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28 dezembro, 2008

Filme de sábado à noite...Deite Comigo

Filme: Deite comigo (Lie with Me, 2005)


Cotação: bom


Ponto forte: Filme canadense com outro ritmo de filmagem e movimento que fala sobre as compulsividades, sexo e sedução. A cenas de nudez são contextualizadas e não banalizam o filme. Ao contrário tornam o texto mais próximo à realidade - a intimidade que se tem com a nudez no século XXI.


Para não esquecer: "a vida sexual de uma mulher pode ser igual a vida sexual de um homem".

Sinopse
Leila (Lauren Lee Smith) é uma jovem que adora sexo, se relacionando com os homens através de encontros casuais e sempre de forma breve. Uma noite, em uma festa lotada, ela encontra-se com David (Eric Balfour). Mais tarde Leila e um homem transam atrás da casa, com David e sua namorada observando sua performance de longe. David também transa com a namorada, sendo que seu olhar e o de Leila se cruzam enquanto ambos estão fazendo sexo com outra pessoa. Pouco depois David e Leila começam a namorar e, em seu relacionamento, eles começam a ter necessidades e desejos que vão além do lado físico.
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Ficha Técnica
Título Original: Lie with Me
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 93 minutos
Ano de Lançamento (Canadá): 2005
Site Oficial: www.liewithme.com
Estúdio: Conquering Lion Productions
Distribuição: THINKFilm / Europa Filmes
Direção: Clément Virgo
Roteiro: Tamara Berger e Clément Virgo, baseado em livro de Tamara Berger
Produção: Damon D'Oliveira e Clément Virgo
Música: Byron Wong
Fotografia: Barry Stone
Desenho de Produção: Kathleen Climie
Direção de Arte: Sharon Lacoste
Figurino: Antoinette Messam
Edição: Susan Maggie


Elenco
Lauren Lee Smith (Leila)
Eric Balfour (David)
Polly Shannon (Victoria)
Mayko Nguyen (Kika)
Kate Lynch (Marla)
Ron White (Ben)
Kristin Lehman (Rachel)
Don Francks (Joshua)
Frank Chiesurin (Joel)
Michael Facciolo (Rapaz tímido)

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copiei o texto abaixo, que embora não esteja lá grandes coisas, fala um pouco sobre o enredo.
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Por : Carlos Aguena - "Da equipe de redatores Palcoetv" e-mail: aguenaca@yahoo.com.br Carlos Artur Aguena: Psicólogo Clínico com especialização em Jung e Técnicas Corporais pelo Instituto Sedes Sapientiae

Vivemos a era das compulsividades. Somos viciados em comida, regimes, trabalho, sexo, academia, religião, álcool, drogas, conhecimento intelectual, relacionamentos. Por aí vai uma extensa lista de atividades que nos distraem de nós mesmos e de nossas questões mais profundas e existenciais que nos fazem sofrer. Livros de auto-ajuda e grupos anônimos proliferam, tentando apresentar uma vida mais cor-de-rosa e acolhedora e nos eximir de incertezas, angústias e perdas que no final são inevitáveis. O preço a ser pago por tantas distrações e disfarces é a superficialidade e o vazio existencial. A vida parece não fazer sentido e não há diversão que dê conta de nos afastar dessa estado. Não é a toa que hoje há também cada vez mais deprimidos.


As compulsividades colocam no comando nossos aspectos mais primitivos e instintuais e, em níveis mais patológicos, podem comprometer seriamente nossas vidas. Convivência familiar, compromissos de trabalho, relacionamentos sociais ou cuidados básicos com a saúde podem ir para o espaço quando, incontroladamente, a compulsão impera. Tragicamente, algumas compulsões são até muito valorizadas na sociedade, como por exemplo o trabalho e, em algumas situações, o sexo. No tarot, é a carta da roda da fortuna onde um macaco com a coroa reina no lugar do imperador. O imperador soberano precisa urgentemente recuperar o seu trono usurpado, pois nessa condição seu império corre sérios riscos de cair no mais absoluto caos.


O filme Deite Comigo do diretor jamaicano Clement Virgo conta a história de Leila, uma jovem mulher obcecada por sexo. Ela se masturba em frente a televisão vendo filmes pornográficos e sai à noite em busca de parceiros ocasionais. É significativo ver um personagem feminino com comportamentos sexuais muito parecidos com os masculinos.




Leila é uma caçadora e domina no ato sexual. Sinal dos novos tempos. Em uma de suas caçadas, Leila conhece David, um jovem artista com quem consegue grandes performances na cama. David também é um atleta no sexo e encontra em Leila sua parceira perfeita.


Leila só sabe se relacionar sexualmente com seus parceiros. Não há outra forma de encontro possível para ela. Ela não tem um bom relacionamento com seus pais. David namorava uma garota antes de Leila e cuida de seu pai inválido de maneira extremamente amorosa.


Tudo vai indo muito bem nesse encontro perfeito até que algo acontece e Leila se dá conta que ela e David não são apenas corpos com zonas erógenas e que a vida não se reduz ao deleite e a satisfação dos instintos.

Algo sai do controle. A vida coloca situações de fragilidade e vulnerabilidade que nos tira a ilusão de que tudo pode se resumir a escapismos. Nessa hora não há distrações que possam anestesiar a dor e Leila perde o chão. Ela se dá conta de sua condição humana.


Em suas buscas noturnas de satisfação de seu desejo, Leila conhece David e, inadvertidamente, encontra a qualidade humana dos sentimentos e afetos em si mesma e em seu parceiro. Aí pode estar uma chave libertadora do aprisionamento dos vícios tão desesperadamente buscada pelos compulsivos.


É possível ver esse filme e se deleitar unicamente com as belas cenas de sexo, mantendo-se no padrão de conduta da personagem principal. Ou então perceber que a vida oferece saídas.

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