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21 novembro, 2007

Trabalhando a mente via MSN, a praça de Sócrates na pós-modernidade

São 15h37min. Quantos estão no trabalho? (conceituando aqui trabalho aquele com vínculo empregatício e/ou com horários a cumprir). Então, quantos não estão NESTE tipo de trabalho? Quantos são pagos para pensar? Quantos são pagos para fazer? ou Quantos são pagos para pensar para gerar lucro?


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Fernanda diz:
e ai amiga, nossas estrategias de enriquecer, como andam?
Lis-Soll diz:
olha
Lis-Soll diz:
descobri a polvora
Lis-Soll diz:
só que ela tá molhada
Lis-Soll diz:
hahaahahha
Lis-Soll diz:
por isso nao acende
Fernanda diz:
hahahaha
Fernanda diz:
seca ela amiga, seca ela
Lis-Soll diz:
o que significa que somos potencialmente explosivas
Lis-Soll diz:
e vivemos molhadas (sugestivo... né...)
Fernanda diz:
hahahahaha
Fernanda diz:
eu estava lendo sobre Balzac
Lis-Soll diz:
o que culmina em potenciais apenas
Fernanda diz:
amiga, a gente precisa beirar a genialidade
Lis-Soll diz:
e como beirar à genialidade?
Fernanda diz:
em 18 anos ele criou qse 3 mil personagens
Fernanda diz:
escreveu centenas de coisas
Fernanda diz:
casou e morreu
Lis-Soll diz:
é amiga, parece que a ordem da vida é: nascer, produzir, morrer
Lis-Soll diz:
talvez a nossa "falta de produção" seja um inconsciente desejo de imortalidade
Lis-Soll diz:
potenciais não morrem... (nem fracassam)
Fernanda diz:
hummmm
Lis-Soll diz:
e, olhando bem, o marketing sempre foi decisivo em todas as épocas
Lis-Soll diz:
mas, nós, "vítimas" da sociedade tecnológica-globalizada da comunicação
Fernanda diz:
vamos tentar nos guiar pelo Balzac pelo menos, aos 19 convenceu o pai a sustenta-lo em Paris, pq ele queria ser escritor
Fernanda diz:
passou uns 5 anos em paris escrevendo com outros nomes
Lis-Soll diz:
nos perdemos na mistura de gente e no fim não conseguimos sobressair
Fernanda diz:
pq ele sabia que era genio e nao poderia queimar o nome dele com textos ruins, claro
Fernanda diz:
nestes 5 anos ele elaborou uma estrategia, mandou uma carta para irma dizendo que ele morreria como genio
Fernanda diz:
ja tinha estratejado todas as comedias
Fernanda diz:
escreveu sem parar por 18 anos
Lis-Soll diz:
boa estratégia, considerando que a vida dos artistas eram (ainda é?) mais significativa que a própria obra
Fernanda diz:
aos 47 nao escrevia mais
Fernanda diz:
aos 51 morreu
Fernanda diz:
esta ultima parte eu nao gosto nao
Lis-Soll diz:
certamente existiram outros Balzacs, padeiros, para fazer o pão do Balzac "gênio"
Lis-Soll diz:
naquela época se morria cedo
Lis-Soll diz:
estive pensando sobre a angústia de existir
Fernanda diz:
o primeiro livro dele foi best seller, entao ele se dedicou a escrever grandes livros best sellers para se sustentar
Lis-Soll diz:
e descobri: é uma raiva contra o mundo e sabe por que?
Fernanda diz:
este era o balzac padeiro amiga, aquele que escreve best sellers
Lis-Soll diz:
por que essas pessoas (geniais, se acham é claro) querem apenas existir e não SOBREVIVER
Lis-Soll diz:
então, raciocine: se temos que sobreviver, logo não podemos simplesmente existir
Lis-Soll diz:
e isso dá raiva, muita raiva. que gera frustração. que gera angústia.
Lis-Soll diz:
seres existencialistas são "mimados". egocêntricos. espaçosos.Lis-Soll diz:
pois, precisam de alguém que os sustente. precisam de ser o centro da produção (de si próprio, inclusive) e precisam ganhar espaços de reconhecimento dentre outros
Lis-Soll diz:
por isso, artistas são espaçosos
Lis-Soll diz:
os artistas que não tem quem os sustente são os deprimidos rsss
Fernanda diz:
é amiga... muitas coisas a se pensar
Fernanda diz:
só que vou pensar qdo eu voltar, minha mae está me arrancando do computador...
Lis-Soll diz:
os artistas (que nasceram ricos, ou se casaram com ricos, ou tiveram mecenas) são os que viraram "genios" para as próximas gerações

