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13 agosto, 2008

Largue a panela!

Um grande urso, vagando pela floresta, percebeu que um acampamento
estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um
panelão de comida. Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a
abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando
tudo. Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe
atingindo. Na verdade, era o calor da tina...Ele estava sendo queimado
nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava. O urso nunca
havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as
queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a
comida. Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais
apertava a panela quente contra seu imenso corpo. Quanto mais a tina
quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto
ainda rugia. Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram
o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina
de comida. O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na
panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de
estar rugindo.

Moral: Quando terminei de ouvir esta história de um mestre, percebi
que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que
julgamos ser importantes. Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos
queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos
importantes. Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa
situação de sofrimento, de desespero. Apertamos essas coisas contra
nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto
protegemos, acreditamos e defendemos. Para que tudo dê certo em sua
vida, é necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o
que parece salvação vai lhe dar condições de prosseguir. Tenha a
coragem e a visão que o urso não teve. Tire de seu caminho tudo
aquilo que faz seu coração arder. Solte a panela!

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