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24 maio, 2008

101 coisas, 1001 dias e muitos vídeos


Na minha lista de 101 coisas em 1001 dias está assistir mais filmes, seja no cinema ou em DVD.

Cumprindo minha promessa, já que o cinema é arte que me transporta - e clareia - para outra realidade, bem como novas possibilidades, peguei os filmes "Amigas com dinheiro" e "O julgamento do diabo". Ambos por alguma identidade com a sinopse.



Fazer crítica não é fácil (nem pretendo), mas percebo que um filme (ou livro e tal) tem que ter o dom de envolver o expectador para algo, porém dependendo do repertório individual e visão limitada não há arte que dê conta!



Parece-me que é assim: visões amplas terão mensagens mais amplas. Isto é, cada pessoa que sair da sala de exibição terá uma opinião sobre o quanto valeu ou não a pena ver o filme.



Por isso, para mim, Amigas com dinheiro (Friends with money, 2006), que peguei por que fala de algo que tem me incomodado ultimamente - amizades, dinheiro e tempo - tinha tudo para ser um filmaço. No entanto, tirando alguns recortes, o filme não me encantou.



Algumas divagações sobre "a vida tem que ser dura para quem faz suas escolhas difíceis (ou possíveis?)", "a velhice é inexorável o a grana não lhe salva", "uma vida de aparente sucesso e riqueza pode ser de fato muito superficial", "o preconceito social em relação às pessoas que ganham a vida em profissões de pouco reconhecimento", "amizade exige afinidade", foram os pensamentos que pude relacionar/refletir após a fita. Mas, repito, sem encantamento.




Já o filme "O julgamento do diabo" eu peguei por ser a história de um escritor que fez um pacto com o diabo para ter sucesso e acabou se arrependendo, pois estou quase na mesma situação. hehehe.



Este, sim, me encantou. Uma trama inteligente, que poderia ser muito banal, relatando motivos para se ser ou não um escritor. "Todo mundo espera na vida uma oportunidade para ser ouvido sobre o que pensa" é uma das frases que continua martelando minha cabeça. Ela não serve apenas aos escritores, ela representa acolhimento e pertencimento buscados por todos humanos. Quem não quer aplausos?



Além disso, o julgamento no inferno tem uma fotografia onírica maravilhosa e os argumentos do advogado e do diabo sobre escolhas, desejos, "quereres e viveres", são bem boladas. Um digno julgamento, diria.





Assim, eu recomendo o julgamento do diabo e não recomendo mulheres com dinheiro. Ambos falam de conflitos humanos e frustrações relacionadas ao "ter ou não sucesso".

Ocorre que um meteu o dedo na minha ferida e o outro não.

"O mundo precisa de pessoas como ele", disse o advogado ao juiz, é uma fala que defende minha existência nesta terra, por isso vale a pena assistir. Porque a arte tem que renovar esperanças ou chacoalhar indivíduos, assim eu penso...

Relembrando uma frase do seriado americano "Desaparecidos": "eu editei as vidas delas para que ficassem mais interessantes"... Sem dúvida, a vida com cortes é bem mais esplendorosa...




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