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10 maio, 2007

Comércio na educação. Eu quero é novidade!

07/11/2005 - 09h42
Comércio de teses e dissertações atrai pós-graduandos


por BRUNO GARSCHAGEN

Colaboração para a Folha de S.Paulo, no Rio

Uma dissertação de mestrado ou uma tese de doutorado de 150 páginas pode ser comprada por R$ 2.000 em empresas especializadas. O prazo de entrega varia de um a dois meses. (Está até barato, pois comprar um diploma de qualquer curso superior é beeeemmmmm mais caro, já que a mensalidade começa em pelo menos R$ 300, e dura no mínimo três anos)

O negócio se profissionalizou de tal forma que a qualidade das monografias, teses e dissertações feitas sob encomenda é reconhecida pelas bancas examinadoras de instituições famosas pela produção intelectual qualificada. (óbvio, porque é RIDÍCULO fazer uma monografia para o comércio educacional autorizado chamado vulgarmente de"faculdade")

Um dos profissionais entrevistados pela Folha vendeu uma dissertação na área de economia, aprovada pela Fundação Getúlio Vargas, no Rio, e uma na de literatura, que será defendida em breve perante uma banca da Universidade de São Paulo (USP). (e aposto que tirou nota alta hahaha)

O autor dos trabalhos é R. M., 36, mestre, doutor e professor de filosofia de uma importante universidade carioca. Ele afirmou que a empresa para a qual presta serviços de "pesquisador" é uma pequena indústria que chega a produzir teses de doutorado até na área de medicina. (esse tá podendo e, provavelmente, deve ter feito as próprias pesquisas para ganhar seus títulos, e depois, como era inteligente e sabia escrever e ler e abrir aspas e tal e coisa, ficou sem conseguir bom emprego e partiu para o câmbio negro. Afinal, os bons dançam e a mediocridade impera!, então ele vende aos medíocres, né?)

"O baixo nível de exigência da universidade brasileira abriu esse mercado, que permite que pessoas sem qualquer intimidade com um determinado assunto, mas que saibam organizar informações, possam fazer teses e dissertações para vender", diz R. M., para quem trabalhos acadêmicos podem ser feitos mecanicamente, contando com a indiferença de professores universitários. (está claro que hoje EDUCAÇÃO É COMÉRCIO. Se é comércio, o produto é mercadoria, logo deve ser vendido. Tem tanta faculdade por aí que vestibular em particular não existe, mas tem apelido de "agendado". Concordo com R.M. que ORGANIZAR INFORMAÇÕES é o que basta, e se os professores da graduação ensinassem pelo menos isso, formaria alunos "mais preparados" para o mundo "acadêmico". É pura mecânica mesmo!)

Nos classificados dos principais jornais do Rio e na internet há dezenas de empresas oferecendo esses serviços. Foi dessa forma que professores universitários ouvidos pela Folha disseram ter constatado a existência desse mercado, apesar de nunca terem registrado casos semelhantes em seus departamentos. (DUVIDO! Até resenha de um tema qualquer durante o bimestre vem comprada ou colada! Me engana que eu gosto hahaha)

"A oferta é tão explícita que é quase uma pressão sobre os alunos", diz Cláudia Márcia da Rocha, professora do departamento de letras vernáculas da faculdade de letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). (Pressão sobre o aluno é essa propaganda pérfida que ilude milhares de pessoas, persuadindo-as a fazerem faculdade acreditando que terão emprego com canudo no bolso. Isso sim é uma maldade, uma pressão, um abuso, quando sabemos que nem um terço dos graduados terá condições de competir e muito menos de conquistar emprego que não seja do tipo "telemarketing", né Fê?).

"Tenho 37 anos de magistério e nunca imaginei que veria esse tipo de coisa ser feita abertamente." (jura?! tadinha! Escondido pode, né? Hipocrisia da porra!)

"Erudição balofa"

Liliana Cabral Bastos, coordenadora do programa de pós-graduação de letras da PUC-RJ, acha que vendedores de teses aproveitam-se de falhas das instituições. (Vendedores de teses aproveitam-se do mercado educacional assim como os donos das instituições, os clientes-alunos, os professores "prostituídos" que passam todos para ter salário no fim do mês. Todos empatam, né Fê? rsss)

Segundo R.M., que produz trabalhos acadêmicos sob encomenda há um ano, qualquer pessoa que saiba organizar informações e escrever bem pode elaborar um trabalho padrão a partir da pesquisa e da bibliografia entregues por quem faz a encomenda. (Bom, aqui tenho uma ressalva, escrever bem infelizmente não é para muitos. Assim, poucos estarão habilitados realmente a prestar serviços paralelos e entregar boas encomendas).

