa como você engordou! (e muito, tipo 25 kg)
Minha vontade de responder: eu pelo menos mudei (hahahaha) e você continua estúpida e preconceituosa...
Pode Fróide?
...

11 novembro, 2008

Tendências humanas... fidelidade não! felicidade sim!

Acaba de ser lançado o livro "Amor a três", que retrata os detalhes e as conseqüências de um relacionamento entre três pessoas. A obra se divide em duas duas narrativas ficcionais de Flávio Braga, analisadas por Regina Navarro (com quem é casado), que as situa na História para mostrar como esta prática amorosa é encarada encarada em nossa sociedade.
Na primeira narrativa, um rapaz e duas garotas caem na estrada e se lançam à liberdade da Contracultura dos anos 70. A segunda aborda o amor utópico entre dois homens e uma mulher, e como a presença da terceira pessoa altera a relação de um casal.
Em uma única obra, o leitor o leitor aproveita a união entre ficção e crítica em torno de uma de uma uma prática nem um pouco convencional. Mas, que a autora garante ser a tendência das relações futuras.
Hoje, talvez, nem todos estejam preparados para dividir as "tarefas" e gostos do dia-a-dia com múltiplos parceiros. Conversar, transar, ter filhos, passear, viajar, nem sempre é possível com a mesma pessoa, alguém concorda? Então, a proposta é que se tenham vários atores, nesta grande peça chamada vida, para que o espetáculo seja mais bem-sucedido que os outros dos velhos tempos.
Assim, o ciúme pode estar com os dias contados e a fidelidade também. A monogamia nem se fala, pois esta atualmente apenas sobrevive de fachada, ou ainda existe quem acredite que atrás da porta nunca se escondeu um amor clandestino?
O ser humano é curioso. Mulheres e homens lutam para concentrar a atenção para apenas um companheiro. Pelo que sugerem os autores de "Amor a três", brevemente os olhares poderão se lançar para seus destinos sem que o outro se sinta ameaçado. Visto que "um só não dá conta de tudo", seja masculino ou feminino, o indivíduo não consegue agradar em tudo e muito menos jogar em todas as posições. Então, que cada um jogue onde está o seu talento e não se frustre por não conseguir atender ao que jamais conseguirá. Para o papo quem é de papo, para a cama quem é de cama, para cuidar quem é de cuidar.
Desse jeito, ninguém se cansa e os prazeres aumentam. Ninguém se frustra tanto e a parcerias se tornam mais reais. As expectativas diminuem e a hipocrisia idem. Que venham os novos tempos e os seres possíveis de viver tais mudanças. Felicidade sim, fidelidade não... "Uma pessoa só não funciona para tudo", arremata Regina.
...

10 novembro, 2008

Encontro Nacional dos Pontos de Cultura

Teia Brasília 2008
Encontro Nacional dos Pontos de Cultura terá como tema 'Iguais na Diferença', em comemoração aos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos


por Patrícia Saldanha


Entre os dias 12 e 16 de novembro Brasília será a sede da terceira edição do Encontro Nacional dos Pontos de Cultura - Teia Brasília 2008. Nestes cinco dias, Brasília será o grande palco da Cultura Popular Brasileira, onde haverá apresentações artísticas e mostras culturais das diferentes regiões do país. A Teia Brasília 2008 vai reunir representantes de mais de 800 Pontos de Cultura conveniados com o Programa Cultura Viva, da Secretaria de Programas e Projetos Culturais do Ministério da Cultura (SPPC/MinC).

O encontro tem o objetivo de consolidar as ações do Cultura Viva e discutir os rumos para o próximo ano. O tema deste ano é Iguais na Diferença, em comemoração aos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e é fruto de uma parceria estabelecida com a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República. Dentro da programação do evento está prevista a realização do II Fórum Nacional dos Pontos de Cultura e mostras dos trabalhos culturais realizados por integrantes do projeto, além da realização de um cortejo pela Esplanada dos Ministérios, até a Praça dos Três Poderes. A Teia Brasília 2008 é uma realização do Movimento Nacional dos Pontos de Cultura (MNPC) em parceria com MinC e coordenada pelo Ponto de Cultura Invenção Brasileira.

O II Fórum Nacional dos Pontos de Cultura é um espaço dedicado ao debate, a reflexão e a proposição de ações que visem o protagonismo, a autonomia e o fortalecimento da política do Movimento Nacional dos Pontos de Cultura. Será realizado entre os dias 12 e 14 de novembro, no Auditório do Museu da República, localizado na Esplanada dos Ministérios, dando início às atividades do encontro.

