Compartilhe!

Pesquisar neste blog

13 janeiro, 2007

Pergunta do dia...

O pai de um grande amigo me perguntou esta semana. "Você tem dois meses para pensar e me responder: qual é a RAZÃO para viver?"

Eta perguntinha difícil, né! E ele ainda completou: "não pense em explicações ou argumentos emocionais, mas sim RACIONAIS".

Fica ainda mais complicado de responder, pois se poderia responder por amor aos filhos (ou outras pessoas etc), para "evoluir" (o quê, não é?), porque se está vivo...

Vou pensar... Afinal, somos seres racionais (Somos? rsss) e temos que encontrar "razões" (será?) Se não fosse assim porque seríamos racionais?

Quem tiver alguma sugestão deixe nos comentários.

Andei pesquisando na net e encontrei coisas do tipo:

"Razão para viver: a morte"

"Não há razão para viver"

"Buscar o prazer"

"Busca da verdade e do sentido das coisas

"Existe razão?"

"A razão de viver é procurar a razão para viver" (euzinha hahahha)



_____________________

Procurando o "conceito" de razão apareceu esse abaixo:

Mas o que é "razão"?

Costumamos chamar de razão a capacidade que todo ser humano tem de criar e articular palavras e pensamentos. Por isso, dizemos que o homem é um animal racional, que fala, pensa, tem idéias.

Chamamos também de razão um modelo de pensamento, tipicamente ocidental, que nasceu entre os gregos e se tornou o orientador da conduta humana no mundo.


Razão não quer dizer somente pensar, mas pensar de forma organizada, esclarecida, contida. Sem contradições, nem grandes emoções.


Foi com Sócrates e Platão que este modelo de pensamento nasceu, na Grécia Antiga. Um modelo presente até hoje. A racionalidade é uma exigência da nossa civilização.

“Sem a razão, não seria possível ter feito esse cálculo do edifício, sem a razão era impossível você planejar a obra, sem a razão não é possível que você garanta a eficácia dos trabalhadores, não é possível que você consiga um resultado final de qualidade, com segurança, essa qualidade da edificação”, diz Luís.

Sócrates e Platão acreditavam que o corpo, as sensações, as emoções, são a fonte dos erros, da violência e da desordem. Para eles, o homem precisa se opor à sensibilidade, percepções e apetites do corpo, e buscar a essência das coisas, a verdade que vem dos pensamentos e idéias.


As opiniões e ilusões, as crenças religiosas e, principalmente. as contradições devem ser rejeitadas. Portanto, a razão não é natural nos homens, como se acredita. Ao contrário, foi construída pela cultura e é um produto da nossa civilização.


“Ela era conhecida como a bruxa do lixo”, diz o documentarista Marcos Prado, referindo-se a Dona Estamira. “Ela comandava uma comunidade de velhinhos renegados da sociedade, que dormiam lá, moravam lá”.


A trajetória de Estamira, mostrada no documentário de Marcos Prado, traz questões importantes para a filosofia: será que a razão consegue mesmo guiar o homem?

O que a sociedade fez, ao longo da história, com aqueles que não conseguiam controlar as contradições, os afetos, as paixões?

Para que o pensamento racional pudesse se manter como modelo de discurso, o homem procurou afastar todos que atentassem contra ele - os que deliram, se excedem, se desequilibram.

Quando a razão se tornou o ideal de interpretação do mundo, a ausência de razão, a loucura, passou a ser o que devemos excluir, banir da sociedade.


O Fantástico mostrou, há 26 anos, como era um desses chamados "depósitos de loucos" - a colônia Juliano Moreira, no Rio. Uma cidade de rejeitados.


“Um campo de concentração onde as pessoas entravam para depois não sair nunca mais e morrer lá dentro”, afirma Roberto Aquino, diretor do Museu Bispo do Rosário. A Juliano Moreira chegou a abrigar 5.500 internos, que viviam abandonados, em condições deploráveis.
“Não era um local de tratamento médico, de cuidados da saúde. Era um lugar da morte, da dor e do silêncio”, diz Aquino.

A reportagem do Fantástico sensibilizou a sociedade. O dia em que estas imagens foram exibidas, 18 de maio de 1980, é considerado o Dia Nacional da Luta Anti-Manicomial, porque marcou o início da reforma psiquiátrica no Brasil.

A situação, hoje, é bem diferente. Os doentes mentais não são mais internados em instituições como esta. Mesmo assim, cerca de 600 internos ainda vivem aqui - gente que não tem para onde ir.

Mas, apesar de ser um lugar de tristeza e abandono, foi na Juliano Moreira que surgiu um artista genial: Artur Bispo do Rosário.

Foi numa cela construída para pacientes agitados que Bispo do Rosário foi recolhido. Lá, ele permaneceu por mais ou menos sete anos, em total isolamento. E começou a construir sua obra.
O sergipano Bispo do Rosário, morto em 1989, ficou mais de 50 anos internado na Juliano Moreira. Hoje, é um artista admirado no mundo inteiro. Sua obra foi exposta recentemente em Londres, ao lado de pintores consagrados como Miró.

O que o discurso racionalista quer eliminar não é somente a loucura, mas tudo o que seja estranho, desconhecido, obscuro, diferente, representado na figura do louco.

No entanto, grande parte dos homens que construíram nossa cultura - cientistas, artistas, pensadores - foram considerados loucos.


Será que um certo grau de loucura não é uma condição para criar?

