
30 setembro, 2006
Eleições 2006 - chegou a hora de votar ou vomitar?

1) Eu sei porque o Lula não foi ao debate: por uma questão de coerência. Se ele não vê nada, não sabe de nada, não escuta nada, por que iria a um debate? Afinal, ele não mete as mãos em qualquer lugar. Para decepar, só dedinho. Tem que lucrar!
HELOÍSA HELENA LIMA DE MORAES CARVALHO / 50 / PSOL
JOSÉ MARIA EYMAEL / 27 / PSDC
LUCIANO CALDAS BIVAR / 17 / PSL
LUIZ INACIO LULA DA SILVA / 13 / PT
RUI COSTA PIMENTA / 29 PCO
9) Acho que a Lolô é uma boa pedida, quase uma boa idéia (51) para esse primeiro turno. Ontem, nas considerações finais, ela chorou. Defendeu com assertividade "suas" idéias. Prometeu o "imprometível". Parece um tanto "emocional-impulsiva" (alguns terapeutas diriam "desequilibrada", os mais ortodoxos chamariam de "louca"). Como o Raul Seixas já disse que "de perto ninguém é normal", só falta na cadeira do rei uma mulher com TPM. Acho que votarei nela em solidariedade! Afinal, somos parecidas. hahahaha.
29 setembro, 2006
Frases da noite e do dia... Bobbio...

