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14 maio, 2009

Encontro do Nordeste em Brasília

O ENCONTRO DO NORDESTE ACONTECERÁ NOS DIAS 14, 15, 16 E 17 DE MAIO.

PARA MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O GLORIOSO EVENTO ACESSEM:
http://www.encontrodonordeste.com.br/





O sertanejo é, antes de tudo, um forte.
(Euclides da Cunha – Os Sertões)

Vindos das mais distantes regiões do Brasil, a população imigrante de Brasília e Entorno possui hoje um número indefinido de nordestinos. Que trazem em seus “alforjes”, “côfos” e “frasqueiras”, vários sonhos de conquistar a capital. Ser presidente da República. Passar num concurso. Um emprego. Ter o “de comer” no dia seguinte.

Após meses ou anos longe de suas terras natais, surge o “banzo”, que afligia os africanos nos navios negreiros, e assola os nordestinos com saudade do tempero de “mainha”, das “colegagens” da rua e do “forró fiado” tocado nos “foles de oito baixos” e que animavam o “forrobodó” até a poeira subir e o galo cantar, enquanto as “cuiãs” prendem os cabelos nas “tracas”.

Para amenizar esse “banzo” acontece em Brasília dos dias 14 a 17 de maio no Estádio Mané Garrincha o Encontro do Nordeste que unirá culturas e tradições de todos os estados nordestinos (Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Piauí e Maranhão).

No espaço estarão instalados postos de informações turísticas de cada estado representado pelas principais prefeituras, a Expo Nordeste que apresentará produtos artesanais de cada região, como: produtos em cerâmica do mestre Vitalino Neto; areia colorida, redes artesanais da Paraíba, renda de bilros do Ceará, grupos de mamulengos, desafio de repentistas de vários Estado do Nordeste. Alem dos principais produtos, acontecerão oficinas de cerâmica, renda, xilografia e cordel. Para dar o gostinho de casa, restaurantes típicos estarão instalados no espaço do Encontro.

No palco a cada noite uma atração de peso (como: Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Aviões do Forró e muitos outros) para trazer mais do Nordeste para Brasília e muito de Brasília para todo o resto do Brasil. Num evento que espera receber com uma estrutura melhor a cada ano, cerca de 50 mil pessoas.

Também serão realizados lançamentos e prévias de grandes eventos, dentre as já existentes no interior, que atraem grande afluência de público, como as Festas de São João do Nordeste. Importantes grupos folclóricos, trios pé de serra e grandes artistas nordestinos, contagiarão o público apreciador do evento durante todos os dias do festival.



O Encontro será mais que uma mostra da cultura nordestina, será um fomento à valorização de Brasília como Capital Cultural, que respeita e valoriza todas as origens culturais, recebendo com orgulho todos que a visitam.

Em 2008, aconteceu também no Estacionamento do Estádio Mané Garrincha, o projeto piloto, Festival do Nordeste, lançamento e prévia das ‘Maiores Festas de São João do Nordeste’, com a presença das prefeituras de Aracaju/SE – Festa de Sergipe, São Luis/MA – Festa do Maranhão, Caruaru/PE – Festa de Pernambuco e Itapipoca/ CE – Festa do Ceará, patrocinado pelo Ministério do Turismo, que obteve grande sucesso com a presença de mais de 100 mil pessoas, arrecadando 55 toneladas de alimentos não-perecíveis que foram doados as instituições beneficentes da capital. (Este ano será arrecadado agasalhos que serão entregues ao desabrigados do Nordeste)

Veja site www.brasiliacapitalcultural.com.br, abra em vídeos, ícone: Retrospectiva Festival do Nordeste 2008. E este ano promete novamente ser um grande sucesso.

PROGRAMAÇÃO

Dia 14 de Maio de 2009 (quinta-feira)
Festa de Alagoas, Bahia e Sergipe
Capitão Axé, Flor de Limão, Calcinha Preta e Grupo Pé de Serra

Dia 15 de Maio de 2009 (sexta-feira)
Festa do Ceará e da Paraíba
Zé Ramalho, Dona Zefinha, Jorge Marino e Aviões do Forró.

Dia 16 de Maio de 2009 (sábado)
Festa de Pernambuco e Rio Grande do Norte
Geraldo Azevedo, Maria Fulô; Gatinha Manhosa; Sandra Belê e Brucelose

Dia 17 de Maio de 2009 (domingo)
Festa do Piauí e Maranhão
Francis Lopes; Gabriel Lener; Espetáculo Gonzaga e Tribo de Jah

Local: Estacionamento Estádio Mané Garrincha
Data: 14 a 17 de Maio de 2009.
Horário: 18h às 4h
Ingressos: 20,00 (inteira) 10,00 (meia) 15,00 (para doadores de 01 kg de alimento, que serão entregues ao desabrigados do Nordeste)
Ponto de Vendas: Óticas Brasiliense
Site: www.encontrodonordeste.com.br
Informações: (61) 3322-0139
Classificação Indicativa: 16 anos



