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28 março, 2010

Bullying não tem idade! é uma violência sempre.

Ex-BBB Elenita critica seus colegas de confinamento: 'Passei por bullying aos 30 anos'

Professora fala sobre o livro que vai lançar e sobre o preconceito que sofreu por ter o corpo fora dos padrões.
-Divulgação/-Divulgação


Elenita prepara um livro sobre a experiência no reality show

Neste mês de abril, a ex-BBB Elenita vai lançar seu primeiro livro, “O homem ideal e outras conversas” (144 páginas, Editora Calon Rouge). A obra é uma coletânea de 30 crônicas escritas por ela e publicadas em seu blog desde 2005. Além disso, dois textos inéditos sobre sua passagem pelo “Big Brother Brasil 10” foram criados e incluídos na publicação pela doutora em linguística.

A experiência de Elenita na literatura não ficará restrita apenas a um livro. Ela já começou a elaborar uma nova obra na qual vai contar sua experiência dentro do “BBB”. O que, para ela, merece um estudo profundo. “Descobri que quando uma pessoa comum, fora dos padrões estéticos, mostra o corpo, as pessoas ficam incomodadas. Lá dentro passei por bullying (atos de violência física ou psicológica comuns entre crianças e adolescentes na escola) aos 30 anos!”

Elenita conversou por telefone com o EGO sobre esses e outros assuntos. Confira como foi o papo.

Como será “O homem ideal e outras conversas”?
Elenita:
São várias crônicas que falam do relacionamento homem e mulher até a autoestima. Reuni 30 textos publicados em meu blog desde 2005 e acrescentei dois sobre a minha participação no "BBB 10".

O que você escreveu sobre a sua passagem no reality show?
Tudo o que observei dentro do BBB. Relativizei a beleza. Nunca pensei que fosse passar por bullying aos 30 anos. Tive problemas por causa do meu corpo. Quando saí da casa, as pessoas me agrediam no Twitter, e isso me desestruturou. Mostrar um corpo fora dos padrões de beleza como eu fiz incomoda. Descobri que as pessoas do programa falavam de mim quando saí. Lá dentro existia uma mensagem velada. Me chamavam de complexada, e eu não sou!
Como você analisa a sua participação no “BBB”?
A minha participação no BBB abriu uma porta, foi emblemática. Achei que foi válida. Descobri que o simples fato de me sentir bonita, mesmo com o sobrepeso, incomodava as pessoas. Quando deixei a casa, notei que eles passaram o fim de semana metendo o pau em mim. Outro dia mesmo a Maroca falou mal de mim.

Como foram os primeiros dias fora da casa e de volta à realidade?
Eu me senti fora de órbita quando saí, tudo me incomodava. Agora, não. Vejo as pessoas lá dentro, depois de tanto tempo e, se fosse comigo, aquela rotina já teria me deixado maluca. Já me desvencilhei dessa rotina.

E como será seu segundo livro?
Vou falar sobre o “BBB” e o que passei lá dentro. Abordarei o preconceito e falarei que a mulher tem que ser bonita como ela é.
-Divulgação/-Divulgação


Ela tem vida pacata em Brasília

Como é a sua rotina pós-BBB?
Moro sozinha em Brasília. Voltarei a dar aula na universidade particular de comunicação empresarial no semestre que vem. Tenho alguns eventos fechados como DJ. Saio pouco. Quando vou a festas aqui em Brasília, é uma comoção. Não é como no Rio que o povo está acostumado a ver famosos pelas ruas.

E a maior lição do programa?
Aprendi muita coisa até mesmo para minha profissão. Aprendi que as palavras podem repercutir de maneira surpreendente, diferente da mensagem que você quer passar.

Você está solteira?
Estou solteira porque nesta fase nunca se sabe quem se aproxima de você sem interesse. O que é meu vai estar guardado lá na frente. Se você vibra coisas boas para o universo, elas voltam para você.

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