A solenidade de abertura da Teia Brasília 2008 será realizada no Teatro Nacional Cláudio Santoro, na noite do dia 13 de novembro. Logo após tem início a programação da Mostra Cultural, com a apresentação de grupos de música, dança e teatro. A mostra promoverá a interação entre artistas consagrados e a produção dos pontos de cultura e será realizada nos palcos móveis instalados no canteiro central da Esplanada dos Ministérios, na Sala Villa Lobos, do Teatro Nacional, e no Complexo Cultural da Fundação Nacional de Artes (Funarte).

Exposições do trabalho realizado por integrantes dos Pontos de Cultura, nas áreas de Artes Visuais e do Audiovisual, também fazem parte da programação artística da Teia Brasília 2008. A mostra de Artes Visuais ficará exposta no Museu da República e a mostra de Audiovisual será exposta no Museu da República e na Sala Martins Penna, do Teatro Nacional. Além disto, serão implantados espaços permanentes para a exibição dos trabalhos, nos principais pontos de convergência do evento, tais como: tenda da Ação Griô, tenda da Juventude, tenda do Audiovisual, tenda da Cultura Digital e o Espaço Conversê.

No sábado, dia 15 de novembro, está programado a realização do Cortejo Cultural dos Pontos de Cultura, como parte integrante das comemorações do dia da Proclamação da República Brasileira. A caminhada vai partir do Museu da República, no período da tarde, até a Praça dos Três Poderes. A idéia dos organizadores é de levar para a rua uma mostra da diversidade da Cultura Brasileira, apresentando durante o trajeto do cortejo, manifestações culturais dos diferentes estados do país.

Vidas que não coagulam


(Por Solange, em 30.10.2008)




“Ser brasileiro é ser multicultural”, define o músico Ivan Lins em certo trecho do documentário “Três irmãos de sangue” (2006), com roteiro e direção de Ângela Patrícia Reiniger.

Lançado para homenagear o sociólogo Betinho (1935-1997), após dez anos de sua morte, o filme entrelaça a vida dele com as de seus irmãos Henfil (1944-1988) e Chico Mário (1948-1988). Todos vitimados pela AIDS a partir de transfusões de sangue.

Alternando cenas de arquivo pessoal, da mídia televisiva e de depoimentos emocionados, a película documenta de fato o que é “viver com a dor constante”. Não somente àquela das restrições e dos cuidados incumbidos aos hemofílicos, condição hereditária irreversível, mas também àquela outra nascida na alma (também condição hereditária irreversível?). Constante.

Um incômodo tal que moveu – de fato – esses mineiros (de Bocaiúva) filhos de dona Maria da Conceição a “sonhar até o infinito”. Menos que isso era pouco, sabiam. A mãe permanentemente indignada com a injustiça social foi o exemplo. Tirar da terra a força da ação, era a mensagem para o sentido de existir. A origem. O nascimento. “Transformar o lamento da vida em apoteose”. Fizeram.

“Respirar é um encontro com o ar”, metáfora para representar a necessidade vital de se buscar liberdade a cada enchida de pulmões. Voar para o essencial, uma vez que o sangue que lhes corria nas veias tinha urgência. Na fluidez constante, sem coagular. Sem tempo para a inércia tal como aqueles que têm sangue parado.

Qual a água que não se represa, eles não se continham neles mesmos. “Solidão e solidariedade”, sentimentos que escorriam constantemente nos veios de Henfil, pai do slogan “diretas já”. Combate à fome e à miséria, uma campanha pela vida, dueto perseguido por Betinho, indicado ao prêmio Nobel da paz. Denunciar a tortura e não calar jamais eram as claves de Chico de Mário e de seu violão em acorde.

Um ativista político, um artista cartunista, um músico independente que se complementavam como terra, água e ar. Viveriam assim até a última gota, ainda que de sangue. Ou utopia.

Castores que construíram diques que não usufruiriam. Chico Mário, Henfil e Betinho eram três irmãos de sangue. Intensos. Sanguíneos. Autoconfiantes. Incontidos. Viveram na urgência da vida que não coagula. Exilados do conformismo. Graúnas da abertura, dos novos tempos. Enfrentaram o medo de ter medo. A revolta dos palhaços, eles fizeram. Individualmente agiram pela coletividade. Na urgência de uma insatisfação constante não se coagularam como gente.