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Fernanda se foi e eu continuei a conjecturar minhas hipóteses.
1. Esses "clássicos" ou tiveram suporte e ou eram sozinhos. (os filhos delegados aos cuidados de outrem, quando era o caso)
2. Se tivessem que viver apenas da própria labuta do pão de cada dia, não produziriam.
3. A "megalomania" - de querer "mudar o mundo" ou de se acharem mais "sábios" que os demais para terem a necessidade de propagar suas "verdades"(ou teorias) - é o que os rotulava de "malucos", "gênios", "marginais" etc.
4. sem tempo dedicado a isso não se produz o saber, nem teoria. O trabalho mental É um tipo de TRABALHO, embora não seja reconhecido assim.
5. A vida "excêntrica" (pelos motivos acima) dos antepassados "geniais" estereotipiza os atuais perseguidores da produção artísticas e intelectual. O que leva de geração para geração o conceito de "artistas são loucos, rebeldes, preguiçosos, etc".
6. Quem se dedica muito ao trabalho "físico" dedica-se bem pouco ao trabalho "mental" e vice-versa. (dois corpos não ocupam o mesmo espaço).
7. Ambos tipos de trabalho são necessários à sociedade.
8. O capitalismo privilegia o trabalho "produtivo" (que gere lucro rápido), embora pregue a necessidade de pessoas "criativas" blábláblá.
9. Pessoas que "querem mudar o mundo" são, na verdade, "obssessivas" pela ordem, pelo funcionamento adequado (?) das estruturas e não "baderneiras" como aparentam. Pois, querem mudar para que haja a "ordem ideal", já que são muito incomodadas com a desordem geral causa pelos que "não pensam". Logo, são indivíduos com extremas dificuldades de aceitação das diferenças e muito preconceituosas quanto à "burrice" alheia.
10. Assim, os geniais acham que o mundo lhes pertence (ou devia ser de outro jeito para os caber) e que, se assim não for, não querem brincar de viver. Furam a bola e vão embora. E, nos casos mais agudos, dão um fim em si mesmos.
11. Eles quebram paradigmas dos outros.


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4 comentários:

Anônimo disse...

porra, de noite eu procuro voces duas no msn pra conversar mas voces nao me dão bola! A Fernanda - Núbia Ólive de Itapecerica da Serra - eu já peguei no msn, mas ela se some de vez em quando. Bem, estou no msn depois da meia noite ou antes um pouco. Eu queria falar com voces duas ao mesmo tempo no msn, seria uma suruba virtual pantagruélica com direito e estrepitosas gargalhadas. Falando sério agora, vocês duas são muito intelectualmente tesudas! Adoro vocês duas!VOCÊS QUEREM FICAR RICAS???...Pra que vocês querem dinheiro???...Se vocês ficarem ricas, vocês vão ser um perigo parara o mundo e o universo, portanto, fiquem quietinha$ aí! Vocês serão como Van Gogh, só que ao invés da orelha, vocês duas cortarão os céus em vôos filosofástricos delirantes...e portanto bola no barbante!... CHEGAAAAAA DE BAGUNÇAAAAAAAAA NO BLOG DA SOLANGEEEEEEEEEE! BEIJOS DE LÍNGUA PRAS DUAS TÓTOQUINHAS! Roger (SC)

Fernanda Ramirez disse...

Amiga, viva a poética mecênica de Balzac. Outro dia, um cara que leu Maria da Ressurreição comparou com Machado de Assis (no item pensamentos pensantes de uma alma que pensa). Hein? Bizarrice pura, mas já é um adianto. Acho que temos mesmo que escrever um lindo best seller. Pode ser tipo Hary Potter que eu nem me importo. Afinal, hoje em dia, o que é literatura? Fui num sarau dia desses com as letras da vez. Nada de extraordinario, apenas aquela coisa jovem de usar palavras para romper o mundo, mas eu nem vejo muito sentido para isso. O que é arte? Um monte de laranjas empilhadas na bienal? Sei lá que linguagem o mundo lê. Beijos

Alena disse...

Fias, ter pai e mãe para bancar as excentricidades é fundamental! Mas também, se não tiver espírito de liberdade... hum... não se vai a canto algum.

Soll disse...

vamo bate lata

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