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12 setembro, 2006

Solar dos Príncipes - Marcelino Freire

Painel Cidade Cantada em vários tons (2006)



Hoje finalizei a aula de Comunicação Organizacional (1º semestre de Administração) com o conto Solar dos Príncipes (do livro Contos Negreiros, de Marcelino Freire).

Após a leitura pedi aos alunos que registrassem, em uma ou duas frases, algo que representasse o texto. Uma idéia. Um sentimento. Uma mensagem. Um olhar.

Então, vamos ver o resultado?
Logo abaixo 22 rápidas visões do criativo conto Solar dos Príncipes.
  1. “Rico visitando uma favela é visto como uma esperança. Pobre visitando um rico é visto como uma ameaça”.
  2. “Estão abertas às portas da discriminação, gravando!”.
  3. “Classes médias e altas têm um pouco de navio negreiro”.
  4. “Impressão generalizada: homem negro, pobre e morador do morro é bandido”.
  5. “Rico visita pobre. O pobre mostra. Pobre visita rico. O rico esconde”.
  6. “O preconceito da classe média com os negros”.
  7. “O racismo é maior entre pretos e pobres”.
  8. “Em favela de rico, preto pobre não tem vez”.
  9. “Quando se quer relatar a pobreza, a tristeza, a angústia, ou mesmo, a alegria momentânea do pobre é fácil. Mas, quando se quer sentir a realidade da classe média, o racismo entra em ação”.
  10. “A falta de oportunidade por causa do preconceito social”.
  11. “Em um filme, entre dois indivíduos, o preto é sempre o suspeito”.
  12. "Um paradoxo mal compreendido”.
  13. “A gente não ouve samba. A gente ouve barulho de tiro, muita bala. [... ilegível] da favela, sou pobre, com orgulho”.
  14. “O discriminado de portas abertas”.
  15. “Sou negro. Quero a liberdade de ir e vir”.
  16. “Preconceito e segurança dependem dos olhos de quem vê”.
  17. “Olá, seu porteiro, é o morro na fita!”.
  18. “Um síndico do prédio bem animado que não queria nada com nada”.
  19. “Relatos de um filme de pobre”.
  20. “Quando somos pobres somos vistos como um nada”.
  21. “O difícil é fazer alguma coisa, ainda que essa coisa seja cinema feito por gente de cor”.
  22. “Os ricos têm segurança e se escondem. Os pobres não têm segurança e sofrem por serem negros e pobres”.

Obs.: Os alunos pediram que seus nomes não fossem revelados.

2 comentários:

Cesar Cardoso disse...

Tem umas obviedades e umas viagens na maionese, mas tem algumas sacadas bem interessantes...

Agora, no item 5, não seria a favela que tem um pouco de navio negreiro?

Soll disse...

oi Cesar nao editei as frases. ;) bom, acho que ha navio negreiro por toda parte ainda, escondidos ou claros, quem sabe... bjs

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