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17 fevereiro, 2008

Meu domingo

Arte de Hundertwasser


Virei a noite do sábado para domingo fazendo enfeites de festa e vendo filmes (o ridículo Rambo II e o interessante "Garota Sapeca"). Bem cedinho, levei o namorado para fazer prova do concurso do TST. Comi pão fresco. Fiz o café da manhã da filha - enroladinhos de presunto e mussarela, pão com geléia de goiaba, suco de maracujá. Fui dormir às 8h30min. Acordei para fazer almoço - miojo básico de legumes regado ao azeite português e queijo parmesão. Tarefa cumprida e barrigas cheias. Cama novamente. Com ventilador no teto girando tive sonhos e sonhos. Meu quarto era maior, fiz rol de cheiros e vi ataque de peixes e seres subaquáticos. Amiga acorda com telefonema. Durmo novamente. Barulho de chuva. Cheirinhos de terra. Anoitece. Levanto, busco namorado. Compro maclanches. Vejo com a Lulu o elevador do Gugu-chato-domingo-legal cair. Ponho filha para dormir. Acabam as videocassetadas e encontro Hundertwasser. Sensacional é pouco. Aprender é incansável. Surpreender é indispensável. Preparo as primeiras aulas da semana, como um tasco de chocolate e vejo os seriados "Arquivo morto" e "desaparecidos" no SBT. Volto à cama e lamento: que venha a segunda!



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Saiba também:



Sua versão McDonalds


HUNDERTWASSER
(1928-2000) Friedensreich Hundertwasser (batizado como Friedrich Stowasser)é, em síntese, um artista plástico contemporâneo, que nasceu em Viena e foi enterrado na Nova Zelândia. Arquiteto, deixou obras espalhadas pela Austria, Alemanha, EUA, Japão, Israel e Nova Zelândia. Era naturalista e na natureza estava Deus, meio judeu meio ariano por ascendência, criou e recriou seu próprio nome, foi criticado, inventivo, audacioso talvez, certamente famoso, muito irreverante, precursor da arquitetura orgânica, pensava no sujeito, questionava o consumo e a deterioração circular humana-ambiental-humana, pensava na paz e na água, pensava no belo e no humano, e, mais que isso, formulou sua própria filosofia de vida e a repassou como herança para conscientização:



O PINTOR-REI DAS CINCO PELES
primeira pele - a epiderme
segunda pele- o vestuário
terceira pele - a casa do homem
quarta pele - o meio social e a identidade
quinta pele - ecologia e humanidade



Alguns os slides





"Eis o sujeito, esse sujeito presente a
si mesmo no instante efêmero fugaz
do reflexo, ei-lo aos poucos
enterrado sob sua própria
reprodução, devorado, apagado um
pouco mais a cada mirada, a cada
disparo da câmera, pela
representação congelada de
instantes sempre superados".

Philippe Dubois

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