28 setembro, 2006
Quem engole o quê?
Somos blocos de areia. Esculpidos pelo tempo. Dores sulcando. Alegrias alisando. Desespero aguando. O horizonte se corta. A maré derruba. A mão ergue.
Somos grãos de areia. Esvoejando ao momento. Sonhos iludindo. Mentiras acordando. Olhares se trombando.
Famintos. Caramujos rastreando tocas. Para engolir. Grades. Comida. Gente.
Soll
Somos devoradores?
Técnica: Fotomontagem
Data: setembro/2006
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27 setembro, 2006
URGENTE: surge um novo mal em Brasília...
Canetas, papéis e idéias. Ou idéias, papéis e canetas? Não. Papéis, canetas, idéias… Hum… Melhor dizer: loucura, compulsão, obsessão. É. Aqui estamos. Um grupo de escritores. Do Mal e do Bem. Do escritor à escritura. Contando. Rindo. Proseando. Chorando. Profetizando. Gargalhando. Poetizando. Sim. Juntando nossas almas em fragmentos de histórias. Finalmente (para nós!), um encontro de escritores apaixonados por literatura. E, mais. Pela escritura. Afinal, viver é juntar palavras. Ou não? Bem-vindos montanas e montanos!
Nosso blog acaba de nascer.
O mal por categorias
Aqui o mal geral
Contos
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Mal do dia
Montanas
Montano por um dia
Outros Escritos
Poesias
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Sobre Títulos…
Opine. Participe! Repasse! Divulgue!
Blog: http://maldemontano.wordpress.com/
E-mail: maldemontano@gmail.com
Beijos montanosos para todos!
Fernanda Benevides Carvalho
Selena Carvalho
Solange Pereira Pinto
Valesca Monte
24 setembro, 2006
Frase do dia...
Arte em família - Gustave Canelli
A arte que trago hoje é mais que é especial. É do meu primo Gustavo (Gustave Canelli), que mora em Campos/RJ. É um artista muito bom. Bom é pouco, ele é excelente! Confiram abaixo algumas de suas obras.
Para mais informações, ele tem uma comunidade no orkut.
Criatividade e competência: "mal" de família (hahahahah!)
Desenho em grafite e lápis pastel
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É o não é magnífico?
bjcos!
Indiana Roger, o caçador de orgasmos perdidos
Outros mares...
Se você não conseguiu assistir à aventura de Cicarelli no mar da Espanha, confira o relato da família Schürmann no Sempre um Papo. Pelo jeito se aventurar por oceanos dá prazer...
23 setembro, 2006
O mar quando quebra na praia é bonito...
por Solange Pereira Pinto
Será que cada um sabe mesmo de si? Parece que não. Procuram saber mais a respeito dos outros. Quantos estão realmente preocupados em ter prazer, ser feliz, gozar a partir da própria vida? O que é agressivo? Fazer amor no mar? Ser assaltado por um arrastão? Se banaliza a violência para se cultuar escondido o amor? Não entendo!
Lendo os comentários, das inúmeras matérias sobre o vídeo do casal na praia espanhola, vejo que sempre a vida estará dividida em times. O mundo parece feito de torcidas. De rivalidades. Cada torcida, óbvio, defende ardorosamente seu time. Ultrapassando o futebol, passando pelo sexo, dinheiro e poder. Ampliando tabus. Eta vaidadezinha humana! Inveja é uma merda publicam os pára-choques de caminhões.
Puritanos, cínicos, calhordas, beatas, reprimidos – todos com telhados de vidro – levantando bandeirinhas de “bons-costumes”, do “atentado ao pudor”, do “pecado”, da “família cristã”, dos “execráveis pagãos”. Para quê? Racionalidade? Afinal, quem prova que somos assim tão “civilizados”? “Vá cuidar da sua vida/ Diz o dito popular/ Quem cuida da vida alheia/ Da sua não pode cuidar”, canta Itamar Assunçao.
Essa coisa de separar o mundo em bem e mal é uma coisa cansativa. Produzir julgamento parece o passatempo mais praticado dos seres humanos. Enforca? Mata? Esfola? Lincha? Marginaliza? As classes dos que são bons e dos que são maus. As divisões, os separatismos, dos “donos da verdade”. Em tela critérios pessoais somados ao senso comum caminhando pela falta do que fazer ou dizer de produtivo. Mediocridade mesmo! Mesquinharia!
Além de se esgotar na net atrás do vídeo “Cicarelli transa no mar”, alguém tem lido algo produtivo? Misturando tudo, quem sabe tentar entender “Memórias de minhas putas tristes” (Gabriel García Márquez), ou se bastar com o “Veneno do Escorpião” (Bruna Surfistinha), ou o agora recém-lançado “Depois do escorpião” (Samantha Moraes)? Melhor ler “Quem”... Ai , ai, ai...
