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11 outubro, 2006

Voltando pra casa...

Depois das aulas





Quase três da madrugada. Som alto no carro. Garoto de aluguel no CD recém-comprado. “Baby, dê-me seu dinheiro que eu quero viver”. A aula acabou mais cedo. Professora e alunos no Bico Doce. Bar perto da faculdade. Celebração. Dia de sistemas e muita informação. “Dê-me seu relógio que eu quero saber”. O desejo de rir. Compartilhar. Iguais. Absolutamente humanos numa terça-feira qualquer. “Quanto tempo falta para lhe esquecer”. A noite chuvosa. Excitação da turma. O conteúdo por desfilar. “Quanto vale um homem para amar você”. Jonny apareceu. No canto da mesa conversava. A animação não ouvia. Papos nas paralelas. “Minha profissão e suja e vulgar”. Ele solta ainda tímido Catedral. “O deserto que atravessei ninguém me viu passar...”. Silêncio. A capela. A voz. O inebriar noturno. Gigi, assim chamado, ainda circunspecto, dá a deixa. A dupla se forma. “...que o céu é maior tentei dizer mas vi você...”. Boquiabertos aplausos ao final. O talento de Gilson revelado. Já era um manifesto na turma. O show no boteco reafirmou. Desce a carne de sol. Manteiga de garrafa. Mais duas. “Quero um pagamento para me deitar”. Expectadores. Elogios. Reconhecimento. Brinde. A professora gargalha feito bruxa. Crise geral. Abdomens retorcidos. Faces vermelhas. Era festa. Celebração. “Junto com você estrangular meu riso”. Outras canções vieram. Cantares. Agudos. Tenores. Sopranos. Desafinares juntos em descontração. Cinco alunos. A professora. O que é aprender? É mais importante o conteúdo? Passeávamos em histórias. O tempo pleno. Relógio absorto. “Dê-me seu amor que dele não preciso”. Trocas. Experiências. Desnudares. Conta paga. Alegria bem-vivida. “Baby, nossa relação acaba-se assim”. Agora a carona. Cada um pega sua estrada. Ela vai rumo oposto à casa. Brindar. Noite nublada. Chuvisco incessante. Recanto da Emas. QNL. QNJ. QNX. QNZ. Perdida. Diminui o som. “Como um caramelo que chegasse ao fim”. Pára no posto. Onde fica o plano? Asa sul. “Na boca vermelha de uma dama louca”. Placas. Hotéis. Sinaleiras. – Vire o balão. Pegue o viaduto a direita. Samambaia. “Pague meu dinheiro e vista sua roupa”. Relembrou o lugar. Passado de hoje risadas. Perigo naquele velho dia. “Deixe a porta aberta quando for saindo”. Acendeu o cigarro. Ouvindo Jonny. Versão mineira de Zé Ramalho. Tentando a sorte. Vendendo música entre cervejas. Sustento do filho. Sustento do artista. “Você vai chorando e eu fico sorrindo”. Ela pega a avenida. Noventa por hora. Escapa da derrapagem. Encontra Riacho Fundo. Localizada. Feliz. “Conte pras amigas que tudo foi mal”. Vai percorrendo na memória a noite finda até chegar no lar. “Nada me preocupa de um marginal”.

4 comentários:

Cesar Cardoso disse...

Fantástico. É o que posso dizer depois de ler :)

manoela disse...

recolhimento...

rogerio silvério disse...

Olha a professora Sole mio dentro do carrinho! Ahahaahahha! Aiaiaiai! Dirige devagar a supermáquina viu! Veloz o carrinho né?É né? Eheheeheh!

Soll disse...

carrinho mesmo rsss bjs

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