GLOSSÁRIO DE EXPRESSÕES NORDESTINAS E DIFERENTES:
Alforje – Bolsa de Couro usada pelos antigos vaqueiros
Côfos – Cesto feito de palha de coqueiro utilizado para transportar frutas e outros vegetais
Frasqueira – Mala antiga
de comer – comida
banzo - melancolia
mainha – mamãe
colegagens – amigos
forró fiado – estilo musical tipicamente nordestino
foles de oito baixos – sanfona muito utilizada e falada por Luiz Gonzaga
forrobodó – festas que tocavam forró pé-de-serra
cuiãs – meninas novas
traças – tiaras que prendem os cabelos


RELEASE DE ALGUMAS BANDAS

GERALDO AZEVEDO
Geraldo Azevedo nasceu em Petrolina, PE, em 11 de janeiro de 1945. Essa origem nordestina talvez tenha sido a responsável pelo tempero tão variado de ritmos e balanços que este grande músico possui. Sua forma de tocar violão mistura as harmonias sofisticadas com os ritmos quentes do nordeste, destaca-o dentro do cenário nacional. Em seu trabalho é possível encontrar, lado a lado, líricas canções de amor como “Dia Branco” e números caribenhos cheios de swing como "Veneza Americana".

Geraldo Azevedo também é conhecido pelos seus incandescentes frevos (a dança de rua típica do carnaval pernambucano), muitas vezes seus shows se encerram com frevos eletrizantes, como "Tempo Tempero", "Pega Fogo Coração" e "Tempo Folião". É esta mistura, aliada a seu violão impecável, que o torna um dos mais conceituados músicos nordestinos.

É autodidata e aos 12 anos de idade já tocava violão. Ao mudar-se para Recife onde foi estudar, Geraldo se juntou ao grupo folclórico intitulado Grupo Construção onde conheceu Teca Calazans, Naná Vasconcelos, Marcelo Melo e Toinho Alves (componentes do Quinteto Violado) iniciando aí toda a sua trajetória musical.

Foi depois de sua apresentação, junto com o amigo Alceu Valença, no Festival Universitário da TV Tupi, que Geraldo Azevedo recebeu o convite para gravar seu primeiro disco pela Gravadora Copacabana. Nesse mesmo ano a Copacabana lançou o disco "Alceu Valença & Geraldo Azevedo" marcando a estréia de dois jovens cantores e compositores que se tornaram dois dos maiores nomes da nossa música brasileira.

Participou de alguns importantes projetos coletivos de discos como "Asas da América", "Cantoria" e "O Grande Encontro", além de fazer parte de várias coletâneas. Geraldo Azevedo já se firmou como uns dois maiores músicos nordestinos da atualidade.

CAPITÃO AXÉ
A Capitão Axé continua imprimindo sua marca de qualidade e irreverência por onde passa. A nova formação da banda, composta pela dupla Dydda Castilho e Felipe Pezzoni, agora aposta na composição Love Amor para dar prosseguimento ao trabalho que vem realizando há dois anos pelos palcos e trios elétricos do Brasil a fora.

Para esquentar ainda mais o cenário musical, a banda prepara seu primeiro CD de carreira com composições como “O Movimento”, “Amor, Fogo e Paixão”, “Dois Amores”, “Aê”, além de duas regravações - destaque para "Nayambing Blues - O Trem do Amor" (Sine Calmon), grande sucesso dos anos 90.

Enquanto isso, o grupo formado pelos vocalistas Dydda Castilho e Felipe Pezzoni e os experientes músicos Fábio Longo (Bateria), Marcelo Bala (Guitarra), Adelmo Ricardo (Contra Baixo), Gustavo Frodo (Teclados), André Negão, Maique Alex e Beto Lelê (Percussão) segue com a agenda de shows, deixando uma legião de fãs por onde se apresenta.

Histórico
O Projeto Capitão Axé foi consolidado em julho de 2006 com a gravação da primeira balada romântica do grupo: "Amor, Fogo e Paixão", executada nas principais rádios de Salvador.

Do romance ao axé, com um repertório amplo e variado, foi que a banda começou a explorar novos horizontes. Sua musicalidade ficou conhecida em shows realizados nas cidades de Mirante de Paranapanema (SP), Patos (PB), Cajazeiras (PB), João Pessoa (PB), Pau dos Ferros (RN) e Santa Cruz do Capibaribe (PE), São Bento (PB), Aracaju, Precaju, Tobias Barreto, Lagarto e Boquim (SE).

Na Bahia, passou a fazer parte da agenda, shows em Porto Seguro, Riacho de Santana, Ribeira do Pombal, Cocos, Barreiras, Itacaré, Mutuípe, Caetité, Bom Jesus da Lapa, Muritiba, além de participações nos principais ensaios do verão de Salvador, como Vixe Mainha, Lavagem da Vila e Festa de Iemanjá no Complexo Costa do Sauípe, no Bonfim Total, este último com participação da cantora Cláudia Leite. Outro destaque para a apresentação do grupo no palco universitário do Festival de Verão Salvador nas duas últimas edições do evento.