Bem que a discussão poderia se elevar. Mas não. É preciso dizer se Cicarelli é menina de bons princípios ou vagabunda. É preciso dizer que mulher que goza e tem tesão não é lá essas coisas. É preciso dizer se a celebridade pisa na bola ou se bate um bolão. É preciso olhar para o outro e apontar o dedo, para esconder as próprias mazelas. É preciso se investir diariamente de juiz para rotular, botar no banco informal dos réus, sacanear o outro e elevar a própria e falida moral.
Toscos. É o que somos. Urubus de vilezas. Açougueiros de plantão. Dublês de matadores de aluguel. Piratas da felicidade alheia. As músicas, os livros, os semanários, as novelas, os noticiários, os fotógrafos, os vídeos-amadores estão aí para mostrar quem realmente somos nós.
Afinal, todo mundo quer saber com quem você se deita, nada pode mesmo prosperar. A música de Caetano “Luz de Tieta” é perfeita para o caso Cicarelli. Mas, o povo quer mesmo é ver o naufrágio do Titanic para contabilizar mortos, lamber as carniças e chupar os ossos, acreditando-se deuses, para além do bem e mal, imortais. Eu, particularmente, ainda prefiro um orgasmo com quem se queira nas ondas do mar, para que a vida não fique tão estreita.
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Luz de Tieta
Caetano Veloso
TODO DIA É O MESMO DIA,
A VIDA É TÃO TACANHA
NADA NOVO SOB O SOL
TEM QUE SE ESCONDER NO ESCURO
QUEM NA LUZ SE BANHA
POR DEBAIXO DO LENÇOL
NESSA TERRA A DOR É GRANDE
E A AMBIÇÃO PEQUENA
CARNAVAL E FUTEBOL
QUEM NÃO FINGE,
QUEM NÃO MENTE,
QUEM MAIS GOZA E PENA
É QUE SERVE DE FAROL
EXISTE ALGUÉM EM NÓS
EM MUITOS DENTRE NÓS
ESSE ALGUÉM
QUE BRILHA MAIS DO QUE
MILHÕES DE SÓIS
E QUE A ESCURIDÃO
CONHECE TAMBÉM
EXISTE ALGUÉM AQUI
FUNDO NO FUNDO DE VOCÊ,
DE MIM
QUE GRITA PARA QUEM QUISER OUVIR
QUANDO CANTA ASSIM:
ETA,
ETA, ETA, ETA,
É A LUA, É O SOL É A LUZ DE TIETA,
ETA, ETA!
TODA NOITE É A MESMA NOITE,
A VIDA É TÃO ESTREITA
NADA DE NOVO AO LUAR
TODO MUNDO QUER SABER
COM QUEM VOCÊ SE DEITA
NADA PODE PROSPERAR
É DOMINGO, É FEVEREIRO,
É SETE DE SETEMBRO,
FUTEBOL E CARNAVAL
NADA MUDA, É TUDO ESCURO
ATÉ ONDE EU ME LEMBRO
UMA DOR QUE É SEMPRE IGUAL.
21 setembro, 2006
Curiosidades... o bocejo...
Primal, irreprimível e contagiante. Diz que o gesto revela a base evolutiva e neural da empatia e do comportamento inconsciente. Aliás, tente ler sem bocejar, convida a matéria.
Enquanto isso, eu não paro de bocejar aqui. hahahaha. Vamos aos trechos:
Trata-se de tema de grande riqueza para interessados nos mecanismos neurais do comportamento, já que sua natureza simples e sem variação permite uma descrição rigorosa, primeiro passo para a investigação de mecanismos neurais. Essa aplicação do enfoque de "sistemas simples" diz respeito aos seres humanos que se ocupam de suas atividades normais; não há necessidade de usar bactérias, moscas-das-frutas ou nematóides nas pesquisas. Pode-se aprender muito experimentando em si mesmo e observando o colega Homo sapiens. [...]
Bocejo de nariz fechado: ao perceber o início do bocejo, aperte o nariz para fechá-lo. A maioria das pessoas diz que consegue executar bocejos de nariz fechado perfeitamente normais. Isso indica que a inspiração no início de um bocejo e a expiração no término dispensam as narinas - a boca oferece passagem de ar suficiente. Testemos agora algumas proposições sobre o papel da boca e da mandíbula.
Bocejo de dentes cerrados: ao perceber o início do bocejo, cerre os dentes, mas inspire normalmente pelos lábios abertos e dentes apertados. Essa variante dá a sensação de ficar preso no meio do bocejo. Mostra que a abertura da boca é um componente essencial do complexo programa motor do bocejo; a menos que seja realizada, o programa não continuará até o fim. Além disso, revela que o boquejo é mais que respiração profunda porque, ao contrário da respiração normal, a inspiração e a expiração não podem ser tão bem realizadas através dos dentes cerrados quanto pelo nariz.
Bocejo nasal: essa variante testa a adequação da vias aéreas nasais para sustentar o bocejo. Ao contrário da respiração normal, que é igualmente bem realizada pela boca ou pelo nariz, o bocejo é impossível através apenas da inspiração nasal. Assim como o de dentes cerrados, o nasal fornece a sensação insatisfatória de ficar em meio ao bocejo. Inspiração pela boca é um componente essencial do padrão motor do bocejo. Já a expiração pode ser feita igualmente bem pelo nariz ou pela boca. [...]
Desconfigurando geral!
Um copo. Água com gás. Gelo. Limão. Máquina fotográfica. Eis que surge a face...
19 setembro, 2006
Desenhando com hashis