“Eram três irmãos embriagados de utopia, no sentido forte dessa palavra, não apenas como um sonho, mas como um projeto que os engajou numa militância permanente”, analisou Frei Betto no início do filme.

Participando de circuitos oficiais e alternativos, o premiado documentário – patrocinado pela Petrobrás – foi considerado, por votação popular, melhor filme no V Cinefest Petrobrás (Festival de Cinema Brasileiro de Nova Iorque 2007). Ganhou também o prêmio de melhor roteiro no Festival de Goiânia de 2006 e no Recine 2007, além da menção honrosa no Femina Fest 2008, tendo sido o único representante brasileiro na competição internacional de longas.

Oxalá! Vida longa para o longa que mostra vidas que não coagulam porque vivem na urgência do tempo de quem tem consciência e luta pela dignidade; de si e dos outros irmãos, ainda que não sejam de sangue...

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Saiba mais sobre o documentário em: http://www.3irmaosdesangue.com.br/

09 novembro, 2008

Frase do dia


"No ócio a criatividade transborda para as obsessões"


Paulo Roberto P. Pinto


08 novembro, 2008

Entrevista Fernanda Young





"É ótimo falar besteira"


Além de irritada e irritante, a escritora, roteirista
e entrevistadora tem fama de maluquinha e acha
isso muito bom, porque ganha em liberdade
de dizer o que lhe dá na cabeça


por Juliana Linhares e Lailson Santos

"Eu e meu marido não somos felizes como o Rui e a Vani de Os Normais. Eles são leves, nós somos mais intensos. Vani é caótica, anárquica, totalmente amoral"

Quem nunca sonhou em falar todas aquelas coisas que aparecem em Irritando Fernanda Young? O programa é sem censuras, sem pudores, sem limites – em suma, irresistível. Nele, Fernanda Maria Young de Carvalho Machado encontrou um presente dos deuses para quem busca o centro das atenções: o personagem perfeito. Aos 38 anos, duas filhas, dez livros, cinco roteiros de sucesso na TV (incluindo Os Normais), duas peças de teatro, mais de vinte tatuagens e um único marido, Alexandre Machado, ela preenche de sobra todos os requisitos para ser chamada de sucesso. Como ainda por cima é bonita, seria demais pedir também normalidade. Fernanda sofre com o desejo voraz de ser amada, acha que tem idade emocional de 6 anos, vive entrando e saindo de terapias. Agora parou, porque quer adquirir "voz própria". Pelo que se vê nesta entrevista, com níveis variados de irritação, não precisa procurar muito.

Seus livros, peças e roteiros de programa têm sempre um tom autobiográfico. Por que acha que as pessoas estão tão interessadas nas suas histórias?
Meus primeiros livros foram escritos em terceira pessoa. Eram livros bem construídos, mas distantes da minha realidade. Eu vivia sempre em um mundo que não era o meu. Aquilo para mim era o auge do bem escrito. Meu marido me fez ver que não fazia o menor sentido eu escrever sobre coisas que não me diziam respeito. Que escrever sobre culturas que você não conhece pode fazer com que o texto pareça uma redação escolar. É desse jeito que as mulheres fazem, é como elas escrevem. Daí, comecei a falar sobre as minhas próprias histórias. Elas não são mais legais que as dos outros. O que as faz interessantes é que eu sei contar bem uma história. E sei usar o humor.


"Não agüento o convívio com pessoas que acreditam em coisas prontas. Eu não suporto gente que entende de vinho. O sujeito fica entendendo de vinho, cheirando rolha... Não tenho paciência"

Escrever é um jeito de ser amada?
É. Mas de forma torta. Porque nos meus livros eu não estou pedindo desculpas, nem tentando ser doce. O jeito de buscar ser amada pelos livros é tentando mostrar que eu posso fazer uma coisa tão boa, mas tão boa, a ponto de provar para o outro que vale a pena o trabalho que eu dou.

Não sente medo de, nesse impulso de ser amada, terminar amaciando?
Não. Meu lado bad girl é muito menor do que o que as pessoas atribuem a mim. Eu não uso drogas, não saio namorando todo mundo por aí. É uma pena.

O ato de se expor, de falar de si publicamente, não abre um espaço grande demais para críticas?
A melhor coisa que eu fiz na vida foi ganhar essa fama de maluca. Porque, agora, dane-se. Eu posso fazer o que quiser, até sexo grupal, porque já estou queimada mesmo. Eu só não admito que me chamem de desonesta e que mexam com a minha maternidade.

