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28 dezembro, 2006

Faxina da virada




Recesso de boas festas é um bom momento para se “arrumar as tralhas”. De repente o Papai Noel despeja seu saco em nossas casas e hora de reajeitar a bagunça do ano. E haja saco! Saco de lixo, saco de paciência, saco de reinventar uma nova vida para o ano novo que se aproxima. Ontem foi dia de “faxinar” o quarto da criança que tem mais brinquedos que um dia pode conter. Pecinhas, jogos, panelinhas, coisinhas, bichinhos, bonecas, carrinhos, trenzinho etc., e haja fôlego para organizar, separar, e botar em ordem a desordem do ano, cuja pressa não nos deixa parar para manter os dias “arrumados” (se é que isso é possível). Agora, estou aqui na virada da meia-noite, assistindo “Sex and the City” (tão recomendado por uma amiga) e pensando a volubilidade da vida, pois viver é instável, praticamente incontrolável. Pensando nos dias perdidos, nas noites insones, nos desencontros, nas alegrias, nas decepções, enfim, refletindo sobre o ano. Ainda não estamos no dia 31 de dezembro, mas não há data certa para se rever propósitos, desejos, valores. Sei que 2006 (especialmente o segundo semestre) foi pancada para mim. Porém, é preciso renovar alguns itens da lista do viver. Encaixar melhor algumas peças do quebra-cabeça psicológico, consertar alguns jogos do poder capitalista e lançar novas estratégias, trocar as pilhas de vontades adormecidas, separar os dados da sorte das ondas de azar. Cuidar para que cada coisa volte ao seu lugar logo que findar (ou antes mesmo) o momento ruim e dar corda à brincadeira que nos faz feliz enquanto os olhos brilham, o tempo pára e o coração palpita. Perpetuar o que é bom é arte. Enterrar o que é ruim é virtude. E que 2007 seja um ano de arte e virtudes, acima de tudo lúdico, divertido. Sejamos sábios para que vida não vire simplesmente entulho!

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