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21 setembro, 2006

Curiosidades... o bocejo...

Li uma matéria interessante. Os enigmas do Bocejo. (por Robert Provine)

Primal, irreprimível e contagiante. Diz que o gesto revela a base evolutiva e neural da empatia e do comportamento inconsciente. Aliás, tente ler sem bocejar, convida a matéria.

Enquanto isso, eu não paro de bocejar aqui. hahahaha. Vamos aos trechos:

"[...] Imagine um bocejo. Você alonga os maxilares, abrindo os lábios escancaradamente, toma fôlego profundo seguido por uma expiração mais curta e termina fechando a boca: ahhh... Você acaba de se juntar aos vertebrados do mundo inteiro num dos rituais mais antigos do reino animal.

Os mamíferos e a maioria dos outros vertebrados bocejam: peixes, tartarugas, crocodilos e pássaros. As pessoas começam a bocejar bem cedo - uma evidência de antigas origens. Também chamado de oscitação ou boquejo, o bocejo aparece no fim do primeiro trimestre do desenvolvimento humano pré-natal e é evidente em recém-nascidos.

Trata-se de tema de grande riqueza para interessados nos mecanismos neurais do comportamento, já que sua natureza simples e sem variação permite uma descrição rigorosa, primeiro passo para a investigação de mecanismos neurais. Essa aplicação do enfoque de "sistemas simples" diz respeito aos seres humanos que se ocupam de suas atividades normais; não há necessidade de usar bactérias, moscas-das-frutas ou nematóides nas pesquisas. Pode-se aprender muito experimentando em si mesmo e observando o colega Homo sapiens. [...]
[...] Existem três variantes de bocejo usadas para testar hipóteses sobre forma e função. Se estiver bocejando agora, observe em você mesmo e tire suas próprias conclusões sobre o mecanismo de base. Nem todo mundo, porém, tem o mesmo entusiasmo por tal auto-experimentação. Mesmo os entusiastas julgam conveniente realizar esses experimentos sozinhos.

Bocejo de nariz fechado: ao perceber o início do bocejo, aperte o nariz para fechá-lo. A maioria das pessoas diz que consegue executar bocejos de nariz fechado perfeitamente normais. Isso indica que a inspiração no início de um bocejo e a expiração no término dispensam as narinas - a boca oferece passagem de ar suficiente. Testemos agora algumas proposições sobre o papel da boca e da mandíbula.

Bocejo de dentes cerrados: ao perceber o início do bocejo, cerre os dentes, mas inspire normalmente pelos lábios abertos e dentes apertados. Essa variante dá a sensação de ficar preso no meio do bocejo. Mostra que a abertura da boca é um componente essencial do complexo programa motor do bocejo; a menos que seja realizada, o programa não continuará até o fim. Além disso, revela que o boquejo é mais que respiração profunda porque, ao contrário da respiração normal, a inspiração e a expiração não podem ser tão bem realizadas através dos dentes cerrados quanto pelo nariz.

Bocejo nasal: essa variante testa a adequação da vias aéreas nasais para sustentar o bocejo. Ao contrário da respiração normal, que é igualmente bem realizada pela boca ou pelo nariz, o bocejo é impossível através apenas da inspiração nasal. Assim como o de dentes cerrados, o nasal fornece a sensação insatisfatória de ficar em meio ao bocejo. Inspiração pela boca é um componente essencial do padrão motor do bocejo. Já a expiração pode ser feita igualmente bem pelo nariz ou pela boca. [...]
Para ler Bocejos na íntegra clique aqui.... hahaha você não vai parar de bocejar!
No final fala sobre as crenças populares. Será que só o entediado e o sonolento bocejam?

2 comentários:

Cesar Cardoso disse...

Noooooossa... deu uma vontade de bocejar agora...

Alena disse...

Nem para vc morar aqui, a gente ia fazer tanta coisa legal!

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