Por quê?
Eu não me acho bonita. Sofri muito com uma forte dislexia durante a vida toda. Tenho problemas com pai e mãe. Sempre achei que não merecia ter filhos. Depois de muito tempo, a maternidade foi o lugar onde eu consegui me tornar segura. Tenho duas filhas felizes, gentis e honestas. Quando vejo que formei essas duas meninas,tenho a comprovação de que sou uma boa mãe e que mereço todo o respeito.

Suas filhas a acham maluca?
Elas me acham meio estranha, mas não se assustam e são muito cuidadosas com minhas ausências e minhas melancolias. Eu não atuo como mãe. Até atuei, durante os dois primeiros anos delas. Ia à praciiiiinha, não bebia, fiquei feia. Era como se, enfim, aquilo me igualasse a todos. Como se, daquele jeito, eu pudesse ser aceita e todo mundo fosse finalmente me amar. Que é o meu desejo mais profundo.

Que efeito tiveram a separação e o distanciamento do pai na formação da sua personalidade?
Eu já pensei muito que a culpa da separação deles e do rompimento com meu pai era minha. Sempre carreguei essa coisa egocêntrica da culpa, de achar que todas as coisas ruins que acontecem são responsabilidade minha. Hoje em dia, reconheço que são caminhos que não criaram vínculos. Acho que o principal efeito dessa não-relação com o meu pai é que eu não respeito homem.

Por que não?
Eu acho homem muito fraquinho. Os homens vacilam. Eu não confio neles.


"Eu gosto de comprar tudo e qualquer coisa. Não importa se vou usar. Não consigo usar sapato alto porque calço 32 e não tenho eixo no corpo. Mesmo assim, tenho mais de quarenta pares"

Nem no seu marido?
Ele eu respeito. É tão inteligente que suplanta o fato de ser homem.

Os seriados Os Normais e A Comédia da Vida Privada tinham muitas cenas inspiradas na sua vida conjugal?
Eu e o meu marido não somos tão felizes quanto o Rui e a Vani de Os Normais. Eles são leves. Nós somos mais intensos. A Vani é caótica, anárquica, totalmente amoral. E o Rui é incrível porque cede ao encantamento por ela. Homens interessantes são aqueles que cedem ao mundo caótico das mulheres

Seu marido cedeu ao seu?
Claro. Uma das coisas de que ele mais gosta é ir às lojas comigo e me ver escolhendo os vestidos que vou comprar. Ele acha lindo. A coisa mais maravilhosa que existe é ver uma mulher decidindo se leva o amarelo ou o verde. É uma coisa tão ruidosa, é mitológico o ato de uma mulher num shopping comprando coisas, decidindo se é esse ou se é aquele. É lindo isso. É sensacional. Eu tenho um amigo que é assim também, e não é gay, inclusive. Ele se permite ter a delicadeza da dúvida de que calça comprar.

A senhora já namorou mulher?
Ah, eu vivi a década de 80, né? Eu adoro mulher, não no sentido sexual, mas gosto da beleza feminina. Fico louca quando vou a uma festa e não tem mulher bonita para eu olhar. Gosto de abrir revista e ver cabelo, vestido, maquiagem. Tem alguma graça ver homem bonito em revista? Barriga de tanquinho? Nem pensar. Mas para namorar eu gosto é de homem.

A senhora parece adorar chocar os outros. Qual é o prazer que encontra nisso?
Eu não adoro. Sofro muito com isso. Não faço de propósito. Apenas odeio a caretice. Não a caretice de drogas, mas aquela caretice do coro, das pessoas que acham que detêm a verdade. Eu odeio essas pessoas todas sentadas nos seus sofás da Tok&Stok, refesteladas nas suas certezas. Eu gosto de provocar o ruído. Tem um comportamento de coletivo que é enjoativo, um nhenhenhém. As pessoas são chatas, têm uns papos que vão me enjoando.

A senhora detesta as pessoas?
Não, eu amo a humanidade. Eu vivo em função dela. Sou incapaz de olhar para a natureza, tamanho o meu prazer pela humanidade. Eu vou para um lugar onde tem horizonte e fico perguntando: "Cadê as pessoas, cadê as pessoas, meu Deus?". Eu as amo profundamente.

