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06 abril, 2006

Crônica do dia

O Antipetismo do Jabor

por Manoel Rodrigues

Os ismos são uma forma de burrice. Os antiismos, a burrice rival. O Jabor é um homem inteligente. Às vezes, brilhante. Lembro o comentário dele sobre Michael Jackson, na CBN. Mais que brilhante, foi belo. Um texto cheio de compaixão e solidariedade ao pop star execrado por todos os istas e antiistas. Um texto independente, corajoso, humano, no sentido do melhor da humanidade. E os ismos e antiismos são parte do pior dos seres humanos.

Mas agora o Jabor está me saindo a antipetista. Já fui admirador do PT, quase me filiei – isso, há vinte e poucos anos. Entrei no PC do B. Me desiludi e pensei, de novo, em entrar para o PT – isso, há uns 15 anos. Me desiludi, não entrei e acho que boa parte das críticas mais duras que o PT e a esquerda vêm recebendo são justas.

Mas o antipetismo não é uma exceção: ele também é uma forma de burrice. E na crônica de hoje, 6/4/2006, na CBN, o Jabor me saiu a antipetista. Como? Transformando em seriedade e espírito público tudo o que é contra o PT. O texto do Jabor parecia encomendado, feito sob medida para o bem da causa antipetista.

Basta isso, então, Jabor, que alguém não seja PT para ser bom, ético, correto? Os elogios entusiasmados do Jabor a personagens inexpressivas, suspeitas ou sabidamente corruptas da nossa cena política tiveram hoje um cheirinho de abjeção. Quero crer que o comentário do Jabor não tenha sido encomendado. Realmente penso que não foi. Mas que foi burro, foi. E com a burrice a vida fica bem pior.

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