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02 maio, 2006

Música Último Sopro

Último Sopro


Fernando Perillo/Bororó/C.Ribeiro


A velha vida a golpes de espada

Não vale essa vela acesa por nada


Nem vale o milagre do santo de casa

Que faz tempestade num copo de água


Não vale a sombra no alto da escada

Que vela a vida aos olhos da lei...


A vela viva ativa a chama

Me chama a cama, aviva a chaga


E acho que chega de fome e de praga

Pois, penso que passam a fama e apaga


Pois, prensa por prensa prefiro a faca

Mas pare de por reparo em mim...


Eu não quero mais seu amor seus avais


Quero estar em paz

como estou, tanto faz


andar, percorrer a trilha do nada

a velha sina, os sulcos na estrada

a mesma resposta a porta de entrada


mais vale a vala estreita e rasa

mais vale a ave que voa sem asas


e minha mão já torta e cansada

cavando trincheiras, senhor me valei...


valei-me rios correndo pros mares

valei-me ébrios brilhando nos bares

valei-me velhos brigando nos lares

valei-me por tudo quanto valeis...

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