Domingo confuso. Sono após uma festa. Trabalho pendente. Várias fomes e muitos enjôos (literais e figurados). E, é claro a cabeça orbitando (sempre! Oh, coisa!). Para afastar os fantasmas, acendo uma vela. Para afastar a intriga, um incenso. Para a afastar a minha piração, uma volta sem rumo. Chave na ignição, lá vou eu...
16 setembro, 2006
O hibisco
14 setembro, 2006
Amor... Frase regada a vinho

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"Não sofremos exatamente por 'perder' um amor,
Ramon Targino
13 setembro, 2006
Ciúme sob pedra

O telefonema da semana passada

- O que você está pensando da vida seu infeliz? Trepa com outra mulher e manda flores para mim? Por que você não mete esse buquê no rabo daquela vaca?
- Você está maluca?
- Ah, ah, ah, você acha que eu sou idiota? Não me venha com cantilenas baratas e as mesminhas desculpas dos últimos dez anos! Estou de saco cheio desta relação, desta vida de merda! Está esperando o quê para carregar suas malas de vez?
- Você está histérica, mulher. Que porra de...
- Cala a boca! Cala essa sua boca nojenta! Seu estúpido, imoral, babaca!
- Tá maluca? Endoidou? Cê tá falando do quê?
- Ah, ah, ainda por cima é irônico! Vou dar na sua cara seu...
Num golpe rápido, Luiz segura os braços de Crisálida evitando que o tapa lhe espatife os óculos na face. As crianças passavam o fim-de-semana na casa dos avós. As malas de couro negro esperavam na garagem. Subiu para buscar o pintassilgo. Crisálida atirou pela primeira vez. Orgulho. Raiva. Há dois anos moravam no apartamento luxuoso da cobertura. Detalhadamente preto e branco. Sofás. Móveis. Tapetes. Quadros. Enfeites. Pouca cor. Recém-decorado por Flávia. Com os olhos espatifados a porta se fechou. O vaso de estanho fincou marca na parede. Ficaram caídas. Dúzias de flores vermelhas esparramadas junto aos cacos de cristais boêmia no canto direito. Do parapeito a água amarelo-esverdeada escorria pela sacada riscando prédio abaixo. O entregador chegara poucas horas após Luiz avisar Flávia que ele se mudaria naquela noite de sábado. Não passava do meio-dia.
Frase da quarta
Raízes da mentira
"Mentir é normal, universal, natural e, em muitas situações, pode ser uma atitude benéfica ao mentiroso, já que alivia pressões psíquicas. [...] A biologia evolutiva não defende a convicção popular e reconfortante de que a mente humana é ferramenta para o autoconhecimento e a busca da verdade. [...] A capacidade de dissimular foi um fator precioso na seleção natural da espécie e decisivo para a sobrevivência. Talvez a poeta Muriel Rukeyser, citada no livro, tenha razão e, de fato, o mundo seja feito de histórias, não de átomos. E histórias, é bom lembrar, são invenções humanas".
12 setembro, 2006
Nem todo terror derruba torre - 11 de setembro
Técnica: Fotografia digital (fusão e manipulação)
Solar dos Príncipes - Marcelino Freire
Hoje finalizei a aula de Comunicação Organizacional (1º semestre de Administração) com o conto Solar dos Príncipes (do livro Contos Negreiros, de Marcelino Freire).
Após a leitura pedi aos alunos que registrassem, em uma ou duas frases, algo que representasse o texto. Uma idéia. Um sentimento. Uma mensagem. Um olhar.
Então, vamos ver o resultado?
Logo abaixo 22 rápidas visões do criativo conto Solar dos Príncipes.
- “Rico visitando uma favela é visto como uma esperança. Pobre visitando um rico é visto como uma ameaça”.
- “Estão abertas às portas da discriminação, gravando!”.
- “Classes médias e altas têm um pouco de navio negreiro”.
- “Impressão generalizada: homem negro, pobre e morador do morro é bandido”.
- “Rico visita pobre. O pobre mostra. Pobre visita rico. O rico esconde”.
- “O preconceito da classe média com os negros”.
- “O racismo é maior entre pretos e pobres”.
- “Em favela de rico, preto pobre não tem vez”.
- “Quando se quer relatar a pobreza, a tristeza, a angústia, ou mesmo, a alegria momentânea do pobre é fácil. Mas, quando se quer sentir a realidade da classe média, o racismo entra em ação”.
- “A falta de oportunidade por causa do preconceito social”.
- “Em um filme, entre dois indivíduos, o preto é sempre o suspeito”.
- "Um paradoxo mal compreendido”.
- “A gente não ouve samba. A gente ouve barulho de tiro, muita bala. [... ilegível] da favela, sou pobre, com orgulho”.
- “O discriminado de portas abertas”.
- “Sou negro. Quero a liberdade de ir e vir”.
- “Preconceito e segurança dependem dos olhos de quem vê”.
- “Olá, seu porteiro, é o morro na fita!”.
- “Um síndico do prédio bem animado que não queria nada com nada”.
- “Relatos de um filme de pobre”.
- “Quando somos pobres somos vistos como um nada”.
- “O difícil é fazer alguma coisa, ainda que essa coisa seja cinema feito por gente de cor”.
- “Os ricos têm segurança e se escondem. Os pobres não têm segurança e sofrem por serem negros e pobres”.
Obs.: Os alunos pediram que seus nomes não fossem revelados.
11 setembro, 2006
Frase de filha
"Manheeeeeê.... (grito no meio da madrugada) VEM FAZER CARINHOOOOOOO! (mãe levanta exausta, com sorriso sonolento no rosto). O que foi filhinha? Ela não abre os olhinhos e diz: "Eu estava tentando um sonho e veio um pesadelo no lugar"... Fiz o carinho. Ela voltou a dormir. Eu não. Fiquei pensando...
A frase é sábia. Comigo também tem entrado pesadelo no lugar de sonhos... até acordada... Afff!
Manoel de Barros
Técnica: Fotografia digital/photoshopada
I
Não tenho bens de acontecimentos.
O que não sei fazer desconto nas palavras.
Entesouro frases. Por exemplo:
- Imagens são palavras que nos faltaram.
- Poesia é a ocupação da palavra pela Imagem.
- Poesia é a ocupação da Imagem pelo Ser.
Ai frases de pensar!
Pensar é uma pedreira.
Estou sendo.
Me acho em petição de lata (frase encontrada no lixo)
Concluindo: há pessoas que se compõem de atos, ruídos, retratos.
Outras de palavras.
Poetas e tontos se compõem com palavras.
Para ler mais clique aqui.
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observação: Depois dos últimos posts só Manoel de Barros para salvar esse blog!
Angel Duarte e Thales Júnior