“Uma coisa me ajudou a recorrer a uma coisa que a gente pode chamar de loucura. É que eu sou péssimo compositor, péssimo instrumentista, péssimo cantor. Eu tive que partir para o que não é normal. Quando você parte para o que não é normal, muitas pessoas já chamam isso de loucura. ‘Ah, esse cara é louco’, eu ouvi isso várias vezes”, afirma o compositor Tom Zé.
Tom Zé foi a principal atração do Festival da Loucura, que aconteceu há dois meses, em Barbacena, Minas Gerais.


A idéia do festival era celebrar a loucura como fonte de criação e apagar a triste fama da cidade.
Aqui há um hospício, conhecido em todo o país, que chegou a ter mais de três mil internos.
“As pessoas não têm nem idéia do que é sofrer de um problema mental. Eu mesmo sou beneficiado pela farmacologia”, confessa Tom Zé.


Será que ao excluir a loucura, nossa razão não estaria se tornando também mais fraca? Menos criativa? Mais triste?


“Eu amo é dar às pessoas o prazer de descobrir que eu fiz um pequeno segredinho numa coisa chamada canção, onde na verdade tem só o invólucro de uma coisa que eu chamo ‘rebeldia’. E a rebeldia é uma forma de loucura”, comenta Tom Zé. “E um dia, esse tipo de loucura foi aceito como música”.

Eu sou responsável pelos meus atos? Tenho controle sobre mim mesmo? O que pode a vontade humana contra o desejo?


Fonte: aqui (Viviane Mosé, para o Fantástico)


_____________________________
outro conceito:


A palavra RAZÃO tem sua origem em duas fontes que têm sentidos equivalentes. Uma é a palavra latina RATIO e a outra fonte é a palavra grega LOGOS. São palavras substantivas derivadas de dois verbos que apresentam sentidos muito parecidos. LOGOS vem do verbo LEGEIN – que quer dizer: contar, reunir, juntar, calcular; o outro verbo é REOR que significa: contar, reunir, medir, juntar, separar, calcular.

Na origem, RAZÃO, significa capacidade intelectual para pensar e exprimir-se correta e claramente, para pensar e dizer as coisas tais como são.

A RAZÃO é uma maneira de organizar a REALIDADE pela qual esta se torna compreensível. É, também, a confiança de que podemos ordenar e organizar as coisas porque são organizáveis, ordenáveis, compreensíveis nelas mesmas e por elas mesmas, isto é, as próprias coisas são racionais.

Fonte aqui

___________________________
Na wikipédia:

"Razão é a faculdade de raciocinar, de apreender, de compreender, de ponderar, de julgar; a inteligência. Os filósofos racionalistas opõem a razão à imaginação. Enquanto empregar a imaginação é representar os objetos segundo as qualidades secundárias, aquelas que são dadas aos sentidos, empregar a razão é representar os objetos segundo as qualidades primárias, aquelas que não são dadas à razão".

7 comentários:

rogerio silvério disse...

a razão pra viver é manter-se vivo.

Jorge G disse...

É o prazer da descoberta diária de novas realidades.

jorge de Lisboa

Um abraço.

Manoela disse...

minina, cê começou o ano pirando o cabeção??? mas já??? huauhahuahauahu Olha só, dia desses tava conversando com um amigo e eu disse: - os animais é que estão certos! sobrevivem, matam, morrem, comem, caçam, reproduzem e simplesmente cumprem o seu papel. Meu amigo me corrigiu: - minha querida, os animais não estão preocupados se estão certos ou errados, pra começo de conversa. Então, acho que esse lance de razão para viver é uma viagem humana, que não leva a lugar nenhum... explicação racional para essa questão será sempre uma furada, pois essa agonia só existe nessa nossa cabecinha humanóide... dessa maneira, acho que não existe mesmo razão nenhuma para viver. Somos apenas uma parte minúscula desse todo maluco, desse universo, que talvez sempre tenha existido, sem razão nenhuma. Para que explicações? Bjo!!!!!

eduardo disse...

Meu deus!!! preciso estudar!!!

rogerio silvério disse...

Concordo com o pessoal aí, de certo modo. Mas a verdade é que as pessoas com alguma inteligência e consciência sabem que o tempo, a passagem dos anos, a perspectiva de se morrer a qualquer instante, por acidente ou doença, ou pior, ficar vegetando ou então aleijado, isso tudo enlouquece os sãos e torna sadios os loucos.Eu até acredito em deuses, mas, infelizmente eles pouco ses importam com nós mortais. Mas daí alguém pode dizer, a civilização e a cultura poderá salvar o ser humano...mas eu digo que até um formigueiro ou colméia é mais organizado que a nossa civilização. Estejamos,então, prontos para viver a dor e o prazer, intensamente. Não há alternativa. Viver é prazer e dor. Falei besteiras mas pelo menos falei o que pensei. Abraços.

Roberto Klotz disse...

Qual a razão para viver?
Você não tem uma pergunta mais fácil?
Vive-se para realizar sonhos.
Enquanto houver sonhos haverá motivação para viver.
Há quem sonhe em ser médico, piloto de avião ou presidente da república. Outros sonham com a casa própria. Beltrano sonha em conquistar beltrana. Beltrana sonha com a maternidade. Há quem sonhe alto, há quem sonhe colorido. Há quem sonhe ter, há quem sonhe ser.
Sonhos produzem ações. Ações produzem resultados. Resultados produzem novos sonhos.
A ausência de sonhos apaga a chama.
Eu sonho escrever. Sem sonho a chama se apaga.

Soll disse...

adoráveis amigos e leitores, as respostas estão cada vez melhores e mais poéticas. Creiam que estão me ajudando a refletir sobre a RAZÃO.... beijos em todossssssssss!
soll

Postagens populares

Total de visualizações de página