A senhora se ama?
Não, eu não me amo. Quer dizer, aprendi a me amar. Principalmente depois que tive filho. Só o que estou querendo dizer é que não agüento o convívio com pessoas que acreditam em coisas prontas. Eu não suporto gente que entende de vinho. O sujeito fica entendendo de vinho, cheirando rolha... Eu não tenho paciência. Mas me interessa como escritora porque posso criar ótimos personagens cheiradores de rolha. Vai fazer outra coisa, vai falar besteira. É ótimo falar besteira. Quantas pessoas hoje em dia não se permitiram a hipótese de ser escritoras porque leram meus livros e consideram que alguém que fala besteiras pode também escrever bem?

Dizem que os roteiros de TV que a senhora assina com seu marido são, na verdade, escritos por ele. Por quê?
Eu já ouvi muito essa conversa. Não tenho a menor idéia de onde tiraram isso. Você vai perguntar a John Lennon e Paul McCartney qual a parte que lhes cabe numa composição? Não vai. Isso é totalmente sem cabimento.
As pessoas falam muitas coisas horríveis de mim. Uma vez, um jornal de São Paulo publicou uma crítica sobre mim cujo título era: "Fernanda Stupid". Eu fiquei mal, deprimida. Tive de tomar remédio. Foi um coquetel de cinco medicamentos para me recuperar daquela violência.

Tem muita gente que não gosta da senhora?
Eu já me incomodei muito por ser tão odiada. Mas agora entendi que as pessoas que se incomodam comigo estão odiando algo de si mesmas que vêem em mim. Fico me perguntando o que em mim causa tanto mal-estar nos outros.

O que seria?
Talvez uma liberdade que eu tenho e que elas não usufruem e gostariam de ter. Mas essa liberdade tem um preço altíssimo para mim. Eu tenho muito medo, por exemplo. As pessoas acham que quem é corajoso, como eu, não tem medo. Só não tem medo quem é louco ou quem está muito bem medicado. Nenhum dos dois é o meu caso. Eu tenho medo do que eu falo, por exemplo. Tenho medo desta entrevista. Tenho medo de ser mal interpretada e mal editada.

Sente medo de que as pessoas não a achem interessante?
Talvez. As pessoas acham que sou altamente segura. Nunca fui altamente segura. Minha auto-estima se revela no seu melhor no que se refere à vida profissional. Minha insegurança vem do fato de eu não ter sido muito elogiada durante a infância e a adolescência. Sem isso, você não se preenche, por mais que se torne Marilyn Monroe e receba na vida adulta tantos elogios que não serviram para nada.

Para se manter em forma, faz muito exercício?
Eu adoro ginástica. Correr é meu antidepressivo. Só vacilo na cerveja. Bebo muita cerveja. Em vez de fazer a linha fina e tomar vinho, não, vou lá e tomo cerveja. O pior é que tenho uma resistência incrível ao álcool por causa da minha ascendência irlandesa. Vou que vou.

Qual é seu maior excesso consumista?
Eu adoro matéria. Gosto de comprar tudo e qualquer coisa. Não importa se eu vou usar. Não consigo usar sapato alto porque calço 32 e não tenho eixo no corpo. Mas mesmo assim tenho mais de quarenta pares de sapatos de salto alto. Eu amo as coisas.

E não se culpa pela auto-indulgência?
Eu sou auto-indulgente, sim. Trabalho muito e, depois de uma jornada, tudo o que eu quero de fato é fazer algo que remeta ao erro de forma cristã. Geralmente, é comer pizza, que engorda, tomar cerveja, que faz mal, e comprar uma coisinha. Comprar coisas sem parar não é tentar preencher uma carência que nunca será superada desse jeito? Eu sou muito carente. O ter me dá a sensação de preenchimento que, no fundo, eu sei que não vai acontecer. Penso muito nisso. Mas carência é assim.

Quais as maiores loucuras que já fez?
Uma foi comprar um tailleur Chanel, em Paris, daquela coleção que tinha sido do desfile. Uma fortuna. Além disso, ele era rosa-bebê e ainda tinha um corselete. Foi uma estupidez. Eu tinha 27 anos, entrei na loja da Chanel, cheia de tatuagem, sem depilação, sem falar francês, parecia uma louca. Outra maluquice foi sair para almoçar com umas pessoas e, no meio da refeição, comprar um Karmann-Ghia de uma delas. Assim, na bucha. Depois de dez anos, troquei-o por três obras do Hildebrando de Castro.

