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07 abril, 2008

Aedes aegypti usa rolex





Well, well...
Lugares de epidêmicos são democráticos. Não se preocupam com raça, cor, status social. A doença do mosquito ataca celebridades, médios, anônimos e pobres no Rio de Janeiro. (o prefeito já pegou? Ah, talvez ele não fique muito no Rio...)


Quando um rico pega dengue tem mais chances de viver do que quando é um pobre. ÓBVIO, né?

Talvez isso seja para compensar o alto nível de reprodução endêmica das populações de baixo poder aquisitivo. Uma vez que rico tem poucos filhos e tem condição de criar os que pariu... Já o pobre prolifera pobreza. Rico, riqueza. "Cada um explora melhor o que sabe mais"...

Nota-se que, neste caso da dengue, há uma seleção naturalmente-artificial: quem tem menos morre antes. Pois necessitaria do dinheiro que não tem e necessita do hospital público e de recursos do governo que vão para os outros subsídios que alimentam esses mesmos pobres a não trabalhar e continuar a procriar para ter bolsa-escola-gás-leite-pão-etc.



Assim, Darwin pode pensar mais sobre sua teoria de evolução das espécies.

E como a mãe-natureza trata de equilibrar tudo (tem gente que chama isso de deus), precisa morrer um pouco de pobre também, visto que não fazem controle de natalidade. Ai entra o desequilíbrio ambiental (uma vingança dos ricos? ou um desleixo dos pobres?) com doenças, epidemias, enchentes, a destruir um bocado de gente.

Então, porque os pobres não trabalham (logo não pagam impostos) se beneficiam de subsidios (pagos pelos primeiros - os ricos que vão para os hospitais particulares e pagam impostos para os pobres irem aos públicos que não funcionam) que crescem com o número de filhos e fazem disso uma forma de vida, não tendo problemas em fazer mais uns dois ou três para beneficiar de mais subsidios.

E desta arte se dá a evolução da espécie: o pobre rouba o rolex do rico para comprar algo que quer ou precisa e o mosquito da dengue pica a vítima e o ladrão. O ladrão vai ao hospital público e não consegue vaga para se tratar, mas a gangue dele não pegou dengue e já revendeu o rolex. Daí a vítima que teve o relógio roubado vai ao doutor particular, se cura da dengue e compra outro rolex. E o mundo continuará como dantes: poucos ricos e rolex, muitos pobres e aedes aegypti. Até que se resolvam tomar atitudes predatórias e civilizatórias.

Para quem não sabe a libélula se amarra num mosquito.

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