Ontem foi dia de mico (meu é claro). A festa da Marcella estava muito animada. Teve inclusive show do Thales Júnior e banda, com a canja do Angel Duarte. Ouvimos pop rock, dançamos, bebemos, papeamos. Mas, como tem gente que não se cansa (rss, eu). Resolvi improvisar depois da cantoria profissional (afinal músicos merecem descanso também) um karaokê. Imaginem o resultado. Eu, totalmente desafinada, fazendo "eco" enquanto a Onésia soltava sua bela voz. Somente hoje foram me contar, né. Ela cantava e eu terminava as frases "... um bêbado trajando luto... (luuuuuuuuuuuuuuto)... me lembrou Carlitos (carliiiiiiiiiiiiiiiiiiiiitosssssssssss). Entre os parênteses era euzinha. Que horror! Hoje sobraram as gargalhadas e as maravilhosas empadas da festa. E, ai, ai, ai, uma leve dor de cabeça envergonhada. Mas que foi animado, isso foi!
09 setembro, 2006
Frase da noite
Dois homens se beijando incomodam muito mais [...]"
Pequeno verso editado do livro A imitação do amanhecer.
Calaf - arte popular...
...embala personagens da noite.
Gente que se acha entra na frente da foto dos outros...
Moda? Correntes grossas (prateadas) no pescoço e bonés.

François, Laurent, Fabian, Rachid. França samba!
Madrugada: uma arte possível?
As crônicas noturnas continuam. Ontem foi a vez de samba, suor e cerveja. O bar Calaf (não sei dizer o endereço rss) estava mais que lotado. A banda Coisa Nossa agitava a troca de pares e olhares e bebidas e sacolejos e beijos nas bocas e desistências e tchaus. Uma de nossas personagens terminou um namoro de mais de ano (há três semanas) e estava lá sorridente com o ego nas alturas.
Tenho que registrar, coisa irritante é homem "pedir" passagem no melhor estilo pitbull trombando na gente com os bíceps anabolizados e cara de malvados. Eu hein, juram que gostam mesmo de mulheres? ou preferem pares e espelhos? Eca! Mas, até que tem gente educada, que põe levemente a mão nas costas, ou ombros, e pede "com licença". Isso sim é civilizado.
O gostosão da camisa sete (isso mesmo tinham números na camiseta do rapaz) era a figura carimbada. Parecia atacante perdido em campo. Ia de um lado para o outro investindo, driblando, e saiu sem fazer gol. Num escanteio quase total.
No meio do aperta-esbarra-empurra-agarra (e no final da agitação quando infelizmente se acendem as luzes) saem pérolas hilariantes. "Cadê o meu, ô safada?" (que mal gosto hein ficar com um grosseirão desses). Eu daria um garrafada num tipo desse.
Tem gente que cisma com boca e pergunta "você tem dono?". ahn? "Sua boca tem dono?" Epa! Como assim, dono? "É. Sua boa é maravilhosa etc" (obscenidades totais). Acho que é a mesma coisa de perguntar se seu cérebro tem dono. É cada uma!
No estacionamento, um quarteto de rapazes (de bonés e correntes no gogó, é claro) soltam a melhor para as mulheres que passavam. "Ei cabelo de minhoca!" (kkkkkkkkkkkkkkk) Dessa eu tô rindo até agora. Cabelo de minhoca hahahahah.
Depois de tudo isso, e outras que a gente faz questão de esquecer, vem o homem com nome de flor e diz "vou tomar um caldo para ter o que vomitar quando chegar em casa". Sem comentários.
Ainda assim tinha o som incentivando "tem que me prender... tem que me seduzir... me deixar louca por você..." ou ainda, "oh coisinha tão bonitinha do pai..." ou quem sabe "amor se eu chegar mais tarde por favor deixa a porta aberta para eu entrar...".
Pontuação da sexta-feira? 85% de aproveitamento! Fracionado da seguinte forma: 45% para as gargalhadas que demos e 30% para a música e 10% para o pilequinho.
Então pois, a arte possível da madrugada é chegar em casa lembrar das esquetes, selecionar as fotos e brincar no photoshop. Isso sim, 180% de aproveitamento. Gostaram das imagens?
Dias melhores virão, um clichê mais que necessário. Saravá! Oxalá! Trololó! Blábláblá! Até a próxima crônica das madrugadas surreais da Capital Federal de Alice. Como diria a rainha "cortem-lhe as cabeças!". Fui.
PS: Esqueci do "Zé goteira". O cara depois de umas tentativas de ficar com uma garota disse a um amigo vaza, vaza, vaza... Ele sim tinha um papo goteira!
08 setembro, 2006
Fragmento de um diário