AVIÕES DO FORRÓ

Em 2002 a banda Aviões do Forró, subiu, pela primeira vez, aos palcos cearenses. A viagem rumo ao sucesso começava. Os convites para shows cresciam cada vez mais, o repertório que foi muito bem selecionado conquistava diversos adeptos, a harmonia da banda e a alegria irreverente dos vocalistas, faziam da Aviões do Forró uma realidade.

Com muita criatividade e atributos singulares, a banda já no seu primeiro CD, chegaram á margem de mais de 700.000 mil cópias vendidas. Hoje, a banda vai para o sexto lançamento repleto de canções que prometem marcar as maiores festas do país.

O destino da Aviões do Forró ultrapassou as fronteiras do Brasil. Em turnê pelos Estados Unidos, levou para as noites internacionais a alegria contagiante do forró.

O grupo não só caminhou rumo ao sucesso, mais também, sobrevoou com um destino certo; os corações de todos os fãs que formam os mais de mil fã-clubes espalhados pelo Brasil.


ZE RAMALHO
CD revela o coerente início roqueiro de Ramalho

"Eu sou todos nós", sentencia Zé Ramalho em um verso de Falido Transatlântico, canção que integra o álbum duplo Zé Ramalho da Paraíba, título inaugural do selo Discobertas, aberto pelo produtor e pesquisador musical Marcelo Fróes para editar relíquias do baú da MPB. O álbum duplo dedicado a Ramalho eterniza 23 números de cinco shows feitos pelo artista - entre 1973 e 1977 - na Paraíba e no Rio de Janeiro. Falido Transatlântico é número extraído do show Um Dia Antes da Vida, apresentado por Ramalho em 1976. Seu verso Eu Sou Todos Nós seria reaproveitado pelo cantor no título do álbum que lançou em 1998, exemplificando a firme coerência que pauta a discografia do compositor. O disco atual revela o início da viagem.

Por perpetuar gravações caseiras extraídas de fitas cassetes do acervo pessoal do artista, Zé Ramalho da Paraíba peca pelo caráter oscilante do áudio. A qualidade é especialmente precária nos oito números captados no show mais antigo, Atlântida, de 1973. É quando Ramalho aparece mais imerso no rock (como comprovam os arranjos de músicas como Brejo do Cruz, Puxa Puxa e da versão original de Táxi Lunar) e no blues (Jacarepaguá Blues) sem enterrar de todo sua raiz nordestina, que salta em músicas como Autor da Natureza. Atlântida ilustra a fase hippie de Ramalho. No show seguinte, Um Dia Antes da Vida, já são mais perceptíveis em números como A Árvore e O Astronauta (de apropriado clima viajante...) o misticismo filosófico-apocalíptico que iria nortear sua obra e o transformaria num Profeta do Sertão.

As maiores raridades estão no disco 1. Já o CD 2 documenta registros seminais de músicas como Avôhai e A Dança das Borboletas, captadas no show de voz-e-violão Coletiva de Música Paraibana, feito por Ramalho em 1976, um ano antes de sua contratação pela gravadora CBS (atual Sony Music). Enfim, com Zé Ramalho da Paraíba, título indicado para colecionadores, o selo Discobertas chega ao mercado fonográfico cumprindo bem sua função de documentar gravações inéditas ou raras. Que venham os CDs de Jackson do Pandeiro e Renato Russo!


CALCINHA PRETA

A Calcinha Preta é a banda de forró que mais impressiona o público em todo o brasil, com seu espetáculo de som, luzes e efeitos especiais de última geração. Em meados da década de 90, o forró ganhou uma nova roupagem. O ritmo tornou-se mais acelerado, arranjos ganharam mais instrumentação, temas modernos passaram a inspirar novos estilos de canções, e o palco passou a ser cenário de grandes espetáculos de decorações inovadoras, coreografias de dançarinos e efeitos especiais em luzes e sons.

Surge, então, a era da revolução da música nordestina, e no contexto, calcinha preta lança seu primeiro cd “A banda de forró mais gostosa do Brasil”, vendendo de imediato mais de 100 mil cópias e atraindo milhares de fãs em todo o brasil. São mais de 200 mil cópias vendidas no primeiro dvd, 200 mil no segundo dvd e mais de 3 milhões de cd's vendidos ao longo dos 10 anos de carreira.

Atualmente, a Calcinha Preta participa das maiores feiras agropecuárias do Brasil, reunindo verdadeiras multidões, que aplaudem e cantam suas canções nos shows pelo interior de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

O espetáculo da banda leva ao palco nove músicos, quatro vocalistas e quatro casais de dançarinos, que emocionam o público com seus ritmos, melodias, figurinos, coreografias e cenários, lotando casas de shows e praças. Desde a sua criação em 1995, a calcinha preta possui uma discografia de enorme sucesso, numa carreira sempre na ascendente.

Vocalistas:
Silvânia Aquino, Paulinha Abelha, Raied Neto, Bell Oliver e Marlus Viana.
Dançarinos:
Dennis, Nana, Reginaldo, Amanda, Júnior e Maristela.
Músicos:
Alexandre (guitarra), Gilson Batata (contra-baixo), Pé-de-ferro (bateria), Missinho (acordeon), Alex Marques (teclados), Valdir (percussão), João Paulo (metal), Cássio (metal) e Cauca (metal)

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