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09 setembro, 2006

Calaf - arte popular...

Imagens e texto por Solange Pereira Pinto
Coisa nossa...

...embala personagens da noite.


Gente... samba...

Gente... procura...


Gente que se acha entra na frente da foto dos outros...


Moda? Correntes grossas (prateadas) no pescoço e bonés.



François, Laurent, Fabian, Rachid. França samba!

Madrugada: uma arte possível?

As crônicas noturnas continuam. Ontem foi a vez de samba, suor e cerveja. O bar Calaf (não sei dizer o endereço rss) estava mais que lotado. A banda Coisa Nossa agitava a troca de pares e olhares e bebidas e sacolejos e beijos nas bocas e desistências e tchaus. Uma de nossas personagens terminou um namoro de mais de ano (há três semanas) e estava lá sorridente com o ego nas alturas.

Tenho que registrar, coisa irritante é homem "pedir" passagem no melhor estilo pitbull trombando na gente com os bíceps anabolizados e cara de malvados. Eu hein, juram que gostam mesmo de mulheres? ou preferem pares e espelhos? Eca! Mas, até que tem gente educada, que põe levemente a mão nas costas, ou ombros, e pede "com licença". Isso sim é civilizado.

O gostosão da camisa sete (isso mesmo tinham números na camiseta do rapaz) era a figura carimbada. Parecia atacante perdido em campo. Ia de um lado para o outro investindo, driblando, e saiu sem fazer gol. Num escanteio quase total.

No meio do aperta-esbarra-empurra-agarra (e no final da agitação quando infelizmente se acendem as luzes) saem pérolas hilariantes. "Cadê o meu, ô safada?" (que mal gosto hein ficar com um grosseirão desses). Eu daria um garrafada num tipo desse.

Tem gente que cisma com boca e pergunta "você tem dono?". ahn? "Sua boca tem dono?" Epa! Como assim, dono? "É. Sua boa é maravilhosa etc" (obscenidades totais). Acho que é a mesma coisa de perguntar se seu cérebro tem dono. É cada uma!

No estacionamento, um quarteto de rapazes (de bonés e correntes no gogó, é claro) soltam a melhor para as mulheres que passavam. "Ei cabelo de minhoca!" (kkkkkkkkkkkkkkk) Dessa eu tô rindo até agora. Cabelo de minhoca hahahahah.

Depois de tudo isso, e outras que a gente faz questão de esquecer, vem o homem com nome de flor e diz "vou tomar um caldo para ter o que vomitar quando chegar em casa". Sem comentários.

Ainda assim tinha o som incentivando "tem que me prender... tem que me seduzir... me deixar louca por você..." ou ainda, "oh coisinha tão bonitinha do pai..." ou quem sabe "amor se eu chegar mais tarde por favor deixa a porta aberta para eu entrar...".

Pontuação da sexta-feira? 85% de aproveitamento! Fracionado da seguinte forma: 45% para as gargalhadas que demos e 30% para a música e 10% para o pilequinho.

Então pois, a arte possível da madrugada é chegar em casa lembrar das esquetes, selecionar as fotos e brincar no photoshop. Isso sim, 180% de aproveitamento. Gostaram das imagens?

Dias melhores virão, um clichê mais que necessário. Saravá! Oxalá! Trololó! Blábláblá! Até a próxima crônica das madrugadas surreais da Capital Federal de Alice. Como diria a rainha "cortem-lhe as cabeças!". Fui.

PS: Esqueci do "Zé goteira". O cara depois de umas tentativas de ficar com uma garota disse a um amigo vaza, vaza, vaza... Ele sim tinha um papo goteira!

3 comentários:

Cesar Cardoso disse...

Da série "ignorância brasiliense": o Calaf não é aquele bar no Setor Bancário? :P

Soll disse...

É mesmo Cesar. acho que é setor bancário sul ou ao lado... sei lá onde é! bj :)

Alena disse...

Creio que estava com adolescentes... kkkkk
Haja farra, heim!

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