Como oxigenar a poesia...
Como oxigenar a poesia, sempre tão asfixiada por clichês e rimas fáceis?
"Mergulhar fundo na linguagem, não se importando se vai faltar ar lá embaixo. Henri Michaux diz que a alma não voa, a alma nada. Concordo com ele. O poeta não pode se sentir dono de uma voz. Ela mais será dele quando mais lhe faltar. O erro é a casa da verdade. Subverter o lugar-comum, sair do jogo, do trocadilho, do jogral. Falar só quando se tem necessidade, quando é impossível adiar. A verdade não é um hábito como a mentira, a verdade rompe hábitos. O poeta é a instabilidade cardíaca. Concorda para discordar logo em seguida. Não conheço nenhum poeta aposentado. Ou se é para trabalhar toda a vida ou nunca foi". Fabrício Carpinejar
Leia na íntegra...
07 setembro, 2006
Brasil Brasileiro - arte
2º Curto-Circuito Poesia no Conic
O Conic (Setor de Diversões Sul) reúne no segundo sábado de cada mês poetas, músicos, artesão e artistas. O 2o Curto Circuito Poético acontece no próximo dia 9 de setembro, às 10h (entreo Quiosque do Ivan e o Teatro Dulcina). Ao meio dia haverá o lanche comunitário patrocinado pelo livreiro Ivan Presença
Poetas convidados: Alan Viggiano, Alexandre Marino, Anand Rao, Angélica Torres Lima, Denise Cruz, Ellen Oléria, Francis Mary, Jason Tércio, Joanyr Oliveira, Larissa Malty, Leonardo Almeida, Lisianny Oliveira, Luis Turiba, Maíra Oliveira, Maria Maia, Nonato Veras, Nicolas Behr, Paula Zimbres, Robson Anderson, Sylvia Cyntrão, Thiago Petra, Thomaz Coelho, Walter Silveira
Apoio Cultural: Quiosque Cultural – SDS, Prefeitura do SDS – CONIC e Restaurante Mistura Brasileira
Fonte e contatos:
Frase da madrugada
“Não estou com essa bola toda. Apenas com a trave, a grande área e o goleiro”.
Final de campeonato!
3x4

