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17 julho, 2006

A ponta...


A ponta


Para se fazer a ponta se tira a casca.
Para afinar ainda mais a ponta ainda mais se aponta.
O lápis vai rodopiando, rodopiando, rodopiando
entre a lâmina cortante, certeira
para resultar em flecha...


Quantas vezes a lâmina da vida me fez ser a ponta afiada?
Portadora das mensagens...
Quantos riscos certeiros lancei por aí?
Quantos rascunhos em ponta grossa, insegura e borrada já deixei?
Quantos desenhos tortos imprimi em papéis limpos?
Quantas cadernetas de bolsa fui companhia?
Quantas palavras lamentadas já ouvi?
Quantos verbos conjuguei por aí?


Sim...
A vida me faz sentir um lápis,
precisando constantemente da lâmina,
para ser cada vez mais afiado.
Até virar um toco cheio de história para contar.

Não...
Para evitar a lâmina
poderia ser um lápis de ponta grossa.
Aquele que não se pega mais para escrever.
Ou que se gasta até dar raiva do toque da madeira no papel.
Poderia também ser um de ponta quebrada,
ou grafite moído por dentro... quem sabe...

Mas não...
Pouco me revezo.
Vou me gastando.
Diariamente sendo consumida.
Apontada.
Sem descanso.
Afiada.
Pronta para espetar. (rsss)

Esperando a lâmina cegar,
ficar cansada
de me lenhar!

Soll

3 comentários:

ALena disse...

Sol, amei! Amei... Amei!!

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

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