"É o que eu chamo de erudição balofa: muitas citações, costuradas com os parágrafos chavões da academia, naquele indefectível estilo impessoal da terceira pessoa." (Ufa! Nossa, finalmente vejo escrito o que sempre achei nojento, absurdo, burro, ridículo etc! E bota balofa nisso! É para dar mais páginas e parecer mais "inteligente" hahahaha)

A falta de originalidade dos trabalhos pode, sim, servir de estímulo a esse mercado, conta Herli Menezes, professor de metodologia do ensino de ciências na Faculdade de Educação da UFRJ. Ele acha que a padronização do texto acadêmico beneficia essa fraude. (Óbvio ululante pleonástico redundante! hahahahahha, me divirto com isso hahahahah)

Insegurança e falta de tempo

Profissionais e estudantes entrevistados pela Folha afirmam que a compra e a venda dos trabalhos são estimuladas por falta de tempo, insegurança e pouco interesse por pesquisa. O advogado C.B., 27, do Espírito Santo, comprou a monografia com a qual se formou em direito na Universidade Salgado de Oliveira, de Campos (RJ). (Não se preocupe C.B. seus antecessores, mais velhos, que estão no mercado atualmente ganhando rodo de grana não fizeram monografias. Para ser advogado não é preciso pesquisa acadêmica, apenas bons contatos, o mínimo de entendimento de leis e seus buracos e muita lábia, pode crer!)

Pagou R$ 50 pelo projeto de pesquisa e R$ 200 pela monografia. Quem vendeu foi uma colega da própria faculdade, que estava um período à frente. (Tá vendo C.B.? É fácil!)

O advogado disse que encomendou a monografia porque, na época, estava mais preocupado em estudar para as provas finais. "Sabia que não conseguiria conciliar as duas coisas e que a monografia não me traria qualquer retorno." O trabalho, somado com a apresentação diante da banca, foi aprovado. C. B. ainda vendeu a mesma monografia por R$ 200 para dois outros estudantes. (Com certeza a monografia não lhe daria retorno mesmo! Pois não lhe abrirá qualquer porta. Se bem que copiar e colar falas de autores pode lhe ser útil nas petições, pelo menos isso você já aprendeu?)

Banca mais exigente

Para evitar que alunos apresentem trabalhos comprados, a saída é formar bancas qualificadas para avaliar a apresentação, segundo Marcelo Milano Vieira, professor de estudos organizacionais da Escola Brasileira de Administração Pública de Empresas da Fundação Getúlio Vargas. "Basta a banca fazer perguntas específicas sobre a coleta dos dados e a origem das informações usadas em dissertações e teses." (Eita, o Marcelo Vieira agora deu um tiro no pé! Será que são todos uns desqualificados nas bancas? Ops! Não são os professores da instituição que formam as tais bancas avaliadoras? Agora boiei! A sugestão é fazer pegadinha? Ai ai ai. A origem das informações usadas em dissertações e teses é fácil: livros hahahahha E da pesquisa varia entre imaginação, criatividade ou até campo mesmo)

Como os trabalhos feitos sob encomenda seguem um formato padrão aceito nas universidades, Vieira diz que a banca pode descobrir a fraude formulando perguntas fora do modelo determinado. Ele atribui o crescimento da compra de trabalhos de pós-graduação a profissionais sem interesse ou condições intelectuais para fazer mestrado ou doutorado, mas que são pressionados pelas empresas a obter um título."São executivos que só querem o certificado e, para isso, buscam trabalhos sob encomenda." (Ora, se é sob encomenda tem mesmo que seguir o padrão aceito. E Vieira que me desculpe, o professor atento, a priori, já sabe quem é quem. Já sabe qual aluno tem ou não condição de fazer qualquer trabalho acadêmico por si só. Se o trabalho chega à banca é porque já passou pelos "requisitos", o orientador já viu etc blá blá blá. E a banca que descobrir as fraudes fará o quê? Passará dos alunos da mesma forma míope. E concordo que o APELO POR TÍTULO é um problema nacional, absurdo!)

O número reduzido de professores e a grande quantidade de pós-graduandos agravam o problema, opina a professora Cláudia Márcia da Rocha, da UFRJ. "Há turmas de mestrado com 40 alunos. Não há como dar conta de todos", avalia Rocha. (Realmente não dá. Porém, querida professora, escola é comércio, professor é commodities, aluno é cliente, título é mercadoria. O conhecimento e o aprimoramento intelectual que vão para o inferno! Acho que essa deve ser uma daquelas cláusulas contratuais de letra miúda)

Ele conta ainda que um amigo, professor da Coppe (Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia), cobra dos alunos que produzam textos em aula, para evitar problemas como plágio ou compra de trabalho. (Inteligente esse amigo! Pelo visto esse ama o que faz e é de fato um "Mestre").

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A falência do sistema é geral, e será que ninguém percebe? Eu quero é novidade!

Um comentário:

rogério silvério disse...

é, lembrando sempre que nas Federais e Estaduais a coisa é mais nojenta ainda.A educação virou uma quitanda total, até um cego tá vendo isto. Mas, vamos jogando e blefando também, não há escolha. Quer dizer, há: o sonho, a morte e a poesia - quen o fundo são a mesma coisa.
Solange, adorei este texto! Repete ele outro dia, os internautas têm que ler isto.

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