sou lenta. sou frágil. sou pequena. sou devagar. sou preguiçosa. sou gorda. sou rabugenta. sou pequena. sou frágil. sou lenta. sou descabelada. sou precipitada. sou alienada. sou marrenta. sou frágil. sou lenta. sou pequena. sou faladeira. sou ingênua. sou chata. sou briguenta. sou lenta. sou pequena. sou frágil. sou irritada. sou burra. sou birrenta. sou infantil. sou lenta. sou frágil. sou pequena. sou doente. sou louca. sou otária. sou poeta. sou pequena. sou frágil. sou lenta. sou brega. sou mau. sou mimada. sou imoral. sou frágil. sou lenta. sou pequena. sou repetitiva. sou carente. sou descrente. sou docente. sou pequena. sou frágil. sou lenha. E o mundo que se exploda! em 3x4 em 3x4 em 3x4 em 3x4.
06 setembro, 2006
Blog do dia - Setor Literário Sul
Vocês sabem que sou garimpeira. E, também, guardadeira rsss.
No mar da net tem de tudo, das praias poluídas aos santuários cristalinos.
Nesta semana conheci uma pessoa que dança com os mais belos corais: Liana Aragão.
O blog é imperdível. Inteligente, atualizado e com dicas valiosas.
SLS Traz comentários, críticas, notícias de eventos literários, lançamentos, saraus etc.
Segundo Liana, que é escritora, em Brasília as coisas também acontecem! Confiram Setor Literário Sul (SLS).
Sem dúvida, há mais que política e seca nesta cidade, ainda bem...
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A seguir um trecho do texto Paraty 2006 (August 24, 2006), muito bom, publicado no Setor Literário Sul, de autoria de Marcelo Mirisola
blábláblá... novo em cada amanhecer...



Blábláblá. Café da manhã. Escovar os dentes. Sair de casa. Blábláblá. Ser formiga. Ser cigarra. blábláblá. Rebobina. Dormir até tarde. Almoçar. Entrar na net. blábláblá. Ser cigarra. Ser formiga. Opção? Blábláblá. Vamos novamente. Acordar. Fazer isso. Fazer aquilo. Blábláblá. De outro jeito. Não acordar. Querer morrer. Blábláblá. De novo. Nem dormir. Levantar. Blábláblá. Outra forma. Amanhecer. Fazer amor. Sorrir. Blábláblá. Muda tudo. Madrugar. Pegar o ônibus. Trabalhar. Blábláblá. Inverte. Levantar cedo. Entrar no carro. Pendurar o paletó. Blábláblá. Agora do avesso. Barriga vazia. Descer o morro. Blábláblá. Muda a fita. Hospital. Bala perdida. Blábláblá. Troca o canal. Criança na escola. Lancheira. Caderno e lápis. Blábláblá. De outro tom. Menino na rua. Chiclete no sinaleiro. Moedas. Esporros. Blábláblá. Câmera lenta agora. Mulher parindo. Marido bêbado. Greve. Blábláblá. Outra vez. Mulher dando a luz. Marido presente. Hospital particular. Blábláblá. Troca o filme. Soco na cara. Cabeça quebrada. Um par de tênis. Blábláblá. Corta! Repete. Mulher vai às compras. Babá de uniforme. Motorista espera. Blábláblá. Muda a cena. Chefe puto. Salário atrasado. Fila grande. Blábláblá. Troca a lente. Homem alto. Bom terno. Carro do ano. Blábláblá. De outro ângulo. Casal passeia. Quadra tranquila. Arbustos verdes. bláblábla. Reticências. Mais um dia começou.
05 setembro, 2006
Uniesco na Feira do Livro

Júlia foi à feira com seus balões

Hoje (4/9) – Na Feira do Livro de Brasília teve conto e poesia. História pra criança curiosa (que lá pouco havia).
No Café Literário estava "Júlia e os Balões". Grandes, coloridos e até pequeninos saíam voando dos olhos de André Neves, que contou um pouco sobre como é ilustrar livros infantis.
Ao lado de Marco Coiatelli, o “pai” da menina dos balões, Neves falou sobre essa boa parceria, e, também, sobre o “anonimato” em que vivem os ilustradores. “Toda criança sabe o nome do autor da história, mas quantas sabem quem fez os desenhos?”.
É verdade André, poucos se recordam daqueles emprestam o olhar desenhado que ajuda a fantasia ganhar contornos, colorindo ainda mais as páginas recheadas de imaginação.
Ler um livro ilustrado é com certeza ganhar duas histórias de presente. Que o diga os leitores pequeninos!

Durante o bate-papo André declamou uns versos. E, eu, que já havia comprado o livro, fiquei namorando um trechinho da história de Coiatelli, ou melhor, uma fala de um dos balões de Júlia “somos muito felizes com as surpresas da vida e, enquanto não partimos, brincamos de fazer o outro feliz...”

É. Literatura se parece com esse brinquedo capaz de fazer a gente voar.
03 setembro, 2006
Postais de poesia
Técnica: Postais de poesia
Data: Rio de Janeiro, 1997