Cabelo também é forma de expressão?
Eu raspei a cabeça durante onze anos. Era uma mutilação. Raspava de madrugada, no banheiro, muitas vezes chorando. Eu queria eliminar a beleza. Agora estou mais feminina. Estou usando cabelo comprido como o da minha mãe. Mas vivo mudando, porque me dá um tédio de mim e também uma vontade de estragar tudo. Nesses dias eu fiz escova e cortei franja. Um monte de gente mandou e-mail para o programa elogiando o corte. Pois fui lá e mudei a cor, clareei. Eu vivo experimentando, provocando, brincando de roleta-russa.

VEJA
Edição 2084
29 de outubro de 2008

07 novembro, 2008

E onde estão eles...onde estamos nós...


'O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética.O que mais preocupa é o silêncio dos bons'.







Martin Luther King

06 novembro, 2008

Fotos & Fatos

... uma onda parece invadir a cidade... como num filme de ficção. O sol parece incendiar além do horizonte...



Fotografia feita pelo The PHOTOMAN, o lendário de Brasília. Clique aqui para ver outras fotos.


Ah, ele também tem blog: http://the-photoman.blogspot.com
Confira!

05 novembro, 2008

04 novembro, 2008

Aqui e agora

Para além da curva da estrada
Talvez haja um poço, e talvez um castelo,
E talvez apenas a continuação da estrada.
Não sei nem pergunto.
Enquanto vou na estrada antes da curva
Só olho para a estrada antes da curva,
Porque não posso ver senão a estrada antes da curva.
De nada me serviria estar olhando para outro lado
E para aquilo que não vejo.
Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos.
Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer.
Se há alguém para além da curva da estrada,
Esses que se preocupem com o que há para além da curva da estrada.
Essa é que é a estrada para eles.
Se nós tivermos que chegar lá, quando lá chegarmos saberemos.
Por ora só sabemos que lá não estamos.
Aqui há só a estrada antes da curva, e antes da curva
Há a estrada sem curva nenhuma.

Fernando Pessoa.

03 novembro, 2008

Betinho, parabéns!


"Em resposta a uma ética da exclusão, estamos todos desafiados a praticar uma ética da solidariedade".

No dia 3 de novembro de 1935 nascia em Bocaiúva, interior de Minas Gerais, Hebert (sem um "r" por erro do escrivão) de Souza, o primeiro filho de Henrique e Maria da Conceição Figueiredo de Souza.

02 novembro, 2008

Finados e INRI Cristo Amém







"Só aceito Deus se ele deixar um scrap no meu orkut" assim comentou um expectador do primeiro vídeo...

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01 novembro, 2008

Cursos de comunicação, leitura, criatividade, escrita...

Quem nunca sentiu um friozinho no estômago ao ver uma folha em branco e ter literalmente "um branco"? E aquela dificuldade de ordenar as idéias para compor uma redação? Hum... Mas como fazer um resumo de um texto complicado? E se o problema for a diculdade de comunicação oral? Ah... Tem jeito? Tem sim!

Pesquisadora em Comunicação e desenvolvimento humano, a professora e escritora Solange Pereira Pinto tem se dedicado a formular projetos que desenvolvam a capacidade comunicativa dos indivíduos. Elaborando aulas (que ela chama de encontros) personalizadas, Solange tem obtido sucesso com seus alunos.

"Creio que o mais importante hoje seja derrubar os mitos que envolvem a comunicação. Por exemplo, vivemos numa cultura que passa a idéia de que quem não estuda não é inteligente, capaz, ou, ainda, de que quem é intelectual sabe de tudo. E não são verdades... Estamos na sociedade dos 'títulos acadêmicos', dos papéis, das visões estereótipadas, principalmente em Brasília que é uma cidade burocrata. Vivemos em um tempo de celebridades, mitos, ídolos e quem está fora se sente menos. Temos que valorizar outros aspectos da vida. Temos que 'democratizar' a auto-estima coletiva, popular", analisa.


Em seu ateliê colorido e cheio de imagens para desvendar, se abre outro mundo para quem quer se autodesenvolver. Quem quiser conhecer melhor o trabalho dessa educadora é só entrar em contato pelo email
sollpp@gmail.com ou visitar seu blog http://atocomtexto.blogspot.com/




Folder eletrônico, clique nele para ampliar a imagem:


Frase do mês



"O casamento é uma relação entre duas pessoas na qual uma está sempre certa e a outra é o marido."